sábado, 6 de abril de 2024

Reforma das Forças Armadas deve deixar Alemanha "pronta para guerra", diz ministro

País terá nova força de guerra cibernética ao lado de Exército, Aeronáutica e Marinha. Foco das tropas será reorientado para a defesa nacional e de países aliados da Otan.A Alemanha quer reformar suas Forças Armadas e deixá-las “prontas para a guerra” para que “ninguém pense em nos atacar como território da Otan”, anunciou o ministro da Defesa Boris Pistorius nesta quinta-feira (04/04) em Berlim.

Os planos incluem, entre outros pontos, a criação de uma quarta força para além de Exército, Aeronáutica e Marinha. As tropas serão habilitadas para a guerra cibernética, travada por vias eletrônicas e informáticas, e cuidarão da ciberdefesa e da infraestrutura eletrônica do país, repelindo ameaças como campanhas desinformativas e ataques hackers.

A Alemanha e demais países europeus que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm acompanhado com apreensão as movimentações das tropas do presidente russo Vladimir Putin na Ucrânia.

A reforma das Forças Armadas é mais um ponto de virada na política de defesa de Berlim, que voltou a elevar seus gastos no setor e, recentemente, passou a apoiar a expansão de sua indústria bélica.

Quatro ramos militares sob um comando central

Com a mudança, as Forças Armadas deixarão para trás missões internacionais como as do Afeganistão, Mali, Kosovo e na região do Chifre da África, priorizando a defesa de seu próprio território nacional e de parceiros da Otan.

A reforma deve ainda desburocratizar as forças e centralizar seu planejamento e comando operacional em um só lugar – hoje, as missões nacionais e internacionais são coordenadas separadamente.

A ideia é aprovada até mesmo pela oposição: “A fusão do comando de operações [que atua no Exterior] com o comando territorial [de atuação doméstica] é absolutamente positiva”, afirma o deputado do Bundestag e especialista em defesa Roderich Kiesewetter, do partido conservador CDU.

Nova estrutura para lidar com armas nucleares, químicas e biológicas

Também está prevista a criação de um comando de apoio médico e logístico, bem como para lidar com ataques de armas nucleares, químicas ou biológicas, que ficará à disposição de todos os ramos militares.

Altos postos também devem ser cortados, a fim de tornar a coordenação de tarefas mais central e eficaz.

Segundo Pistorius, a reforma deve tomar seis meses. Alguns especialistas militares como Thomas Wiegold, porém, veem esse cronograma com ceticismo: “Para mudanças estruturais no topo [das forças], seis meses poderiam bastar. Mas a aplicação [da reforma] nas tropas vai demorar muito mais tempo.”

Obrigatoriedade do serviço militar

Diante da falta crônica de pessoal nas Forças Armadas, muitos observadores esperavam que o ministro apresentasse ideias para o eventual restabelecimento da obrigatoriedade do serviço militar. Pistorius, porém, limitou-se a dizer que o tema ainda está em avaliação.

Para Wiegold, o ministro deixou o assunto de fora da reforma porque sabe que não pode decidir sobre a questão sozinho. “Ele precisa de apoio na coalizão e no Parlamento”, explica.

Kiesewetter, da CDU, diz ver falta de consenso dentro da coalizão sobre o tema.

No final de fevereiro, a Alemanha tinham 181,8 mil soldados à disposição. O número, que já chegou próximo dos 500 mil nos anos 1970 e 1980, vem caindo desde o início dos anos 1990, tendência agravada pelo fim do serviço militar compulsório em 2011. Segundo o ministro, até 2031 esse contingente deve chegar a pelo menos 203 mil.

A Defesa continua a estudar modelos de serviço militar obrigatório – como o da Suécia, por exemplo, que reintroduziu a prática em 2017 para homens e mulheres, registrando todos os cidadãos em idade de serviço e convocando uma fração deles para uma formação militar que dura entre nove e 15 meses.

¨      Corte Internacional examinará processo da Nicarágua contra Alemanha

Ação aberta pela Nicarágua argumenta que apoio alemão a Israel viola a Convenção sobre Genocídio. Caso será ouvido em breve pela Corte Internacional de Justiça – e dependendo da decisão, pode se tornar histórico.A Convenção sobre Genocídio é uma das muitas leis internacionais criadas em resposta ao pior genocídio do século 20. Sob os auspícios da recém-criada Organização das Nações Unidas, o tratado de 1948 visa tornar realidade o “nunca mais”, um conceito que surgiu do extermínio sistemático pela Alemanha de 6 milhões de judeus e milhões de outras pessoas durante o Holocausto.

Ao estabelecer uma estrutura legal para o termo genocídio, a convenção espera evitar que outros ocorram – embora vários crimes de guerra em grande escala tenham ocorrido em todo o mundo nas décadas seguintes à assinatura do pacto.

Alemanha e Israel são dois dos mais de 150 países signatários da convenção. Ser signatário significa ter a responsabilidade legal de defender as disposições da convenção – que fala não só em não cometer genocídio, mas também em prevenir e punir esse crime. É permitido ainda acusar formalmente outro país em caso de violações.

E foi isso que a Nicarágua – também signatária – fez. Em 1º de março, o país da América Central abriu um processo contra a Alemanha junto à Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede na cidade holandesa de Haia.

O processo acusa Berlim de cumplicidade com o que chama de genocídio do povo palestino cometido pelas forças de Israel na Faixa de Gaza. Segundo a Nicarágua, isso acontece de duas formas: por meio da ajuda militar e financeira da Alemanha aos israelenses, e por ter parado de financiar a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA).

A ação alega que Berlim, com seu apoio constante a Israel, “não cumpriu sua obrigação de impedir o genocídio” e, portanto, “contribuiu para o cometimento de genocídio em violação à convenção” de 1948 e a outros elementos do direito internacional.

A Nicarágua pede que o tribunal implemente “medidas provisórias” contra a Alemanha, como exigir a suspensão de seu apoio a Israel, “em particular sua assistência militar, incluindo equipamentos militares, na medida em que essa ajuda possa ser usada na violação da Convenção sobre Genocídio”.

Por que as acusações de genocídio

Após os ataques terroristas do grupo fundamentalista islâmico Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 – que, segundo as autoridades israelenses, mataram cerca de 1.200 pessoas, sendo pelo menos 850 civis –, Israel iniciou uma campanha de bombardeios contra Gaza.

O número de palestinos mortos já passa de 32 mil, ou mais de 1,5% da população do enclave, de acordo com as autoridades de saúde locais. Organizações de ajuda humanitária afirmam que o número de vítimas pode ser muito maior.

A ONU e grupos de direitos humanos vêm acusando as forças israelenses de ataques indiscriminados contra civis em Gaza. Até mesmo aliados ferrenhos de Israel, como os Estados Unidos, consideraram o número de mortes de civis alto demais.

Mas as ações de Israel podem ser classificadas de genocídio? Em uma decisão de janeiro no âmbito de um processo aberto pela África do Sul contra Israel, a CIJ considerou que “pelo menos alguns dos atos e omissões alegados pela África do Sul como tendo sido cometidos por Israel em Gaza parecem poder ser enquadrados nas disposições da Convenção [sobre Genocídio]”.

Mais tarde, em 28 de março, a Corte acrescentou outras disposições, inclusive pedindo a Israel que informe ao tribunal como está cumprindo suas obrigações com a lei internacional.

O governo israelense vem rejeitando as acusações de genocídio. A Alemanha, por sua vez, defende abertamente a posição de Israel e também nega ter cometido qualquer crime ela própria.

“Valorizamos a CIJ e, é claro, participaremos dos procedimentos e nos defenderemos”, afirmou Christian Wagner, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores alemão, após o processo aberto na Corte. “Mas vamos deixar bem claro que, obviamente, rejeitamos essa acusação feita contra nós pela Nicarágua.”

O potencial impacto do processo

O processo da Nicarágua tem como base a ação sul-africana e pode testar um argumento legal de que a decisão de janeiro aciona certas obrigações de Estados terceiros, como a Alemanha.

“Há um grau considerável de ambiguidade em torno dessas questões. Contudo, o caso da Nicarágua quanto ao mérito enfrenta sérios obstáculos”, afirma Michael Becker, professor assistente de direito internacional dos direitos humanos no Trinity College Dublin.

Um desafio para a Nicarágua é acusar Israel de genocídio sem envolver diretamente Israel no caso. Para obter uma decisão contra Berlim, “provavelmente será importante para a Nicarágua estabelecer que algumas das obrigações da Alemanha não dependem do fato de Israel ter violado o direito internacional, mas são acionadas por um risco grave”, diz Becker.

Embora todo signatário do tratado tenha o mesmo direito de comparecer perante o tribunal de justiça, a Nicarágua enfrenta um obstáculo maior no tribunal da opinião pública.

“A Nicarágua é claramente uma ditadura”, afirma Sophia Hoffmann, acadêmica de relações internacionais da Universidade de Erfurt, na Alemanha. “Diferente da África do Sul, que não só é uma democracia, como tem uma narrativa positiva incrivelmente bem-sucedida por trás dela.”

Em outras palavras, a África do Sul tem mais credibilidade no cenário internacional, dado o desmantelamento de seu próprio regime de apartheid e a transição para a democracia na década de 1990.

Usando um dado como exemplo, o mais recente Índice de Democracia da Economist Intelligence classifica a África do Sul em 47º lugar – uma “democracia falha”, semelhante à dos Estados Unidos e a de Israel. Já a Nicarágua figura em 143º lugar, próxima a regimes “autoritários” e apenas uma posição à frente da Rússia.

Ainda assim, “é claro que há também uma reivindicação muito legítima e importante a ser feita”, diz Hoffmann. “As regras são para todos”, e a Alemanha “está sendo um pouco dúbia no que diz respeito a apoiar a lei internacional de um lado, observar o que está acontecendo na Ucrânia e fazer vista grossa em relação a importantes aliados políticos”.

·        “Armas alemãs contribuem para a morte de civis”

A Alemanha não é o único aliado de Israel, mas é um dos mais fortes. Depois dos EUA, foi o maior fornecedor de armas para Israel entre 2019 e 2023, respondendo por 30% das importações, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), que pesquisa conflitos. Após 7 de outubro, o governo alemão ainda autorizou entregas adicionais.

“A ideia de que armas alemãs estão contribuindo para a morte de muitos, muitos civis – milhares de civis, mulheres, crianças – é uma ideia horrível”, afirma Hoffmann.

Antes de abrir seu processo, a Nicarágua enviou notas diplomáticas à Alemanha e a outros países ocidentais que apoiam Israel ou que haviam retirado o financiamento à UNRWA, devido a alegações israelenses pouco fundamentadas de que alguns funcionários da agência da ONU estariam envolvidos nos ataques de 7 de outubro.

A campanha diplomática da Nicarágua pode ter tido algum efeito, já que alguns países suspenderam a venda de armas ou restauraram o financiamento em um cenário de piora das condições em Gaza. A Alemanha, no entanto, manteve o curso. O financiamento à UNRWA foi retomado somente no início desta semana, mas sem incluir Gaza, enquanto uma investigação sobre as alegações de Israel segue em andamento.

·        “Razão de Estado” sob pressão

A CIJ não tem o poder de exigir o cumprimento de suas decisões, mas estas podem aumentar a pressão política e pública sobre um governo.

Independentemente das consequências tangíveis, a Alemanha está enfrentando um dilema existencial. Sua identidade pós-guerra está enraizada na defesa dos princípios universais do direito internacional, que foi motivada em grande parte por seus próprios crimes históricos. E com base nisso surge seu apoio específico a Israel – apesar do crescente distanciamento do Estado judaico em relação a muitos judeus em todo o mundo.

O apoio alemão a Israel é expresso na chamada Staatsräson do país, ou “razão de Estado”, um conceito político ambíguo que torna certas políticas estatais inatacáveis. A Agência Federal de Educação Cívica da Alemanha entende o conceito mais em um contexto autoritário ou monárquico do que em um contexto democrático.

Entre outros problemas, o apoio da Alemanha a Israel por ter cometido genocídio de judeus no passado corre o risco de confundir o Estado com o povo, o que poderia ser por si próprio antissemita de acordo com a polêmica definição de antissemitismo adotada pela Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA) que a Alemanha usa em vários níveis governamentais.

O caso se encaixa em uma crítica internacional mais ampla às restrições internas da Alemanha à liberdade de expressão acadêmica e cultural, o que levou muitos no país a serem “vítimas ou alvos de repressão contra essa definição muito ampla e abrangente de antissemitismo”, diz Hoffmann.

O tribunal reservou dois dias para ouvir o caso da Nicarágua contra a Alemanha, em 8 e 9 de abril, com cada país tendo um dia para apresentar seus argumentos oralmente. Uma decisão poderá ser tomada dentro de semanas.

“O direito internacional se beneficiaria de um esclarecimento com relação às ações que um Estado deve tomar para cumprir essas obrigações”, diz Becker, professor de direito internacional. “As reivindicações da Nicarágua contra a Alemanha apresentam um caso concreto no qual essas questões podem ser potencialmente examinadas.”

 

Ø  Empresas alemãs estão trocando a China pelo Japão

 

Pesquisa aponta que cada vez mais companhias da Alemanha veem o Japão como opção estável para produção na Ásia, em meio à tensão geopolítica e às incertezas sobre restrições comerciais envolvendo Pequim.Uma pesquisa recente com empresas alemãs mostrou que cerca de 38% delas estão transferindo suas fábricas da China para o Japão. Já 23% disseram que vão realocar também suas funções de gerenciamento regional. As companhias apontaram estabilidade econômica, política e social como principal argumento para a mudança.

Ao todo, 164 empresas responderam à pesquisa, conduzida pela Câmara Alemã de Comércio e Indústria no Japão (AHK) e pela gigante de contabilidade KPMG na Alemanha.

O resultado ecoa a conclusão de outro estudo divulgado um pouco antes pela Organização de Comércio Exterior do Japão, que apontava o país asiático como um destino atraente para empresas estrangeiras que desejam evitar incertezas geopolíticas, comerciais e financeiras.

“Por muito tempo, empresas alemãs tiveram um foco muito forte na China por causa dos custos baixos de mão de obra e por ser um mercado importante e em crescimento”, afirma o economista Martin Schulz, da Unidade de Inteligência de Mercado Global da empresa Fujitsu.

Segundo ele, essa tendência está mudando, e isso traz muitos desafios. “Significativamente, há questões políticas e geopolíticas crescentes a serem consideradas pelas empresas, como preocupações sobre se será mais difícil exportar da China para os Estados Unidos, por exemplo.”

·        Tensões entre China e EUA

Os atritos comerciais entre Washington e Pequim se agravaram nos últimos anos, com os EUA interessados em impedir que a China obtenha as tecnologias mais avançadas, especialmente em microchips.

Além disso, há a preocupação de que uma mudança na presidência americana no início do próximo ano possa levar à imposição de restrições comerciais, taxas e sanções entre os dois países.

Assim, Schulz explica que, ao transferir suas instalações de produção para o Japão, as empresas alemãs reduzem – embora não eliminem totalmente – o risco de se envolverem em uma guerra comercial entre os EUA e a China.

“Os custos também estão aumentando na China e não sabemos qual será o futuro da economia chinesa durante a reestruturação pela qual está passando”, acrescenta o economista.

As companhias têm ainda outros motivos para se preocupar, como a espionagem industrial e o atrito com as autoridades chinesas que, em casos extremos, podem levar uma empresa a ser banida do país.

Um executivo alemão de uma companhia com operações no Japão e na China relatou que as empresas precisam preparar “contramedidas” para o caso de serem banidas pelas autoridades de Pequim ou ameaçadas de banimento. O executivo não quis se identificar.

·        Japão é escolha “estável”

Martin Schulz concorda que há boas razões para as empresas transferirem “operações sensíveis” para o Japão, um país que por si só carrega muitos pontos a favor.

“O Japão é econômica e politicamente estável, as empresas daqui estão bem conectadas com o resto da Ásia, o que é importante para parcerias, e o país está intimamente integrado às cadeias de suprimentos globais”, afirma Schulz.

Por sua vez, Klaus Meder, presidente no Japão da gigante alemã Bosch, diz que tanto a China quanto o Japão têm motivos convincentes para um investimento significativo de tempo e esforços da empresa. Mas ele aponta que, no Japão, “há estabilidade, confiança, o sistema é baseado em regras e a maioria das empresas está satisfeita com seus retornos financeiros”.

“O Japão pode ser um mercado difícil de entrar, com muitos obstáculos, a barreira do idioma e especificações diferentes. Mas uma vez que você esteja estabelecido e tenha conquistado a confiança de seus clientes, poderá construir parcerias duradouras”, diz Meder, que está no país há 12 anos.

Ele confirma que a presença no Japão é fundamental porque muitos parceiros no país atuam em outras partes do mundo, principalmente no Sudeste Asiático, Europa, China e nas Américas do Norte e do Sul. Segundo o executivo, é importante estar perto das sedes dessas empresas para manter relacionamentos.

Outros atrativos do Japão

Marcus Schürmann, CEO da AHK, que conduziu o estudo mencionado no início desta reportagem, afirma que os resultados da pesquisa enfatizam a importância das conexões das empresas com o Japão, “o país industrializado mais antigo da Ásia”, e a tendência crescente de as funções de gerenciamento estarem sediadas ali.

Mais de 90% das companhias que participaram da pesquisa disseram que a estabilidade – tanto econômica e comercial como social – é o principal motivo para estarem no Japão.

Em seguida, vieram uma força de trabalho qualificada e uma infraestrutura avançada. Um ambiente político estável baseado em princípios democráticos e a proteção legal da propriedade intelectual também foram mencionados como razões importantes.

“As compras e o sourcing regionais podem ser feitos facilmente no Japão, e há muitos participantes globais importantes aqui, o que significa que faz muito sentido que as empresas levem isso em consideração quando estiverem pensando em um local para suas funções de gerenciamento regional”, diz Schürmann.

Segundo ele, o Japão também se destaca pelos preços e custos “razoáveis”. A força de trabalho é qualificada e capacitada, o potencial de receita é positivo e o aumento do uso da robótica e da automação está ajudando a superar os problemas associados ao envelhecimento da população.

“Além disso, os salários aqui são muito competitivos e entre 20% e 30% mais baixos do que na Alemanha, o que torna o Japão mais atraente”, afirma.

As empresas alemãs ainda consideram mais fácil convencer os funcionários a se transferirem para cargos no Japão do que na China porque as condições de vida e o ambiente geral no Japão são mais atraentes, principalmente para famílias com filhos, conclui Schürmann.

 

Fonte: Revista Planeta/IstoÉ

 

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