quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Mesmo diante das provas incontestáveis, Bolsonaro insiste em mentir ao negar funcionamento de Abin paralela

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu-se das acusações de que o governo tinha uma Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “paralela”, conforme indicado por investigação da Polícia Federal (PF).

Segundo Bolsonaro a operação que mirou o filho dele Carlos Bolsonaro, nesta segunda-feira (29/1), se trata de uma de “uma perseguição implacável”. “No meu entender, o objetivo e esculachar”, disse em entrevista à rede de televisão Jovem Pan na tarde desta segunda.

Ele ainda indicou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como o responsável pela perseguição. Ele ainda negou que tenha utilizar a estrutura da Abin para perseguir alguém.

“Eu tinha minha inteligência particular. O que é a minha inteligência? Não é um braço da Abin. Não é um braço da PF. Ninguém. A minha inteligência particular são as pessoas que eu conheço não só no Brasil como ao redor do mundo. Sempre que algo acontece, eu ligo para essas pessoas”, defendeu-se.

A Operação Vigilância Aproximada, deflagrada nesta segunda, teve entre os alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). A investigação da PF apura suposto esquema de uso ilegal de ferramentas Abin para espionagem de adversários políticos.

Os agentes da PF cumpriram mandados contra na residência de Carlos e no gabinete dele na Câmara dos Vereadores, na capital do Rio de Janeiro. Em seguida, os policiais foram à casa de praia da família, em Angra dos Reis, onde Carlos Bolsonaro estava com outros irmãos e com o pai.

A PF apreendeu o celular do vereador e mais três computadores. A corporação cumpriu mandados têm como alvo o “núcleo político” do esquema que utilizava a estrutura da Abin para supostamente beneficiar a família do então presidente da República.

A espionagem teria ocorrido com uso do software FirstMile, que permite monitorar a geolocalização de celulares.

 

Ø  Bolsonaro surta, foge da pauta do dia na Jovem Pan e ataca Moraes: “Inacreditável”

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de manipular as eleições presidenciais de 2022 a favor de Lula (PT), eleito presidente pela terceira vez.

Em entrevista cedida à Jovem Pan após seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos) ser alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, o ex-presidente afirmou que é “inacreditável” o que Moraes faz. “Ele quer impor que dia 8 de janeiro houve um golpe, e na verdade desvia-se a atenção do trabalho parcial que o TSE fez contra mim ao longo das eleições, tomando as medidas mais absurdas contra a minha pessoa”, afirmou.

Enquanto o apresentador do programa JP News tentava puxar a pauta do dia para o cerne do assunto, Bolsonaro seguiu desabafando contra o ministro do STF, citando que o TSE teria pago uma agência para incentivar jovens a votarem, sabendo que sua campanha era focada na população idosa.

O líder da extrema-direita também comentou que o Supremo o teria impedido de usar imagens dele nas manifestações de 7 de setembro, considerada um ato de campanha ilegal, e sobre sua viagem à Londres para acompanhar o velório da rainha Elizabeth em 2023.

Além disso, Bolsonaro também reclamou de ter o “direito” de difamar o seu concorrente anulado. “Não deixaram eu colocar o Lula falando que defendia o aborto, que o Lula falava sobre roubar o celular para tomar uma cervejinha”, lamentou. “Me impediram de fazer tudo, até live na minha casa.

Por fim, Bolsonaro fez alegações de que uma aproximação do ministro do TSE Benedito Gonçalves com Moraes deveria ser explicada. O ex-presidente afirmou que, no dia da certificação de Lula como presidente, Gonçalves teria declarado ao ministro que “missão dada é missão cumprida”.

“Que missão dada foi essa? E depois a gente vê se algumas autoridades, também colega do senhor Alexandre de Moraes, dizerem que ‘atacamos a Lava Jato’ e que ‘se não fosse nós, o Lula não seria presidente”.

 

Ø  PF suspeita que Carluxo recebia os materiais da espionagem de Bolsonaro na Abin

 

A Polícia Federal (PF) deu início a uma nova operação nesta segunda-feira, 29, relacionada ao alegado esquema de espionagem ilegal conduzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), quando o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) estava à frente do órgão.

Os mandados cumpridos nesta segunda-feira têm como alvo o “núcleo político” de Ramagem, incluindo aliados tanto da época em que ele comandava a Abin quanto do seu atual mandato como deputado federal.

Um dos principais alvos da operação é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsonaro, que está sendo submetido a mandados de busca e apreensão, inclusive em seu gabinete na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

Segundo informações de Camila Bomfim, do G1, a suspeita é de que Carlos Bolsonaro era o destinatário de “materiais” obtidos ilegalmente pela Abin.

As investigações da PF, que já perduram por meses, visam esclarecer se a Abin foi “instrumentalizada” para monitorar ilegalmente diversas autoridades, incluindo figuras públicas e pessoas comuns envolvidas em investigações, além de desafetos de Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Alexandre Ramagem já havia sido alvo de buscas, resultando na apreensão de quatro computadores, seis celulares e 20 pendrives em seus endereços. Entre os itens confiscados, destacam-se um notebook e um celular pertencentes à Abin.

As investigações indicam que os crimes em questão envolvem o uso indevido do software “First Mile”, uma ferramenta de geolocalização que permite identificar as movimentações de pessoas por meio de seus dispositivos celulares, sem autorização judicial.

Antes de morrer, Bebianno alertou sobre suposta relação de Carluxo com ‘Abin paralela’

A Polícia Federal realizou uma operação hoje focando Carlos Bolsonaro, investigando atividades suspeitas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o mandato de Jair Bolsonaro.

De acordo com informações divulgadas pela jornalista Andréia Sadi, no G1, assessores de Carlos Bolsonaro, que também são alvos da operação, são suspeitos de solicitar informações ao ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Este caso traz à tona alegações feitas por Gustavo Bebianno, ex-Secretário-Geral da Presidência, que faleceu onze dias após declarar a existência de uma tentativa de criar uma “Abin paralela”, supostamente iniciada por Carlos Bolsonaro.

Bebianno, na ocasião, optou por não revelar o nome do delegado da PF envolvido, citando razões institucionais e pessoais.

Bebianno também mencionou que ele e o ex-ministro Santos Cruz, que foi demitido meses depois, aconselharam contra a continuação desses planos por Jair Bolsonaro.

A investigação atual da PF procura esclarecer essas alegações e determinar o envolvimento de Carlos Bolsonaro e outros assessores no caso.

 

Ø  Ministro de Lula fala em “organização criminosa” após operações da PF

 

Após operações que atingiram um dos filhos (Carlos) e um ex-auxiliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira (29/1) que existia no governo anterior uma “organização criminosa” funcionando a partir do Palácio do Planalto.

“Existia uma organização criminosa a partir do Palácio do Planalto no governo anterior, que envolveu várias instituições. O clima e o ódio semeados durante quatro anos pelo governo anterior envolveu, contaminou várias instituições, civis e militares”, disse Padilha a jornalistas após reunião com o ministro Fernando Haddad (Fazenda).

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi um dos alvos da Operação Vigilância Aproximada, da Polícia Federal (PF), nesta segunda. A operação apura suposto esquema de uso ilegal de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem de adversários políticos.

·        Relação com o 8 de Janeiro

Padilha ainda defendeu o prosseguimento das investigações da Polícia Federal e citou os atos preparatórios e o próprio ato de 8 de Janeiro de 2023. Segundo ele, os processos de apuração não se restringem à Abin, mas envolvem todos os órgãos civis e militares.

“A apuração sobre envolvimento individual em todas as instituições tem que continuar. Cada vez que a Polícia Federal faz uma operação como essa se revela mais crimes cometidos, traz mais detalhes da cena do crime do que foram os atos criminosos preparatórios para o dia 8 de Janeiro e o ato criminoso 8 de Janeiro”, prosseguiu ele.

O auxiliar do presidente Lula (PT) defendeu “a apuração e a devida punição” para “barrar de vez esses criminosos e esclarecer a cena do crime”.

“Não descansaremos enquanto todos aqueles que planejaram, financiaram ou executaram a tentativa de golpe de 8 de Janeiro e todos os atos criminosos preparatórios para o 8 de Janeiro sejam punidos”, completou Padilha.

·        Operação Vigilância Aproximada

Na manhã de segunda (19), agentes da PF cumpriram mandados de busca na residência de Carlos e no gabinete dele na Câmara dos Vereadores, na capital do Rio. Em seguida, os policiais foram à casa de praia da família, em Angra dos Reis, onde Carlos Bolsonaro estava com outros irmãos e com o pai.

O vereador é suspeito de ter recebido dados da chamada “Abin paralela”. Além de Carlos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços da assessora do filho de Bolsonaro, Luciana Paula Garcia da Silva Almeida; da assessora de Alexandre Ramagem, Priscila Pereira e Silva; e do militar do Exército cedido para a Abin na gestão de Ramagem, Giancarlo Gomes Rodrigues.

·        Uso político da Abin

Segundo as investigações, a Abin foi utilizada para espionar adversários. Políticos e até ministros do STF teriam sido espionados com o uso do software FirstMile, que permite monitorar a geolocalização de celulares.

De acordo com a PF, policiais que estavam na cúpula da Abin também usavam serviços ilícitos para beneficiar filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Abin teria sido usada para produzir provas favoráveis a Renan Bolsonaro e relatórios de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em investigação sobre “rachadinhas”.

Na última quinta-feira (25/1), o deputado e ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem (PL) foi alvo de buscas em seu apartamento funcional e em seu gabinete na Câmara dos Deputados, em Brasília. As duas operações fazem parte da mesma investigação. Policiais federais suspeitos de envolvimento no esquema de espionagem foram afastados.

 

       Giancarlo Rodrigues: quem é o militar suspeito de atuar no Abingate de Ramagem

 

Giancarlo Gomes Rodrigues foi um dos alvos da operação da Polícia Federal que investiga o Abingate de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O militar do exército que trabalhou na Abin tinha mais de 10 celulares, uma arma e três computadores em sua residência, que, segundo as investigações, podem ser da agência de inteligência.

Ele trabalhou sob a liderança de Alexandre Ramagem, mas sua história na área de segurança remonta ao período do governo do ex-presidente Michel Temer, quando foi lotado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Casado com uma servidora ativa da Abin, Giancarlo é investigado por ter colaborado com o esquema de espionagem operado sob a batuta do bolsonarismo.

Os aparelhos sob posse de Giancarlo se somam ao celular e três computadores apreendidos pela Polícia Federal com Carlos Bolsonaro.

•        O que é o Abingate?

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) é o serviço de inteligência civil do Brasil, sendo o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).

O escândalo do Abingate é uma investigação da Polícia Federal que apura se o órgão, sob comando de Alexandre Ramagem no governo Bolsonaro, investigava opositores.

Na Operação Vigilância Aproximada, a 'Abin paralela' teria como colher dados privados para chantagear opositores de Bolsonaro e inimigos.

 

Fonte: Metrópoles/DCM

 

BRICS vai superar G7 na economia global em 2023, diz presidente do principal banco russo

A participação dos países do BRICS no ano passado aumentou de 31% para 35% do PIB mundial, em paridade de poder de compra, superando a participação do G7, conforme afirmou Elvira Nabiullina, presidente do Banco da Rússia, em uma entrevista à Sputnik.

"As economias dos países do BRICS estão se desenvolvendo rapidamente. Com a inclusão de novos membros, a participação do BRICS na economia global aumentou de 31% para 35%, considerando os resultados de 2023 em paridade de poder de compra. Esses números são ligeiramente superiores à participação dos países do G7. Portanto, o papel do BRICS no mundo é significativo", enfatizou.

O BRICS é composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a cúpula de Joanesburgo em agosto de 2023, foi decidido convidar Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para a organização. Posteriormente, a Argentina recusou-se a participar da união. A adesão plena dos novos países a esta organização começou em 1º de janeiro de 2024.

Após a adesão de todos os novos membros, o número de estados membros do BRICS se expandirá para dez, com uma população de 3,6 bilhões de pessoas, representando quase metade do total global. Esses países respondem por mais de 40% da produção mundial de petróleo e cerca de um quarto das exportações mundiais de bens.

•        Influência dos EUA na África está enfraquecendo, diz ex-oficial da CIA

Os Estados Unidos abandonaram planos de realizar exercícios militares em conjunto com vários países africanos, como Sudão, Mali, Níger, Etiópia, Eritreia e Burkina Faso. Segundo o oficial de inteligência aposentado Larry Johnson, este é um sinal de que "a influência dos EUA em áreas como a África está enfraquecendo".

De acordo com o Washington Post, a mudança de planos do Pentágono foi, "pelo menos em parte", resultado da pressão dos Democratas dos EUA sobre a administração Biden para proibir "tropas associadas a governos golpistas" de participarem em exercícios militares liderados pelos EUA.

O jornal acrescenta que, na ausência de envolvimento com os militares americanos, os países em questão poderiam recorrer a adversários dos Estados Unidos para "preencher o vácuo".

Exercícios como estes são normalmente planejados com muitos meses de antecedência, pelo que a decisão de abandonar estes planos significa que "há um problema com os governos que deveriam participar", disse Larry Johnson, que atualmente é funcionário do Departamento de Estado.

"Em qualquer caso, penso que o que isso significa é que a influência dos EUA sobre outros países, a sua capacidade de basicamente dizer aos países o que fazer e obrigar os países a seguirem a política dos EUA, está diminuindo, que a influência dos EUA em áreas como a África está enfraquecendo", analisou Johnson.

O analista também sugeriu que a decisão do Níger, Mali e Burkina Faso de se retirarem da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pode estar relacionada com esse desenvolvimento, considerando que a CEDEAO é vista principalmente como uma entidade "sob influência ocidental".

Segundo ele, o fato de esses países terem optado por se separar da CEDEAO e prosseguir com "acordos bilaterais entre si" parece ser um sinal de que estão "se distanciando do controle de Washington".

·        Arábia Saudita ainda avalia entrada no Brics, dizem fontes

A Arábia Saudita ainda está considerando um convite para se tornar membro do Brics depois de passada a primeira oportunidade de adesão no início de janeiro, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters.

O dia 1º de janeiro não era o prazo final para uma decisão, disseram as duas fontes, e uma delas acrescentou que há grandes benefícios em se juntar ao grupo, já que China e Índia são os dois maiores parceiros comerciais do reino.

“A Arábia Saudita está avaliando os benefícios e então tomará uma decisão, há um processo em andamento”, disse uma das fontes.

O Brics – formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – convidou em agosto outros seis países para aderirem ao bloco.

Os Emirados Árabes Unidos, que assim como a Arábia Saudita faz parte do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aceitou o convite e se juntou ao Brics, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.

Por outro lado, a Argentina confirmou em meados de dezembro que não ingressaria no bloco o que reforça divergências “em muitos aspectos” da política externa adotada por seu governo em relação a do ex-presidente Alberto Fernández.

“Nesse sentido, algumas decisões tomadas pela gestão anterior serão revisadas. Entre elas encontra-se a criação de uma unidade especializada para a participação ativa do país nos Brics”, afirma o presidente argentino.

“Sobre esse ponto, gostaria de informar que não se considera oportuna a incorporação da Argentina como membro pleno a partir de 1º de janeiro de 2024.”

•        Níger, Mali e Burkina Faso saem da CEDEAO ante deterioração nas relações

Burkina Faso, Níger e Mali anunciaram neste domingo (28) a sua saída da CEDEAO, Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental. Através de um comunicado em conjunto, os países denunciaram as "sanções ilegais, ilegítimas, desumanas e irresponsáveis" aplicadas pelo bloco.

Frente a deterioração das relações na CEDEAO com a troca de governo no Níger em julho, em 16 de setembro de 2023, as três nações africanas criaram a Aliança dos Estados do Sahel, uma organização de defesa coletiva.

Os países sublinharam no comunicado que com "grande pesar, amargura e decepção", a CEDEAO "traiu os seus princípios fundadores" sob a influência estrangeira .

"A organização não prestou assistência aos nossos Estados no âmbito da nossa luta existencial contra o terrorismo e a insegurança".

À Sputnik, o analista nigeriano Issoufou Boubacar Kado Magagi afirmou que os países da região "não têm outra escolha senão sair" da CEDEAO e "corajosamente assumir o controle do seu destino". Magagi destacou também que a organização pan-africana é "manipulada pelos países ocidentais, com a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] como liderança".

Nesse contexto, os países do BRICS servem como alternativas "dispostas a ajudar esses três países".

"Essas potências emergentes produzem muitos produtos dos quais os nossos países necessitam. E precisam dos nossos produtos, nomeadamente do urânio, do nosso ouro, da nossa bauxita, do nosso lítio. Temos petróleo no nosso solo", afirmou à Sputnik.

"É uma cooperação ganha-ganha com eles. Mas, infelizmente, em países como a França, é exploração, é pilhagem da nossa riqueza", ressaltou.

CEDEAO diz que países se mantêm no grupo

Em resposta ao comunicado, a CEDEAO afirmou que não recebeu nenhuma notificação oficial dos três países-membros sobre a saída da comunidade. O grupo "continua empenhado em encontrar uma solução negociada para o impasse político", afirmou em nota a organização.

O primeiro-ministro do Níger, Ali Mahaman Lamine Zeine, acusou a CEDEAO de desonestidade na última quinta-feira (25), depois que uma equipe de negociação da comunidade não compareceu a uma reunião marcada em Niamey, capital do país. A delegação explicou a sua ausência citando uma avaria técnica da aeronave.

•        Deterioração das relações com a CEDEAO

As relações dos governos de Mali, Burkina Faso e Níger com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental pioraram após a mudança de governo nesses países. Atualmente, os países são geridos por governos militares de transição que chegaram ao poder após a piora da situação de segurança nas antigas colônias francesas, causada pelo aumento de atividade terrorista.

Depois da remoção forçada do presidente do Níger, em julho de 2023, a CEDEAO ameaçou usar a força se o presidente deposto não fosse reintegrado. A organização também impôs sanções à nação e suspendeu a a ajuda militar, financeira, alimentar e médica ao país.

O Mali e Burkina Faso enfrentaram medidas punitivas semelhantes após os golpes de Estado de 2021 e 2022, respetivamente. Estima-se que as sanções do bloco resultaram na morte de mais de 125 mil pessoas, afetando principalmente mulheres e crianças.

 

Ø  ONU prevê alta “modesta” em fluxo investimentos globais em 2024, com foco em Europa

 

Os fluxos globais de investimento estrangeiro direto poderão aumentar modestamente em 2024, após uma alta marginal no ano passado, devido ao investimento maior em algumas economias europeias, informou o órgão comercial das Nações Unidas nesta quarta-feira (17).

Os fluxos de investimento estrangeiro direto podem incluir investimentos feitos por empresas ou governos em outros países, ou empresas ou projetos nesses países.

“Olhando para o futuro, um aumento modesto nos fluxos de investimentos estrangeiros em 2024 parece possível, já que as projeções de inflação e custos de empréstimos nos principais mercados indicam uma estabilização das condições de financiamento para acordos de investimento internacional”, disse a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).

A organização comercial da ONU ressaltou, no entanto, que muitos fatores poderiam prejudicar o investimento estrangeiro direto, como riscos geopolíticos e altos níveis de endividamento em alguns países.

Em 2023, o investimento estrangeiro direto foi estimado em US$ 1,37 trilhão (R$ 6,75 trilhões), um aumento marginal de 3% em comparação com o ano anterior. A Unctad atribuiu esse ligeiro aumento ao maior investimento em alguns países europeus.

Os fluxos de investimento estrangeiro direto para países em desenvolvimento diminuíram no ano passado, caindo 9% para US$ 841 bilhões (R$ 4,146 trilhões), com uma queda de 12% nos países em desenvolvimento da Ásia e uma queda de 1% na África, disse a Unctad.

·        Compra de aviões militares ocidentais ameaça acordos financeiros entre Argentina e China

O presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu adquirir 24 aviões de combate F-16 da Dinamarca, rejeitando assim uma oferta da China de 34 aeronaves JF-17 que o governo anterior, liderado por Alberto Fernández (2019-2023), havia considerado.

Segundo o portal de notícias Infobae, a operação acontecerá com a aprovação e financiamento dos Estados Unidos, interessados em travar a expansão dos interesses chineses na América Latina, e deverá ser concluída pela empresa norte-americana Lockheed Martín.

"Sem a aprovação da administração de Joe Biden não teria sido possível concluir o acordo comercial que permitirá que a Aeronáutica militar argentina recupere o potencial bélico perdido durante a guerra das Malvinas em 1982", diz a publicação.

No entanto, o site La Política Online analisou que a operação poderá levar Pequim, que é o segundo maior parceiro da Argentina, a suspender ou mesmo revogar o crédito swap em yuan, que Buenos Aires utilizou para saldar parcelas da sua dívida externa.

A suspensão deste acordo econômico tem sido pautada desde as primeiras semanas do governo Milei diante de seus constantes ataques ao país liderado por Xi Jinping. 

Entre os motivos da possível suspensão do instrumento financeiro também estão as incertezas que o governo chinês tem em relação à política econômica de Milei e o que será feito com o Banco Central argentino, instituição com a qual o acordo é feito e alvo de ameaças de encerramento de suas atividades. 

No entanto, em seu terceiro dia no cargo como presidente da Argentina, Milei recuou seu discurso agressivo contra a China e escreveu a Xi Jinping, em uma tentativa de descongelar a operação financeira de U$5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). 

 

Fonte: Sputnik Brasil/CNN Brasil

 

'O ano de 2023 foi o pior ano do governo do PT na Bahia', afirma ACM Neto

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), avaliou, nesta segunda-feira (29), o primeiro ano do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Líder da oposição no estado, Neto disse que o ano de 2023 foi o pior ano do governo do PT na Bahia, que administra o estado há 17 anos.

“O primeiro ano do governo Jerônimo foi muito abaixo das expectativas do povo baiano. E foi o pior ano dentre esses 17 anos que o PT governou a Bahia. As áreas essenciais para o baiano nada mudou. Ao contrário, as coisas pioraram. A gente vê um governador, às vezes, com foco equivocado. Um governador que muitas vezes sequer consegue encarar os problemas. Quando a coisa aperta, ele se esconde. A Bahia merecia muito mais do que Jerônimo vem entregando”, afirmou Neto.

A declaração ocorreu durante a cerimônia de entrega da Casa das Histórias de Salvador e Arquivo Público, pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil). Neto também ponderou sobre o primeiro ano do governo do Lula (PT). Para ele, o presidente da República também ficou “abaixo” das expectativas.

“Na política, ele poderia ser mais amplo. Ele foi eleito com um sentimento dos brasileiros de um país dividido e ele pouco fez para unir o Brasil. Fora da política, algumas oportunidades foram perdidas. Programas do passado foram reativados, o.k. Mas a gente não vê novidades”, ressaltou.

Questionado em coletiva sobre uma fala recente do governador de Goiás, Roberto Caiado, também do União Brasil, acerca da independência do partido nas eleições presidenciais de 2026, Neto afirmou que considera natural que o União Brasil pense em construir um projeto próprio para o próximo sufrágio.

"Se isso acontecer, é óbvio que o projeto não será o da reeleição do atual presidente. Agora, tudo no seu tempo. Inclusive, Caiado é um nome que reúne as melhores condições possíveis para liderar esse projeto. Como a gente tem uma vida interna partidária pautada pela democracia, todas as opções vão ser pensadas, ponderadas na hora certa", disse.

Sobre as eleições deste ano, Neto afirmou que o partido atuará em todo o estado, mas que é preciso ter foco. "É natural que nosso foco esteja concentrado nas grandes e médias cidades. Cidades que exercem influência regional. Nas pequenas cidades, onde já temos grupos políticos consolidados. Então, esse trabalho é de amplo alcance".

Segundo ele, todo o seu esforço vai ser no sentido de tentar ter um único palanque nos 20 maiores municípios. “Um só candidato a prefeito da nossa base política. Neto, vai ser possível? Não sei. Eu acho que na grande maioria, sim. Talvez, em algumas poucas, não. Mas o meu trabalho vai ser para tentar unificar em todos os 20 maiores municípios do estado", antecipou.

•        Violência

O ex-prefeito falou também sobre os índices de violência na Bahia, divulgados pelo relatório anual do Instituto Fogo Cruzado. Segundo a pesquisa, Salvador e Região Metropolitana (RMS) registraram 1.804 tiroteios em 2023, dos quais 659 foram em ações e operações policiais.

"Infelizmente, a gente passou o ano de 2023 inteiro comentando e chamando a atenção para o que vem acontecendo em relação à violência na Bahia, em especial, em Salvador. Os dados todos foram destacados todos. E agora a gente começa 24 infelizmente também abordando dados extremamente negativos na segurança pública. Lembrando que a gente está começando o 18º ano de governos do PT e, a cada ano, as notícias foram só piorando. Entra ano e sai ano e a pauta da segurança pública está presente pelo lado negativo”, afirmou o presidente da Fundação Índigo.

 

       Políticos baianos comentam operação contra filho de Bolsonaro

 

A operação da Polícia Federal (PF) sobre a suposta “Abin paralela”, que tem como um dos alvos o vereador do Rio de Janeiro e “filho 02” de Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (Republicanos), foi bastante repercutida entre políticos baianos. Opiniões divergentes foram expressas, com alguns condenando a ação e outros a defendendo. 

É o caso do deputado federal Capitão Alden (PL), aliado de primeira hora de Bolsonaro. Nas redes sociais, ele afirmou que "a perseguição continua a toda força". "Mais um capítulo da tal arapongagem na Abin. O mais impressionante disso tudo é a fragilidade das provas e a omissão total das presidências das Casas Legislativas que permitem fazer busca e apreensão de parlamentares. Absurdo", comentou. 

O presidente do grupo Bahia Direita, Alexandre Moreira, pré-candidato a vereador de Salvador, seguiu a mesma linha ao declarar que Carlos Bolsonaro é "mais uma vítima da perseguição política que visa calar, por todos os meios possíveis, as vozes da oposição". 

Ele também teceu críticas em relação ao "silêncio" dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco, respectivamente. "A Abin é a narrativa da vez, tanto para colocar uma cortina de fumaça em assuntos que o sistema queira abafar quanto para tentar cavar uma justificativa para perseguir qualquer pessoa ligada a Bolsonaro", acrescentou, à Tribuna da Bahia. 

Do outro lado, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) utilizou a rede social X (antigo Twitter) para comentar a operação e cutucar os adversários políticos. Segundo a parlamentar, o “bom dia” teve “sabor amargo no clã bolsonarista”. 

“Hoje quem se levantou com a Polícia Federal na porta foi Carlos Bolsonaro, alvo de nova fase da Operação que investiga uso ilegal da Abin”, escreveu Alice. “E tem mais: a lista de envolvidos vai aumentar. ‘Toc Toc Toc’. Quem será o próximo?”, questionou Alice Portugal, com ironia. 

À reportagem, o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), avaliou que a operação da PF "envolve todo o clã Bolsonaro". "Espionagem é crime em nosso país. Os familiares do ex-presidente estão colhendo o que plantaram. E ainda tem fuga em barco. Esses caras são uns covardes. Que a Polícia Federal siga firme nas operações contra quem é contra a democracia no Brasil", contou. 

 

       Senador baiano tentou indicar baiano para a Vale

 

Nos últimos dias, uma movimentação nos bastidores políticos chamou a atenção: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou emplacar o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a presidência da Vale. No entanto, esse movimento gerou atrito com um dos aliados mais próximos do petista, o senador Jaques Wagner (PT), que buscava indicar um executivo baiano para o comando da mineradora.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, Wagner tentou emplacar um nome local, mas Lula se mostrou "irredutível" na decisão de indicar Mantega ao cargo, descartando qualquer possibilidade de diálogo com o ex-governador da Bahia sobre o assunto. Apesar da pressão inicial, Lula voltou atrás na indicação de Mantega e já descartou a realização de uma reunião para tratar do tema.

Paralelamente a esses acontecimentos, o governo Lula notificou a Vale na última sexta-feira (26 de janeiro de 2024) com uma cobrança de R$ 25,7 bilhões pela renovação antecipada dos contratos das Estradas de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM), realizada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O valor refere-se a outorgas não pagas na renovação.

O documento de notificação foi enviado pelo Ministério dos Transportes, e a Vale confirmou ter recebido a notificação, comprometendo-se a analisar o documento. A empresa ressaltou que continua cumprindo as obrigações da renovação antecipada das ferrovias realizada em 2020.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, explicou: "Estou cumprindo uma recomendação que o TCU fez ao ministério dos Transportes". A Vale terá 15 dias para informar as providências adotadas para o "cumprimento do rito determinado pelo TCU", indicando a recomposição ao erário da indenização de ativos não amortizados abatidos da outorga por ocasião do termo aditivo de prorrogação antecipada.

Há a possibilidade de o governo acionar o Tribunal de Contas da União (TCU) alegando que a renovação antecipada lesou os cofres públicos. Enquanto isso, a Vale afirmou ter entregado integralmente o compromisso cruzado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e adquirido os equipamentos necessários para a expansão da oferta de trens de passageiros, com obras de mobilidade urbana e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) em andamento, totalizando investimentos previstos de bilhões de reais.

 

Fonte: Correio/Tribuna da Bahia

 

“Operação vazou” e “família Bolsonaro fugiu com celulares”, diz deputado

A saída mais do que suspeita de Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos da casa onde estão hospedados em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ainda de madrugada, às 5h, momentos antes da Polícia Federal chegar ao local para cumprir mandados de busca e apreensão, sob o pretexto de “irem pescar”, gera muito burburinho em Brasília.

Como a atitude do clã do ex-presidente gerou dúvidas sobre a manutenção do sigilo da operação, autorizada em despacho judicial pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, quem veio a público falar sobre o fato foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que disse ter informações concretas de que o ocorrido foi uma fuga, para que os integrantes da família se livrassem de seus celulares.

“Pessoal, o advogado do Bolsonaro, aquele Fábio Wajngarten, diz que o Bolsonaro no meio da operação da Polícia Federal, com toda a família, todos os três filhos, tinham saído pra pescar às 5h da manhã de barco... Que bonitinho. Só que isso é mentira... É mentira! As informações que nos chegam é que Bolsonaro foi avisado da operação um pouco antes, e eles não sabiam o que vinha na operação da Polícia Federal, podia ter prisão de algum dos seus filhos, e eles fugiram como covardes de barco, destino incerto... Os celulares deles aí devem estar com os peixes... Eu não sei onde eles pararam depois de tudo isso... Mas essa é a verdade, essa história não se sustenta em pé”, disse o parlamentar.

De fato, como disse Lindbergh, o advogado e ex-chefe da Secom no último governo, Fábio Wajngarten, foi o único dos pesos-pesados do bolsonarismo a vir a público dar satisfação sobre a saída estranha do clã, ainda na madrugada, que evitou o encontro com os federais.

       Bolsonaro previu operação da PF em mensagem cifrada no Twitter

Na última quarta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia dito que os seus apoiadores deveriam apoiá-lo porque as próximas semanas seriam "decisivas".

O inelegível disse que "vivemos momentos difíceis" e de "muitas dores e incertezas".

O tuíte foi feito alguns dias depois da busca e apreensão realizada contra o deputado carioca Carlos Jordy (PL), antes da operação na casa de Alexandre Ramagem (PL) e Carlos Bolsonaro.

Hoje, os momentos difíceis e as semanas decisivas chegaram, afinal, o filho de Bolsonaro e sua mansão foram alvos da Polícia Federal na investigação do Abingate.

O caso levantou suspeitas: teria alguém da Polícia Federal ou do Supremo vazado a informação da operação contra Carlos para a família?

Segundo o Globo, Bolsonaro e seus filhos estavam pescando de barco quando a Polícia Federal bateu na mansão do clã em Angra dos Reis (RJ). Eles teriam saído por volta das 5h da manhã e não estavam na residência durante o cumprimento do mandado judicial, mais um motivo de suspeita para um possível vazamento da operação.

 

Ø  Contestando as mentiras dos bolsonaristas, clã Bolsonaro saiu para o mar após saber de operação, dizem fontes

 

Fontes ligadas à operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta segunda-feira (29/1) afirmaram ao Metrópoles que, ao contrário do que dizem os bolsonaristas, o clã Bolsonaro não saiu para navegar e pescar às 5h sem saber de nada, e sim deixou a casa de veraneio da família após ter conhecimento da operação.

O Metrópoles apurou que a PF tem informações de que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), assim como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e os demais filhos Flávio (PL-RJ) e Eduardo (PL-SP), estavam em casa em Angra dos Reis por volta de 6h, quando as buscas na Câmara do Rio e no condomínio Vivendas da Barra, que fica na capital e onde Carlos e Bolsonaro têm casas, começaram. Nessa hora, teriam sido avisados que o vereador era alvo das autoridades.

Como não encontraram Carlos em nenhum dos endereços (sua casa ou se gabinete na Câmara do Rio), a PF decidiu mandar viaturas descaracterizadas para a chamada Costa Verde do litoral Fluminense. Por volta de 6h30, equipes chegavam na casa que a ex-família presidencial tem na localidade Mambucaba (RJ). Pouco antes, pai e filhos saíram em um barco e um jet ski, indicam as fontes da PF.

Passadas três horas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou sozinho até a casa, de jet ski, para sondar o que esta acontecendo. Foi somente uma hora depois que voltaram Carlos, Flavio e Jair. Nesse momento, o celular de Carlos e três computadores foram apreendidos.

Carlos foi convidado a prestar depoimento, mas se negou. Deve ser ouvido nos proximos três dias, quando pretende ter acesso aos autos.

 

Ø  A MENTIRA CRIADA: Advogado reclama de fake news e diz que Bolsonaro saiu “para pescar”

 

Aliado próximo da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o advogado Fabio Wajngarten se pronunciou nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (29/1) sobre a operação da Polícia Federal (PF) que tem como um dos alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do político do PL.

O advogado afirmou que o ex-presidente saiu às 5h da manhã para pescar “com filhos e amigos bem antes de qualquer notícia” e, dessa forma, negou qualquer tipo de fuga da família em meio à operação da PF. Bolsonaro e ao menos dois dos filhos deixaram, nesta manhã, a casa de praia da família, em Angra dos Reis, antes da chegada da polícia.

Wajngarten também falou que não foi encontrado “computador de quem quer que seja na residência ou gabinete do vereador”. A PF cumpre buscas nos endereços ligados ao filho de Bolsonaro.

 

Ø  A VERDADE DOS FATOS: PF apreende celular de Carlos e 3 computadores em casa de Bolsonaro

 

A Polícia Federal (PF) apreendeu, no fim da manhã desta segunda-feira (29/1), o celular do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e mais três computadores que estavam em uma casa do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na região de Angra dos Reis (RJ).

Carlos Bolsonaro foi um dos alvos da Operação Vigilância Aproximada, da PF, que apura suposto esquema de uso ilegal de ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem de adversários políticos.

Logo no começo da manhã, equipes da PF cumpriram mandados de busca na residência de Carlos e no gabinete dele na Câmara dos Vereadores, na capital do Rio de Janeiro. Em seguida, os policiais foram à casa de praia da família, em Angra dos Reis, onde Carlos Bolsonaro estava com outros irmãos e com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O vereador é suspeito de ter recebido dados da chamada “Abin paralela”. Além de Carlos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços da assessora do filho de Bolsonaro, Luciana Paula Garcia da Silva Almeida; da assessora de Alexandre Ramagem, Priscila Pereira e Silva; e do militar do Exército cedido para a Abin na gestão de Ramagem, Giancarlo Gomes Rodrigues.

·        Uso político da Abin

Segundo as investigações, a Abin foi utilizada para espionar adversários. Políticos e até ministros do STF teriam sido espionados com o uso do software FirstMile, que permite monitorar a geolocalização de celulares.

De acordo com a PF, policiais que estavam na cúpula da Abin também usavam serviços ilícitos para beneficiar filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Abin teria sido usada para produzir provas favoráveis a Renan Bolsonaro e relatórios de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) em investigação sobre “rachadinhas”.

Na última quinta-feira (25/1), o deputado e ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem (PL) foi alvo de buscas em seu apartamento funcional e em seu gabinete na Câmara dos Deputados, em Brasília. As duas operações fazem parte da mesma investigação. Policiais federais suspeitos de envolvimento no esquema de espionagem foram afastados.

 

Ø  PF apreende computador da Abin QUE ESTAVA EM PODER DE Carluxo

 

A Polícia Federal (PF) apreendeu um computador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em operação que tem entre seus alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), no Rio de Janeiro.

O computador da Abin estava na casa de Giancarlo Gomes Rodrigues, ex-assessor do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ). A apreensão foi em Salvador (BA).

A PF suspeita de que Carlos recebia dados de um esquema ilegal de espionagem dentro da Abin, na gestão do delegado Alexandre Ramagem. Fontes ligadas à investigação chegaram a dizer que o equipamento estaria em um endereço ligado ao próprio Carlos. Mas houve um recuo em relação a essa informação, que foi desmentida pela própria PF.

O computador da Abin teria sido encontrado na casa de um militar do Exército em Salvador, mas a PF ainda não confirmou a informação. A Abin abriu procedimento interno para apurar o caso.

São cumpridos mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (29/1) mirando o núcleo político beneficiado pela chamada “Abin paralela” de Bolsonaro.

Entre os endereços visitados pela PF, estão a residência de Carlos e o gabinete do vereador na Câmara do Rio de Janeiro, além da casa de praia da família Bolsonaro em Angra dos Reis. Agentes da PF estiveram no gabinete de Carlos entre as 7h e 9h, acompanhados por seguranças da Casa e um assessor parlamentar.

Os alvos da fase da operação desta segunda são o vereador Carlos Bolsonaro e pessoas ligadas a ele. Há mandados de busca para endereços da assessora de Carlos, Luciana Paula Garcia da Silva Almeida; da assessora de Alexandre Ramagem, Priscila Pereira e Silva; e do militar do Exército cedido para a Abin na gestão de Ramagem, Giancarlo Gomes Rodrigues.

As buscas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

 

Ø  Entenda o que de fato foi apreendido pela PF na casa onde estava a família Bolsonaro

 

A Polícia Federal esteve na manhã desta segunda-feira (28) na casa de praia onde Jair Bolsonaro (PF) e seus três filhos passam parte do verão, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para cumprir mandados de busca e apreensão, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação gerou uma avalanche de informação desencontradas sobre o que teria sido levado pelos agentes e em relação ao paradeiro do clã político de extrema direita, que não se encontrava no imóvel.

A jornalista Daniela Lima, da GloboNews e do portal g1, chegou a cravar a informação de que um notebook da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teria sido encontrado e apreendido na mansão onde Carlos Bolsonaro vive, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Horas depois, a direção da PF negou essa informação.

Agora, já no início da tarde, surgem confirmações do que, de fato, teria sido apreendido pelos policiais federais no cumprimento desses mandados.

Ainda não ficou confirmado se algo relevante teria sido levado do gabinete de Carlos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, nem em sua casa na capital fluminense, onde seu pai também tem um imóvel. No entanto, na casa de Angra dos Reis, a PF apreendeu o celular do filho 02 do ex-presidente, assim como três notebooks.

Não há notícias, com base na determinação de Moraes, que os aparelhos de Jair e de seus outros dois filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL -RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) fossem alvos de busca.

Ficou confirmado também nenhum deles estava em casa no momento que os federais chegaram. A versão oficial dos interlocutores da família é de todos "saíram para pescar às 5h" e que estavam no mar quando a casa foi vasculhada pelas autoridades. A história gerou especulações sobre um suposto vazamento, que foi inclusive apontado pelo deputado federal Lindhberg Faria (PT-RJ), que afirmou ter confirmação de que a manobra foi uma fuga do pai e dos filhos, porque eles não saberiam se alguma prisão tinha sido autorizada pelo STF.

 

Fonte: Fórum