Doença
altamente contagiosa: Sarampo pode matar e causar inflamação no cérebro;
entenda riscos
Com o
aumento do número de casos de sarampo, especialmente em São Paulo, os
especialistas são categóricos em afirmar: a melhor forma de evitar as
complicações da doença é a vacinação.
➡️O sarampo é uma doença infecciosa altamente
contagiosa que pode causar consequências graves, como pneumonia e inflamações
no cérebro, deixar sequelas permanentes e até levar à morte.
A
doença é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, por meio de tosse, espirro,
fala ou respiração.
Renato
Kfouri, médico infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de
Imunizações (SBIm), explica que o vírus é altamente transmissível,
especialmente porque sobrevive em partículas muito pequenas no ambiente.
"Como
não há um tratamento específico para a doença, a vacina se torna a ferramenta
principal para a profilaxia e para a prevenção", recomenda.
Nas
últimas semanas, cresceu o alerta para a disseminação da doença, com o número
de casos chegando a 23 em São Paulo.
👉Como medida de prevenção, o Ministério
da Saúde ampliou a recomendação da vacina contra o sarampo no estado. O
imunizante passou a ser indicado para pessoas entre 6 meses e 59 anos, mesmo
que já tenham tomado a vacina em surtos anteriores da doença.
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Quais são os riscos e complicações?
Embora
possa ser confundido inicialmente com outras doenças virais, o sarampo é
considerado pelo Ministério da Saúde uma doença grave.
Alberto
Chebabo, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de
Infectologia (SBI), alerta que principalmente as crianças pequenas, menores de
um ano, e os pacientes imunossuprimidos são os mais suscetíveis a enfrentarem
consequências mais graves do sarampo.
⚠️Entre as possíveis complicações estão:
• Pneumonia
• Otite média aguda (infecção no ouvido)
• Encefalite (inflamação no cérebro)
A
pneumonia ocorre em cerca de uma a cada 20 crianças com sarampo e é apontada
pelo ministério como a causa mais comum de morte pela doença entre crianças
pequenas.
Já a
otite média aguda atinge aproximadamente uma em cada 10 crianças e pode
provocar perda auditiva permanente.
A
encefalite aguda é um efeito mais raro, podendo acontecer entre uma e quatro a
cada mil crianças com sarampo. Cerca de 10% das crianças que desenvolvem essa
complicação podem morrer.
Renato
Kfouri, que também é pediatra, destaca que outra complicação importante do
sarampo são as consequências pós-doência, que acontecem mesmo depois da
recuperação.
"O
sarampo deixa o que nós chamamos de uma amnésia imunológica, ou seja, durante
três a seis meses até, você vê os indivíduos que foram cometidos pelo sarampo
mais vulneráveis a internações, a hospitalizações, a outras infecções",
explica.
Isso
significa que a doença deixa uma espécie de alteração no sistema imunológico,
mantendo uma baixa da imunidade durante um período após a infecção aguda.
Ele
ainda comenta que o sarampo é uma infecção que acaba gerando um alto nível de
internações, especialmente entre crianças.
A
doença também pode ser fatal. De acordo com o Ministério da Saúde, entre uma e
três a cada mil crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações do
sarampo.
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Sintomas do sarampo
Os
principais sinais da doença são febre alta, acima de 38,5°C, e manchas
vermelhas pelo corpo. Esses sintomas mais tradicionais do sarampo também podem
vir acompanhados de tosse seca, conjuntivite e mal-estar intenso.
As
manchas costumam surgir entre três e cinco dias depois do início dos sintomas,
primeiro no rosto e atrás das orelhas e, depois, espalham-se pelo restante do
corpo.
Kfouri
comenta que a evolução da doença acontece, normalmente, em um prazo de uma
semana, quando se espera uma melhora do caso. Mas, em alguns quadros, há
complicações que podem levar a infecções e outros problemas mais graves.
A
persistência da febre depois do aparecimento das manchas é um sinal de alerta e
pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de cinco anos.
A
indicação do Ministério da Saúde é que, ao apresentar qualquer um desses
sintomas, a pessoa busque um serviço de saúde.
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Vacinação é essencial
Como
para boa parte das doenças infecciosas que atingem o público infantil, a
principal forma de prevenção é a vacinação.
Segundo
o Ministério da Saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação
para receber a vacina contra o sarampo.
💉O Calendário Nacional de Vacinação
estabelece que os bebês devem ser imunizados com a vacina tríplice viral (que
protege contra sarampo, caxumba e rubéola), aos 12 meses, com a segunda dose
sendo aplicada aos 15 meses.
Adolescentes
e adultos que não foram vacinados ou estão com o esquema incompleto devem
iniciar ou completar a vacinação também conforme o calendário de imunização –
de 5 aos 29 anos, são recomendadas ao menos duas doses e, dos 30 aos 59 anos,
pelo menos uma dose.
A
vacinação pode ter estratégias diferentes de acordo com a situação
epidemiológica de cada região. Em locais com surto, por exemplo, crianças de
seis meses a menores de um ano podem ser vacinadas, como foi indicado pelo
ministério a São Paulo.
"Quanto
mais vacinados nós tivermos, eles acabam funcionando como barreira e impedindo
a disseminação do vírus. Sem organismos suscetíveis à infecção, as cadeias de
transmissão vão se encerrando", analisa Kfouri.
Fonte:
g1

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