sábado, 28 de julho de 2012

CHEGA DE OUVIR ARROUBOS DE NOSSOS POLÍTICOS.

Sempre me pergunto até quando o brasileiro ficará a mercê dos arroubos de nossos homens públicos, que nada ou pouco fazem em benefício desta sociedade? 
Claro que há exceções, mas como a grande maioria são pessoas que lá se encontram unicamente para se beneficiarem e beneficiar aqueles que os cercam, os bem intencionados não aparecem. 
A vaidade e o desrespeito ao eleitor tem sido o ponto focal e mais evidente destes que, em período eleitoral se apresentam de forma humilde, sem coragem de mostrarem a sua real personalidade, enganando aqueles que neles acreditam, para assim que alcançam os seus objetivos os apunhalarem, até as próximas eleições. 
E elas estão chegando. 2012 é o ano onde a população mais uma vez definirá os rumos dos seus municípios elegendo seus prefeitos e vereadores. 
Não custa lembrar que é nesta hora que teremos que olhar os candidatos de cara e ver o que realmente realizaram e o que fizeram pelo povo. 
Quantas promessas fizeram e que deixaram de cumpri-las após eleitos, pois seus compromissos não são com o povo, mas sim com aqueles que financiam suas campanhas. 
Esperemos chegar o momento exato e veremos como terão coragem de se apresentar a população. Com certeza conseguirão exercer o papel da humildade como bons atores que são, procurando igualar-se aos mais humildes, reduzindo-se a simples cidadãos, na intimidade de seus pensamentos, com certeza, deixando de se considerar em uma espécie de um deus ainda não reconhecido pela massa dos imperfeitos. 
Na certa se apresentarão sem a empáfia a que são acometidos após a eleição. 
Deixarão de lado a “grandiloqüência”, a arrogância, a autopromoção e a soberba que fazem parte inseparável da personalidade da maioria dos nossos políticos assim que alcançam os seus objetivos. Como atores, se apresentarão de forma que a maioria da população não os condene pelos maus atos praticados, por terem se afastados da convivência com os bons e honestos, por terem se omitido nos momentos em que a população deles mais precisou, quando por conveniência e se submeteu a receber as migalhas do Poder, optando pelo silêncio dos omissos ou voltando contra os interesses daqueles que nele confiou ao dar o seu voto, fazendo do seu dia a dia a pratica da falsidade dos oportunistas e sempre exaltando os bajuladores. 
Aliás, bajuladores são os que mais lhes rodeiam, e não tem lhes faltado. 
Por dever de ofício, formação e caráter, que mesmo amizade ou afeição se fingem de tal forma que passam a transparecer um papel de honestidade e franqueza, caráter é índole que não possuem. 
São estes que fazem os políticos se sentirem seres superiores, e aqui me perdoem os mais apaixonados ou crédulos, mas é por falta de uma melhor análise da nossa sociedade que possuímos os políticos que aí estão, e, considerando-se o universo, podemos afirmar que o povo brasileiro não faz por merecer a classe política que aí está. 
O Brasil não merece passar pelo que está passando. Merecemos coisa melhor. 
Chega de assistir os arroubos teatrais, as pirotecnias verbais, as entrevistas sem contestações, como se fossem seres superiores. 
Está na hora de nossa população rejeitar este tipo de candidato, que não aprendeu ou que não deixam passar a oportunidade para mostrar uma grandeza que não possui. 
Está na hora de nossa sociedade começar a refletir sobre que político merecemos e dar oportunidades aqueles que em vez de simular grandeza e desfilar poder, aos que demonstram humildade, que alisaram o banco da simplicidade, da lealdade com os amigos, que ainda não foi picado pela mosca do Poder, da bajulação barata, da busca das dificuldades para obterem as facilidades. 
Busquem nos quadros oferecidos pelos diversos partidos, pessoas que mereçam a sua confiança e com você tenha abertura de diálogo, para que possa ser cobrado. Se assim não agirmos, estaremos abrindo mão dos nossos direitos, da nossa cidadania, infelizmente! 
A experiência adquirida pela população por sucessivas eleições, nos permite acreditar que a sociedade começa a aprender a votar, pois não quero admitir que Pelé estava correto em relação a capacidade de votar do nosso povo, entendendo que, diante de tanta tecnologia e do acesso a diversas ferramentas de informações a nossa sociedade tenha adquirido conhecimentos suficientes que lhes permitam constatar os diferentes no balaio de candidatos que lhes são entregues. 
Portanto, é chegado o momento da população se aperceber que é na verdade e na essência dos valores, princípios e atributos afetivos que os homens devem ser escolhidos para assumirem uma função pública e se, circunstancialmente, a postura adotada pelo eleitor for de tolerância e contemporização, com certeza o que se assistirá no futuro será o comprometimento dos nossos políticos apenas em defesa dos seus interesses, pouco se importando com as necessidades da maioria. Desta forma não devemos jogar fora a oportunidade que nos será dada em 2012. 
Não devemos perder a chance de expulsar da vida pública aqueles que traíram os mínimos princípios morais e éticos, aqueles que buscam jactar-se de sua participação no desvirtuamento da arte de fazer política bem feita, com honestidade e voltada para os interesses de todos, principalmente para os mais pobres. 
Não deverá o eleitor perder a oportunidade de expulsar aqueles que ao longo do mandato não passaram de desertores, traidores, assaltante do patrimônio e erário público, enquadrando-os e executando-os com o seu voto, única arma que o eleitor possui para extirpar estes párias da vida pública. 
Sei que esta nossa idéia é ousada, em outros tempos poderia ser até considerada subversiva, porém, hoje respiramos uma democracia concedida pelas elites, mas ainda assim podemos chamar de democracia, e é esta democracia que nos permite a cada eleição sonhar por uma nova Nação e temos que ter a consciência que uma nova Nação se constrói a partir do seu Município que é a célula mater do País, e que cabe a cada munícipe buscar optar pelo que há de melhor, para que aqueles que estão nos Poderes superiores sintam que algo novo está surgindo e que esta passa pela renovação consciente e qualificada do seu voto. 
Sabemos ainda que não será apenas pelo voto que construireos o País dos nossos sonhos, mas como não acreditamos existir clima de uma mudança através da revolução popular, pelo menos que comecemos a dar os primeiros passos, utilizando da arma que as elites nos deram, o voto, e o utilizemos forma que possamos pelo menos escolher os menos ruins entre os piores que aí estão. 
Com a palavra o Povo Brasileiro.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A BAHIA QUER PAZ E DEMOCRACIA

Desde que o PT e o governo Wagner chegou ao comando do governo baiano, que a Bahia a cada dia fica mais avacalhada, diante de uma sucessão de medidas antidemocráticas, sequer praticadas no período mais negro do golpe militar, acreditando seus autores, talvez, que a sociedade baiana se encontre anestesiada e que tenham as suas mentes embotadas diante da sucessão de escândalos que se repetem diariamente praticada por um governo que se intitulava democrático e republicano. 
O sentimento que hoje sente a população é de profunda decepção. 
A Bahia que sofreu ao longo de sua existência sob o tacão do coronelismo político, debaixo das botas dos militares, pisada pelo nefasto carlismo, onde o Poder estava a serviço de poucos, quando pensou que iria respirar um pouco dos ares da democracia, com a ascensão do “Partido dos Trabalhadores”, amargura um estágio que relembra o piores períodos da ditadura militar, utilizando-se da propaganda mentirosa e enganosa, não só para enganar mas amestrar a população, tal qual o Hitler, que tinha como lema uma “mentira repetida se transforma em verdade”. 
Este era o seu lema, bastante utilizado pelo carlismo e excelentemente aplicado pelo governo Wagner, através de sua Secretaria de Comunicação. 
Na Bahia não há governo, o que existe e o que há é um é desgoverno perdulário e enganador. 
Depois de viver sob os grilhões de governos antidemocráticos, os baianos se uniram, os servidores públicos acreditaram nas promessas, a classe pobre em melhores dias e a sociedade queria paz e democracia. 
Tudo isto somado fez a Bahia eleger e reeleger Wagner governador, um pseudo líder, ególatra ao extremo, que montado na popularidade do governo Lula, conquistou as massas, iludidas com as promessas de resgate da auto estima e que a partir da sua vitória a Bahia iria respirar ares da democracia, tal que era usufruída nos demais estados da federação. 
Iludiu os servidores públicos, conquistou os pobres, entusiasmou a classe média com promessas utópicas, para no final transformar a vida de todos em um inferno. Atraiu o apoio dos ricos que financiaram suas campanhas e, cooptou o que havia de pior do carlismo e trouxe para junto de si, para se refestelarem dos louros que o poder lhes proporcionou. 
Alcançado os objetivos, mostrou o seu verdadeiro caráter de pelego sindicalista, cujo papel tão bem soube encarnar no período em que esteve a frente dos sindicatos. 
Ou alguém acredita na tão propalada perseguição dos militares anda residindo no Rio de Janeiro e fugindo dos algozes vem fixar residência em Camaçari, à época uma pequenina cidade considerada como área de segurança nacional, comandada pelo cel. Elleri, cujos prefeitos eram nomeados pelos militares e um polo petroquímico sob o comando dos generais? 
Logo em Camaçari, o sr. Wagner perseguido foi fazer política sindical? Debaixo do nariz dos generais? 
Praticamente 06 anos que o Governo Wagner está no comando da Bahia e até agora nada fez em benefício da população e em prol dos servidores públicos, a não ser perseguição e praticar o maior arrocho salarial da sua história. 
Amparado pelas negociatas na distribuição dos cargos públicos, assiste-se hoje o maior escândalo na secretaria de administração loteada entre o Judiciário. Lá só tem indicado da Justiça. 
Desta forma se entende porque o judiciário nada julga contra este governo. Todas as ações que lhes são desfavoráveis é sempre protelada quando não dorme nas gavetas de algum julgador. Só há agilidade quando é favorável. 
Servidores que antes se aposentavam com 02 ou 03 meses no máximo hoje são obrigados a esperar de 01 a 02 anos, sem que tenha acesso a qualquer informação, uma vez que a PGE virou uma caixa preta. Nunca se obtém daquela Procuradoria qualquer dado ou informações. 
O tempo está passando e nada de concreto o governo baiano do PT realizou, para a população baiana que nele acreditou. 
O servidor estadual permanece com salários defasados, fruto de uma política fazendária irresponsável, colocando como titular da pasta um amigo aventureiro, que, apesar da Bahia está entre as 06 maiores economias do País, porém, patina entre a 22º e 24º em arrecadação, empobrecendo a cada dia o estado, apesar de ter recebido em 15º em arrecadação. E o mais surpreendente foi saber através do secretário que o substituiu que os lançamentos contábeis do FUNDEB estão errados. 
Fica uma pergunta no ar: dá para confiar nos lançamentos das demais contas? Onde está o TCE que não faz uma tomada de contas especial? 
Mas não falta dinheiro para a propaganda mentirosa e enganosa. Ninguém aguenta ouvir mais tanta ladainha do que não existe, é muita mentira para um governo só. 
Achou pouco a mentira do TOPA, que não alfabetizou ninguém, enveredou pelo Agua para Todos, que na primeira seca, a Agua foi para poucos ou ninguém, agora surge mais uma mentira, a do saneamento, tão explorado neste governo como um sucesso e o diagnóstico feito pelo TCE é negativo, ou seja, houve através da EMBASA, outrora empresa conceituada, hoje parece mais um tamborete de tão mal administrada, fragilidade no estabelecimento de metas e no acompanhamento e avaliação das ações. 
Aliás, neste governo a única coisa que a EMBASA aprendeu a fazer foi aumento estratosférico nas contas, praticando um verdadeiro assalto a mão desarmada. 
 Hoje o povo tem mais medo da EMBASA do que dos assaltantes. 
Vimos recentemente as reclamações de um conceituado advogado que muito batalhou pelos direitos humanos na época da ditadura, da forma como é impedindo de advogar pela PGE e pelo desrespeito que esta instituição tem com as decisões judiciais. São atitudes que segundo ele, nem no período mais negro da ditadura, jamais aconteceu. Mas está acontecendo no governo “democrático do PT”. Assiste-se hoje o desrespeito e descaso como estão sendo tratados os professores baianos por um governo que não tem coragem de abrir as contas do FUNDEB, pois sabe o quanto de recursos foram desviados de suas finalidades. 
Esquece ele na sua indecorosa proposta, que em 2013 haverá reposição salarial em razão da inflação acumulada em 2012 e que haverá um novo aumento no Piso Salarial dos professores, que a bem da verdade é a única categoria contemplada com o Piso em artigo da Constituição Federal. 
Tanta luta, para um governadorzinho querer rasgar. 
Utiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal como retórica para blindar o cofre estadual, porém a mesma lei que restringe as despesas do funcionalismo, não é observada para os vultosos gastos com a dívida pública, ou mesmo para o inchaço do estado com a criação de centenas e centenas de cargos, visando acolher os adesistas de última hora. 
E o pior, utiliza o dinheiro público, para através de verbas generosas e notas mentirosas tentarem jogar a população contra a categoria. 
Ainda bem que a sociedade baiana entendeu e quem está impedido de andar nas ruas é ele, pois por onde passa é vaiado, ao ponto de transferir a data de saída do cortejo de 02 de Julho para fugir da população, porém, quem teve que sair do cortejo foi o governador. 
É por essas e por tantas outras que hoje me envergonho de ter dado o meu voto na primeira eleição a Jaques Wagner, mas com certeza em outubro iremos dá a resposta que este governo e o PT merecem.

sábado, 7 de julho de 2012

AGUENTA CORAÇÃO. AINDA RESTAM 2 ANO E MEIO

As promessas de campanha não cumpridas, nomeação de uma equipe de assessores formada pelo que há de mais incompetente, com raríssimas exceções, falta de zelo com as contas públicas, erros administrativos contínuos e primários, omissão na solução dos problemas, manutenção e convocação de ex-carlistas para o quadro de assessores - estes mesmos que sempre foram responsabilizados pelos desmandos na Bahia e que continuam com as mesmas práticas -, tudo isto formam um quadro que transformou no principal foco de desgaste do governador petista Jaques Wagner, levando hoje a ser avaliado como um dos piores governadores das últimas décadas que passou pela Bahia e considerado pelas pesquisas nacionais como um dos piores do País. 
Tudo isto alimenta a artilharia dos adversários do PT e aliados na eleição para as Prefeituras, que já consideram o apoio de Wagner igual a mandacaru, não da sombra nem encosto. 
Pesquisas por telefone já demonstram o tamanho do estrago eleitoral causado pela greve dos professores à prefeitura de Salvador, por conta da intransigência do governador. Como em Salvador, a preocupação se estende pelos candidatos no interior, onde o índice de rejeição de Jaques Wagner é ainda mais elevado. 
É lógico e já comprovado que o desgaste e a rejeição ao governador se transformaram em passivo político que contaminarão as campanhas municipais ao enfraquecer o seu potencial como cabo eleitoral e, por tabela, eleve a rejeição ao candidato do partido a prefeito; As greves dos servidores mostrou a outra face do governador, aquela do político que não costuma honrar os compromissos assumidos, contribuindo para aumentar o desgaste do governo junto a sociedade baiana. 
São docentes paralisados, lutando pelo cumprimento de um acordo assinado e rasgado pelo governador, que garantia um reajuste de 22,22% neste ano e o Estado ofereceu 14%, escalonados até 2013. Foram os policiais militares que pararam por 12 dias, lutavam pela GAP, outro compromisso rasgado. São os médicos suspendendo por 24 horas as atividades na tentativa de buscar negociações para as promessas não cumpridas. E seguindo o mesmo caminho, outras categorias também ameaçam, diante dos impasses e do verdadeiro paredão colocado à frente dos servidores para não cumprir o prometido. 
A cada passo dado o governo procura, com o dinheiro público, tentar jogar a sociedade contra os servidores públicos, sem que o Governo Wagner assuma as suas responsabilidades e seus erros na condução do problema. É o retorno da mentira e do autoritarismo. 
Enquanto isto, os candidatos a prefeito estão angustiados e temerosos quanto ao resultado eleitoral, já que visível o desgaste e a rejeição junto aos servidores públicos estadual, cuja rejeição já traz como resultado a sua contaminação junto à sociedade e, por tabela, no eleitorado. 
Enquanto o desgaste do governo aumenta, por certo os opositores irão explorar os problemas com os servidores durante a campanha, pois será inevitável e lógico que o PT e aliados paguem o preço da época em que era oposição o que pregava e defendia contra o que está fazendo agora como governo. Lembremos algumas promessas da Jaques Wagner, então candidato, para que as pessoas recordem e comparem o Wagner candidato e o Wagner governador. 
Aos servidores públicos prometeu salários dignos, recuperar as perdas salariais e pagar a URV. Aos policiais pagar as GAP’s e reintegrar os policiais afastados por conta da greve e com base na lei da anistia assinada por Lula, greve que o então deputado federal de olho no governo, apoiou, defendeu e bancou. Agora que é governo, rapidamente mudou de lado e jogou no lixo os “ideais” antes defendidos, 
Prometeu paz e segurança para a sociedade baiana, seja da capital ou do interior, e o que temos visto é um governo inapetente e incompetente na área de segurança pública, onde a violência cresceu absurdamente na Bahia, sem que demonstre qualquer reação. 
Lembram, durante a campanha de 2006 Wagner por diversas vezes foi a televisão e prometeu o Bolsa Família Estadual – complementando a bolsa família federal com recursos do tesouro estadual. Alguém dá alguma notícia desse complemento? 
E o prometido oceanário na Baia de Todos os Santos. Tudo promessas para se eleger. Hoje, nem ele quer tocar no assunto, muito menos o “ilibado” PT. E ai quem for cobrar vai ter que ouvir.
Em 2007 mudou o governo, assumiu o PT, assumiu Wagner e as suas promessas junto com o sonho dos baianos, mas as práticas continuaram piores que os 16 anos do carlismo, época chamada do império da Malvadeza. 
Com a vitória a Governador a esperança voltava a reinar no Estado da Bahia, e os servidores públicos e a população passaram a acreditar que as velhas práticas tão criticadas por aqueles que estariam assumindo o atual Governo, seriam diferentes, que não passariam apenas de promessas de campanha eleitoral, aliado ao passado histórico do PT, sempre ao lado dos trabalhadores. 
Hoje, o baiano ver um estilo e uma forma de governar muito pior do que o governo carlista. Enfrenta a população um choque de contradições, jamais imaginada por aqueles que votaram e acreditaram que fatos como estes não voltariam a acontecer no Estado da Bahia. O líder que tanto criticou perseguições, descumprimentos de ordem judiciais, de falta de diálogo com servidores e a sociedade, é o mesmo que inexplicavelmente utiliza dessas armas para fugir das promessas que insiste em rasgar, para ameaçar servidores e para instalar não só a malvadeza, mas a tortura psicológica e o medo. É o governo que vai deixar como marca o terror, como única obra. Este será o seu legado. Tudo isso tem levado o governo Jaques Wagner ser avaliado como um dos piores do Brasil. 
Parece que não é só o povo da Bahia que anda por ai a falar que o governo de Jaques Wagner não presta. O governador baiano recebeu um título que não envergonha somente ao seu governo, mas a todos os filhos da Bahia que votaram e acreditaram nas suas promessas de campanha. De oito governadores avaliados, o governador Jaques Wagner ficou no último lugar, e não ficou pior, porque só foram avaliados 08 governadores. Ele simplesmente foi o último. 
Portanto, diante do modelo Petista de Governar aplicado pelo governador Wagner, hoje o PT se consolida como o Partido dos Traidores do funcionário público e do povo baiano e o governador como o carrasco do funcionalismo. O politico que fez campanha com o contracheque do professor numa mão e o do policial militar na outra, hoje não honra os compromissos firmados com nenhum servidor. É um político que não tem a honra de cumprir em pé aquilo que falou sentado. 
Hoje a marca construída pelo governo Wagner é de um governo que não cumpre o que assina e muito menos honrar o que promete. Foi assim com a URV que os Tribunais já reconheceram o direito dos servidores, foi assim com a anistia e incorporação dos policiais, afastados pela greve que ele mesmo apoiou e incentivou e tem sido assim com tudo que tem prometido.
Só uma coisa ele não esqueceu o de contar lorota e mentir para os funcionários públicos e para a população baiana. E o faz com a maior desfaçatez e cinismo tal e sem qualquer tipo de compromisso e lealdade, criando as tais mesas de negociação que não passam de  mesa de enrolação, montada para enganar os servidores ou aqueles que nela sentam. Tudo jogo de cena. E o pior de tudo é que ainda tem dois anos e meio pela frente, quando com certeza outras maldades estarão praticando. Pena para o PT, que sairá desse governo tão desacreditado que não sei como o seu candidato irá pedir votos. Pena para os candidatos a prefeito e vereador, que verão seus nomes queimar na fogueira do descrédito e desmoralização do governo Wagner, mesmo sem merecerem a execração pública a que serão submetidos.

sábado, 30 de junho de 2012

SEJA RESPONSÁVEL. SEU VOTO PODE MUDAR.

No Brasil, a cada dia fica mais claro para população, que em política os “princípios éticos” sempre correspondem a necessidade da classe política em se locupletar, e que tudo é realizado contrariando todas as normas morais e legais. Os políticos jamais demonstram preocupação em promover o bem comum da população, ao contrário, utilizam ou lançam mão de qualquer meio e subterfúgios para alcançar os seus objetivos. 
 De há muito deixaram de ser éticos, já que sempre se utilizam da mentira para convencer ou ganhar o eleitor, iludindo-os com promessas que sabem jamais cumprirá ou sequer pensam em um dia cumprir, já que o objetivo traçado é unicamente o de obter um mandato que lhes permita legislar em seu próprio benefício ou daqueles que os financiaram. Outros almejam administrar os bens públicos, não com a meta de gestar políticas visando o bem comum, pelo contrário, tem como meta fazer uso e proveito, retirando deles o máximo que puderem para si e aliados. 
Qualquer que seja o caso, parte da população tem a clareza, que o político brasileiro não tem e nem adota a ética como fim, dela se desviando, fazendo da política o meio encontrado de favorecimento para si e para uma minoria. Isto quando não estão envolvidos com criminosos. 
Tem sido comum, principalmente entre aqueles que defendem a forma de fazer política nos dias atuais, afirmar em defesa dos seus argumentos, que a falta de ética é uma prática utilizada por uma minoria e que há uma grande quantidade de bons políticos. Ora, se esta afirmativa fosse verdadeira, não assistiríamos tantos escândalos que estouram diariamente, envolvendo a tudo e a todos. Com raríssimas exceções. 
O que temos visto na prática e as nossas observações nos levam a concluir, que há bem poucos políticos bem intencionados e estes poucos ao conviverem neste meio podre, logo se decepcionam e em sua grande maioria chegam a abandonar a carreira por não concordarem em se chafurdar no lamaçal e na podridão em que vivem a maioria. Outros também bem intencionados são obrigados a se afastarem por não suportarem a pressão que lhes fazem para que se aliem ou apoiem às suas falcatruas. Esta é a verdade. E esta podridão a gente assiste a partir das Câmaras Municipais. 
Não sei se tivemos anteriormente, um ambiente político tão imundo como nos dias atuais. São homens públicos envolvidos em todo tipo de falcatruas e maracutaias, sem que nada lhes ocorra. A situação está a tal ponto, que parece que no Brasil só se dá bem quem se envolve com este ambiente, fazendo com que as pessoas honestas e éticas sintam vergonha de alardear esta virtude. 
Vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria se vê sem motivação para esboçar qualquer reação, pois se sentem marionetes nas mãos dominadas por interesses minoritários e escusos. São homens públicos que envergonham a história deste País, vivendo em uma sociedade apodrecida, envolvidos em elevados níveis de corrupção, onde diariamente a sociedade assiste um relacionamento promíscuo daqueles que se dizem seus representantes, associados a grupos criminosos, organizados e até armados, e se fazendo passar como seus protetores e benfeitores. 
O que se vê hoje nas Casas Parlamentares, nas práticas do Executivo e de parte do Judiciário, já seria suficiente para que a população se enchesse de indignação, em uma Nação onde 25% da sua população, resistem vivendo abaixo da linha da miséria, sendo que cerca de 9 milhões deles passam fome literalmente, ocasionado por um modelo econômico concentrador de renda e de pouca absorção da mão de obra, fruto de uma política educacional pública sucateada que não oferece perspectiva de futuro digno daqueles que dela necessita. 
Enquanto assiste este quadro desalentador, os homens públicos estão a se preocupar em atender os seus próprios interesses, sem nenhum compromisso em criar políticas públicas eficazes visando buscar resolver os nossos graves e estruturais problemas. Não se vê no semblante dos nossos políticos a mínima preocupação. 
Talvez, este ano, por estarmos em ano eleitoral, demagogicamente se apresentem a população com projetos e promessas para a solução dos problemas. Cada um terá uma solução milagrosa. Passadas as eleições os miseráveis continuarão mais miseráveis, o pobre continuará mais pobre e assim caminhará a passos largos a política nacional. 
A situação chegou a tal ponto, que segmentos da população consideram como normal o manancial de escândalos de corrupção em que nos encontramos; aceita passivamente a má aplicação dos recursos o públicos pela grande maioria dos nossos gestores, e até concordam com os desvios éticos e morais de nossos políticos e juristas. 
Quando os escândalos explodem, a mídia que está sempre omissa, passa a explorar de forma exagerada os fatos, parecendo inclusive e em muitos casos está a serviço de grupos de oposição. Passado o período de audiência, esta mesma mídia se encarrega de levar estes mesmos fatos para o baú do esquecimento, como se nada tivesse ocorrido, de forma que este esquecimento leve a IMPUNIDADE. 
E este esquecimento parece ser feito de forma proposital, de forma que esses mesmos políticos envolvidos nos mais variados escândalos de corrupção, que em sua grande maioria poderiam ser enquadrados em crimes hediondos e que enojam a maioria dos brasileiros, acabam levando-os a serem reeleitos, pois são homens que como ninguém aprenderam a arte de manipular as massas, seja com discursos bonitos ou mesmo utilizando dos recursos apropriados ilegalmente. São reeleitos provavelmente por grande parte da população, mantida na miséria e com baixa escolaridade, pois é exatamente com esse propósito, que eles perpetuam a situação que hoje se encontra. 
Não se vê qualquer interesse de alguém em punir alguém, o que faz crer que nos três níveis de governo - Executivo, Legislativo e Judiciário - todos têm algum tipo de culpa no cartório, e que existe um pacto entre eles onde ninguém mexe com ninguém, e que cada um siga o seu caminho sem incomodar ao outro, desde que todos continuem se dando bem. 
E mesmo com tanto roubo e desvios éticos, podemos afirmar sem medo de errar que vivemos em um país abençoado. Apesar de todos os desmandos e desvios de conduta, de recursos e de práticas imorais dos políticos e das nossas instituições, onde o legislativo vive a aprovar leis baseadas em princípios aéticos, obscuros e imorais, o Brasil é um País grandioso que, com tantos maus tratos ainda é fantasticamente belo, próspero e grandioso, com uma economia forte e pujante, e um povo valente, dotado de talentos mil, capaz de superar e passar por cima de todas as dificuldades e continuar crescendo, chegando a incomodar as maiores economias, aquelas chamadas de desenvolvidas. Apesar de tudo e de nossos políticos ainda chegaremos lá. 
Pela grandeza do seu povo é que é esta Nação sobrevive. E está chegando a hora de darmos os primeiros passos para modificar este quadro que aí está. Temos o dever moral de nos unir, àqueles que já não suportam tantos desmandos, e dá o grito de alerta. Começar a se opor a esses desmandos, orientar aqueles que ainda não acordaram, para que de forma pacífica, busquem priorizar os interesses da coletividade, dando um basta aqueles políticos e homens públicos que apenas utilizam do bem público em benefício próprio. Pense bem. 
O Brasil e sua cidade necessitam e merecem que todos se unam em benefício da coletividade, com uma sociedade feliz, e com sua população sem ter que passar pelo dissabor da miséria física e moral a que hoje estão submetidos, pela falta de ética na política. E tenha cuidado, pois este será o ano em que os lobos se apresentarão em vestes de cordeiro. Em que os ladrões do dinheiro público, se apresentarão como os homens mais honestos deste País ou da sua cidade. Mais caberá a você decidir. Uma dica apenas: pesquise a vida daqueles que se apresentarem pedindo votos. Quem era, onde trabalhou, que cargo exerceu, como chegou ao patamar ou ao status financeiro que demonstra hoje. O que fez como político, agiu honestamente? O que obteve o foi com honestidade ou no cargo que exerceu fez todo tipo de falcatrua? Estaria ele se utilizando de órgãos públicos para alavancar a sua candidatura? Se estiver enquadrado em algum dos itens que o desabone, negue o seu voto. Ele não merece ser votado. Ele não é digno em ser seu representante. 
Lembre-se que é você quem decide os destinos da sua cidade. Ela está em suas mãos. Depois não se arrependa, pois um voto errado a cidade é punida por quatro anos.

sábado, 23 de junho de 2012

COMO VENCER A VIOLENCIA

Devemos reconhecer que se instalou em nossa sociedade a cultura da esperteza, da violência, da imoralidade e da falta de amor. 
Este procedimento aceito por setores da sociedade tem deixado aqueles que não admitem este modo de viver confusos, alguns acuados, outros adoecidos, diante da banalização do mal e da inversão de valores. 
Vivemos hoje num contexto de violência, grosserias, falta de educação e respeito. 
Isso em todos os lugares e ambienteS, seja dentro de casa, no trabalho, nas escolas, nos lugares públicos, enfim há uma falta de paciência que está generalizada. 
A coisa chegou a tal ponto que ninguém consegue compartilhar nada com ninguém. É um mundo cão, onde cada qual se acha dono do espaço que ocupa. 
Chegamos a um estágio que ninguém é capaz de ceder o lugar para um idoso, uma mulher com criança ou grávida, um deficiente físico sequer no coletivo, imagine em outros lugares. 
Olhe em sua volta e veja em quantas famílias os irmãos não conversam entre eles; quantos filhos se recusam a falar com os pais, vivem mudos como se estes fossem seus inimigos, quando não os agridem fisicamente ou por palavras. 
Veja nas ruas como anda o clima. 
As pessoas se agridem, se xingam; no trânsito é cada um por si, procuram não dá espaço; brigam e matam por qualquer bobagem; não respeitam os pedestres, jogando o carro em cima das pessoas, quando não enchem a cara e saem por aí matando inocentes. Este é o tipo de relacionamento dos dias atuais. Falta solidariedade. 
Infelizmente, tudo é motivo para agressão e violência. 
No Brasil de hoje, ser socialmente "correto" é sinônimo de desonestidade e de esperteza,em razão do  desrespeito às leis, onde o império da corrupção deslavada predomina, levada por uma justiça cada vez mais condescendente com os criminosos. 
Diante disso, assiste-se o domínio da impunidade e da intolerância. 
Este quadro tem colaborado para o aumento da violência urbana, levando todos a viverem em permanente tensão, acarretando um crescente nível de estresse. Adoecendo a todos. 
Infelizmente, temos que reconhecer que o medo excessivo em razão desta violência que a cada dia tem aumentado, está muito perto de nós, batendo nas nossas portas, sem que vejamos uma luz no final do túnel. 
É visível e notório que as pessoas em razão deste estado de coisas, estão mudando seus hábitos, tentando se protegerem desta violência. 
São casas com muros que mais parece um presídio, portas e janelas trancadas e gradeadas, carros blindados e o medo de saírem às ruas têm levado a sociedade para o isolamento, acabando com a antiga solidariedade entre as famílias, trazendo a todos a triste sensação de inutilidade. 
Hoje o que mais se escuta são notícias de espancamentos, estupros, desrespeito a idosos, às mulheres, às crianças e a deficientes. Isto tem levado as pessoas a ter medo de sair de casa, de deixar seus filhos brincar livremente como antigamente. 
Diante disto, as pessoas estão se privando do direito à liberdade. 
Nada justifica a violência que hoje impera, exceto a omissão dos Poderes constituídos em buscarem alternativas e soluções. De buscar o diálogo e junto com a comunidade se tornar aliados para dar um fim este atual estágio de barbárie que vivemos. 
A situação chegou a tal estágio, que hoje todos estão sendo atingidos. Não mais escolhem a condição social, religião e idade, para praticá-las. 
Somado a violência física, temos a violência verbal que se junta ao preconceito presente em nossa sociedade, diante da exclusão social, sendo este último uma excrescência nos dias atuais e que não tem levado a lugar algum. 
Enquanto nossos governantes não descerem do palanque e darem o devido valor a Educação, não poderemos sonhar com dias melhores. 
É sabido por todos, que só através da educação poderíamos proporcionar uma vida mais digna para todos os cidadãos. 
Se muitos atos violentos são cometidos, muitos deles devido ao desespero de não conseguir sustentar a família, por exemplo, só através do conhecimento estas pessoas seriam induzidas a procederem mudanças de comportamento, pois estariam conscientizadas da responsabilidade dos seus atos e pelo que fazem. 
Ora, o homem sabendo da punição que poderá receber da sociedade, o levará ao caminho do respeito pelo próximo, que é à base do bom relacionamento e da convivência entre as pessoas e passará, a saber lidar com cada situação sem a necessidade de utilizar a força, como forma de obter o desejado. Com certeza, isto ocorrendo deixaremos de conviver com tantos índices de violência. 
Não imaginamos um mundo onde todos pensem de uma mesma maneira. Muito pelo contrário, até pelas diversas formações culturais sempre haverá divergências, porque cada ser humano tem a sua forma de pensar. 
Lógico que somos diferentes, não só fisicamente, mas também intelectualmente e educacionalmente, mas não existe um método melhor de resolver as divergências que não seja pelo diálogo. 
A força e a violência é o caminho encontrado pelos fracos, que acreditam que assim agindo estarão demonstrando todo seu poderio. Como estão enganados. 
É, portanto, pelo diálogo que aprendemos a perdoar. 
E  os homens, infelizmente, ainda não aprenderam a perdoar, exatamente porque ainda não estão educados para dialogar, e o único caminho para que os homens aprendam o que é perdoar, seria através do conhecimento e, se bem educados, talvez, aprendessem o sentido do que seria a compaixão. Este seria o caminho. 
O País em que vivemos, não é mesmo que vemos, mas ele é fruto do que construímos. 
Se como diz os diversos segmentos religiosos “que o homem é a imagem e semelhança de Deus”, então que busquemos dentro de nós esta semelhança e ao alcançá-la passemos todos a viver em paz, e que tenhamos a consciência de que todos somos iguais. A partir deste instante, com certeza, a violência irá se dissipar e será vencida pelo amor e pelo saber. 
Quando cada um obtiver o conhecimento e a educação que ofereça oportunidades iguais a todos e o homem passar a colocar o amor ao próximo em primeiro lugar, nada o levará a violência. 
Não serão as desigualdades sociais, o medo, a vergonha, a humilhação, a pobreza, as drogas, que irá ditar as regras, ou que irá convencer a entrar no caminho errado. 
Não serão os outros que irão ditar as regras ou dizer e pensar por você. 
Não, você estará suficientemente preparado para enfrentar cada situação e tirar de letra. 
No dia em que a humanidade colocar o amor em primeiro lugar, as pessoas procurarão levar alegria e esperança àquelas que talvez nunca tenha visto antes, que não sabe como se chama ou mesmo onde mora, mas terá a sensação de felicidade por ter feito alguém feliz e que teve como pagamento um sorriso. 
Aí sim você terá a certeza de que vale a pena colocar o amor em primeiro lugar. 
Para isto precisamos nos auto-avaliar, e começar a nos conscientizar que colhemos o que plantamos. Se plantarmos amor, receberemos amor, se plantamos raiva e ódio colherá o mesmo. 
Portanto, usemos da liberdade que possuímos para amar e levar amor às pessoas por mais difíceis que aparentem ser ou por mais insuportáveis que se apresentem, mesmo que não recebamos o mesmo em troca. 
Amar a quem nos amam é beleza não há dificuldades, porém amar os difíceis  é aí que está o nosso maior desafio. E só com o amor e levando amor para estes complicados é que venceremos a violência e o medo.

domingo, 17 de junho de 2012

SONHOS QUE O PT NEGOU

O ideário neoliberal traz no seu bojo graves ameaças as conquistas sociais historicamente obtidas, pelo fato de privilegiar o mercado ao pleitear um desenvolvimento econômico com um único viés,  através da desregulamentação da economia, cujos fundamentos representam grande possibilidade de liquidar as conquistas sociais duramente conquistada, acarretaando em aumento ainda em maior nível e de forma alarmante as desigualdades sociais. 
As propostas daqueles que são contra esse modelo, a  nova esquerda brasileira, tem como ponto de partida a manutenção, ampliação e defesa dos direitos sociais, aliado a obtenção de novas conquistas e de novos progressos em termos de justiça social, de forma que se possa construir uma nova economia mais humana, menos desigual, menos injusta socialmente e com uma melhor distribuição de renda. 
Que fique claro, o sonho das esquerdas é o de apontar para um novo modelo econômico, independente do ideal socialista, este um sonho a ser alcançado em longo prazo. É um modelo que  aponta alternativas à modernização, como caminho alternativo ao modelo neoliberal, seja no âmbito de partidos políticos ou dos movimentos sociais. Pena que o PT, partido que lidera uma coligação que vai da direita a esquerda, não tenha entendido o recado e passe para a história, como o partido que acuou as esquerdas, ao dar uma guinada de 180º graus para a direita, jogando no lixo tudo que plantou no passado. 
Caberia ao PT coordenar ações que levasse a convergência entre as múltiplas forças políticas que está ao seu redor e apontasse para um caminho onde imperasse a justiça social em lugar da imposição do mercado como atualmente, desconsiderando totalmente os ideais de justiça social. 
Pelo simples fato do PT ter emergido através de uma coligação a qual historicamente tinha os partidos de esquerda como primeiro e fortes aliados, esperava-se ao assumir o Poder a apresentação de uma inovadora conjuntura sociopolítica, a qual expressasse um novo modelo, onde a política econômica ganhasse um novo contorno e priorizasse os ideais de justiça social, acarretando em um novo um processo de reformulação e revisão do pensamento e do discurso político da direita de um novo colonialismo implantado através da política neoliberal. 
A ascensão do PT ao Poder se deu fundamentada nos princípios dos ideais de justiça social, que sempre orientou o pensamento da esquerda brasileira e que população assimilou. 
Porém, o que se vê, é uma administração não tem expressado esses ideais, dando a essa luta um novo formato, através da continuidade a uma política econômica estabelecida pelas elites desde que o País foi colonizado, acrescido de alguns programas sociais, aceitos pelos neoliberais, sem permitir, no entanto, que se ampliem as conquistas e a justiça social, de forma que a desigualdade continue e que a injustiça social campeie em nossa sociedade. 
Hoje, o que se busca, é a redução do fosso das desigualdades. Um caminho onde seja implantada uma sociedade mais humana e menos desigual, bastante diferente do modelo defendido pelos atuais ideólogos petistas. Pena que o PT não entenda ou não queira participar deste sonho. 
Na realidade, o mais importante no momento é garantir a manutenção das garantias e dos benefícios sociais e trabalhistas já conquistados, hoje bastante ameaçados pela política neoliberal implantada, para num segundo momento lutar para obter, conquistar e ampliar os direitos e progressos em termos de justiça social para as camadas mais baixas da sociedade. 
Caberia ao PT liderar essa nova esquerda brasileira, atuando ativamente no cenário político e social com o objetivo de mobilizar a sociedade, principalmente as camadas populares. Infelizmente o PT abriu mão deste sonho e caiu nos braços neoliberais, deixando as esquerdas acuadas, sem maiores argumentos, para se contrapor aqueles que consideram o neoliberalismo como o sistema ideal e “socialmente mais justo”. 
O PT, desta forma, pode ser considerado o responsável pela derrocada dos sonhos e ideais da esquerda, uma vez que não implementou as transformações estruturais impostas pelo sistema capitalista, de forma que pudesse superar e que permitisse o País respirar uma nova ordem social e política. 
Essas foram bandeiras e lutas relegadas após a ascensão do PT ao Poder, que tem se mantido na defensiva, em lugar de ser mais ofensivo, de forma que pudesse se contrapor ao ideário neoliberal. 
O sonho de construir uma sociedade menos desigual deixou de serem prioridade, e o que se observa é a cada dia uma maior aproximação da manutenção da política econômica encontrada e implantada, relegando os ideais de justiça social. 
O que está claro para a sociedade é a derrocada dos ideais pregados no passado e que, as transformações estruturais do sistema econômico capitalista, junto com a criação de um Estado de justiça social já não são prioridades, estando superados, apesar de alguns entenderem que os sonhos da esquerda ainda estão adormecidos, mesmo que essas transformações para serem alcançadas e operacionalizadas o sejam de forma gradual, sem o radicalismo apregoado no passado. 
É preciso que saibamos, que em pleno sec. XXI, a direita continua aí e  um dos motivos e o incentivo obtido tem vindo do deslocamento do PT da esquerda para o centro – direita e ao optar por se aliar ao que há de mais podre no cenário político nacional, convivendo lado a lado com políticos que fizeram e fazem da administração pública o seu trampolim para ilícitos e enriquecimento, encurralou a esquerda, deixando-a momentaneamente sem discursos ou argumentos. 
Mesmo vendo seu eleitorado minguando, a direita continua viva, e buscando sobreviver. Para enganar a população muitas vezes utilizam do discurso do centro - esquerda, chegando a defenderem investimentos no social. Hoje defendem uma máquina governamental menos inchada, logo eles que fizeram do serviço público o seu cabedal de empreguismo, de enriquecimento ilícito e de manutenção do Poder. 
Portanto, torna-se necessário que as reformas tragam no seu conteúdo um conjunto de medidas e políticas econômicas que busquem não apenas o Estado ideal e possível de justiça social, mas que procurem instaurar um modelo de desenvolvimento global, fundamentado e alicerçado num amplo programa de distribuição de renda e, em uma efetiva e eficiente reforma agrária, de forma o desenvolvimento proposto seja um agente estimulador e de incentivo, não apenas para o crescimento econômico, mas que efetivamente, ocorra uma valorização e crescimento dos salários e que estimule a participação dos salários na renda nacional, acarretando, como isso, o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

MÁGOA: sentimento que adoece

Começo citando uma frase de Augusto Cury: “As coisas mais importantes da vida não se resolvem rapidamente. Um pai pode saber todos os conflitos e necessidades dos filhos, mas ainda precisa que o filho se abra, se comunique, revele seus sentimentos. Não basta saber, é preciso cruzar os mundos”. 
O ser humano é um conjunto complexo, constituído de diferentes formas, com suas qualidades, imperfeições e limitações. 
É normal o ser humano se indignar ou se revoltar se por algum motivo sente que foi vítima de injustiças. São reações normais. O preocupante é quando esse sentimento se transforma em mágoa e amargura. 
Segundo estudos científicos, quando a raiva se transforma em mágoa, o cérebro se sente sobrecarregado e reage como se estivesse em perigo, produzindo substâncias químicas e hormônios ligados ao estresse. A parte pensante do cérebro fica limitada e, diante da “ameaça” age sem pensar, tentando fugir da sensação de perigo. 
Escolher bem o sentimento que iremos transportar ao cérebro é fundamental, para que a mente esteja sempre bem preparada. 
Pense no que seria melhor: guardar no “peito” a mágoa, perpetuando o sofrimento, sobrecarregando a mente com algo ruim, ou optar por enviar mensagens do quanto fomos fortes diante do fato acontecido e a ele conseguimos sobreviver, saindo da experiência “negativa” tomando-a como lição para o futuro? 
Repisar o fato sempre que possível é demonstrar fraqueza e uma sensação de que jamais será esquecido. 
É querer ser vítima de um ato que não tenha ocorrido como queremos que os outros acreditem. 
Lembre-se: muitas vezes o acusado sequer tem noção do mal que causou, já que a ação praticada pode não ter sido intencional e, quem vai está sofrendo será você, ao manter a mágoa dentro de si. 
É preciso ter dignidade e o altruísmo. E isto só acontece quando a pessoa colocando-se no lugar do “acusado”, conhece as causas e pratica o perdão. 
Nada é mais dignificante que admitir que o acusado é inocente por ter agido com ignorância ou movidos por falta de opção. Mas, cabe a quem guarda mágoa entender se o ato foi ou não premeditado, se agiu ou não de má fé, ou se não houve opção e, talvez, se tivesse escolha teria agido de forma diferente. 
Não entendo. Guardamos mágoas de familiares ou amigos muito próximos pela mínima coisa, porém, não temos o mesmo sentimento com aqueles que não estão no mesmo círculo de intimidade que nos ferem muito mais, e até de forma intencional, mesmo sabendo que foram dadas as opções e ela optou pela pior, por causa de seu caráter. Porque não se utiliza o mesmo peso e medida para os mais íntimos? 
Perdoamos o erro intencional e maldoso daqueles que não tem o nosso sangue e, facilmente guardamos mágoas de familiares e amigos que, de forma impensada ou sem intenção nos machucou, causou algum mal? É fundamental que as pessoas saibam o quanto é bonito perdoar. 
E se queremos ser perdoados temos que praticar a ação de também saber absolver aqueles que muitas vezes no nosso imaginário tenha nos“causado” algum mal. 
Não sabem as pessoas que priorizam a mágoa, o quanto é belo perdoar, porque nós não estamos aqui para julgar. Estamos aqui para pagar os erros cometidos no passado e se optamos por levar a mágoa para o túmulo, continuaremos errando. 
PERDOE e verá como seus pensamentos se tornarão leves e os sentimentos se tornarão aprazíveis. Coloque na cabeça que a vida pede para ser saboreada minuto a minuto, e para a saborearmos, devemos ter pensamentos elevados e tirar do peito todo e qualquer sentimento que o conduza à MÁGOA. LEMBRE-SE: viver amargurado é um mal que mata pouco a pouco, nos envolvendo de tal forma, que não conseguimos raciocinar com clareza, impedindo um bem viver, um sorriso abundante e feliz. 
A amargura impede que você tenha confiança no outro. 
A pessoa magoada não consegue ter um melhor raciocínio. É um sentimento gerado a partir do seu entendimento do que é errado. 
Mas será que a atitude do outro não lhe trouxe uma nova realidade inesperada e que você desconhecia, por isso não aceita? E o que fazer quando a realidade nua e crua se apresentar e você ver o quanto estava errado? Porque não aproveita o pensar ou o fazer diferente do que você estabeleceu e dele extrair o máximo proveito, de forma que venha a servir de aprendizado? 
Agindo assim será mais fácil para lidar com a realidade. 
Ao construir um relacionamento, o faça sem conceitos preconcebidos e que tire deste relacionamento um aprendizado, identificando os limites de cada um. Que não magoemos e que não sejamos magoados. 
Não sejamos juiz, pois não temos o conhecimento suficiente para julgar. 
Remoer a MÁGOAS é trazer sofrimento para si e fazer mal para a saúde, principalmente para o coração. Se não consegue acabar com este sentimento, busque ajuda. 
Procure os recursos que possa ajudá-lo a superar este sentimento. Trabalhe sua autoestima, olhe para si mesmo, em vez de culpar o outro pela mágoa que traz no peito seu sofrimento. Se ajude. Perdoe. 
Lembra os psicólogos que “perdoar não é esquecer o que te fez mal e sim superar, se libertar do sentimento ruim”. E você só obterá a cura se permitir virar a página da sua vida e, para que isso possa ocorrer, é preciso ter disposição e muita paciência. 
Por fim deixo uma mensagem: LEMBRE-SE: GUARDAR MÁGOAS É COMO TOMAR VENENO E FICAR ESPERANDO QUE O OUTRO MORRA...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

GOVERNO WAGNER: DA ESPERANÇA À DECEPÇÃO

“Nada acontece por acaso”. Esta é uma frase que resume toda a realidade da vida e explica a situação de descrédito que hoje atravessa o governo da Bahia.
Coincidência ou não, acredito que esta frase no momento não sai da cabeça daqueles que compõem a atual equipe de governo, onde grande parte está esperando se aproximar 2014 para saltar do bonde, diante dos fatos que está acontecendo na administração estadual, principalmente neste ano de 2012. 
Vive o governo da Bahia um inferno astral, colhido por ele, pelo que plantou. Já diz o ditado popular: “a gente colhe hoje o que plantou ontem”. 
Enfrenta no momento, uma das piores secas, e os malefícios causados é fruto da incompetencia, omissões e de falta de projetos estruturantes que preparasse o semiárido para as estiagens cíclicas que se abatem sobre a região. Deitou e dormiu no berço esplêndido de um período de regularidades das chuvas e esqueceu que deveria aproveitar o bom tempo, para com calma implantar projetos práticos e viáveis para o enfrentamento das estiagens. Optou por gastar rios de dinheiro para propagar um programa, que na primeira longa estiagem se viu ter sido um fracasso. 
Nem bem o ano começou, e voltou a colher o fruto das promessas não cumpridas, com greves da Polícia Militar e agora dos professores público estadual, e ainda sofre a ameaça da área de saúde e das universiddes estaduais. 
A primeira durou 12 dias e a segunda já está se aproximando de dois meses. 
Quanto a primeira, o governo, aliado a grande mídia, conseguiu jogar a população contra o movimento, através de flashes e montagens de diálogos gravados. Já para a segunda se encontra sem argumentos, uma vez que foi ELE próprio que não cumpriu um acordo assinado. Aí não dá para envolver a grande mídia. 
Voltemos ao passado, quando se começou a plantar o que colhe hoje. 
Lembra-se dos belos discursos do então candidato e hoje governador? Quantas promessas, quantas soluções mágicas, quantos sonhos transmitiu para a sociedade prometendo mudanças, não apenas nos métodos, mas também na forma governar e com a participação daqueles que com ele comeram sal e poeira. 
Analise agora, quanta diferença do discurso e dos métodos utilizados hoje pelo atual governador da Bahia e as suas táticas e estratégias utilizadas há aproximadamente 08 anos atrás quando o então candidato ao cargo máximo do poder executivo baiano, brandia indignado os contracheques de servidores públicos. 
Lembre-se daquele galego que incentivava movimentos reivindicatórios e que apoiava incondicionalmente as greves como um direito do trabalhador. Tudo em nome da conquista do Poder. Hoje, nada é permitido, tudo é ilegal. Só não é ilegal o governo deixar de pagar os professores. Só não é ilegal, rasgar compromissos assumidos e assinados. 
Naquela época, quando ainda candidato, aproveitou da ingenuidade dos servidores públicos e os iludiu com promessas as quais seriam rapidamente transformadas em mentiras, os quais jamais acreditariam que suas reivindicações seriam transformadas em censura ou castigos. 
Foi sonhando em melhores dias, que as diversas categorias dos servidores públicos – policiais, professores, área da saúde e demais setores -, se uniram às demais entidades organizadas da sociedade, e como fogo em monturo, minaram a reeleição do então imbatível candidato carlista, e conscientemente, ludibriaram os institutos de pesquisas, que não captaram a insatisfação popular e a tendência clara de mudança. 
Mas, da mesma forma que enganaram os institutos de pesquisas, infelizmente também foram ludibriados. 
Não tiveram sensibilidade em perceber o quanto estavam sendo enganados e, de como estava calçado de mentira o candidato em que estavam depositando a sua confiança. 
A falta de esperança era tanta que só as promessas já os satisfaziam, acreditando que assumindo o Poder, elas seriam cumpridas. 
Ledo engano, tem sido um governo que nada cumpriu do prometido. 
E utilizando da lógica da mentira, foi eleito e reeleito. A segunda vez até se entende, não havia muitas boas opções oferecidas à população. 
Assim só restou a continuidade como forma de se dá mais um credito de confiança, já que admitiam que 04 anos foram insuficientes para organizar o Estado e cumprir as promessas feitas, esperando que, com mais tempo abria-se a oportunidade de cumprir o prometido. 
Mais uma vez a sociedade se enganou e o uso da mentira, cooptação daqueles que por décadas serviram ao carlismo e se serviram do Estado para se locupletar, passou a ser o mecanismo de conveniência, tornando-se a ferramenta de trabalho e “estratégia” de sucesso, transformando o governo a ser movido dessa lógica, que faz uso dela da forma mais natural, utilizando-a sem limites, varrendo qualquer resquício de pudor, escrúpulo ou reserva de verdade. 
Esta tem sido a realidade do governo Wagner, transformado em engodo devido as promessas não cumpridas, das falácias engendradas e da veiculação de uma propaganda enganosa, sempre proferidas em nome do Estado e de obras que sequer saíram do papel, tem levado o conjunto da sociedade a mais uma vez se decepcionar de um governo cheio de mentiras travestido de verdades ditas por seus dirigentes, procurando apenas esconder com justificativas no mínimo suspeitas, os interesses da sobrevivência do seu grupo, mesmo que para isto tenha que vender a alma ao diabo. Esquecem eles que a história será seu juiz, e sua nódoa ficará para sempre. 
Lembremo-nos das palavras de Jaques Wagner, “nas sociedades democráticas, as liberdades de palavra e reunião são concedidas mesmo aos inimigos mais irredutíveis”. São palavras ditas cujos efeitos só soam da boca para fora, como o diz o ditado popular “Quem tem boca que diga o que quiser” como quem tem dinheiro ou administre o erário público, com talento ou uma boa assessoria escreva e publique onde puder. 
Hoje, vendo os métodos implantados no governo da Bahia, passa a ter sentido e soar como atual, a famosa frase do chanceler alemão Otto von Bismarck: “as pessoas nunca mentem tanto quanto após uma caçada, durante uma guerra e antes de uma eleição”. 
Utiliza a administração Wagner/PT do argumento que a mentira já faz parte do comportamento político rotineiro, e que estes senhores compõem a categoria de pessoas que têm mais razões para mentir, sair-se com evasivas ou omitir dados. Desta forma, o problema não estaria no fato da mentira por si só, mas o de saber até quando a sociedade estará disposta em continuar acreditando em nossos políticos. 
Enquanto isso a população já começa a sonhar e pedir que esse dois últimos anos passem o mais rápido posível, para se ver livre de um governo que foi o maior engôdo da recente história política baiana. 
E esse desgoverno, trará como resultado a derrota que o seu partido obterá nos principais centros econômicos e políticos do Estado, nas próximas eleições. Quem viver, verá.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PORQUE É TÃO DIFICIL CUMPRIR O PROMETIDO

Inicio este nosso diálogo com uma questão, que sempre é discutida em qualquer roda de conversa que você se encontre: porque será que os políticos brasileiros não cumprem as promessas de campanha? Essa é sem dúvida uma pergunta que mereceria uma resposta, até para demonstrar o mínimo de consideração à pessoa humana. 
Da mesma forma que sempre ficamos estarrecidos quando ouvimos discursos inflamados de políticos de oposição ao denunciar daqueles que estão no poder, de utilizar órgãos públicos e programas, principalmente sociais, como forma de aliciamento de votos, como se ele quando se encontra na situação não fizesse o mesmo. 
Apenas para ilustrar o fato, vou narrar o ocorrido em uma Casa Legislativa (omitirei os nomes para não criar algum dissabor), quando o político foi a Tribuna e em um discurso bem elaborado fazia críticas a políticos que estavam utilizando do Programa Minha Casa Minha Vida para fins eleitores, e bradou ameaças que estaria se documentando para denunciar ao Ministério Público, dá os nomes aos bois, que iria criar um disque denúncia e por aí foi. Aí, alguém ao meu lado lembrou o quanto de incoerência estava ouvindo e sendo falado, pois, segundo o eleitor, enquanto o político tecia aquelas críticas, ele mesmo estaria apoiando um pré – candidato que como aqueles que ele estava acusando, estaria se utilizando de um órgão público, do qual foi chefe por algum tempo, com cerca de 600 cargos de livre indicação e todos passíveis de demissão a qualquer hora, pois não são concursados, para ter a sua candidatura alavancada. 
Logo nos veio à mente, tudo isso faz parte da encenação e do jogo político. 
Mas, voltando a pergunta inicial, tal qual aquela denuncia da tribuna, todos sabem que não há interesse do político em cumprir as promessas, pois se assim o fizer, não terá o que prometer nas próximas campanhas. 
Observe que as promessas são sempre as mesmas, quer esteja na oposição ou com o Poder na mão, sempre repetidas exaustivamente, em sua grande maioria as mesmas feitas no passado e ele no Poder ou fora dele, nunca as cumpriu e não será agora que cumprirá. 
E porque não as cumpre? Porque são promessas difíceis de serem realizada já que em sua grande maioria não dependem única e exclusivamente da sua vontade. É como dizia um antigo cacique político, nada é mais trabalhoso do que inventar uma promessa, por isso a sua repetição, fica menos cansativa. 
Vamos entrar em um novo período eleitoral e já antecipo as promessas principais de todos os nossos candidatos: POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE: SAUDE PÚBLICA PARA TODOS; MAIS SEGURANÇA PÚBLICA; GERAÇÃO DE MILHARES DE EMPREGOS; ACABAR COM A MISÉRIA E A FOME; CUIDAR DO DINHEIRO PÚBLICO E NÃO DEIXAR ROUBAR (esta é a primeira promessa que esquecem), entre outras. 
Agora pare e pense, estas promessas para se concretizarem dependem unicamente deles, ou exigirá envolvimento de diversos outros segmentos e da própria sociedade que deveria está organizada? 
Ora, seria bom que nós os eleitores deixássemos de sofrer da conhecida amnésia pós – eleitoral, já que esta doença é típica e faz parte do caráter de nossos políticos e, que as promessas feitas fossem cobradas diuturnamente, e não aceitássemos passivamente que ela só dure o tempo da campanha, permitindo que passada as eleições suma feito fumaça, levando-nos ao esquecimento. 
Poderíamos até querer entender que os “coitadinhos de nossos políticos” fossem tomados de uma amnésia repentina, tendo em vista, a forte pressão porque passam para ser eleitos ou reeleitos, e diante disso, os sintomas da doença se façam aparecer após as eleições. 
Poderíamos até entender que os efeitos da doença lhe acometa após a campanha e siga até a véspera da reeleição, onde eles humildemente nos relembrem as promessas feitas, quando justificam que 04 anos foram poucos para poder cumprir o prometido. 
Mas não dá para entender é porque nenhuma promessa ele pode cumprir. 
Não dá para compreender é porque ao assumir o mandato faz exatamente tudo o contrário do prometido. 
Será que só sobrou tempo para cumprir aquilo que estava fora do seu caderno de promessas? 
Aliás, o mais comum é executar as promessas a pedidos daqueles que nada contribuíram para o sua eleição, muito pelo contrário, tudo fizeram para derrota-lo. 
Como não dá para entender o discurso moralizante feito na Tribuna, criticando os adversários, quando está convivendo com correligionários que estão utilizando as mesmas práticas dos acusados, se locupletando nos cargos assumidos e fazendo dos órgãos públicos a muleta de amparo de suas candidaturas. Ou o pau que dá em Chico não dá em Francisco? 
Aí é que ninguém consegue entender. 
Mas para acabar com este mal que grassa na política nacional, só nós eleitores temos o antídoto para a cura dessa doença: o VOTO. 
Se soubermos prescrever o remédio na dosagem certa, se votarmos com consciência e passarmos a exigir que o paciente de tempos em tempos realize os exames periódicos de praxe, se cobrar regularmente que preste conta dos seus atos e o que tem feito para concretizar as promessas, estará fiscalizando com rigor este nosso paciente, exigindo respeito e que sejamos tratados com a mesma atenção que era dedicada no período eleitoral.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A ESQUERDA ACUADA – CENA Nº 2

A continuidade do modelo neoliberal, desvinculando o Estado de qualquer papel social, sem compromisso com as questões populares, ocasionando a desintegração da sociedade, impondo o seu ideário, desvinculando a dimensão social da cidadania que é o que caracteriza o Estado do bem-estar, se dá mesmo com o PT no Poder. 
O prato que tem sido colocado à mesa do brasileiro, é o da manutenção dos pressupostos básicos que orientam e estruturam as políticas neoliberais, ou seja, a desregulamentação da economia, a livre circulação do capital e que os recursos gerados pela economia sejam repartidos através de regras estabelecidas pelo do próprio mercado,que como é sabido, nunca se mostrou competente ou capaz de repartir de maneira equilibrada, beneficiando igualitariamente a todos. 
É preciso que os formuladores das politicas econômicas petistas entendam, que a economia brasileira é formada de grandes monopólios, oligopólios, cartéis, além de ser dominada pelo capital privado internacional, logo, a desregulamentação da economia traz como consequência, tornar a competição e o mercado ainda mais desigual e mais excludente do que já é, produzindo ainda maiores desequilíbrios econômicos. 
Por mais críticas e falhas que o Estado defendido pelas esquerdas possa apresentar,com certeza ele irá trazer uma melhoria da qualidade de vida e aumento nos níveis de conforto material dos trabalhadores, possibilitando grandes avanços na área social. 
Este enfrentamento a gestão do PT não teve coragem de fazer. 
Três pilares sustentam os argumentos dos neoliberais, de cuja cartilha tão criticada pela esquerda, os governos petistas tem feito a sua bíblia administrativa, que são: a desregulamentação da economia, a privatização e o corte do déficit público. 
Quanto a desregulamentação até pode ser fator gerador de desenvolvimento. Mas nos moldes que aí está, será este modelo de desenvolvimento que a sociedade clama? O desenvolvimento econômico gerado estaria trazendo realmente progresso e benefícios aos diversos setores da sociedade a ponto de ser transformado em vetor de distribuição de renda, contribuindo para reduzir a desigualdade social, ou estamos gerando um desenvolvimento restritivo, desigual, que só tem trazido benefícios para as camadas sociais e que se tem mantida graças e com base na concentração de renda?
Esta são questões que deveriam ser respondidas por aqueles que se dizem esquerdistas, mas que no governo do PT, não passam de executores das ordens emanadas da direita. 
Os programas de privatização têm como meta reduzir a presença do Estado na economia. Faz parte do receituário neoliberal como forma de garantir a expansão do setor privado, mesmo em áreas como o social. 
Ela complementa o pilar de sustentação da desregulamentação da economia. 
Esse processo perverso de substituição da presença do Estado em setores prioritários e estratégicos serve unicamente para o avanço do setor privado, de forma gradual, em áreas que tradicionalmente tinha uma atuação significativa do setor público. 
Áreas de educação, saúde, habitação, telecomunicações, hoje chegamos ao extremo de permitir o controle do capital privado sobre as mesmas, trazendo graves consequências em relação aos direitos sociais, já que os mesmos, direta ou indiretamente, dependem da presença do Estado e de um setor público eficiente e fortalecido. 
Quanto ao corte do déficit público, tem como consequência direta a redução significativa dos investimentos públicos, através da execução de uma política de contenção das despesas. E quando se trata de contenção de despesa, os mais afetados são os gastos com pessoal e as políticas públicas sociais,trazendo significativo prejuízos para as camadas mais pobres, as quais dependem, em grande parte dessas políticas. 
Para os neoliberais esses gastos são geradores de inflação além de responsáveis pelo descontrole das contas públicas, devendo ser eliminados ou reduzidos drasticamente. 
Ao estabelecer uma política de contenção, fica claro quem serão os prejudicados, a população pobre. Importante esclarecer da necessidade de um setor público forte e com investimentos maciços nas áreas sociais, como forma de atender às demandas dos setores mais carentes, garantindo as conquistas preconizadas na Declaração dos Direitos Humanos. 
Além do mais, é sabido por todos, que uma política rígida de contenção dos gastos públicos, traz no seu conteúdo claro ameaça ao conjunto de garantias e direitos trabalhistas, já que em sua maioria são prerrogativas que dependem da intermediação do Estado, principalmente no que se refere à questão da Previdência Social. Com isto, mais uma vez a classe mais pobre e os trabalhadores certamente serão os mais prejudicados, além de afetar diretamente os funcionários públicos, já que todos os benefícios e garantias conquistados dependem do tesouro estatal. 
O que tem caracterizado hoje, não é a luta pela destruição do sistema capitalista, e sim, criar mecanismos para a construção de uma nova sociedade, onde impere a justiça social e que sejam estabelecidas políticas públicas de transformações estruturais abrangentes, de forma que sejam definidas diretrizes para a completa reformulação do atual modelo, oferecendo vias alternativas de modernização e desenvolvimento, sem que esteja apegada ao modelo neoliberal aplicado hoje, e cujos caminhos estejam norteados pelo ideal de construir uma sociedade mais humana e menos desigual. 
Este talvez seja o maior sonho das esquerdas hoje, diante da atual conjuntura, ou seja, construir um país democrático através de um processo de humanização de forma que esta via de modernização se confronte as alternativas propostas pelo neoliberalismo. 
Desta forma, a esquerda brasileira propõe uma reforma transformadora, adotando os ideais de justiça social que se efetivadas, na prática, ocasionará profunda mudanças da visão social. 
Seriam reformas que passariam pela consolidação e redefinição do papel do Estado, através da destinação de investimentos maciços nas áreas sociais, transformando-o e capacitando-o para atender as grandes demandas desta área e que se fazem necessárias, através da ampliação das políticas sociais, aliado a sua participação na economia de forma que tenha o papel de agente regulador. Defende como alternativa ao neoliberalismo, um projeto democrático/popular com ampla dimensão social de modernização, ou seja, consolidar os direitos sociais e o conjunto de benefícios e garantias e direitos trabalhistas já conquistados, ampliar a dimensão coletiva da cidadania e fortalecer o aparato social do Estado, de forma a ratificar o seu papel social, efetivadas através de políticas públicas como meio de reafirmar os avanços e progressos obtidos no que se refere a justiça social, cujas conquistas favorecerá o aumento significativo da qualidade de vida e dos níveis de bem estar material das classes trabalhadoras e das camadas humildes.