Ângela
Carrato: Surubas do TSE-Globo-Meta- institutos de pesquisas-Trump e a derrota
de Flavio Bolsonaro
A
palavra suruba vem do tupi suru’ba.
Ao ser
adotada no português antigo, assumiu vários significados que perduram: grande
confusão, escândalo, orgia e bacanal.
A
campanha eleitoral que terminou na sexta-feira foi marcada por grandes surubas
da mídia corporativa, grupo Globo à frente, Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
big techs, institutos de pesquisa e governo Donald Trump.
Todos
agiram para derrotar Lula e beneficiar Flavio.
Perderam.
Lula é tetra.
A
comemoração entrou madrugada adentro nesta segunda-feira. Nos quatro cantos do
Brasil, metrópoles ou cidades pequenas, houve batucada, carnaval e infinitos
abraços. Não era para menos. Tendo a seu lado só o povo brasileiro, Lula foi um
verdadeiro Davi contra Golias.
O
combate a Lula não começou nos últimos anos ou meses. Vem de longe e atende
pelo nome de ódio de classe.
Aos 80
anos, na véspera de completar 81, seus adversários apostavam que ele seria
liquidado.
Donald
Trump, presidente dos Estados Unidos, por exemplo, dava como certa esta
derrota, depois de ter interferido em todas as eleições na América do Sul e
colocado prepostos seus à frente dos governos.
De tudo
que fizeram ou tentaram fazer contra ele, Lula saiu maior. Muito maior,
deixando evidentes as surubas de seus adversários.
A mídia
corporativa mentiu e distorceu a realidade, sempre com o objetivo de impedir
que a população soubesse e entendesse o que estava acontecendo.
O mesmo
pode ser dito das big techs, os gigantes de tecnologia estadunidenses, que
fizeram de tudo para criar uma realidade paralela no país.
Como se
não bastasse, tivemos e estamos tendo interferência direta de Trump e de seus
assessores na política brasileira.
Some-se
a isso o azar de o Brasil ter, à frente do TSE, num momento tão crucial, o
ministro Kassio Nunes Marques, bolsonarista confesso, que já deveria ter sido
afastado de suas funções, pelo grau de envolvimento e partidarismo com que
atuou para favorecer o candidato miliciano.
Vamos
aos fatos.
A
SURUBA DA GLOBO
Não é
novidade para ninguém que o Grupo Globo sempre foi contra e sabotou governos
progressistas.
De
Getúlio Vargas a Lula, a família Marinho esteve do lado errado da história. Foi
fundamental para levar Getúlio ao suicídio, derrubar João Goulart e Dilma
Rousseff, derrotar Lula em 1989 e prendê-lo, sem provas, por 580 dias.
Em
2017, o Grupo Globo escondeu da população brasileira quem era Jair Bolsonaro,
naturalizando seus absurdos e atuações. Com Lula preso, ele conseguiu se eleger
e deu no que deu.
Mais de
700 mil mortos pela pandemia do covid-19, sendo que a maior parte dessas
pessoas poderia ter sido salva; o Brasil despencou em todos os índices de
desenvolvimento e se tornou chacota mundial.
Mesmo
achincalhada por Bolsonaro, como de resto toda a mídia corporativa brasileira,
a família Marinho, na campanha atual, decidiu combater Lula. O motivo é puro
ódio de classe, já que por dinheiro não foi. Afinal, o Grupo Globo ganhou muito
com o governo Lula.
A
família Marinho tentou de todas as formas criar uma “terceira via”. Não deu
certo, porque a extrema-direita daqui, que atende pelo nome de bolsonarismo,
inviabilizou esta possibilidade.
Mesmo
assim, incensou candidatos como os fraquíssimos e entreguistas Romeu Zema,
Ronaldo Caiado e Augusto Cury com o único objetivo de evitar uma possível
vitória de Lula no primeiro turno.
Essas
estão longe de serem as atuações mais graves e perniciosas do Grupo Globo
contra a candidatura de Lula. Desde o início de seu mandato, a TV Globo,
principal emissora de TV aberta do país, criticou o governo, não noticiando e
escondeu da população o muito que estava sendo feito para recuperar o arrasado
país herdado dos golpistas Temer e Bolsonaro.
Exceto
nas primeiras semanas após a tentativa fracassada de golpe de 8 de janeiro de
2023, onde era impossível esconder a destruição e o vandalismo praticados pelos
golpistas, as emissoras do grupo Globo bateram diuturnamente no governo Lula.
Segundo
elas, Lula era responsável pela energia elétrica cara, sendo que Bolsonaro
privatizou a Eletrobras e deixou o governo sem meios para controlar as tarifas.
Lula
foi responsabilizado pelo preço dos combustíveis, quando a Petrobras foi quase
privatizada por Bolsonaro e sua rede de distribuidoras, a BR, privatizada a
preço de banana.
Lula
foi responsabilizado pela alta taxa de juros, quando a taxa de juros herdada de
Bolsonaro foi de 13,75%, sem falar que durante os dois primeiros anos de seu
governo, teve que conviver com o Banco Central independente, presidido pelo
amigo do corrupto Daniel Vorcaro e de Flávio Bolsonaro, Roberto Campos Neto.
Lula
fez muitas viagens ao exterior, todas voltadas a abrir mercados para os
produtos brasileiros. No entanto, para o grupo Globo e a maioria da mídia
corporativa brasileira ele e a primeira dama Janja iam passear e gastar o
dinheiro público.
A
subserviência ao imperialismo estadunidense por parte da mídia corporativa
brasileira é tamanha, que quando Trump, a pedido da família Bolsonaro, taxou as
exportações brasileiras, ela teve o desplante de responsabilizar Lula. Não
faltaram editoriais indignados, exigindo que Lula telefonasse ou fosse aos
Estados Unidos implorar que Trump mudasse de ideia.
Não vi
nenhum editorial indignado cobrando o oposto: que a família Bolsonaro parasse
de trabalhar contra o Brasil e o povo brasileiro. Aliás, a presença do hoje
condenado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos não foi alvo de crítica por esta
mídia. Ele é tratado como estando passando férias lá.
Chama a
atenção, por exemplo, como essa mídia não pediu que seus vários correspondentes
cobrissem o dia-a-dia de Eduardo Bolsonaro. Os brasileiros teriam muito
interesse em saber como ele vive e o que faz em terra estrangeira.
Até o
fim da Copa do Mundo, que praticamente coincide com o início da campanha
eleitoral, a mídia corporativa, Grupo Globo à frente, ignorou as eleições.
Durante o primeiro turno, o assunto também continuou praticamente ignorado.
O que
nunca parou de ser noticiado são críticas ao governo Lula, ao mesmo tempo em
que eram encobertas as suas realizações. Mais ainda: a família Marinho fez de
tudo para Lula ir a debates no primeiro turno, apostando nos ataques que
receberia dos candidatos fantoches.
Lula,
que não tem nada de bobo, não foi. É importante lembrar que a mesma Globo nunca
cobrou a ausência de Fernando Henrique Cardoso nos debates nas eleições de 1995
e 1998.
A Globo
tem lado e não é o do povo brasileiro.
No
segundo turno da eleição de 2026, a Globo repetiu com Flávio Bolsonaro a
naturalização que fez com o pai.
Ao
longo das últimas três semanas, escondeu do público o mar de gente que tomou
ruas e avenidas das capitais e da maioria das cidades brasileiras em apoio a
Lula. Flávio Bolsonaro não levou nem um décimo dessas pessoas às ruas.
No dia
da entrevista de Flávio na TV Globo, a família Marinho o recebeu para almoço em
grande estilo (sobre o que conversaram?). Na entrevista, Flávio foi
visivelmente poupado.
No
debate entre os dois, na última sexta-feira, a TV Globo poderia ter feito
história se tivesse adotado — como era o clamor nacional — a checagem dos fatos
em tempo real.
Não
adotou. Fez uma suposta e parcial checagem e impediu que a população brasileira
soubesse que as afirmações de Lula eram 92% verdadeiras, enquanto Flávio disse
só 28% de verdades.
Ah,
para despistar a parcialidade, na véspera da eleição, mostrou imagens de rua
das duas campanhas e uma matéria, no final da edição, dizendo que Flávio
Bolsonaro acabava de ser incluído, pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, no
inquérito que investiga seu amigo (ou sócio?) Willer Tomaz, aquele que ganhou
bilhões com as bets, sonegou uma fortuna e se encontra nos Estados Unidos.
A
SURUBA DAS BIG TECHS
O
governo Lula tentou, por quase dois anos, que o Congresso Nacional aprovasse
legislação regulando as big techs. Não conseguiu devido à atuação da
extrema-direita.
Para
evitar que o Brasil se tornasse uma terra sem lei e que essas grandes empresas
estadunidenses fizessem o que bem entendessem, o STF, através do ministro
Alexandre de Moraes, impôs restrições à atuação delas.
A mais
visível foi exigir que a plataforma X, do bilionário Elon Musk, tivesse
escritório e representante no Brasil. Musk se recusou e teve sua plataforma
suspensa por 28 dias, até cumprir as exigências legais.
O
Brasil não é o único país em que as big techs têm feito estragos na política.
Na Europa vários países também tentam regulá-las. No Brasil as mídias
corporativas, que atuam sintonizadas com esses gigantes da tecnologia, escondem
isso da população.
As big
techs estadunidenses agem em sintonia com Donald Trump, que tudo fez para
impedir a reeleição de Lula.
Elas
atuaram através dos algoritmos, confinando os usuários em bolhas, reduzindo o
alcance de postagens do presidente Lula e de seus apoiadores e potencializando
as postagens favoráveis a Flávio Bolsonaro.
O
deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) que o diga, uma vez que suas postagens, como
foi denunciado pelo deputado André Janones (Rede-MG) chegavam inexplicavelmente
a milhões de pessoas, inclusive quem não fala português. Tais ações têm o papel
de impressionar os incautos.
A
manipulação dos algoritmos já foi denunciada em outras eleições, inclusive nos
Estados Unidos, A diferença é que fora do Brasil o assunto ganhou a mídia
corporativa. Aqui o silêncio é absoluto.
Para
tentar se colocar como imparcial, o que definitivamente não é o caso, o
conselho da Meta, empresa do bilionário Mark Zuckerberg, admitiu, na última
quarta-feira, que “houve falhas” em relação à campanha eleitoral no Brasil.
Isso
que deveria ser manchete em toda a mídia, limitou-se a uma nota no portal UOL
da Folha de S. Paulo, mesmo assim por algumas horas. Se tivéssemos uma mídia
corporativa digna, o mínimo era exigir que tudo fosse paralisado e que a Meta
explicasse em detalhes quais foram essas “falhas”.
A
atuação da Meta – dona do Facebook, do Instagran e do Whatsapp – tem sido a de
interferência direta dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Some-se a
isso que, na véspera do primeiro turno, Trump, sem qualquer motivo, determinou
o fechamento da embaixada e dos consulados de seu país no Brasil, a fim de
criar medo e insegurança na população local e em estrangeiros que viessem para
cá.
Tanto
essa atuação como a manipulação da Meta foram denunciadas pela campanha de Lula
junto aos órgãos competentes no Brasil e no exterior. Aqui, a mídia corporativa
fingiu que não viu.
O
jornal britânico The Guardian denunciou que o governo Trump liberou, às
vésperas do primeiro turno, US$ 1 milhão para apoiar entidades e
influenciadores que fizessem denúncias contra o STF e a censura que dizem esta
corte impõe ao Brasil. Neste projeto batizado como Coutering Lawfare and
Censorship in Brazil, o alvo era o ministro Alexandre de Moraes, que teve papel
decisivo no julgamento e condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de
prisão.
A
jogada repete o que aconteceu no pré-1964, quando instituições bancadas pelos
Estados Unidos como o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o
Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES) derramaram milhares de
dólares na campanha dos candidatos de oposição a João Goulart e pagaram
regiamente a jornalistas brasileiros para escreverem contra o Brasil, O
escritor Rubem Fonseca foi uma dessas pessoas.
A mídia
corporativa escondeu esse assunto.
Trump
manteve-se calado neste segundo turno. Silêncio que pode ser interpretado como
preocupação com o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos,
que ocorrem em 3 de novembro próximo. Depois de declarar que faltava só vencer
no Brasil para toda a América do Sul passar a ser controlada por ele, enfrenta
dura oposição de congressistas do Partido Democrata, que estão denunciando a
interferência dele nas eleições brasileiras. Isso não virou manchete na mídia
brasileira, mas foi destaque na mídia em todo o mundo, a começar pelos jornais
The Guardian, Le Monde Diplomatique e Liberación (franceses), Página 12
(argentino).
No dia
da eleição em segundo turno, Trump rompeu o silêncio para criticar o pleito e
dizer que Flávio havia sido vítima das mesmas armações que ele enfrentou na
disputa com Joe Biden. Até hoje ele se diz vitorioso e alega que Biden roubou a
eleição, apesar de todas as evidências em contrário.
São
enormes as chances de Trump perder a maioria nas duas Casas legislativas ou,
pelo menos, em uma delas. Se isso acontecer, ele se torna vulnerável a
investigações e a pedidos de impeachment, Fato que deve preocupar à família
Bolsonaro e a seus apoiadores diretos. O que a mídia corporativa brasileira e
as big techs escondem aqui, acaba aparecendo lá fora.
Vale
lembrar que mesmo esta mídia tendo escondido que em todos os países da América
Latina onde a extrema-direita, com o apoio de Trump, venceu as eleições, a
população está nas ruas exigindo seus direitos e denunciando o governo. Vale
até mesmo para o Peru e a Colômbia, cujas eleições aconteceram há poucos meses.
Coincidentemente
nesses dois países, os candidatos foram apresentados como “empatados” na reta
final e a extrema-direita venceu por uma diferença mínima. A lição que vem daí
é que a manipulação aconteceu antes das eleições, durante a campanha eleitoral
e até mesmo na apuração dos votos, onde não é eletrônico.
A
SURUBA DOS INSTITUTOS DE PESQUISA
As
pesquisas eleitorais adotam metodologia científica e quando seguida à risca são
seguras. O problema é saber se isso acontece.
Desde a
redemocratização do Brasil, os institutos de pesquisa tem sido alvo de
críticas, a grande maioria delas corretas. A primeira dessas críticas é que
resultado de pesquisa, que deveria servir para orientar as campanhas, acabou se
transformando em principal item de marketing.
Ao
invés de divulgar os pontos dos programas dos candidatos, a mídia corporativa
transformou a cobertura das campanhas eleitorais em corridas de cavalos. O
importante é estar na frente, mesmo que o candidato defenda o corte de R$ 250
bilhões do orçamento, que significa inviabilizar a maioria dos programas
sociais em execução.
Mais
grave ainda: a mídia e as big techs divulgam e impulsionam esses resultados sem
qualquer contextualização. Por exemplo: a rejeição a um candidato é tão
importante quanto o apoio que ele tem. A rejeição a Flávio Bolsonaro aumentou
muito nesta reta final de campanha, mas o silêncio foi total.
Outros
aspectos que precisam ser observados dizem respeito à escolha da amostragem.
Quais cidades foram pesquisadas, como foram escolhidas? Como foram escolhidas
as pessoas ouvidas nestas cidades?
Algumas
pesquisas são presenciais, mas muitos institutos se valem do celular e de
plataformas. O que pode indicar que eleitores de um lado estão sendo
privilegiados em detrimento do outro. As plataformas têm como fazer tais
escolhas e algo que não tem nada de aleatório acaba parecendo que é.
Vale
lembrar ainda que todos os institutos de pesquisa em atividade nesta eleição
são contratados e pagos pelo mercado financeiro (“Faria Lima”) e os resultados
divulgados pela mídia corporativa.
Foi
vergonhosa a parcialidade do jornal Folha de S. Paulo contra Lula. Será que o
instituto de pesquisa deste jornal, o DataFolha, é isento de partidarismo?
Quanto
ao instituto Quaest, bancado pelo banco Genial, do amigo de Daniel Vorcaro, é
isento? Detalhe: o dono da Quaest, Felipe Nunes também é comentarista da
GloboNews.
Tamanha
suruba pode ser considerada isenta?
A
SURUBA DO TSE
Como se
não bastassem a mídia corporativa e as big techs terem transformado a campanha
eleitoral em críticas ao STF, ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente
Lula, substituindo o debate de propostas dos candidatos, ministros do STF e do
TSE deram contribuições inestimáveis à campanha de Flávio Bolsonaro.
O
ministro André Mendonça, do STF, mandou investigar o filho de Lula, Fábio Luiz,
quando todos os indícios de corrupção apontavam para Flávio Bolsonaro.
Mendonça,
na prática, blindou Flávio de qualquer apuração em relação à corrupção do banco
Master e de seu ex-dono, Daniel Vorcaro. Há vídeo, áudio, troca de mensagens
entre Flávio e Vorcaro. Mendonça fingiu que não viu nada.
Foi
preciso a corrupção da turma do Flávio cair nas mãos de outro inquérito,
relatado por Alexandre de Moraes, para que um dos amigos de Flávio, Willer
Diniz, fosse indiciado e, na sequência, o próprio Flávio.
Isso
aconteceu às vésperas do segundo turno.
Para
ampliar ainda mais a suruba, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes
Marques, indicado como André Mendonça por Bolsonaro, está longe de ser
imparcial.
Às
vésperas do primeiro turno, os TREs comandaram uma grande mudança nos locais de
votação em todo o país, com o apoio do TSE. As denúncias foram tantas, que no
segundo turno as mudanças foram menores.
Mais
ainda, Kassio não moveu uma palha para apurar as denúncias da campanha de Lula
de atuação das big techs favoráveis a Flávio. Por incrível que pareça, Kassio
pediu às big techs que monitorassem as duas campanhas!!!! Algo como o lobo
cuidando do galinheiro.
Kassio
tem muito o quê explicar sobre o relacionamento seu e de sua família com
Vorcaro, de quem o filho recebeu milhões e ele participou de orgia literal,
bancada por Vorcaro.
De
positivo, em meio a tantas surubas, é que a população brasileira foi às ruas e
às redes defender os seus direitos, a luta e a vitória de Lula. Deu tanto
certo, que será impossível silenciar esse verdadeiro “exército”.
Lula
sabe disso. Tanto que já anunciou que seu quarto mandato terá enorme
participação popular.
Os
surubeiros contra o povo brasileiro que se cuidem!
Fonte:
Viomundo

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