Edivaldo
Ramos de Oliveira: Os motores da vitória
O dia
25 de outubro, definitivamente, entrou para a nossa história como um momento
especialmente relevante para os amantes da democracia, das liberdades e do
Brasil. Muitos anos se passarão, gerações hão de vir, as testemunhas vivenciais
envelhecerão, as escolas vão ensinar o que houve, os jovens tomarão
conhecimento dos fatos, até que essa data, quem sabe, será considerada feriado
nacional: o Dia Nacional de Defesa da Democracia. Foi uma intensa jornada
exitosa de luta!
A
emocionante vitória de Lula no segundo turno da eleição de 2026 carrega um
simbolismo de profundos impactos para a política nacional, mas não só,
desenhando-se como uma das mais expressivas reações contra a onda de extrema
direita que varre o planeta, particularmente o continente americano e, ao se
destacar como um produto direto das imensas manifestações de rua, não apenas se
aproxima do conjunto de eventos que movem as placas tectônicas da sociedade
europeia (França, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Portugal, Sérvia, etc.)
como a ela sinaliza uma mensagem clara: sim, o enfrentamento ao neoliberalismo
é possível.
A
virada de jogo ocorreu em apenas três semanas, tempo em que a iminente derrota
deu lugar à mais emocionante vitória em uma campanha presidencial. Esse
desfecho, contudo, não se deveu à estrutura oficial da campanha – que se
mostrou desorganizada, analógica e desaparelhada frente ao avanço conservador
–, mas sim a uma vigorosa reação popular. O resultado de 2026 tornou-se o mais
eloquente exemplo de que nenhum projeto político prospera sem o protagonismo
real do povo. A vitória consolidou-se quando a militância orgânica e as redes
sociais atropelaram o imobilismo burocrático para reafirmar a soberania nas
ruas.
A
síntese de toda essa epopeia que levou Lula mais uma vez ao poder exige uma
reflexão mais aprofundada, passada a euforia da vitória e o alívio pela derrota
do projeto bolsonarista. Não se pode negar a centralidade da classe
trabalhadora nesse processo, como parece querer o discurso lulista sobre o
êxito eleitoral, assim como não se recomenda iniciar uma infrutífera disputa
por narrativas, quando deveria prevalecer uma tentativa de construção de
convergências.
E não
se pode aceitar como verídica a versão simplista utilizada para descrever a
jornada de lutas, segundo a qual a virada fantástica que resultou na vitória
eleitoral da campanha contra o bolsonarismo seria consequência apenas da
“excepcional genialidade política de Lula”, um mantra funcional utilizado há
muito pelos lulistas em toda e qualquer situação para explicar qualquer coisa
que se refira a qualquer êxito associado a Lula. Há muitas outras camadas em
torno desse assunto, incluindo diversos outros personagens em distintas
conjunturas.
A ação
lulista direta seguiu uma coordenação de campanha débil e ensimesmada, com
ações desconexas e centradas em narrativas triunfalistas, sem respaldo na
realidade factual. O próprio Lula, ao término do primeiro turno, afirmou ter
sido “a campanha mais confusa da minha vida”, segundo suas palavras. O desfecho
adverso deve ser atribuído à cúpula dirigente do Partido dos Trabalhadores e
aos membros da coordenação de campanha, acríticos e deslumbrados com a
possibilidade de estarem junto ao líder.
Esse
“arranjo doméstico” homologado por Lula resultou na segunda posição ao término
do primeiro turno, disseminando desesperança na população avessa a Flávio
Bolsonaro. Como alertaram insistentemente muitos analistas críticos ao
bajularismo “chapa branca” dos que se anunciavam aderentes ao projeto vagamente
progressista: “Lula só perderia para o próprio Lula”. Foi exatamente o que
ocorreu.
No dia
seguinte ao primeiro turno, estudantes da UFF ocuparam as ruas de Niterói (RJ)
em apoio a Lula e defendendo a mobilização popular como alternativa. O ato
gerou um efeito multiplicador, desencadeando manifestações semelhantes e
autônomas por todo o Brasil, sem coordenação de partidos ou da cúpula formal da
campanha.
Esse
movimento horizontal, protagonizado por jovens e trabalhadores, ganhou força
nas ruas e tirou da passividade setores que já temiam a derrota no segundo
turno. Aos poucos, a mobilização de massas atraiu manifestantes mais velhos e
lideranças políticas institucionais, criando uma rede de enfrentamento às
forças conservadoras que se retroalimentou até o desfecho vitorioso nas urnas.
Enquanto
as ruas eram ocupadas, o deputado André Janones (Rede-MG) capitalizou a
insatisfação da militância para digitalizar a campanha, inovando o tradicional
estilo petista e dominando as redes sociais – um terreno antes negligenciado
pela esquerda. Essa estratégia superou os algoritmos das Big Techs e
tornou-se o eixo mais eficaz da disputa no segundo turno.
A
“virada de chave” ocorreu a partir do “Exército do Lula”, um grupo de WhatsApp
que convocou a militância para o engajamento permanente e a viralização de
conteúdos. Em menos de três semanas, a rede saltou de 60 mil para 10,8 milhões
de inscritos; ao mobilizar os integrantes como “soldados”, a estratégia gerou
um forte senso de pertencimento e rompeu o imobilismo político.
Muitos
dos participantes desses eventos, tanto digitais quanto presenciais, aos quais
se dedicaram com intensidade, eram filiados ao Partido dos Trabalhadores, mas
não vinculados a mandatos ou a estruturas burocráticas, e vislumbrando o
iminente colapso eleitoral, somaram-se à massa popular mobilizada e romperam
com a não-estratégia de confusão/inação partidária. Essa dinâmica, executada
voluntariamente pela militância petista e à margem da orientação partidária,
expôs a realidade de decadência da máquina burocrática interna, cada vez mais
capturada pelos mandatos e engessada para atender aos interesses dos
mandatários.
Incapazes
de responder aos desafios do primeiro turno, as cúpulas partidária e de
campanha deixaram como legado um vazio de ideias e de autoridade. As ações
confusas dos dirigentes, os chamados “capa-pretas”, resultaram no revés
inicial, cuja gravidade ficou evidente quando o próprio Lula se viu obrigado a
reformular a coordenação e mudar a estratégia já no dia seguinte à votação.
Em
suma, a atuação da direção petista limitou-se aos erros do primeiro turno. A
narrativa de que o êxito final decorreu da coordenação oficial ignora que a
engrenagem institucional apenas pegou carona na mobilização espontânea das ruas
e das redes. Se a apatia e o arcaísmo dos dirigentes comprometeram o desempenho
eleitoral, a postura de Lula mostrou-se ainda mais temerária.
Seis
meses antes, na abertura do Congresso do PT em Brasília, Lula havia criticado o
uso excessivo de celulares, afirmando que “não se faz política sentado em um
sofá mandando zap” e defendendo a dinâmica tradicional de panfletagem de porta
em porta. Nenhuma novidade no perfil político de Lula que, afinal, sempre se
declarou uma pessoa analógica e cética em relação às tecnologias, mas esse
episódio de campanha ratificou a percepção de que ele efetivamente é um
político do século XX e que raciocina como tal, conduzindo os processos
eleitorais de forma arcaica e improdutiva. E essa visão anacrônica e
centralizadora pautou o primeiro turno, revelando-se eficaz apenas na
construção da própria derrota.
Sintomaticamente,
as estratégias vitoriosas adotadas apenas no segundo turno contemplaram
exatamente os pontos rechaçados por Lula: foco intenso no ambiente virtual
operado por meio de celulares (smartphones) e consistindo na utilização
da plataforma do aplicativo Whatsapp (o “zap”), além da imprevista
ocupação massiva das ruas do país. Ou seja, o êxito só ocorreu porque a
operacionalização se deu de forma absolutamente distinta da proposta por Lula.
A única
estratégia executada integralmente e que se pode identificar como decisão
direta da coordenação de campanha e aprovada por Lula diz respeito ao
controverso “pacote de bondades”, forma como a mídia denominou o conjunto de
medidas econômicas divulgadas no período compreendido no segundo turno,
consistindo em propostas de forte apelo eleitoral, amplamente reivindicadas por
diversos segmentos da sociedade ao longo dos quase quatro anos do atual
mandato, mas anunciadas apenas nas três últimas semanas de campanha.
Portanto,
além das mudanças orgânicas na coordenação de campanha e diante do risco
iminente de derrota eleitoral, Lula passou a divulgar quase diariamente novos
benefícios a serem implementados em caso de reeleição, tentando estabelecer um
diferenciamento essencial entre as genéricas propostas de seu adversário e a
continuidade de seu governo. Contudo, a efetividade dessa “estratégia do
desespero”, além de contestada politicamente por sua natureza populista, pode
significar um verdadeiro “tiro no pé” de sua próxima gestão, dada a opção
preferencial pelo esmero em valorizar o malfadado Arcabouço Fiscal.
Redirecionando
o foco para o resultado do pleito propriamente dito, contrariando a tradição
eleitoral consolidada desde que a reeleição foi implementada no Brasil, segundo
a qual o candidato vencedor do primeiro turno nunca havia sido derrotado no
segundo turno, Lula protagonizou uma virada histórica, revertendo uma derrota
por 2,1 milhões de votos, transformada em uma vitória inquestionável por cerca
de 4,4 milhões de votos.
Adicionou
10,3 milhões de votos entre um turno e outro, enquanto Flávio não superou os
3,7 milhões, significando 74% dos votos conquistados pelos candidatos, ante os
36% de Flávio. Lula não perdeu votos em nenhum estado nem no Distrito Federal,
enquanto Flávio viu sua votação minguar em seis estados (Acre, Amapá, Amazonas,
Maranhão, Roraima e Tocantins). Ao final, Lula venceu por 51,79% contra 48,21%
dos votos válidos.
Simbolicamente,
o pêndulo da mudança de posições entre os dois turnos foi o estado de Minas
Gerais, única unidade da Federação em que a virada se materializou e a
liderança trocou diretamente de mãos, com Lula se tornando o mais bem votado,
obtendo 50,43% contra 49,57% dos votos válidos – no primeiro turno, Flávio
Bolsonaro venceu por 48,24% contra 43,33% dos votos válidos.
Dentre
os vários fatores determinantes dessa performance, nenhum deles pode ser
relevantemente associado às características pessoais de Lula, à aprovação de
seu governo, à execução de estratégias eficazmente definidas pela coordenação
de campanha, tampouco a uma súbita epidemia de entusiasmo espontâneo que teria
estimulado contingentes de eleitores a se definirem pelo voto na reeleição.
Os
motores da surpreendente vitória foram variados, compondo uma lista amplamente
heterogênea de fatores contribuintes:
(i)
Criação
de uma frente democrática popular de enfrentamento às forças reacionárias;
(ii)
Redução
do número de abstenções, que caíram de 21,08% para 19,22%, entre os dois
turnos, um feito inédito;
(iii)
Queda
expressiva do total de votos brancos e nulos, caindo de cerca de 6 milhões para
4 milhões;
(iv)
Avanço
no Sudeste, com ampliação de votação em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas
Gerais, maiores polos concentradores de votos.
(v)
Campanha
pelo voto útil contra o candidato bolsonarista;
(vi)
O
despertar de uma militância jovem e progressista;
(vii) Adesão, “por osmose”,
de numerosos segmentos da esquerda tradicional;
(viii) Intensa dinâmica de
estímulo à mudança do voto (o “vira-voto”);
(ix)
Divulgação
de um “pacote de bondades” pelo governo federal;
(x)
Reversão
dos resultados registrados em Minas Gerais, liderando a votação no estado;
(xi)
Erros
táticos cometidos pelo candidato Flávio Bolsonaro;
(xii) Recall negativo do governo
de Jair Bolsonaro.
Obtida
a vitória de forma tão empolgante, Lula terá muitas razões para promover uma
virada de chave em seu modelo de governança e em sua concepção de
governabilidade, ainda que entenda serem destaques de suas vitrines políticas.
Seu terceiro mandato se caracterizou como uma gestão engessada, palaciana,
marcadamente centrada nas realizações de seus governos anteriores, desprovida
de ações reconhecidas como efetivamente transformadoras, ou seja, sem uma marca
de governo. Some-se a isso, uma campanha de primeiro turno morna, passiva, sem
criatividade, confusa, burocrática, o que explica a segunda posição como
resultado eleitoral.
Assegurado
pelas urnas, seu quarto mandato está fadado a conviver com obstáculos muito
mais complexos do que os identificadas no terceiro mandato, seja pela
dificuldade orçamentária de execução e cumprimento de todas as promessas de
campanha, seja pela quase impossibilidade de desenvolver novos programas de
elevado alcance social.
Tendo
optado por priorizar as articulações estaduais dedicadas à estruturação de
redes de apoio voltadas para o projeto de reeleição presidencial, o Partido dos
Trabalhadores – partido do candidato Lula e maior legenda do arco de alianças –
e vários dos partidos aliados relativizaram a importância do aumento das
bancadas, acatando passivamente a lógica de precedência absoluta da reeleição,
o que contribuiu para o reduzido crescimento da bancada parlamentar da base
governista. Assim, o governo Lula 4 continuará refém de articulações com o
Poder Legislativo, de quem dependerá para a aprovação das medidas referentes às
promessas de campanha.
De toda
forma, ainda que supere a barreira parlamentar da aprovação, o governo terá
enormes dificuldades orçamentárias para implementar essas propostas, dado que
também se comprometeu com a ampliação dos mecanismos de austeridade e com a
formação de superávits primários, pressupostos elementares do fortalecimento do
Arcabouço Fiscal, uma criação unilateral do governo atual e que demonstra ser o
principal mecanismo de manutenção da política de austeridade fiscal, tendo como
principal sorvedouro dos recursos da União os pagamentos da Dívida Pública (que
já atingem a cifra de mais de 1 trilhão de reais anuais), constituindo-se no
“manjar dos deuses” do universo rentista.
Ademais,
terá que conviver com um Congresso Nacional ainda mais reacionário e
chantagista que o atual, além de contar com uma base menor, a qual se infere
pela análise do perfil dos parlamentares eleitos e remanescentes. A extrema
direita terá uma influência ainda maior do que já tem, podendo eleger o
presidente do Senado e compor um núcleo de oposição incondicional ao governo,
criando severas dificuldades ou mesmo inviabilizar a aprovação de projetos
relevantes e de elevado alcance social.
Espera-se
que Lula, extremamente aferrado a métodos de negociação política tradicional,
consiga ler o quadro político contemporâneo com clareza e opte por um modelo de
governabilidade distinto do adotado no terceiro mandato, por meio do qual se
tornou refém do Congresso Nacional, ancorando-se no respaldo popular e não no
fisiologismo da classe política.
O
governo Lula 4 precisa abrir espaço para a participação popular como fio
condutor de sua permanente interação com a população, desenvolvendo, por
exemplo, medidas que dialoguem diretamente com o cidadão e que fortaleça
vínculos de interlocução, como o Orçamento Participativo Federal, anunciado em
seu terceiro mandato, mas logo ignorado.
É
preciso se ter a límpida percepção de que o lastro do seu quarto mandato
precisa ser deslocado dos acordos rebaixados de conciliação com as forças
reacionárias da política nacional, representadas pelo Centrão e pelo conjunto
dos partidos da direita tradicional, para a legitimação popular obtida pelas
multidões que ocuparam as ruas e as redes na defesa e realização de sua
campanha vitoriosa.
É
evidente que a negociação com partidos conservadores se faz necessária em um
cenário de presidencialismo de coalizão e contexto de luta política, mas essas
tratativas não podem e não devem começar e terminar na figura isolada do
presidente da República, que as conduz de forma monocrática e majestática,
embora muitos sejam os indícios de que esses acordos funcionam apenas para a
aprovação e implementação de medidas propostas pelo governo, mas que, de
qualquer forma, seriam aprovadas pela oposição conservadora, dado que foram
concebidas exatamente pela lógica funcional da direita e não espelhando as
demandas populares efetivas, nas quais alegam basearem-se.
Sem
repensar a lógica de seu governo e ressignificar sua concepção de
governabilidade, Lula corre o risco de sucumbir diante de uma realidade adversa
decorrente do jogo político hegemonizado pelas forças de direita, com o qual
parece sempre estar disposto a construir conciliações supostamente benéficas,
mas que constantemente se mostram ineficazes.
Os
sinais de sua opção política serão dados desde a definição dos nomes que
comporão o ministério, passando pelas falas tão logo tome posse e ficarão
claros no decorrer dos primeiros dias do novo mandato. A propósito, a
conjuntura que emergiu das urnas, fruto das mobilizações motivadas pela
esperança de um país melhor, não toleraria um novo governo imerso nos mesmos
moldes que definiram o atual governo como refratário às transformações que a
sociedade intensamente reivindicou.
Quanto
à militância de esquerda, majoritariamente do Partido dos Trabalhadores, as
estratégias emergencialmente executadas com o propósito de evitar a vitória da
direita, a despeito da natureza intrinsecamente contestável, surtiram o efeito
desejado e resultaram na reeleição do presidente Lula, gerando enormes cargas
de alívio.
Contudo,
essa mesma militância que se mostrou tão aguerrida não pode se acomodar com o
papel que parecem querer designar a ela, o de um simples soldado que compõe um
“exército” comandado por um fanfarrão autocentrado, que distribui ordens e
determina “missões”. Ela precisa assumir seu papel de protagonista do processo
e se organizar fora da institucionalidade, de forma autônoma e crítica em
relação aos mandatos, à retórica “chapa-branca” e ao messianismo alienante
professado pelos “capa-pretas”.
O
exercício crítico da análise política deve ser realizado desde o primeiro dia
do novo mandato, expressando a consciência de que a denominação Partido dos
Trabalhadores se fundamenta na representação social do objeto da ação
partidária: a defesa da classe trabalhadora.
E a
sociedade deve ocupar lugar central na ação estatal pela redução das
desigualdades e fortalecimento da cidadania, em antagonismo ao espaço
consentido ocupado pelos agentes sociais do atraso e da precarização das
condições do povo brasileiro: rentistas, empresários do agronegócio, bancos e
similares, políticos reacionários, financistas e expressões burguesas de todos
os matizes.
Mais
uma vez na história deste país, Lula tem a oportunidade de estruturar seu novo
governo sob a inspiração das bases populares que o elegeram para representá-las
na reconstrução da esperança de dias melhores, em oposição aos “donos do poder”
que o emparedam o tempo todo e precisam sofrer redução do espaço de
interferência.
Lula
venceu a eleição porque o povo ignorou o arcaísmo da campanha oficial e
construiu uma vitória histórica e de repercussão internacional. No entanto, as
expectativas geradas durante essa jornada não podem esperar e o novo governo
precisa entregar resultados concretos à classe trabalhadora, caso contrário
perderá o apoio popular e será devorado pelo Congresso que imagina celebrar
conciliações.
Fonte: A
Terra é Redonda

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