Por
que o assassinato de Vladimir Herzog abalou a ditadura
No fim
da tarde de 25 de outubro de 1975, o Serviço Nacional de Informações (SNI), em
Brasília, recebeu uma mensagem importante do comando do Exército em São Paulo.
Segundo o comunicado, o jornalista Vladimir Herzog havia se suicidado por volta
das 15h nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro
de Operações de Defesa Interna, o famigerado DOI-CODI, órgão de inteligência e
repressão que funcionou durante a ditadura. Era mentira. Conforme descobriu-se
logo depois o jornalista foi torturado e executado por militares, que depois
forjaram uma cena para tentar emplacar a narrativa de que ele teria se
enforcado nas dependências do órgão. Herzog tinha 38 anos, era diretor do
departamento de jornalismo da TV Cultura, a emissora pública paulista, e
professor de jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São
Paulo (USP).
Na
véspera, dia 24 de outubro de 1975, ele havia sido convocado pelo Exército a
prestar depoimento sobre suas ligações com o Partido Comunista Brasileiro,
então na ilegalidade. Apresentou-se voluntariamente ao quartel general do
Exército em São Paulo na manhã do dia seguinte, onde funcionavam as instalações
do DOI-CODI. Dali, não sairia com vida. A repercussão da morte de Herzog acabou
rompendo a bolha da militância. Ele era uma figura pública, tinha carisma e
conexões sociais importantes. Além disso, visto como alguém pacífico e um pai
de família – casado e pai de dois filhos pequenos. "O assassinato de
Herzog foi o catalisador da volta da democracia", afirmaria, anos mais
tarde, o rabino Henry Sobel (1944-2019).
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Memória, protesto e narrativas
"As
ações de memória do Vlado são muito imediatas. Ele é a cara da violência, da
repressão", comenta a historiadora Bruna Gomes dos Reis, pesquisadora na
Universidade Estadual Paulista (Unesp) e professora no Serviço Social da
Indústria (Sesi).
Para a
historiadora, a comoção decorrente do assassinato de Herzog acabou
ultrapassando os nichos da esquerda porque, antes dele, o discurso da repressão
"colava muito fácil" na classe média ao dizer que estava combatendo
"os radicais", os guerrilheiros. Ela entende que, "a partir do
momento em que [eles executam] uma pessoa que voluntariamente se coloca para
depor, alguém que publicamente se colocava como contra a luta armada", a
opinião pública se volta contra o regime.
Ao
revisitar o momento, o jornalista Gabriel Priolli comenta que entre os próprios
militares pairou a ideia de que "mataram o cara errado" – ventilou-se
a versão de que a morte do jornalista havia sido um "acidente de
trabalho" provocado por excesso na "dosagem" da tortura, segundo
conta ele. Priolli era aluno de Herzog na USP e trabalhava em sua equipe na
Cultura. Ele situa a comoção popular lembrando que o jornalista assassinado
pelo regime "era diretor da emissora pública criada pela elite
paulista". "Foi um ponto de virada", define, falando sobre a
ditadura que, em seu entendimento, teve a imagem abalada de forma incontornável
pela morte de Herzog.
Lideranças
religiosas contribuíram para que a memória de Herzog se convertesse em luta
pela democracia. No dia 31 de outubro, um ato interreligioso reuniu 8 mil
pessoas na Praça da Sé, centro de São Paulo. À frente da missa estavam o
cardeal arcebispo Paulo Evaristo Arns (1921-2016), o rabino Sobel e o reverendo
Jaime Wright (1927-1999) – respectivamente, lideranças da Igreja Católica, da
comunidade judaica e da Igreja Presbiteriana.
O
evento religioso foi a primeira grande manifestação de protesto contra o regime
desde o Ato Institucional número 5, de dezembro de 1968. Autora do livro Cães
de Guarda: Jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988, a
historiadora Beatriz Kushnir, professora na Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro (UNIRIO), define o encontro ecumênico da Sé como um
"momento disruptivo", "de protesto e de resistência". Mas
ela relativiza o peso histórico disto para o fim da ditadura. "[Esta] é
uma leitura a posteriori, […] sem analisar com exatidão o quão conservadora e
autoritária é a sociedade brasileira", comenta. "Foi um marco
historiográfico importante mas não necessariamente faz a quebra de paradigma da
ditadura", complementa a historiadora, lembrando que a comoção com a morte
de Herzog se somou a um "caldo que estava sendo fervido", construindo
a agonia do regime de exceção.
Entraria
para a história ainda a questão do sepultamento de Herzog. Pela tradição
judaica, suicidas são enterrados em uma ala segregada no cemitério. No entanto,
em um gesto entendido como afronta à versão então divulgada pelos militares,
determinou-se uma localização comum à sepultura do jornalista, no Cemitério
Israelita do Butantã. Em 1976, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006)
escreveu Ponto de Partida, um espetáculo teatral focado em mostrar a dor da
sociedade que fora despertada com o assassinato de Vlado Herzog. Houve leituras
dramáticas do texto neste mês, no Centro Cultural MariAntonia, em São Paulo,
por conta dos 50 anos do episódio. "Acho importante este momento de
relembrá-lo para que o fato acontecido não venha a se repetir novamente. É
memória da história", salienta a diretora do espetáculo, a atriz Mirtes
Mesquita, pesquisadora-colaboradora da USP.
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Quem foi
Vlado
Herzog, que no Brasil adotou o nome de Vladimir, nasceu no então Reino da
Iugoslávia em 1937 – sua cidade-natal hoje faz parte da Croácia. Filho de um
casal de judeus, emigrou durante a Segunda Guerra Mundial para escapar da
perseguição nazista na Europa. Em São Paulo, formou-se em Filosofia na USP e
construiu sólida carreira jornalística. Trabalhou no jornal O Estado de S.
Paulo e na BBC antes de assumir o cargo de diretor na TV Cultura.Depois de
décadas de luta, em março de 2013 a família Herzog recebeu uma nova versão do
atestado de óbito substituindo sua causa mortis. Desde então, oficialmente,
Vlado Herzog morreu em consequência de "lesões e maus tratos".
• 50 anos sem Vladimir Herzog: a pouco
conhecida trajetória do jornalista na BBC News Brasil
O
jornalista Vladimir Herzog (1937-1975) fez por muitos anos da cultura sua fonte
de inspiração e trabalho, mas o futebol... Bem, o futebol não era seu forte.
Mas, durante os três anos em que trabalhou no Serviço Brasileiro da Rádio BBC
de Londres, como era então chamada a BBC News Brasil, entre 1965 e 1968, até
nisso ele se aventurou. Além de fazer um desejado curso sobre TV educativa,
interpretar em adaptações de peças teatrais para o rádio e de produzir um
programa sobre música no auge dos Beatles, Herzog se virou na transmissão de
jogos da Copa do Mundo de 1966, sediada pela Inglaterra.
Na
empreitada, juntou-se aos jornalistas Nemércio Nogueira e Fernando Pacheco
Jordão. "Na verdade, o que a gente queria era arranjar um jeito de
conseguir assistir aos jogos do Brasil, nos estádios, sem ter de pagar
ingresso. E acabou sendo interessantíssimo, algo que jamais havíamos feito
antes e que ampliou muito nossa experiência profissional", contou Nogueira
ao jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, autor do livro Vozes de Londres:
memórias brasileiras da BBC.
Também
no livro, Fernando Pacheco Jordão (1937-2007) contou que Vlado "não
entendia de futebol, não via futebol, não sabia do que se tratava. Só sabia que
havia uma bola em campo", brincou. "Ele ficava no estúdio em Londres
e nós em Manchester, na ocasião. O Vlado montou o seguinte: lia um texto
dizendo, por exemplo, que 'aos 22 minutos, Garrincha cobrando uma falta fez o
segundo gol do Brasil' e entrava uma gravação simplesmente gritando gool,
goool. Não havia a descrição do lance. Qualquer gol era a mesma coisa",
relatou Jordão, falando da primeira partida do Brasil daquela Copa transmitida,
contra a Bulgária.
Mas, a
partir do segundo jogo, um contra-ataque. "Nós acabamos fazendo
transmissões notáveis. Muitas emissoras brasileiras retiraram suas equipes da
Inglaterra depois que o Brasil foi desclassificado após três partidas e
passaram a retransmitir a BBC nos jogos restantes. Foi uma experiência muito
curiosa", lembrou Jordão. O Brasil acabou derrotado ainda na primeira
fase, após a vitória contra Bulgária e derrotas para Hungria e Portugal. A
anfitriã, a Inglaterra, levou a taça — e o serviço brasileiro transmitiu o
torneio até o fim.
A
aventura de Herzog na cobertura de futebol também não passou muito dali, mas
fez parte de um período marcante em sua vida — não só pela experiência
profissional, mas também por outros aspectos biográficos, como o nascimento em
Londres de seus dois filhos, Ivo e André, com a esposa, Clarice. Vlado voltou
em 1968 para um Brasil cujo regime militar se endureceria com o Ato
Institucional Número Cinco (AI-5), que entrou em vigor em 13 de dezembro
daquele ano. Antes de ser torturado e morto pelo mesmo regime, em 1975, Herzog
pôde recorrer às experiências vividas em Londres para, por exemplo, dar aulas
de telejornalismo na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e na Universidade
de São Paulo (USP), além de assumir, em 1975, a direção de jornalismo da TV
Cultura.
Uma TV
pública, do governo estadual paulista, com muitas produções educativas — como
tanto lhe interessava, em um modelo do qual se aproximou quando trabalhou na
BBC. Foi enquanto estava neste cargo que Herzog foi convocado por militares do
Exército para depor sobre sua relação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Ele se apresentou voluntariamente ao DOI-CODI de São Paulo, órgão da repressão
subordinado ao Exército, onde negou ligação com o PCB. No mesmo dia, em 25 de
outubro de 1975, há 50 anos, foi morto por militares, aos 38 anos.
Herzog
se tornou um dos muitos perseguidos políticos a serem torturados e assassinados
ali, um dos principais locais de repressão operado pela ditadura militar na
cidade de São Paulo — e no Brasil. Mas, na época, o Exército afirmou que Herzog
havia se suicidado e divulgou uma foto, forjada, em que o jornalista aparecia
pendurado por uma corda na cela. A versão foi logo contestada por familiares e
amigos do jornalista, e também pelo rabino Henry Sobel. Nascido na então
Iugoslávia, Herzog vinha de família judia. Sobel confrontou a versão oficial
após ver o corpo do jornalista e identificar marcas de tortura.
O
rabino se recusou a enterrar Herzog na "ala dos suicidas" — uma
tradição que perdurou por séculos no judaísmo, com a separação de uma área,
mais afastada, para o enterro de pessoas que se mataram. Em 1978, o juiz Márcio
José de Moraes condenou a União pela prisão ilegal, tortura e morte de Herzog.
Entretanto, no ano seguinte, a Lei da Anistia foi sancionada, dificultando
investigações e a responsabilização de militares por essa e outras mortes e
violações aos direitos humanos. A lei libertou presos políticos e permitiu o
retorno de exilados, mas estendeu o perdão a agentes do Estado envolvidos na
repressão. Somente em 2009 o Estado brasileiro reconheceu oficialmente que
Herzog foi assassinado após ser torturado. Em 2012, seu atestado de óbito foi
retificado, apontando como causa "lesões e maus-tratos sofridos em
dependência do DOI-CODI". Em 2018, a Corte Interamericana de Direitos
Humanos condenou o Estado brasileiro pelo assassinato de Herzog.
Formação
em filosofia e interesse pelas artes
Vlado
Herzog — que, depois, passaria adotar o nome Vladimir — nasceu em Osijek (então
Iugoslávia, hoje Croácia) em uma família judia que fugia do nazismo. Antes de
migrar para o Brasil e se estabelecer em São Paulo, a família viveu em várias
cidades na Itália.
Ainda
na escola, Herzog demonstrou interesse pelas artes, participando de grupos de
teatro amador. Na faculdade, cursou Filosofia, formando-se em 1962. Em
paralelo, fez aulas e cursos de teatro e cinema. Em 1963, lançou um
curta-metragem documental com sua direção, Marimbás. O filme trata de pessoas
que viviam das sobras da pesca dos pescadores na Praia de Copacabana, no Rio.
Foi em 1959 que começou a carreira jornalística, ingressando no jornal O Estado
de S. Paulo, onde trabalhou principalmente com cultura.
Como
mostrou reportagem da BBC News Brasil de 2020, a ida de Herzog à BBC e à
Inglaterra em 1965 pode ter sido motivada já pelo impacto do contexto político
do Brasil em sua carreira. "No meu entendimento, com o golpe de 1964, as
condições de trabalho ficaram mais difíceis no Brasil. Dois amigos do meu pai
já tinham ido para Londres, então apareceu uma oportunidade de trabalho na BBC.
Ele e minha mãe, recém-casados, resolveram ir também", disse Ivo Herzog,
filho de Vlado.
O
primeiro amigo de Vlado a ir para Londres foi Nemércio Nogueira. Os dois haviam
se conhecido no Estadão. No final de 1962, Nogueira enviou uma carta pedindo
uma oportunidade trabalho para o serviço brasileiro da BBC, que na época tinha
redação apenas em Londres e transmitia programas gravados e ao vivo para o
Brasil, em ondas curtas. Seis meses depois da ida de Nogueira, ocorreu o golpe
militar.
"Ser
jornalista no Brasil naquela época era bastante insalubre. As condições de
trabalho não eram boas, isso contou muito. Uma das poucas oportunidades para se
trabalhar como jornalista fora do país era a BBC. E, além disso, ainda havia
muita incerteza sobre a ditadura, que, em 1965, antes do AI-5, ninguém sabia
direito se iria durar ou não. Então consegui indicar dois amigos para a
BBC", disse Nogueira na reportagem de 2020. Os amigos indicados foram,
primeiro, Fernando Pacheco Jordão; e, depois, Herzog.
Em
carta enviada por Vlado a um amigo em agosto de 1965, ele contou que ele e
Clarice viviam em um apartamento com dois cômodos (quarto e cozinha). Na
entrevista para a BBC News Brasil em 2020, Nogueira afirmou que os brasileiros
trabalhando na BBC viviam bem em Londres, mas sem grandes confortos.
O
contexto cultural, por sua vez, era rico. "Havia os Beatles, os Rolling
Stones… Londres era a cidade da moda, tudo acontecia lá. E a gente achava que
deveria mostrar o que estava acontecendo para o Brasil", lembra Nogueira.
Além de produzir o boletim noticioso diário, o trio de jornalistas participou
da produção de uma atração semanal, de 15 minutos, sobre música — o Iê-Iê-Iê na
BBC, onde transmitiam novidades musicais da Inglaterra para o Brasil. Nos anos
1970, o Iê-iê-iê na BBC mudou de nome: por um curto período chamou-se Vibrapop
e, depois, London Beat. Na década de 1980, ganhou o nome com o qual seguiria
até o fim, nos anos 2000: Som de Londres.
Quase
não há registros da passagem de Herzog pela BBC, pois muito do que era
produzido na época era transmitido ao vivo. Quando o conteúdo era gravado,
muitas vezes era sobre fitas que depois eram reutilizadas. Um dos poucos
registros da voz de Vlado é sua interpretação do personagem Aubrey na adaptação
para o rádio da peça Verdadeiro Demais para ser Bom, escrita por George Bernard
Shaw em 1931.
A peça
foi adaptada por Vamberto Moraes e transmitida pelo serviço brasileiro da BBC
em 1966. Além do trabalho diário na BBC, em seu período na Europa, Herzog
escreveu críticas de cinema e reportagens para a revista Visão como
correspondente. Ao voltar para o Brasil, ele também trabalhou na revista. O
jornalista cobriu ainda mostras e apresentou uma mesa sobre o cinema documental
brasileiro no Festival de Florença, em 1966. Ele e Clarice também viajaram por
vários países no continente.
No
livro Vozes de Londres: memórias brasileiras da BBC, jornalistas que conviveram
com Vlado em Londres contaram como receberam a notícia do seu assassinato pelos
militares. "Houve uma investigação sobre ele feita pelo SNI, o Serviço
Nacional de Informações. E foram desencavar a nossa época em Londres,
especialmente a época dele, Vlado. E não sei por que, de onde saiu isso,
constou de um relatório do SNI que o Vlado era um agente da KGB [agência de
inteligência soviética] em Londres. E isso misturado com o Serviço Secreto
Inglês. Uma coisa de mente muito doentia e complicada que predominava no Brasil
naquela época", disse Jordão.
Jader
de Oliveira, jornalista mineiro que trabalhou por décadas na BBC e faleceu em
2011, disse em depoimento em 2006 que chegou a conhecer Vlado, mas quando este
não trabalhava mais na BBC. "Ele estava fazendo um curso de cinema e nós
ficamos muito amigos porque morávamos no mesmo hostel da BBC. Ele estava
saindo, mas como a família voltou para o Brasil, ficou hospedado lá. Fiquei
sabendo da tragédia [de sua morte] aqui, me chocou de forma tremenda",
disse, de acordo com Vozes de Londres: memórias brasileiras da BBC. "Não
me lembro do Vlado emitindo opiniões políticas fortes. Era um homem de
esquerda, como todo mundo era, mas muito reservado. Ele gostava de arte, de
cinema. Fiquei chocadíssimo", relatou o jornalista mineiro.
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Ato ecumênico: ontem e hoje
Além de
ser um dos primeiros a confrontar a versão do suicídio, o rabino Henry Sobel
teve papel essencial também na organização de um ato ecumênico em homenagem a
Herzog em 31 de outubro de 1975, sete dias depois da morte do jornalista.
Também lideraram o ato dom Paulo Evaristo Arns, à época arcebispo de São Paulo,
e o pastor Jaime Wright. A catedral da Sé, em São Paulo, e a praça à sua frente
foram tomadas por uma manifestação silenciosa.
O
evento marcou o início do fim da ditadura militar. "Aquele grande ato foi
marcante pela grandiosidade que teve, com o governo fechando acessos à praça e
pronto para reprimir a chegada de mais pessoas. Foi o início do fim da ditadura
porque ele foi pacifista, causado pelo assassinato de uma pessoa também
pacifista", disse Ivo Herzog à BBC News Brasil em reportagem de 2019.
Neste
sábado (25/10), um novo ato em homenagem a Herzog e a outras vítimas da
ditadura ocorreu na Sé. Organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e pela
Comissão Arns, o evento — aberto ao público — começará às 19h e terá
apresentações culturais e manifestações inter-religiosas.Nesta sexta (24), no
Rio de Janeiro (RJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) fez um ato às
17h para marcar os 50 anos do assassinato.
Fonte:
BBC News Brasil

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