segunda-feira, 8 de abril de 2024

Bahia: Buscando expandir presença feminina empresa opera parques eólicos apenas com mulheres

A pandemia de 2020 trouxe à tona uma realidade desconcertante na AES, uma empresa de energia: quase todos os funcionários operacionais eram homens. O diretor de Recursos Humanos, Rodrigo Porto, revelou que o censo interno da empresa mostrou que 98% dos funcionários operacionais eram homens e apenas 2% eram mulheres.

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Segundo informações da Folha de S. Paulo, para combater essa disparidade, a AES tomou a decisão inovadora de operar dois novos parques eólicos no Nordeste exclusivamente com mulheres. Apesar de alguns obstáculos iniciais, incluindo a resistência de alguns clientes e a dificuldade em encontrar equipamentos de proteção adequados para as trabalhadoras, o projeto foi bem-sucedido e agora emprega 20 mulheres em Tucano (BA) e Lajes (RN).

A empresa fez parceria com o Senai para capacitar mulheres para trabalhar em usinas eólicas. Atualmente, 11 mulheres estão empregadas na usina de Tucano e nove no complexo eólico Cajuína, em Lajes, que começou a operar no segundo semestre do ano passado.

Juliana Oliveira, 35, coordenadora na usina da AES em Tucano, destaca que o ambiente de trabalho feminino é uma mudança bem-vinda em relação às suas experiências anteriores em um campo dominado por homens.

Apesar desses avanços, a AES reconhece que ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a paridade de gênero. No final do ano passado, cerca de 86% dos contratados para operar nas usinas ainda eram homens.

Especialistas concordam que o setor de energia ainda é dominado por homens. No entanto, iniciativas como o projeto H2Brasil, que visa difundir conhecimentos sobre hidrogênio verde, estão fazendo esforços para atrair mais mulheres para o setor. A engenheira de energia Icoana Martins, 32, também está trabalhando para atrair mais mulheres para o setor de hidrogênio verde com o projeto H2Todos.

 

                                            Bahia recebe parque eólico capaz de levar energia a 850 mil residências por ano

 

Foi inaugurado nesta sexta-feira (5), um parque eólico nos municípios de Umburanas, Morro do Chapéu e Ourolândia, interior da Bahia, capaz de gerar 1.800 GWh anualmente, o equivalente à energia necessária para abastecer cerca de 849 mil residências por ano.

O projeto do Enel Green Power Brasil, braço de geração renovável do Grupo Enel no Brasil, entregou a operação comercial do Complexo Eólico Aroeira (348 MW).

Este é o 16° complexo renovável da Enel no país, considerando eólica e solar.

Estiveram presentes na inauguração do complexo os representantes da empresa, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e outras autoridades do estado.

A construção do parque envolveu custou de cerca de R$ 2,1 bilhões e conta com 81 aerogeradores. Cada um destes equipamentos têm 90 metros de altura e 150 metros de diâmetro nas hélices.

Além disso, foi anunciado o parque eólico Pedra Pintada, localizado na mesma região do interior baiano, e que está em fase final de construção, com investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão.

Ao todo, os empreendimentos geram 6 mil empregos na construção, dos quais, mais de 2 mil foram ocupados por trabalhadores da região.

Segundo Antonio Scala, Presidente da Enel Brasil, os dois projetos celebram importantes contribuições para a diversificação das fontes renováveis no Brasil.

“A Enel é um investidor de longo prazo e tem reiterado o compromisso de seguir investindo em geração renovável e distribuição de energia, gerando emprego e desenvolvimento.”

Assim que o segundo parque ficar pronto, contará com 43 aerogeradores. O projeto será capaz de gerar mais de 894 GWh por ano, o equivalente à energia necessária para abastecer cerca de 435 mil residências.

Em relação à descarbonização, a produção de energia da planta Aroeira tem potencial para evitar a emissão de 757 mil toneladas de CO2 na atmosfera anualmente. Já a Pedra Pintada evitará a emissão de 374 mil toneladas de CO2 neste mesmo período.

•                                             Energia eólica no Brasil

Com mais de 1.500 GW de potencial em eólicas onshore e offshore, e ocupando o sexto lugar no Ranking Global de Capacidade Instalada onshore, a indústria eólica brasileira tem o papel relevante de ajudar a enfrentar a emergência climática.

Segundo a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), tanto ambientalmente quando economicamente, este tipo de geração de energia geram dados positivos ao país. Confira:

•                                             Cada R$ 1,00 investido em eólicas tem impacto de R$ 2,90 no PIB

•                                             É renovável, não polui e contribui para que o Brasil cumpra seus objetivos no Acordo do Clima

•                                             Permite que o proprietário da terra siga com plantações ou criação de animais.

•                                             Gera renda e melhoria de vida para proprietários de terra com arrendamento para colocação das torres

•                                             Impacta positivamente na economia local aumentando o PIB e o IDH municipal em cerca de 25%

•                                             Gera cerca de 11 postos de trabalho por MW instalado.

Ainda segundo a associação, hoje o Brasil possui 1.039 parques eólicos e existem mais de 11.000 aerogeradores em operação. Sendo que a capacidade instalada em operação comercial e em teste chega a 31 GW.

Ao todo já são 12 estados com operações dessa fonte limpa, sendo os que possui a maior concentração são Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia.

 

                                            Abastecido por contribuintes, fundo usado para subsidiar setor elétrico cresce 129% em 5 anos

 

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) saltou de R$ 16,2 bilhões em 2019 para R$ 37,1 bilhões em 2024 — um aumento de 129%.

A CDE é um “superfundo” que banca todo tipo de subsídio no setor elétrico: tarifa social para quem faz parte do Cadastro Único, recursos do programa Luz para Todos, descontos para a compra de carvão por usinas térmicas, subvenções para usinas eólicas e solares.

A questão é que a CDE é rateada por todos os consumidores brasileiros de energia e pesa nas tarifas de energia.

Do total previsto para 2024, R$ 32,7 bilhões serão considerados como encargos nas tarifas dos consumidores cativos, aqueles que consomem energia através das distribuidoras.

A avaliação de especialistas e de quadros do governo federal é de que a explosão no número se deve principalmente a incentivos à geração de energia renovável, como solar e eólica, no país. Mas há debate sobre se estes empreendimentos, que já ganharam escala, ainda necessitam destes subsídios.

>>> Governo age para reduzir tarifa

O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou em entrevista à CNN que o presidente Lula deu aval a uma medida provisória (MP) formulada pela pasta para reduzir a tarifa de energia elétrica.

Segundo Alexandre Silveira, o trecho mais relevante e definido como “estruturante” pelo ministro vai permitir securitizar os recebíveis da Eletrobras — cerca de R$ 25 bilhões ainda devidos até 2047 — e aplicar esses recursos na modicidade tarifária.

Os recursos serão usados para quitar antecipadamente dois empréstimos que hoje pesam sobre os consumidores de energia: a Conta Covid e a Conta Escassez Hídrica. O dinheiro será captado no mercado a taxas presumivelmente baixas, pois têm uma garantia bastante previsível de recebimento.

A Conta Covid foi uma operação de R$ 16 bilhões, tomado em junho de 2020 (auge da pandemia), com prazo de 60 meses para pagamento. Em vez de altas elevadas das tarifas para compensar as distribuidoras pela perda da demanda, o governo fez um empréstimo para diluir esse impacto ao longo dos anos seguintes.

A Conta Escassez Hídrica foi outro empréstimo, no valor de R$ 5,3 bilhões e com prazo de 54 meses para pagamento, em março de 2022. Naquele momento, o país vinha da pior seca em nove décadas.

“Teremos redução imediata [na tarifa de energia]. Eu acredito que assim que enviarmos a medida provisória — espero que seja, no mais tardar, semana que vem —, a gente já possa buscar no mercado financeiro securitizar recursos, pagar as contas e ter reflexos de redução de tarifas”, disse o ministro.

 

Fonte: Terra Brasil Notícias/CNN Brasil

 

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