quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Filhos assumem o controle do bolsonarismo

A presença dos dois filhos de Jair Bolsonaro, na reunião com Tarcísio de Freitas, confirma a suspeita de que os filhos assumiram definitivamente o controle do bolsonarismo.

Jair é emocionalmente frágil, situação agravada por seu histórico de problemas físicos e pelo isolamento. Sua psicologia é similar à dos chefes de torcida, que se fortalecem e se tornam valentes quando amparados pela malta vociferante.

Nos últimos dias, Tarcisio tentou se soltar. Michele Bolsonaro chegou a se anunciar como candidata a presidente. O chega-prá-lá ocorreu poucos dias depois, inteiramente articulado pelos filhos.

Cria-se, então, um nó insolúvel para a direita. O jogo passa a ser em três níveis.

1.       Filhos do Bolsonaro, com a parte ideológica.

2.       Mercado

3.       Centrão.

O único candidato competitivo é Tarcísio. Mas a família exige Eduardo. Jornais dão gás a Eduardo tratando suas loucuras como um projeto de governo factível. Então apresentam a carta fora da manga de Ratinho.

Ou seja, a confusão da direita supera qualquer impasse da esquerda e centro-esquerda, agora unidas em torno de um Lula renascido.

•        "Dosimetria não nos atende", diz Flávio Bolsonaro após reunião com Paulinho

Após reunião com o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou não ter sido convencido sobre a revisão de penas a condenados por atos antidemocráticos, que a questão não atende a oposição e reiterou que seguirá em busca de uma anistia ampla.

"Você sabe do meu perfil de diálogo, de ponderação, uma pessoa centrada e obviamente você tentou me convencer, mas não conseguiu", disse Flávio nesta terça-feira (30).

"Acho que a gente tem que de qualquer forma fazer andar esse processo. A gente vai obviamente entender quando se apresentar o seu relatório, mas a gente obviamente vai usar aí os recursos regimentais que nós temos para que fazer as emendas que a gente acha que possam trazer um texto que nos atenda, porque a dosimetria não nos atende", prosseguiu.

Vale lembrar que parlamentares de oposição têm articulado uma anistia ampla e que atenda o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a pena de mais de 27 anos em regime fechado.

“É assim que a gente tem que fazer política, tentando chegar em algum consenso, conversando e, quando não dá também, aí a gente tem que ir pro voto e a maioria decide o que é melhor”, destacou Flávio.

Paulinho da Força tem se reunido com bancadas partidárias da Câmara para costurar um texto que atenda a maioria. Nesta terça-feira, o relator se reuniu com integrantes do Solidariedade, PSD, PL e PCdoB.

•        A nova pérola inacreditável de Eduardo Bolsonaro sobre a prisão do pai

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado federal lesa-pátria que fugiu do Brasil para, dos EUA, atacar a própria nação, se supera a cada dia no quesito parir absurdos sobre a realidade de sua família. Sempre com uma história e uma versão mais mirabolante que anterior, ele agora tem uma nova tese para a prisão domiciliar do pai.

Segundo Eduardo, manter Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar é totalmente ilegal e descabido. O engraçado de sua nova tese é o argumento: De acordo com ele, o líder do clã está preso sem um inquérito e sem um processo. Realmente, deputado, Bolsonaro teve seu inquérito por tentativa de golpe de Estado, formação de organização criminosa e outros três crimes concluído em novembro de 2024. Depois, o inquérito virou ação penal e ele já está condenado. E acredite, a sentença não é pouca coisa: 27 anos e três meses de prisão.

“Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar sem inquérito ou processo, claríssima vítima de abuso de autoridade com motivação política, o sujeito achar que eu sou o elemento estressante, radical, extremista é mais do que um ignorante, trata-se de um verdadeiro mau caráter”, postou o extremista fugitivo em seu perfil oficial no X (antigo Twitter).

Aliás, por falar em extremista, nota-se na mensagem que ele não gosta da classificação. Como pode alguém chamar um deputado que usa uma camisa em homenagem ao torturador da Ditadura Militar Carlos Alberto Brilhante Ustra?

•        Jair Renan faz mais um discurso vergonhoso, desta vez em defesa de Israel

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) subiu à Tribuna da Câmara de Balneário Camboriú (SC) para fazer um discurso em defesa do genocídio israelense na Faixa de Gaza.

O filho de Jair Bolsonaro, que tem uma enorme dificuldade em se expressar, tropeçou mais uma vez nas palavras e mal conseguiu ler o discurso vergohoso. Nele, o vereador tentava justificar o massacre a todo um povo com o atentado cometido pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023.

“Vimos na ONU a comissão do Brasil se retirar no momento que o primeiro ministro de Israel começou a falar”, disse ele. “E um recado aqui pra esquerda”, disparou e começou a ler:

“Se você condena Israel, precisa ter a coragem de assumir o que está fazendo. Abre o QR Code. Tenha coragem para assistir os vídeos sem censura que estão aqui. O que o Hamas fez, atrocidades com mulheres, crianças, idosos e civis indefesos sem perdão, sem piedades e sem humanidade. Quem ataca Israel não defende a paz, defende o terrorismo”, encerra.

•        Captura do Estado? A interface público-privada na gestão Zema

O governo de Romeu Zema, em Minas Gerais, tem sido alvo de uma série de denúncias e investigações que levantam questões sobre a relação entre a gestão pública e os interesses privados. Os principais pontos de controvérsia e os escândalos recentes, detalhados no seu panorama, concentram-se em corrupção na área de mineração, gestão de recursos públicos (Fundeb/FEM) e privatização de estatais (Cemig).

<><> Escândalos e Investigações na Gestão Zema

1. Operação Rejeito e Corrupção na Mineração

A Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, expôs um esquema de corrupção bilionário focado na concessão de licenças ambientais fraudulentas para mineração em áreas protegidas.

•        Envolvimento de Ex-Aliados: Várias figuras ligadas ao governo foram citadas ou presas:

o        Rodrigo Gonçalves Franco (ex-presidente da Feam).

o        João Paulo Martins (presidente do Iepha-MG), ambos exonerados.

o        João Alberto Paixão Lages (ex-deputado) e Gilberto Henrique Horta de Carvalho (lobista), apontados como articuladores políticos.

o        Helder Adriano de Freitas (diretor operacional).

•        Facilitação Governamental: A investigação apontou que decretos assinados por Zema teriam facilitado o licenciamento ambiental. Uma dessas medidas, que permitia empresas realizarem consultas prévias a comunidades tradicionais, foi considerada inconstitucional e suspensa pelo STF. O esquema teria potencial para gerar até R$ 18 bilhões em lucros.

2. Uso de Recursos Públicos (Fundeb e FEM)

Houve acusações de desvio de finalidade na aplicação de fundos públicos:

•        Fundo de Erradicação da Miséria (FEM): O governo foi acusado de usar R$ 88 milhões do FEM para pagar abonos, gratificações e diárias a colaboradores, o que foi denunciado como um desvio do objetivo original do fundo.

•        Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica): O governo vetou o rateio das sobras do Fundeb entre os profissionais da educação, alegando que já havia atingido o limite de 70% de gastos com pessoal. Entidades educacionais e parlamentares de oposição contestam a justificativa, pedindo mais transparência na gestão dos recursos.

3. CPI da Cemig e Privatização

A CPI da Cemig investigou a estatal e levantou suspeitas sobre contratações sem licitação, aparelhamento político e uma possível estratégia de desvalorização da empresa para facilitar sua privatização.

•        Recomendações de Indiciamento: O relatório final da CPI recomendou o indiciamento de 17 pessoas e 8 empresas, incluindo o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, por crimes como peculato e corrupção passiva.

•        Arquivamento pelo MP: Em agosto de 2023, o Ministério Público de Minas Gerais arquivou o inquérito, alegando falta de justa causa e ausência de indícios de lesão ao patrimônio público. A decisão foi vista pela oposição como uma “blindagem política”.

4. Incentivos Fiscais para Locadoras

O governo Zema concedeu benefícios fiscais da ordem de R$ 4,7 bilhões para locadoras de automóveis.

•        IPVA de 1%: Locadoras gozam de um IPVA de apenas 1%, enquanto o imposto é de 4% para os demais usuários.

•        Perdas Milionárias: O SInfazfisco constatou que apenas uma grande locadora teria tido uma isenção de IPVA de R$ 516 milhões na compra de novos veículos em 2022, destacando que o setor beneficiado tem um impacto relativamente baixo na economia.

<><> Conclusão

O conjunto das denúncias sugere uma gestão que prioriza a desburocratização e a flexibilização regulatória, o que  cria um ambiente propício para a captura do Estado por interesses privados. As exonerações de figuras-chave, os decretos questionáveis e o polêmico arquivamento da CPI da Cemig alimentam o debate sobre a transparência e a fiscalização na administração pública mineira sob Zema.

•        Bolsonarista é expulsa de voo após dar escândalo e dizer que não viaja com petista

Uma mulher foi retirada à força de um voo da GOL nesta terça-feira (30) após causar um tumulto e fazer graves ofensas aos outros passageiros. O episódio aconteceu em um voo que partia do Rio de Janeiro com destino a Brasília.

Enrolada em uma bandeira do Brasil, a passageira iniciou um escândalo a bordo, disparando insultos como “estuprador, abusador, aliciador, assediador” contra os outros viajantes. Testemunhas revelaram que ela se identificava como bolsonarista e se recusou a decolar ao afirmar que não viajaria com “petistas”, chamando os passageiros de abusadores.

"Ela falou que estava num voo com petistas, que eram todos abusadores e não ia decolar", disse uma passageira ao site "Metrópoles". Durante o episódio, a mulher chegou a deitar no chão da aeronave, forçando a intervenção da Polícia Federal (PF) para sua retirada.

Embora não houvesse nenhum passageiro ostentando símbolos do PT, a mulher prosseguiu com suas ofensas. Imagens mostram o momento em que a mulher é abordada pelos agentes da polícia, sendo retirada do voo enquanto os passageiros comemoram.

A situação causou constrangimento e atrapalhou o voo, que sofreu um atraso significativo e causou perda de conexão para algumas pessoas. A GOL, em nota oficial, confirmou o ocorrido e ressaltou que todas as medidas foram tomadas para garantir a segurança de todos a bordo, destacando que o foco da empresa foi preservar a ordem e a tranquilidade no voo.

 

Fonte: Jornal GGN/Fórum/CNN Brasil

 

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