Enquanto
Lula entrega desenvolvimento, Flávio Bolsonaro entrega o País, confirmando ser
um traidor da Pátria
Chega a
ser inacreditável o labirinto tropegamente trilhado por Flávio Bolsonaro para
tentar salvar sua candidatura.
Nos
Bolsonaro, a insanidade e o entreguismo se associaram para criar uma espécie de
mutação genética familiar voltada à traição ao Brasil.
A mais
nova floração dessa linhagem degenerada envolve a genuflexão, em forma de uma
carta de Flávio, diante do próprio secretário de Estado dos Estados Unidos,
Marco Rubio. Amedrontado diante da rejeição avassaladora que sua candidatura
desperta em um país que repele uma tal persona política, Flávio ofereceu, em um
gesto de pavor e desespero, entregar as rédeas de seu eventual governo a uma
nação estrangeira que historicamente assedia a independência nacional do
Brasil. O ato, por si só, já configuraria crime de responsabilidade, mas a
humilhação não para por aí.
A
resposta de Marco Rubio veio na forma de uma carta que escancara a prova cabal
da ingerência externa no processo democrático brasileiro. O documento não
apenas expõe a submissão voluntária de Flávio, como também estabelece uma opção
ofensiva e declarada na eleição presidencial de outubro. Nesta eleição, o povo
brasileiro não escolherá entre direita e esquerda, mas entre o Brasil e Trump.
Escolherá entre a soberania nacional e a condição de colônia dos Estados
Unidos.
Enquanto
o clã Bolsonaro rasteja por migalhas de apoio internacional, o presidente Lula
entrega, silenciosa e concretamente, o desenvolvimento de que o país precisa.
No programa de construção de embarcações de defesa, uma nova fragata é
entregue, robustecendo a soberania sobre as riquezas marítimas nacionais. No
campo estratégico, anuncia-se a construção de uma fábrica de fertilizantes e
insumos que lança o Brasil na direção da autonomia em um setor vital para o
agronegócio e a segurança alimentar. Na infraestrutura, a inauguração do trecho
na Serra das Araras resolve, finalmente, um gargalo antes eterno na histórica e
simbólica Rodovia Dutra — a mais importante artéria de transporte e logística
do país. Esses, somados a dezenas de outros projetos finalizados, provam que o
Brasil não precisa se curvar a potências estrangeiras para avançar.
O
contraste é estarrecedor. De um lado, uma candidatura entreguista, movida pelo
pânico da derrota, disposta a hipotecar o futuro da Nação a interesses
externos. Do outro, Lula, que defende este país com o cuidado minucioso com
tudo e com todos, mesmo que isso tenha um preço altíssimo — e ele já provou, ao
longo da vida, que está disposto a pagar até com a própria vida para ver o
Brasil de pé, livre e soberano. Em outubro, a urna dirá: a escolha é entre ser
súdito ou ser cidadão de uma pátria independente.
• Além de cometer crime de traição
nacional, Flávio Bolsonaro feriu a lei ao prometer equipe de transição aos EUA
Pré-candidato à Presidência da República, o
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou medidas fora da lei com o secretário
do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destaca a jornalista
Maria Cristina Fernandes nesta sexta-feira (26) em sua coluna publicada no
jornal Valor Econômico.
Em
carta enviada ao parlamentar da extrema direita, o aliado do governo de Donald
Trump registra a “generosa oferta” que teria sido feita pelo senador para
“colocar uma equipe de transição à nossa disposição”. “Caso o senhor seja
eleito”, acrescentou Rubio no documento.
Mas, na
legislação brasileira, a formação de equipe de transição só pode ocorrer entre
o governo em questão e aquele que está para ser empossado. O processo foi
regulamentado pelo governo Fernando Henrique Cardoso por lei e decreto de 2002,
data da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma prevê
a criação de 50 cargos comissionados para recolher dados junto a órgãos da
administração pública federal, com o objetivo de preparar os primeiros atos do
futuro governo.
O
senador Flávio Bolsonaro recebeu a carta de Rubio em 23 de junho e, no mesmo
dia, enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR)
um pedido para participar da audiência pública sobre as tarifas propostas pelo
governo Donald Trump contra o Brasil, no próximo dia 6 de julho.
O
Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou que o Itamaraty tem
atuado nos canais diretos de interlocução entre os governos para esclarecer a
relação comercial do Brasil com os EUA e inseriu o pedido de Flávio no âmbito
de uma “traição à pátria”.
“Os
traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o
tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça
brasileira. [...] O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de
desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”,
destacou a pasta comandada pelo chanceler Mauro Vieira.
Nesta
sexta-feira (26), após a carta vir a público, outras lideranças, como o líder
do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Pedro Uczai (SC), e os deputados
federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Carlos Zarattini (PT-SP) e Jandira Feghali
(PCdoB-RJ), também se pronunciaram sobre o documento, defenderam a soberania
brasileira e demonstraram repúdio às articulações feitas pela família Bolsonaro
junto ao governo do presidente dos EUA, Donald Trump.
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Entenda
No
começo de junho, o USTR defendeu tarifas de 25% sobre parte dos produtos
brasileiros. O órgão também criticou o Pix e acusou o governo brasileiro, sem
apresentar provas, de adotar práticas ilegais na área comercial.
Também
no início do mês, os EUA classificaram as facções criminosas brasileiras
Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações
terroristas. A medida abriu caminho para sanções e elevou a tensão diplomática
entre Brasília e Washington.
O pano
de fundo da ofensiva estadunidense envolve decisões do Judiciário brasileiro
sobre uma tentativa de golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal condenou 29
pessoas no inquérito da trama golpista. Jair Bolsonaro (PL) recebeu a maior
pena: 27 anos de prisão.
O STF
também impôs mais de 1,4 mil condenações no inquérito sobre os atos golpistas
de 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram o Palácio do Planalto,
sede do gabinete presidencial, além do próprio Supremo e o Congresso Nacional.
Em
novembro de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também aplicou multa de
R$ 22,9 milhões ao PL, partido de Jair Bolsonaro, depois que a legenda
questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas.
A
aproximação entre bolsonaristas e trumpistas ocorre em um cenário marcado por
ataques às instituições nos dois países. Em janeiro de 2021, apoiadores de
Trump invadiram o Capitólio, sede do Legislativo dos EUA, após a derrota
eleitoral do republicano, e repetiram acusações infundadas de fraude no sistema
de votação.
• Lindbergh lamenta "submissão dos
Bolsonaro aos EUA" e cita propostas preocupantes da extrema direita
brasileira
O
deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta sexta-feira (26) que a
carta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para o senador e
pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "escancarou o tamanho
da submissão" do clã Bolsonaro aos interesses estadunidenses.
"É
a síntese do bolsonarismo: entrega a soberania, oferece o Pix, coloca as
riquezas nacionais de minerais críticos na mesa e ainda volta de Washington sem
concessão real. Enquanto Lula defende o Brasil, Flávio pede bênção aos
EUA", escreveu o petista na rede social X, antigo Twitter.
"Flávio
Bolsonaro enviou um ofício ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em
papel timbrado do Senado Federal", destacou Lindbergh na postagem.
"Na carta, agradeceu ao governo norte-americano, atacou o próprio governo
brasileiro, pediu que Washington não impusesse novas tarifas contra o Brasil e
ainda afirmou estar confiante de que será eleito presidente em outubro",
continuou o petista.
"O
secretário de Trump agradeceu a 'oferta generosa' de Flávio de colocar uma
futura equipe de transição à disposição dos Estados Unidos, mas manteve a linha
dura contra o Brasil: tarifas, investigação comercial, ataques aos serviços de
pagamento eletrônico, incluindo o Pix, e pressão sobre setores estratégicos da
economia nacional", ressaltou Lindbergh.
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Secretário destaca aproximação política
Logo no
início da carta, Marco Rubio agradece uma correspondência enviada pelo senador
brasileiro e a recente visita de Flávio Bolsonaro a Washington, ressaltando o
que considera uma convergência de valores entre ambos.
"Obrigado
por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua
convicção de que a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Brasil deve
permanecer ancorada em valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão
unificada para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental",
escreveu Rubio
A carta
também revela que Flávio Bolsonaro informou ao governo estadunidense que
colocaria à disposição uma "equipe de transição" caso fosse eleito
presidente da República nas eleições de outubro.
Ao
encerrar a resposta, Rubio afirma que a proposta foi "registrada"
pelo governo dos Estados Unidos e ressalta que o país está disposto a trabalhar
com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para construir uma relação
baseada em investimentos considerados mutuamente benéficos.
Fonte:
Brasil 247

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