Gosto ruim na boca? Especialista explica o que pode ser
O cirurgião-dentista Alysson Resende explica que,
em alguns casos, o gosto ruim pode até ser realmente apenas um incômodo
momentâneo. Porém, se ele aparecer com mais frequência ou durar muito tempo, é
preciso investigar.
"Se você sente um gosto estranho que nunca vai
embora ou que aparece de forma persistente, marque uma consulta urgente com o
dentista. Essa condição pode ser causada por um problema na boca ou em outra
parte do corpo, ou então pelo uso de medicamentos, ou suplementos que você está
tomando", alerta.
A seguir, veja alguns dos principais motivos para o
gosto ruim na boca, que pode, inclusive, ser acompanhado de mau hálito:
# Doenças
# Uso de certos medicamentos
# Suplementos
# Síndromes
# Infecções desconhecidas
# Tratamento com quimioterapia
Já com relação aos problemas de saúde que podem
causar o gosto ruim na boca, um dos principais é a gengivite. Além dela, outros
também podem ser os responsáveis, como as doenças no aparelho digestivo.
Nesse caso, costumam também aparecer outros
sintomas, como um líquido amarelo ou avermelhado que vem junto com o gosto
ruim. Para saber como se livrar do problema em cada caso, é preciso se
consultar com um especialista.
• Importância
do cuidado com a saúde bucal
Ainda que o tratamento para o mau gosto na boca
dependa daquilo que o causa, muitas vezes ele inclui dar uma atenção maior à
saúde bucal. Assim, fazer a higiene adequada e ir ao dentista com uma certa
frequência é essencial!
Essa importância é ainda maior quando pensamos que
várias doenças graves têm como um de seus primeiros sintomas questões bucais,
como o tal do gosto ruim na boca. Ou seja, ir ao dentista tratar desses
problemas aparentemente pequenos pode ajudar a descobrir, ainda no início,
doenças que precisam de cuidados.
"Investir no cuidado da saúde bucal contribui
com o diagnóstico e a prevenção de problemas como infarto, endocardite
bacteriana e acidente vascular cerebral (AVC). Mais de 40% desses problemas dão
os primeiros indícios através de sintomas na boca", estima a
cirurgiã-dentista Marcela O ́Neal.
A especialista explica que aproximadamente 36% das
mortes ligadas a problemas cardíacos têm início na saúde bucal. Já com uma boa
rotina de escovação, as chances das doenças diminuem em até 70%, segundo um
estudo feito pela Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de São
Paulo (USP).
Além disso, é fundamental fazer o uso correto da
escova e não se esquecer do fio dental, que é indispensável para remover completamente
as sujeiras dos dentes.
Bafo
da manhã: conheça os motivos relacionados ao mau hálito matinal
Muitos acreditam que o mau hálito matinal é algo
comum e inevitável. No entanto, esse odor desagradável pode ser um sinal de
doenças bucais que requerem atenção e cuidados que vão além da simples
escovação. Chamado de "halitose", o mau hálito em geral é um problema
de saúde com consequências sociais e econômicas, morais e psicoafetivas tão
sérias que aflige, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS),
aproximadamente 40% da população mundial.
Em geral, a falta de higiene bucal associada ao uso
inadequado dos métodos mecânicos (escovação e fio dental) acarreta em uma
higiene incompleta, de acordo com Rodnei Dennis Rossoni, cirurgião-dentista,
doutor em microbiologia e pesquisador sênior na área de pesquisa clínica para
Kenvue. "Apesar do uso correto da escova e fio dental serem essenciais, os
dentes representam apenas 25% da boca e para higienizar adequadamente os outros
75% necessitamos de um enxaguante bucal para uma limpeza mais completa, além de
prevenir algumas condições bucais como o mau hálito", explica Rossoni.
>>>> Veja as principais condições que
podem resultar no bafinho da manhã:
• Cárie
A cárie é formada por algumas espécies de bactérias
que também estão presentes na placa bacteriana. A presença de restos de
alimentos oriundos da dieta que não foram removidos adequadamente durante a
escovação pode levar ao acúmulo da placa bacteriana sobre os dentes, resultando
também em mau hálito. Com o tempo, essa placa pode dissolver parte da estrutura
dentária e atingir as várias camadas do dente como a dentina e a polpa. Se não
tratada precocemente, essas bactérias podem agravar o problema levando até um
tratamento de canal. Por isso, quanto mais precoce detectada a cárie, menos doloroso
é o tratamento e prevenção da perda do dente.
• Gengivite
A gengivite induzida por placa bacteriana é uma
inflamação das gengivas causada pelo acúmulo de bactérias que também podem
causar mau hálito. Essas bactérias produzem toxinas que, por um processo
inflamatório, geram vermelhidão e inchaço do tecido, em contraste às gengivas
saudáveis, que geralmente apresentam coloração rosa pálido e aspecto de
"casca de laranja". A extensão e severidade podem variar de acordo
com as condições da boca, e os cuidados são extremamente relevantes para evitar
a progressão para casos mais graves, como a periodontite.
• Periodontite
e Tártaro
Esses dois cenários são casos mais críticos, os
quais somente o acompanhamento com um cirurgião-dentista pode ajudar a reverter
essas condições bucais. A periodontite é uma infecção bacteriana que afeta não apenas as gengivas, mas também
o osso e os tecidos de suporte dos dentes, que se não acompanhada por um
profissional, pode levar a perda dentária. O tártaro, muito comum nessa condição
bucal, é uma forma endurecida da placa bacteriana de coloração amarelada, e não
pode ser removido apenas com a escovação ou uso do fio dental.
Para Rossoni é fundamental ter um cuidado de perto
com a saúde bucal e não normalizar condições que causem desconforto próprio ou
alheio. O profissional ainda explica que, além do uso correto do fio dental,
boa escovação, limpeza da língua, e a realização de bochechos com produtos
antissépticos, é preciso também manter regularidade na consulta ao dentista, além
de beber pelo menos dois litros de água por dia, controlar o estresse e evitar
o excesso de comidas gordurosas, cigarros, café e frituras.
Mitos
da saúde oral: Creme dental precisa mesmo fazer espuma?
Para garantir a remoção completa dos detritos alimentares
e da placa bacteriana, é necessário saber escolher corretamente os dois
produtos básicos (creme e escova dental), além de outros que complementam a
higienização dos dentes e da língua. No entanto, existem ainda muitos mitos
relacionados à escolha desse ‘kit básico’ de saúde oral.
Consultamos o cirurgião dentista Hugo Lewgoy,
especialista, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de
São Paulo e consultor científico da Curaden Swiss, para desmistificar os três
principais mitos a respeito desses produtos.
• Mito
1: O creme dental deve fazer espuma
Segundo Hugo Lewgoy, o creme dental não precisa
fazer espuma para higienizar corretamente os dentes.
“O que deve
promover a desorganização da chamada placa bacteriana ou biofilme oral é a
escova dental e não a pasta ou gel. Para muitos, a espuma do creme dental é
sinônimo de limpeza, mas isso não é verdade. Na realidade, um creme dental que
forma uma grande quantidade de espuma pode prejudicar a saúde oral, pois a
espuma é resultado da presença de Lauril Sulfato de Sódio (LSS) na composição,
que também é incorporado nesse tipo de produto para facilitar a limpeza e
conferir sensação de frescor”, diz o especialista.
“Mas a
substância é um tipo de surfactante (detergente) que prejudica o paladar,
resseca a mucosa oral e favorece a descamação epitelial, com consequente
formação de saburra lingual e surgimento de mau hálito. Além disso, o LSS está
relacionado ao aparecimento de aftas”, explica.
O Lauril Sulfato de Sódio também pode aparecer nos
rótulos dos cremes dentais com o seu nome em inglês, Sodium Laryl Sulphate
(SLS). Então o ideal é prestar atenção e optar por produtos que não contam com
essa substância na fórmula, como os cremes dentais Be You, Enzycal e Herbal
Bliss, que, além de serem livres de LSS, são formulados com um componente
enzimático que ativa a ação protetora natural da saliva.
• Mito
2. Escova de dente precisa ter cerdas duras
Muitas pessoas acreditam que escovas dentais com
cerdas duras são mais eficazes na higienização dos dentes, o que não é verdade.
“Na
realidade, o recomendado é optar por cerdas ultramacias, pois o uso de escovas
dentais com cerdas rígidas pode provocar retração gengival e desgaste do
esmalte dental, que é responsável pela proteção dos dentes. Isso pode levar ao
aumento da sensibilidade dentária e favorecer o surgimento de cáries”, diz o
especialista.
Cerdas feitas com nylon, material comumente usado
nas escovas dentais, tendem a ser mais rígidas.
“Mas hoje é
possível encontrar no mercado escovas dentais que utilizam outros tipos de
fibras, como o Curen, que é mais fina e ultramacia para garantir uma escovação
eficiente e atraumática, desorganizando totalmente a placa bacteriana sem
causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas. Essa fibra pode ser
encontrada em escovas como a CS 5460 Ultrasoft, da Curaprox”, sugere o
especialista.
• Mito
3. A quantidade de cerdas na escova dental não importa
A quantidade de cerdas de uma escova dental está
diretamente relacionada a sua eficácia, segundo Hugo Lewgoy.
“Quanto mais
cerdas, maior é a eficácia da escovação e menor é o acúmulo de placa bacteriana
no dente. Além disso, uma grande quantidade de cerdas ajuda a eliminar os
espaços existentes entre os tufos, assim impedindo o acúmulo de sujeiras e
restos de alimentos que podem favorecer a proliferação de microrganismos
nocivos à saúde”, diz.
O recomendado é optar por uma escova dental que
conte com um número de cerdas acima de 5 mil. Mas atualmente já existem opções
no mercado com uma quantidade muito superior de cerdas.
Por exemplo, hoje, a escova com maior número de
cerdas no mercado é a Escova Curaprox Velvet, que conta com 12.460 cerdas
ultramacias para formar uma superfície extremamente eficaz na limpeza dos
dentes sem perder a suavidade e delicadeza.
Fonte: Saúde em Dia/em.com

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