Filhos
assumem o controle do bolsonarismo
A
presença dos dois filhos de Jair Bolsonaro, na reunião com Tarcísio de Freitas,
confirma a suspeita de que os filhos assumiram definitivamente o controle do
bolsonarismo.
Jair é
emocionalmente frágil, situação agravada por seu histórico de problemas físicos
e pelo isolamento. Sua psicologia é similar à dos chefes de torcida, que se
fortalecem e se tornam valentes quando amparados pela malta vociferante.
Nos
últimos dias, Tarcisio tentou se soltar. Michele Bolsonaro chegou a se anunciar
como candidata a presidente. O chega-prá-lá ocorreu poucos dias depois,
inteiramente articulado pelos filhos.
Cria-se,
então, um nó insolúvel para a direita. O jogo passa a ser em três níveis.
1. Filhos do Bolsonaro, com a parte
ideológica.
2. Mercado
3. Centrão.
O único
candidato competitivo é Tarcísio. Mas a família exige Eduardo. Jornais dão gás
a Eduardo tratando suas loucuras como um projeto de governo factível. Então
apresentam a carta fora da manga de Ratinho.
Ou
seja, a confusão da direita supera qualquer impasse da esquerda e
centro-esquerda, agora unidas em torno de um Lula renascido.
• "Dosimetria não nos atende",
diz Flávio Bolsonaro após reunião com Paulinho
Após
reunião com o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) afirmou não ter sido convencido sobre a revisão de penas a
condenados por atos antidemocráticos, que a questão não atende a oposição e
reiterou que seguirá em busca de uma anistia ampla.
"Você
sabe do meu perfil de diálogo, de ponderação, uma pessoa centrada e obviamente
você tentou me convencer, mas não conseguiu", disse Flávio nesta
terça-feira (30).
"Acho
que a gente tem que de qualquer forma fazer andar esse processo. A gente vai
obviamente entender quando se apresentar o seu relatório, mas a gente
obviamente vai usar aí os recursos regimentais que nós temos para que fazer as
emendas que a gente acha que possam trazer um texto que nos atenda, porque a
dosimetria não nos atende", prosseguiu.
Vale
lembrar que parlamentares de oposição têm articulado uma anistia ampla e que
atenda o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, que foi
condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a pena de mais de 27 anos em
regime fechado.
“É
assim que a gente tem que fazer política, tentando chegar em algum consenso,
conversando e, quando não dá também, aí a gente tem que ir pro voto e a maioria
decide o que é melhor”, destacou Flávio.
Paulinho
da Força tem se reunido com bancadas partidárias da Câmara para costurar um
texto que atenda a maioria. Nesta terça-feira, o relator se reuniu com
integrantes do Solidariedade, PSD, PL e PCdoB.
• A nova pérola inacreditável de Eduardo
Bolsonaro sobre a prisão do pai
Eduardo
Bolsonaro (PL-SP), o deputado federal lesa-pátria que fugiu do Brasil para, dos
EUA, atacar a própria nação, se supera a cada dia no quesito parir absurdos
sobre a realidade de sua família. Sempre com uma história e uma versão mais
mirabolante que anterior, ele agora tem uma nova tese para a prisão domiciliar
do pai.
Segundo
Eduardo, manter Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar é totalmente ilegal e
descabido. O engraçado de sua nova tese é o argumento: De acordo com ele, o
líder do clã está preso sem um inquérito e sem um processo. Realmente,
deputado, Bolsonaro teve seu inquérito por tentativa de golpe de Estado,
formação de organização criminosa e outros três crimes concluído em novembro de
2024. Depois, o inquérito virou ação penal e ele já está condenado. E acredite,
a sentença não é pouca coisa: 27 anos e três meses de prisão.
“Com
Jair Bolsonaro em prisão domiciliar sem inquérito ou processo, claríssima
vítima de abuso de autoridade com motivação política, o sujeito achar que eu
sou o elemento estressante, radical, extremista é mais do que um ignorante,
trata-se de um verdadeiro mau caráter”, postou o extremista fugitivo em seu
perfil oficial no X (antigo Twitter).
Aliás,
por falar em extremista, nota-se na mensagem que ele não gosta da
classificação. Como pode alguém chamar um deputado que usa uma camisa em
homenagem ao torturador da Ditadura Militar Carlos Alberto Brilhante Ustra?
• Jair Renan faz mais um discurso
vergonhoso, desta vez em defesa de Israel
O
vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) subiu à Tribuna da Câmara de Balneário
Camboriú (SC) para fazer um discurso em defesa do genocídio israelense na Faixa
de Gaza.
O filho
de Jair Bolsonaro, que tem uma enorme dificuldade em se expressar, tropeçou
mais uma vez nas palavras e mal conseguiu ler o discurso vergohoso. Nele, o
vereador tentava justificar o massacre a todo um povo com o atentado cometido
pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023.
“Vimos
na ONU a comissão do Brasil se retirar no momento que o primeiro ministro de
Israel começou a falar”, disse ele. “E um recado aqui pra esquerda”, disparou e
começou a ler:
“Se
você condena Israel, precisa ter a coragem de assumir o que está fazendo. Abre
o QR Code. Tenha coragem para assistir os vídeos sem censura que estão aqui. O
que o Hamas fez, atrocidades com mulheres, crianças, idosos e civis indefesos
sem perdão, sem piedades e sem humanidade. Quem ataca Israel não defende a paz,
defende o terrorismo”, encerra.
• Captura do Estado? A interface
público-privada na gestão Zema
O
governo de Romeu Zema, em Minas Gerais, tem sido alvo de uma série de denúncias
e investigações que levantam questões sobre a relação entre a gestão pública e
os interesses privados. Os principais pontos de controvérsia e os escândalos
recentes, detalhados no seu panorama, concentram-se em corrupção na área de
mineração, gestão de recursos públicos (Fundeb/FEM) e privatização de estatais
(Cemig).
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Escândalos e Investigações na Gestão Zema
1.
Operação Rejeito e Corrupção na Mineração
A
Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, expôs um
esquema de corrupção bilionário focado na concessão de licenças ambientais
fraudulentas para mineração em áreas protegidas.
• Envolvimento de Ex-Aliados: Várias
figuras ligadas ao governo foram citadas ou presas:
o Rodrigo Gonçalves Franco (ex-presidente
da Feam).
o João Paulo Martins (presidente do
Iepha-MG), ambos exonerados.
o João Alberto Paixão Lages (ex-deputado)
e Gilberto Henrique Horta de Carvalho (lobista), apontados como articuladores
políticos.
o Helder Adriano de Freitas (diretor
operacional).
• Facilitação Governamental: A
investigação apontou que decretos assinados por Zema teriam facilitado o
licenciamento ambiental. Uma dessas medidas, que permitia empresas realizarem
consultas prévias a comunidades tradicionais, foi considerada inconstitucional
e suspensa pelo STF. O esquema teria potencial para gerar até R$ 18 bilhões em
lucros.
2. Uso
de Recursos Públicos (Fundeb e FEM)
Houve
acusações de desvio de finalidade na aplicação de fundos públicos:
• Fundo de Erradicação da Miséria (FEM): O
governo foi acusado de usar R$ 88 milhões do FEM para pagar abonos,
gratificações e diárias a colaboradores, o que foi denunciado como um desvio do
objetivo original do fundo.
• Fundeb (Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica): O governo vetou o rateio das sobras do
Fundeb entre os profissionais da educação, alegando que já havia atingido o
limite de 70% de gastos com pessoal. Entidades educacionais e parlamentares de
oposição contestam a justificativa, pedindo mais transparência na gestão dos
recursos.
3. CPI
da Cemig e Privatização
A CPI
da Cemig investigou a estatal e levantou suspeitas sobre contratações sem
licitação, aparelhamento político e uma possível estratégia de desvalorização
da empresa para facilitar sua privatização.
• Recomendações de Indiciamento: O
relatório final da CPI recomendou o indiciamento de 17 pessoas e 8 empresas,
incluindo o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, por crimes como
peculato e corrupção passiva.
• Arquivamento pelo MP: Em agosto de 2023,
o Ministério Público de Minas Gerais arquivou o inquérito, alegando falta de
justa causa e ausência de indícios de lesão ao patrimônio público. A decisão
foi vista pela oposição como uma “blindagem política”.
4.
Incentivos Fiscais para Locadoras
O
governo Zema concedeu benefícios fiscais da ordem de R$ 4,7 bilhões para
locadoras de automóveis.
• IPVA de 1%: Locadoras gozam de um IPVA
de apenas 1%, enquanto o imposto é de 4% para os demais usuários.
• Perdas Milionárias: O SInfazfisco
constatou que apenas uma grande locadora teria tido uma isenção de IPVA de R$
516 milhões na compra de novos veículos em 2022, destacando que o setor
beneficiado tem um impacto relativamente baixo na economia.
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Conclusão
O
conjunto das denúncias sugere uma gestão que prioriza a desburocratização e a
flexibilização regulatória, o que cria
um ambiente propício para a captura do Estado por interesses privados. As
exonerações de figuras-chave, os decretos questionáveis e o polêmico
arquivamento da CPI da Cemig alimentam o debate sobre a transparência e a
fiscalização na administração pública mineira sob Zema.
• Bolsonarista é expulsa de voo após dar
escândalo e dizer que não viaja com petista
Uma
mulher foi retirada à força de um voo da GOL nesta terça-feira (30) após causar
um tumulto e fazer graves ofensas aos outros passageiros. O episódio aconteceu
em um voo que partia do Rio de Janeiro com destino a Brasília.
Enrolada
em uma bandeira do Brasil, a passageira iniciou um escândalo a bordo,
disparando insultos como “estuprador, abusador, aliciador, assediador” contra
os outros viajantes. Testemunhas revelaram que ela se identificava como
bolsonarista e se recusou a decolar ao afirmar que não viajaria com “petistas”,
chamando os passageiros de abusadores.
"Ela
falou que estava num voo com petistas, que eram todos abusadores e não ia
decolar", disse uma passageira ao site "Metrópoles". Durante o
episódio, a mulher chegou a deitar no chão da aeronave, forçando a intervenção
da Polícia Federal (PF) para sua retirada.
Embora
não houvesse nenhum passageiro ostentando símbolos do PT, a mulher prosseguiu
com suas ofensas. Imagens mostram o momento em que a mulher é abordada pelos
agentes da polícia, sendo retirada do voo enquanto os passageiros comemoram.
A
situação causou constrangimento e atrapalhou o voo, que sofreu um atraso
significativo e causou perda de conexão para algumas pessoas. A GOL, em nota
oficial, confirmou o ocorrido e ressaltou que todas as medidas foram tomadas
para garantir a segurança de todos a bordo, destacando que o foco da empresa
foi preservar a ordem e a tranquilidade no voo.
Fonte:
Jornal GGN/Fórum/CNN Brasil

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