quarta-feira, 17 de julho de 2013

O ESTÍMULO À CORRUPÇÃO

Nada é mais estimulante para a pratica de atos corruptos, do que o loteamento de cargos, onde a capacidade e competência são relegadas a segundo plano.
Indicar nomes que agradam ao partido X ou Y, ou a determinada facção ou grupelho político, ou ainda quando para atrair políticos ou partidos adversários, o gestor irresponsavelmente resolve inchar a máquina pública, com a criação de Ministérios e ou Secretarias de Estado ou municipal, é o modelo implantado e um dos grandes responsáveis pela falta de credibilidade dos políticos.
Pios fica quando o próprio gestor admite que não tem capacidade para controlar possíveis atos de corrupção, diante da dimensão do País, e no caso da Bahia, da dimensão do Estado.
Segundo Jaques Wagner, “O Brasil, assim como a Bahia, é muito grande. É difícil para que um gestor consiga saber se cada convênio de R$ 500 mil, de R$ 1 milhão, se cada estrada, se cada hospital vai ser bem feito ou não. É difícil para um secretário ou um ministro saber se, lá na ponta, uma quadra de esportes está sendo feita correta ou incorretamente”. Imagine que estas palavras saíram da boca de um Chefe do Executivo. Há estímulo maior?
Mas, pensando bem, o governador baiano em parte não deixa de ter razão. Quando era oposição e estava brigando pelo Poder, por milhares de vezes ouvimos o PT berrar e espernear que 22 ministérios,  na era FHC era um exagero e 21 secretarias na Bahia era uma aberração, que os seus governantes não tinham o mínimo zelo pelos recursos públicos. Lembram-se companheiros?
Eu também cheguei a entrar nessa e acreditava que os ‘camaradas’ no Poder fariam exatamente o contrário, de 22 ministérios, bastaria onze, o mesmo número de secretarias no Estado. Este número seria o suficiente para fazer a máquina pública andar e o dinheiro economizado seria investido para melhor remunerar seus servidores. Ledo engano
No  ‘reinado Lula”, de 22 ministérios pulamos para 32 e agora, com a sucessora já estamos em 39.
Vejamos: o mês tem 30 dias corridos, mas úteis se incluirmos os sábados teria 26. Se a presidente resolvesse despachar com um ministro por dia, 13 ficariam para o outro mês. Significa dizer que tem ministro que só vê a presidente a cada 60 dias, no restante pela televisão. No caso da Bahia, seria a mesma coisa. Isso sem esquecer que existem viagens, recepção a outras autoridades,  despachos com lideranças políticas, etc.
Há melhor saída para ocorrer desvio de recursos públicos? O cara tem o cargo, mas o seu superior não lhe fiscaliza, até porque nem sabe o que ocorre na pasta, a não ser quando ocorre um escândalo e a imprensa cai em cima.
Não é a toa a farra dos voos por autoridades, usando os jatos da FAB. Ah, diz você, mas eles reembolsaram. Certo. Eu também queria ter um jato a minha disposição, para voar a hora que eu quisesse e que ficasse no aeroporto a minha espera e dos meus convidados, para retornar a hora que me desse na telha, por menos de dez mil reais.
Então está certo Wagner quando fala da impossibilidade de fiscalizar lá na ponta. Se ele não tem condições de fiscalizar ali, ao seu lado, seu secretário ou seu ministro, porque só o vê a  cada 60 dias, imagine lá naquela prefeitura depois de Luiz Eduardo Magalhães.
As vezes me pergunto: se o Chefe do executivo baiano chegou a esta conclusão, então porque ele não deixa que o povo fiscalize? É muito fácil. Instale rede de  computadores nos órgãos públicos, bancos, lotéricas e órgãos municipais de fácil acesso da população, disponibilize todos os dados referentes aos recursos transferidos ou das obras em execução, e deixe que o resto o povão se incumbe.
Aí alguém vai responder, mais é difícil. Não, não é difícil respondo. Eles não fazem isso, porque se o fizerem estarão disponibilizando para a sociedade do quanto roubam e a eles não interessam.
Vejam bem. A luta agora, principalmente dos prefeitos é pelos royalties para a educação e saúde. Exatamente as duas áreas onde tem mais surgido escândalos, junto com a infraestrutura.
Na Bahia, desde que o PT assumiu o governo que não se faz concurso. Tudo se resume a contratação pelo sistema REDA, que é um desrespeito à Constituição. Ninguém sabe o que é feito com o dinheiro da educação e da saúde. Uma verdadeira caixa presta.
Nas prefeituras é outro escândalo o que fazem, principalmente com a educação. Apenas para exemplificar, posso citar a cidade de Feira de Santana, comandada por um prefeito do DEM e que tem na presidência da Câmara um aliado, que de tão aliado, dizem que se derem um muro na boca do prefeito quebra o dente do outro.
Os desmandos são tantos nesta área, que chega ao extremo de contratar e enviar 03 pessoas para trabalhar como serviços gerais, para uma escola que só possui duas salas de aula. Tem escolas, atualmente que está fazendo rodízio de pessoal, ou seja, o funcionário contratado, normalmente cabos eleitorais do ‘baixo clero’, vai dia sim dia não. Isto em Feira que se diz ter uma oposição atenta. No entanto faltam professores em sala de aula.
Agora imaginem a situação, lá naquela cidadezinha esquecida no fim do mundo? Imaginem agora o festival de besteiras e o tamanho da roubalheira, este povo com mais dinheiro?
Todos sabem ser comum, hoje, no ambiente corrupto da política nacional, que os Estados e as Prefeituras são utilizadas como cabides de emprego, não só por parte do Chefe do executivo, mas, também, pelos vereadores e deputados da situação.
Se a nível do Governo Federal os Ministérios e órgãos públicos são loteados entre os partidos políticos e algumas raposas políticas, nos Estados e Municípios o escândalo é ainda maior. Quem quiser atestar visite um órgão público do estado ou uma secretaria no Município de Feira de Santana. Vai encontrar funcionários sentados no colo dos outros.
O que a população exige é que os governantes garantam a transparência dos dados, informando quem são os servidores, onde estão lotados, como entraram no serviço público, qual a função exercida e quanto percebem. Que tenha acesso aos convênios e aplicação dos recursos e incentive o controle social, conforme estabelece o Estatuto das Cidades para que a sociedade possa conhecer tudo que está ocorrendo e ela própria controlar e reclamar.

Mas isso por si só, não interessa aos políticos. E todos sabem por quê.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Degeneração Petista é pior que o Carlismo"

Há 12 anos o jornal alternativo Província da Bahia já alertava: Lula, no afã pelo poder, tornara-se um cínico. Parece que o cinismo de Lula entranhou-se como regra comportamental de petistas e de Wagner.
Hoje a Bahia tem um governo recheado de discurso vazio em sua essência, mas que continua enchendo a população de promessas e mentiras.
Vivemos um governo sem qualquer substância ideológica.
Petistas e seus eternos aliados que antes pregavam a moralidade, a ética e se diziam defensores da legítima democracia, agora se encontram sem discurso, diante das medidas minimamente antidemocráticas, bem ao estilo carlista ou ao modelo do regime militar, assumidas pelo atual inquilino do Palácio de Ondina, ao botar a polícia com todos seus armamentos para bater em manifestantes, que apenas estão saindo às ruas para mostrar a esta sociedade apática, dos desmandos tramados nos porões dos palácios, por esta elite que não se cansa de se locupletar.
Sem esquecer-se da defesa que os caciques partidários tem feito aos envolvidos no famoso ‘mensalão’, os quais já deveriam estar presos, mas, infelizmente neste País, a Justiça é ainda muito graciosa para aqueles que com ela convive. Já deveriam ter deixado de lado a arrogância de defensores da ética e da moral na política, até porque nunca a tiveram, apenas mascaravam e assumirem o seu lado bandido que sempre foram apesar de posarem de bons mocinhos.
Todos os passos e estratégias para eles não passam de cálculos para a manutenção, conquista e ampliação do poder. Nem que para isto tenham que vender a alma ao diabo.
Num confronto moral entre o carlismo e o jeito Petista de governar, qual o menos cínico ou mais mentiroso? O PT de hoje não tem de há muito, moral para alegar coerência ideológica principalmente após o desastrado governo Wagner.
Ser anticarlista já foi uma bandeira muito utilizada e batida por aqueles que reivindicavam moral e ética na política. Hoje, é um assunto totalmente fora de propósito. O que se observa, independente da cor partidária, estão apenas querendo se dá bem, ou seja, meter a mão no dinheiro público.
Ao assumir governo, Wagner trouxe para o seu colo figuras exponenciais do carlismo, a exemplo do seu hoje vice-governador Otto Alencar, César Borges, entre outros. O mesmo Cesar Borges que quando governador ordenou a ação da Polícia Militar no campus da UFBA, cujo comandante da ação foi promovido pelo mesmo Wagner.
E Wagner, devemos reconhecer foi um excelente aluno. Não é que, em pleno século XXI, onde o Brasil transpira pelos poros sua democracia, na Bahia do PT, seu governador, Comandante Superior da PM, resolve colocar em prática tudo que aprendeu com seus mestres e manda os briosos policiais militares, primeiro para se infiltrar nos movimentos para desvirtuar os objetivos, bem ao estilo da ditadura militar e depois, já fardado, baixarem o pau naqueles que pacificamente estavam protestando.
Interessante é que não se vê policiais nas ruas para garantir a segurança da população contra os marginais que dominam a Bahia, mas de repente as pessoas decentes se veem diante de um contingente militar, que se bem distribuídos, com certeza a violência no Estado seria reduzida significativamente.
E não ficou por aí. Achando pouco seu estilo autoritário de governar e, como não achou nenhum passeio na Europa, não tendo como fugir de se fazer presente na Festa Cívica baiana de 02 de Julho, resolveu transformar o desfile em um campo de guerra, destacando mais de 2700 militares para policiar aqueles que se fizeram presentes, sem contar com outros milhares que estão desfilando.
Diante dos fatos recentes, é que por onde passa o governador Wagner é vaiado e, não devemos desconsiderar que o fracasso da sua administração, sepultando o sonho de alguns, tem sido grande causador de sua alta rejeição, e a cada dia que passa, perdido como está, vai afundando mais.
Conseguiu Jaques Wagner esvaziar todos os discursos que porventura a esquerda tivesse em relação á direita, na Bahia representada pelo carlismo, transformando o seu governo no mais puro berço de “ex-carlistas puro-sangue”.
Estão hoje lado a lado com Gabrielli, Nilton Vasconcelos, Lídice da Matta, Walter Pinheiro, Pellegrino,  Zezeu e outros camaradas, a empreiteira OAS (antigamente denominada pelos ‘camaradas’ de Obrigado Amigo Sogro), ‘bispo’ Marinho, Jairo Carneiro, Otto Alencar, Pedro Alcântara, Mário Kertész, Cesar Borges, Clovis Ferraz, Roberto Muniz, entre outros de menor calibre. E para surpresa geral já se comenta pelos bastidores da possível aliança de Wagner com ACM Neto.
Isto ocorrendo, ficará configurado que, pelo Poder o PT faz qualquer coisa ou então há muitos podres que estarão querendo jogar para debaixo do tapete. Mas fica um alerta para aqueles que políticos que se consideram mais espertos: ‘O gigante está acordando e o povo já está sabendo que está nas mãos deles o seu futuro’.
Então cuidado, para o tiro não sair pela culatra. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Protestos na Bahia traz de volta a repressão d ditadura militar

Ao assistir nesses dias a forma truculenta e autoritária da PM da Bahia, contra os manifestantes que de forma pacífica saiam às ruas para protestar contra os desmandos administrativos praticados pelos governantes e pelos políticos com gastança desnecessária em supérfluo, enquanto sempre faltam recursos para educação, saúde, segurança, infraestrutura entre outras necessidades básicas da população, passou pela minha mente o velho filme ocorrido em 64, quando as elites junto com as igrejas insuflaram as massas, com a mentira de que o presidente da época desejava implantar o comunismo no País.
Veio aos meus olhos, aquele 64 que dentro de ônibus quando nos dirigíamos pata o colégio, tivemos nossa trajetória interrompida e com mais meia dúzia de estudantes de outros colégios, fomos levados ao quartel do 18 do Forte, em Aracaju, para sofrer todo tipo de ameaças e torturas psicológicas, com apenas 12 anos, pelo simples fato de querer estudar. Depois de uma tarde de opressão tivemos nossos livros confiscados, pois segundo afirmavam, eram de conteúdo comunistas. Lembro-me ainda do livro de história geral de Vitor Mussumeci, que por ter um capítulo que abordava sobre o marxismo, recebeu o carimbo de comunista. E ainda, quando no dia seguinte, fomos retirados da sala de aula de aula, sob a escolta de 12 militares, para ser obrigado a ir a exposição do material confiscado. Nada vi de perigoso, até os armamentos a arma mais perigosa exposta era uma espingarda de socar e um facão de cortar cana. Hoje lembrando, me dá vontade de rir.
Lembrei-me de quantas vezes ouvimos nas igrejas, sacerdotes e pastores em suas pregações chegarem ao extremo de afirmar que comunistas comiam crianças, quando na verdade eram eles que às escondidas ficavam praticando atos libidinosos, usando de suas lideranças para praticarem descaradamente a pedofilia.
E de tanto pregarem a maldição ao comunismo do falecido (ou assassinado) João Goulart, que apenas desejava fazer as transformações de base que hoje a população sai às ruas clamando para que aconteça, se tivesse ocorrido àquela época hoje o nosso País estaria saindo às ruas com outras pautas de reivindicações., que conseguiram tirá-lo do Poder.
Lembrei-me quando cheguei a Feira de Santana e das dezenas de humilhações que éramos obrigados a suportar, por atos humilhantes praticados pelo capelão do exercito, que chegava ao extremo de colocar um limão em nossas calças e se ele não saísse pela perna, com um canivete cortava a calça. Lembro-me de muitos colegas que não comungavam com esta situação vexatória, mas tinham que engoli-las, pois sabíamos que ao nosso lado éramos obrigados a conviver com aqueles que serviam de dedos duros dos militares, que não vale a pena citar. Veio-me a lembrança de professores como Estrela (já falecido), que não deixava que nos abatêssemos e sempre tinha uma palavra de encorajamento, mesmo tendo sido preso diversas vezes.
Voltou o filme das centenas de vezes que tivemos o colégio estadual invadido por militares a busca dos ‘comunistas’, cujos atos que praticávamos era a reivindicar a volta da normalidade democrática. Quantas vezes fomos alertados pela direção do colégio para sairmos correndo, pois os ‘homens’ estavam chegando. Aí me lembrei de Jaime Cunha, velho amigo e camarada, do assassinado Santa Bárbara, com sua oratória, de Adroaldo e alguns outros, que o nome saiu da memória, pela distância do tempo
Lembrei-me d meu tempo de UFBA, em Salvador, das nossas reuniões em locais que acredito nem os ratos se reuniriam, para discutirmos ações e traçarmos rotas de lutas. Lembrei-me da luta para se conseguir reabrir o DCE, cuja sede ficava próxima à praça Castro Alves e de quantas vezes tivemos que dormir por lá, porque o prédio estava cercado por militares e se descesse seríamos presos.
Tudo isto ocorreu ao ver as cenas praticadas nos últimos dias pela polícia militar comandada pelo PT. Primeiro contra os alunos da FTC, que apesar de pagarem uma das mensalidades mais caras, porém, em razão de desmandos administrativos, estavam na rua exigindo seu direito, o de estudar. Aí vem a PM de Wagner e baixa o cacetete.
Agora foi os manifestantes, que em protestos pelos desmandos, obras faraônicas para unicamente servir a FIFA e o rio de dinheiro desperdiçado e ou desviado, como tem ocorrido em todo o Brasil. Mais uma vez aparece a PM de Wagner e do PT e tome cacetete. Interessante ao se notar a mesma prática dos militares da ditadura. Bateram apenas naqueles que estavam sem esconder o rosto e nos jornalistas. Mas nos colegas infiltrados mascarados para descaracterizar o movimento, nestes nem encostavam. Muito estranho, não? E esta é uma prática já velha e conhecida, como o foi a montagem do diálogo quando da greve dos policiais. Estes mesmos policias que quando paralisaram contaram com total apoio da sociedade baiana, agora atendendo ordem do seu comandante chefe(Jaques Wagner), reprime de forma violenta, aqueles que os abraçaram.
Porém, como já dizia um antigo governante baiano, ‘pense em um absurdo, na Bahia acontece’, e a cada dia que se passa isso se comprova. Hoje a Bahia é governada pelo PT, sendo o seu líder maior no Estado um canastrão, bom de gogó e ruim de cumprir o que promete, o que fala e o que assina.
Quando era oposição ao também famigerado carlismo que dominou a Bahia sob a mão de ferro, criticava todas as ações praticadas pelos governantes tachando-os de ditadores e outras adjetivos. Tudo bem pois realmente era verdade.
Depois de lutas e muitas lutas que tivemos que enfrentar conseguimos às duras penas à democracia, que ainda está engatinhando. Muitos dos que lutaram para alcançar a democracia e que foram presos e torturados estão aí, inclusive alguns até fazem parte do atual governo. E deles, até o momento não ouvimos qualquer comentário criticando as arbitrariedades praticadas pelo Sr. Jaques Wagner, que através de sua PM reprimiu de forma violenta e covarde os manifestantes.
Fico me perguntando onde estará Gabrielli, Petintinga, Leonelli, Emiliano José, Nilton Vasconcelos, Waldir Pires e tantos outros que sofreram no período da ditadura e debaixo do sapato do carlismo que nada falam do autoritarismo praticado na Bahia? Será que o acesso ao Poder os transformaram ao ponto de apoiar e achar normal aqueles atos praticados? Será este um governo que pode criticar o carlismo, utilizando das mesmas práticas?
Será que é este o PT sonhado por aqueles que na década de 80 saiam às ruas para conseguir as assinaturas para que pudessem regularizar o partido junto ao TSE? Será que era esta a forma de governar que sonhava o finado Beto Folha, Jaime Cunha, Almir Queiróz, Prof. Marialvo, Gerinaldo, Antonio Ozetti, Padre Albertino e tantos outros sonhadores?
Quero acreditar que não, porque eu que lutei, que sofri e penei para  saborear a democracia, não me sinto bem ao ver tamanha maldade praticada contra quem apenas querem sonhar por um Brasil e uma Bahia melhor.
E ao assistir ao método utilizado pela PM da Bahia contra os manifestantes, veio além da revolta, a vergonha e o sentimento de culpa, por saber que eu também tenho minha parcela de responsabilidade, pois um dia cheguei a dá um voto a este ser abjeto chamado Jaques Wagner, e aproveito o momento para me dirigir a todos que sentiram na pele a violência da PM do PT, que foram as mesmas que passei durante a ditadura militar, e pedir desculpas pelo erro que cometi, ao contribuir para que este senhor assumisse o governo da Bahia, e aqui de publico, afirmo, que a partir desta data jamais será permitido ser publicado no Portal Municípios Baianos, qualquer nota de elogio ou de referencia elogiosa ao ditador Jaques Wagner.

terça-feira, 28 de maio de 2013

OS 13 ESCANDALOS DO GOVERNO WAGNER.



O mais comum e recorrente é assistirmos denúncias quase que diárias na mídia a respeito dos diversos escândalos políticos, ocorridos principalmente tendo como origem o governo federal e o Congresso Nacional.
Pouco se comenta dos escândalos ocorridos nos governos estaduais, como se lá nada ocorresse e que sirva de modelo de lisura administrativa. Estamos todos enganados. Se tivermos a curiosidade de vasculharmos as notinhas de rodapé dos jornais, veremos milhares de escândalos ocorrendo quase que diariamente.
Na corrida pela liderança Rio e São Paulo disputam cabeça a cabeça.
E não pensem que na Bahia é uma exceção. Pelo contrário, o governo Wagner é um poço sem fundo de escândalos mal ou nunca esclarecidos.
Para que não caia no total esquecimento, relembraremos alguns, até hoje sem ter sido dada qualquer satisfação à sociedade, cujo governo jamais se dignou a dar qualquer justificativa, deixando entrar no esquecimento, como se nada tivesse ocorrido.
Relataremos os fatos não pela ordem  cronológica ou pela gravidade, mas pela ordem dos levantamentos obtidos e ou enviados.
ESCANDALO Nº 01: GOVERNO WAGNER CONTRATA ONG DE ALIADO PARA FORNECER MÃO DE OBRA À SAÚDE -  governo da Bahia firmou contratos sem licitação na área da saúde no valor de R$272 milhões com ONG ligada a aliado político de Wagner. Segundo  o TCE, R$39 milhões desse montante foram superfaturados. Os contratos são para fornecimento de mão de obra médica, assinados após dispensa de licitação entre a Secretaria Estadual da Saúde e a Fundação José Silveira, no período de 2007 a 2011. A fundação teve como superintendente, de 1997 a 2008, o deputado federal Antônio Brito (PTB). Hoje, a mulher dele, Leila, ocupa o cargo. O PTB apoiou Wagner em sua eleição para governador, em 2006.
Na Secretaria de Saúde, o pagamento tinha o aval do diretor-geral Amauri Teixeira (PT), hoje também deputado.  Dos R$272 milhões de 2007 a 2011, o relatório aponta que o governo da Bahia pagou indevidamente R$ 39,2 milhões, que correspondem aos encargos ao INSS que a fundação não precisa pagar. 
ESCANDALO Nº 02: GOVERNADOR WAGNER ENVOLVIDO NO LOBBY PARA TROCAR O SISTEMA BRT PELO VLT - os governadores Wagner (PT-BA) e Silval Barbosa (PMDB-MT) capitanearam o lobby para que nas cidades de Salvador (BA) e Cuiabá (MT) pudesse ser  trocado o BRT (ônibus em corredores exclusivos) por sistemas mais caros e demorados, como metrô e VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos.
A assessoria do governador Jaques Wagner (BA) defendeu as mudanças, dizendo que eram tecnicamente adequadas e informou que um técnico entraria em contato com a imprensa para explicar as mudanças. Todavia o técnico jamais apareceu.
Essa mudança foi o que originou o escândalo envolvendo o ministro das Cidades, Mário Negromonte.
O círculo do peculato e da corrupção fecha-se  quando se sabe que Negromonte seria afilhado político de Jacques Wagner, responsável por sua escolha.
ESCÂNDALO Nº 03: GOVERNO WAGNER CONTRATA ONG POR 13 MILHÕES PARA DÁ PALESTRA SOBRE O PRÉ-SAL -  O governo de Jaques Wagner é um dos mais envolvidos com gastos escandalosos e obscuros. Só como exemplo, o governo chegou a gastar R$ 13 milhões para que uma ONG ministrasse palestras sobre o pré-sal no interior do Estado, sem que se conheça em quais locais foram ministradas tais palestras.
ESCÂNDALO Nª 04: SEDUR FAZ CONVENIO COM ONG PARA CONSTRUIR UNIDADES HABITACIONAIS NUNCA ENTREGUES - a ONG Instituto Brasil, firmou com a Sedur um convênio no valor de R$ 17,9 milhões para a construção de 1.120 unidades habitacionais em 18 municípios. O coordenador do Movimento Sem Teto da Bahia, João da Hora, pediu à Assembleia para investigar a não construção de 400 casas na região de Irecê.
Foram descobertas pelo Ministério Público da Bahia, por exemplo, a existência de 39 notas frias, num valor total de R$ 3,7 milhões, usadas para justificar serviços, compra de produtos e obras não realizadas.
ESCANDALO Nº 05: SISTEMA DE LICITAÇÃO  NA BAHIA, SÓ GANHA ODEBRECHT, OAS E CAMARGO COREIA - o curioso ’sistema de licitação’ da Bahia em que sempre Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa ganham. É mais uma do famoso Wagnerduto! E todos os projetos acabam (se acabam) com atrasos, erros técnicos e aumentos astronômicos no orçamento final, sem punições.
ESCANDALO Nº 06: ESPOSA DE WAGNER É FUNCIONÁRIA FANTASMA DO TJ-BA, COM SALARIO DE QUASE 14 MIL -  Além de MARIA DE FÁTIMA CARNEIRO DE MENDONÇA, a primeira-dama do estado da Bahia, também aparece o nome de Maria das Mercês Carneiro de Mendonça. Diante do alto salário de Maria das Mercês, que tem o mesmo sobrenome da esposa do governador Jaques Wagner, a pergunta que precisa ser respondida pelo chefe do Executivo Estadual é se elas são irmãs ou não. Ou se existe algum grau de parentesco.
1. Maria de Fátima Carneiro de Mendonça ( Esposa de Jaques Wagner):
Locação: Coordenação de Assistência Médica - Salvador.
Cargo: Assessora de Supervisão Geral.
Salário: R$ 14.632,88 (Bruto).
2. Maria das Mercês Carneiro de Mendonça
Locação: Coordenadoria da Infância e da Juventude - Salvador.
Cargo: Técnico nível superior
Salário R$23.702,72 (Bruto). Salário de um Desembargador R$ 23.995,40
ESCANDALO Nº 07: NOME DE WAGNER É CITADO NA OPERAÇÃO PORTO SEGURO - Alvo da ação, a chefe de gabinete da presidência, Rosemary Noronha, fez a ponte para uma reunião entre Wagner e o empresário Alípio Gusmão, conselheiro da Bracelpa, entidade que reúne os produtores de papel e celulose. Gusmão está preso.
ESCANDALO Nº 08:  INTERESSES DE WAGNER EM CRIAR PEDÁGIOS -Quando o PT assumiu o governo da Bahia pela primeira vez (2007), existia apenas uma praça de pedágio no estado. Quando o governo anterior anunciou a construção da praça, o então deputado federal Jaques Wagner fez um discurso na Câmara (10 de maio de 2001) com duras críticas à decisão. Dez anos depois, o governador mudou de opinião e, incentivado pelo prefeito Luiz Caetano, resolveu instalar mais 12 pedágios em nosso estado. Somente no sistema da BA-093, são cinco novas praças. É importante ressaltar que este sistema faz a ligação entre os principais polos industriais do estado
ESCANDALO Nº 09: WAGNER CRIA CARTÃO CORPORATIVO - A criação do Cartão Governo, o cartão corporativo do estado, para substituir às contas de suprimentos e para o pagamentos de pequenas despesas, cujo convênio foi firmado pelo governador Jaques Wagner com o Banco do Brasil, é mais uma fonte de desvio de recursos nunca explicados, a começar pela falta de transparência no uso destes cartões.
Sob o argumento de "segredo de Estado", o governo Wagner utiliza os mesmos métodos do governo federal governo que se diz republicano, democrático e transparente, usa um método pouco confiável e nada transparente para efetuar pagamentos do governo e cujos gastos não podem ser acompanhados pelo Legislativo. Além do pagamento de contas nada ortodoxas, os cartões corporativos ainda permitem saques em dinheiro, que não deixam rastro dos gastos. É isso que esse governo está fazendo na Bahia.
ESCÂNDALO Nº 10: ACESSO AO SERVIÇO PÚBLICO APENAS PELO REGIME DO REDA – apesar de ter sido um dos temas de campanha a crítica que o PT e seu candidato faziam ao acesso ao serviço público pelo regime conhecido por REDA nos governos carlistas, após a ascensão de Wagner ao governo, ninguém ouve falar em concurso público. Só se entra no Estado pelo REDA. Interessante que inovaram, criaram uma seleção, fajuta, onde os indicados por bilhetes políticos não conseguem ser reprovados. E além do REDA ainda criaram os tais PST’s, contratos temporários utilizados em larga escala nos períodos eleitorais.. Todos dois regimes criados, precarizam as relações trabalhistas e servem com muro para as reivindicações dos servidores efetivos.
ESCANDALO Nº 11: ENTREGA DA SAÚDE PÚBLICA A EXPLORAÇÃO DE ONG’S – este é outro escândalo que precisa ser averiguado, quais interesses estão escondidos por trás deste jogo. Não se entende o Estado investir na construção de hospitais, equipá-los e depois num jogo de carta marcada entregar a sua “exploração” a ONG’s ou Instituições amigas, repassando fortunas a estas organizações que se  bem administrada pelo Estado teria muito melhor resultado.
ESCÂNDALO Nº 12: O JOGO DE ABAFA DO ROMBO DA EBAL – quando assumiu o governo do Estado, os novos dirigentes descobriram um rombo escandaloso na Ebal, que à época acusaram ser comandada pelo então conselheiro do Tribunal de Contas, o ex-deputado e vice-governador Otto Alencar. Na Assembleia foi criada uma CPI que apurou os desmandos e chegou a conclusão de comprovação dos fatos.Mas, só foi Otto Alencar aderir ao governo Wagner, que tudo foi jogado pra debaixo do tapete dos escândalos sem satisfação à sociedade pelo PT. Ninguém foi punido, pelo contrário, alguns dos envolvidos hoje fazem parte do governo Wagner, inclusive Otto Alencar que novamente é vice-governador.
ESCÂNDALO Nº 13: CASO DAS COMISSÕES DA AGERBA – ainda tendo o PMDB como aliado, surgiu na Agerba, órgão responsável pela concessão das linhas de transporte intermunicipal e pela sua fiscalização, o escândalo das propinas. Fizeram um drama, afirmaram que tudo seria apurado e que a sociedade seria informada das medidas tomadas. Passado alguns meses, mais um escândalo do governo Wagner foi para a lata do lixo. Alguém foi punido? Alguém sabe o que aconteceu com as apurações.

E assim, de escândalo em escândalo, de malfeitos em malfeitos, vai chegando ao fim de um dos mais desastrados governos que já passou pela Bahia. Esta Bahia que dizem ser abençoada por Senhor do Bonfim, mas parece que pelo lado político o nosso santo  milagroso esqueceu dela há muito tempo

domingo, 5 de maio de 2013

NA BAHIA A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM



Tenho o orgulho da minha história, do meu passado e do meu presente e de  que tenho feito da minha vida seguir os passos dos meus ideais e sonhos da juventude.
Também posso declarar com toda fidelidade que nunca tive qualquer admiração ao carlismo e de suas práticas políticas, mas tenho o mérito e a hombridade de, da mesma forma que critico, também sei reconhecer o sucesso alcançado por qualquer tipo de governante, e com o carlismo não posso ser diferente e não me deixar cegar pelo radicalismo e apesar de suas práticas antidemocráticas, reconhecer muitas conquistas a Bahia alcançou.

Mas como tudo na vida, chega o momento que o Poder se exaure, cansa e o povo procura novos ares, pede mudanças.
E isto ocorreu em 2006, quando a população cansou dos métodos e do modelo político que vigorava, e buscou ‘novos’ caminhos.
No vácuo criado, apareceu o PT com Jaques Wagner, que juntamente com os servidores públicos revoltado e cansados de tanta humilhação, apresentou um discurso de mudança e prometendo um novo modelo de governar. Prometia uma nova Bahia.
Já no primeiro mandato, Wagner acolheu nos seus braços centenas de ‘ex-carlistas’ mantendo-os ou colocando-os em cargos de comando, governando com os velhos aliados do carlismo, instalados no PP, PR, PTB, PDT e demais partidos periféricos, mantendo a velha e manjada fórmula clientelista e patrimonialista de governar, de cuja escola é mestre, levantando da tumba orgulhoso o velho coronel Malvadeza, que de lá onde estiver estaria vibrando de felicidade pelos fiéis amigos que aqui deixou.
Mas Wagner guardou para sua reeleição o grande golpe e a desmedida surpresa para o povo baiano, quando fez renascer do Tribunal de Contas dos Municípios o já aposentado carlista de berço, de criação e devoção, o ex-deputado Otto Alencar e o acomodou como seu vice-governador, dando uma clara demonstração, que havia jogado no lixo a política ideológica pregada pelo PT e demais partidos aliados de esquerda.
Com esta atitude ficou claro que na verdade, não era do seu interesse combater as práticas funestas do carlismo, a qual já havia assimilado em seu governo, como antes pregava nos palanques, o que buscava mesmo era sua meta: o PODER. O restante era retórica para iludir o povo.
E surpresa maior se fez presente, quando entregou a secretaria mais importante de maior visibilidade ao seu vice-governador para comandá-la, asfaltando desta forma a estrada do retorno do carlismo ao Poder.
Na realidade, o governo Wagner é substancialmente a continuidade da forma de governar que a Bahia acostumou-se a conviver. Ou seja, descaso com os serviços públicos, principalmente com a saúde e a educação, criminalização da pobreza e investimento em repressão, tratamento autoritário com os que lutam por seus direitos, como o corte do ponto dos professores em greve, falta de diálogo com a sociedade, arrocho salarial, etc.
E não precisa ser madame Beatriz, para prever o futuro do PT e das esquerdas na Bahia. Basta observarmos o insucesso administrativo do governo Wagner, das centenas de promessas não cumpridas, do tratamento dado aos servidores públicos do Estado, dos acordos assinados e logo depois esquecidos e não cumpridos, dos conchavos às escondidas e, principalmente, do acolhimento e seu governo de antigos adversários, que sempre estiveram no Poder e que foram os responsáveis pela ‘herança maldita’ que tanto reclamaram o que impedia o seu governo de deslanchar.
Foi constrangedor para quem sempre lutou por uma Bahia politicamente diferente e pelo fim do carlismo, o palanque armado na campanha de Pelegrino para prefeito para receber Dilma, em Cajazeiras. Quem lá estava: Otto Alencar, Cesar Borges, Jairo Carneiro, Mario Negromonte, Clovis Ferraz, Pedro Alcântara e diversas outras lideranças oriundas do carlismo de menor calibre.
Como já dizia o nosso velho poeta Caetano Veloso: “Triste Bahia, ou coisa semelhante...”, ao ouvirmos os mesmos velhos discursos, que não são mais aceitos e sequer adaptáveis à nova realidade.
O que a nossa Bahia quer, precisa e exige são dirigentes inovadores, com visão estratégica de crescimento e desenvolvimento, não de homens que se dizem aliados e amigos do poder central, quando a realidade o mostra de forma diferente, ou seja, são políticos enfraquecidos estrategicamente e politicamente, que não conseguem nada mais do que os demais. Nada diferente, aliás, há momentos que chegam a ser ultrapassados por outros governadores, que não vivem arrotando tanta amizade e companheirismo. É uma Bahia governada olhando pelo retrovisor  esquecendo que dentro da sua cabine estão as ‘estrelas’ daquela época.
Critica se fazia a ACM e aos métodos de governar do carlismo, que tinha como lema “dinheiro na mão e chicote na outra”, que para os amigos tudo para os inimigos nada, na gestão de Wagner os métodos são parecidos, porém não criticados, ou seja, é um governo que adota a prática de terrorismo psicológico, empurrando goela abaixo, sejam adversários ou aliados. Existe apenas a sua vontade que tem que ser cumprida. E ainda se considera republicano.
Mais uma vez se nota que a Bahia está cansada de discursos mentirosos e enganadores, sua população quer ação e a cada omissão deste governo, os obstáculos se renovam e se robustecem, desestimulando não só o seu povo, mas aos empreendedores.
Chega soar estranho, dada a grande ‘proximidade’ do governador Jaques Wagner com Dilma Rousseff, os comentários nos meios políticos, até entre aliados do PT que se ACM vivo fosse, por exemplo o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste, já estaria em fase final de conclusão. Será?
O certo é que diante dos vacilos e da inapetência para administrar, aliado a incompetência onde tudo é feito politicamente visando a manutenção do Poder em 2014, os gritos de vitória em que soavam nas gargantas antecipadamente, passou a ser motivo de preocupação.
Espera-se que as eleições de Salvador e Feira de Santana, sirvam de alerta, já que os tempos mudaram e  os discursos retrógrados e mentirosos já não são mais aceitos e fazem parte de um passado que com certeza, os baianos não querem  mais ouvir.
É preciso que entendam que vivemos na era da informação e que a população hoje está antenada.
E caso aconteça aquilo que há alguns anos já não se acreditava que pudesse acontecer que seria o retorno do carlismo ao Poder, o maior responsável e o grande culpado, por ter sido seu maior cabo eleitoral, chama-se Jaques Wagner.
E se o carlismo vem ganhando musculatura no Estado, isto se deve a arrogância, a prepotência e a incompetência do governo Wagner que vem pagando caro por ter maltratado os policiais militares, humilhado quase 100 mil professores da rede estadual, além dos demais servidores públicos que jogaram nele todas as suas esperanças de dias melhores e de ter entregue a Bahia à bandidagem.