segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Gosto ruim na boca? Especialista explica o que pode ser

O cirurgião-dentista Alysson Resende explica que, em alguns casos, o gosto ruim pode até ser realmente apenas um incômodo momentâneo. Porém, se ele aparecer com mais frequência ou durar muito tempo, é preciso investigar.

"Se você sente um gosto estranho que nunca vai embora ou que aparece de forma persistente, marque uma consulta urgente com o dentista. Essa condição pode ser causada por um problema na boca ou em outra parte do corpo, ou então pelo uso de medicamentos, ou suplementos que você está tomando", alerta.

A seguir, veja alguns dos principais motivos para o gosto ruim na boca, que pode, inclusive, ser acompanhado de mau hálito:

# Doenças

# Uso de certos medicamentos

# Suplementos

# Síndromes

# Infecções desconhecidas

# Tratamento com quimioterapia

Já com relação aos problemas de saúde que podem causar o gosto ruim na boca, um dos principais é a gengivite. Além dela, outros também podem ser os responsáveis, como as doenças no aparelho digestivo.

Nesse caso, costumam também aparecer outros sintomas, como um líquido amarelo ou avermelhado que vem junto com o gosto ruim. Para saber como se livrar do problema em cada caso, é preciso se consultar com um especialista.

•        Importância do cuidado com a saúde bucal

Ainda que o tratamento para o mau gosto na boca dependa daquilo que o causa, muitas vezes ele inclui dar uma atenção maior à saúde bucal. Assim, fazer a higiene adequada e ir ao dentista com uma certa frequência é essencial!

Essa importância é ainda maior quando pensamos que várias doenças graves têm como um de seus primeiros sintomas questões bucais, como o tal do gosto ruim na boca. Ou seja, ir ao dentista tratar desses problemas aparentemente pequenos pode ajudar a descobrir, ainda no início, doenças que precisam de cuidados. 

"Investir no cuidado da saúde bucal contribui com o diagnóstico e a prevenção de problemas como infarto, endocardite bacteriana e acidente vascular cerebral (AVC). Mais de 40% desses problemas dão os primeiros indícios através de sintomas na boca", estima a cirurgiã-dentista Marcela O ́Neal.

A especialista explica que aproximadamente 36% das mortes ligadas a problemas cardíacos têm início na saúde bucal. Já com uma boa rotina de escovação, as chances das doenças diminuem em até 70%, segundo um estudo feito pela Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de São Paulo (USP).

Além disso, é fundamental fazer o uso correto da escova e não se esquecer do fio dental, que é indispensável para remover completamente as sujeiras dos dentes.

 

       Bafo da manhã: conheça os motivos relacionados ao mau hálito matinal

 

Muitos acreditam que o mau hálito matinal é algo comum e inevitável. No entanto, esse odor desagradável pode ser um sinal de doenças bucais que requerem atenção e cuidados que vão além da simples escovação. Chamado de "halitose", o mau hálito em geral é um problema de saúde com consequências sociais e econômicas, morais e psicoafetivas tão sérias que aflige, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial.

Em geral, a falta de higiene bucal associada ao uso inadequado dos métodos mecânicos (escovação e fio dental) acarreta em uma higiene incompleta, de acordo com Rodnei Dennis Rossoni, cirurgião-dentista, doutor em microbiologia e pesquisador sênior na área de pesquisa clínica para Kenvue. "Apesar do uso correto da escova e fio dental serem essenciais, os dentes representam apenas 25% da boca e para higienizar adequadamente os outros 75% necessitamos de um enxaguante bucal para uma limpeza mais completa, além de prevenir algumas condições bucais como o mau hálito", explica Rossoni.

>>>> Veja as principais condições que podem resultar no bafinho da manhã:   

•        Cárie

A cárie é formada por algumas espécies de bactérias que também estão presentes na placa bacteriana. A presença de restos de alimentos oriundos da dieta que não foram removidos adequadamente durante a escovação pode levar ao acúmulo da placa bacteriana sobre os dentes, resultando também em mau hálito. Com o tempo, essa placa pode dissolver parte da estrutura dentária e atingir as várias camadas do dente como a dentina e a polpa. Se não tratada precocemente, essas bactérias podem agravar o problema levando até um tratamento de canal. Por isso, quanto mais precoce detectada a cárie, menos doloroso é o tratamento e prevenção da perda do dente.

•        Gengivite

A gengivite induzida por placa bacteriana é uma inflamação das gengivas causada pelo acúmulo de bactérias que também podem causar mau hálito. Essas bactérias produzem toxinas que, por um processo inflamatório, geram vermelhidão e inchaço do tecido, em contraste às gengivas saudáveis, que geralmente apresentam coloração rosa pálido e aspecto de "casca de laranja". A extensão e severidade podem variar de acordo com as condições da boca, e os cuidados são extremamente relevantes para evitar a progressão para casos mais graves, como a periodontite.

•        Periodontite e Tártaro

Esses dois cenários são casos mais críticos, os quais somente o acompanhamento com um cirurgião-dentista pode ajudar a reverter essas condições bucais. A periodontite é uma infecção bacteriana  que afeta não apenas as gengivas, mas também o osso e os tecidos de suporte dos dentes, que se não acompanhada por um profissional, pode levar a perda dentária. O tártaro, muito comum nessa condição bucal, é uma forma endurecida da placa bacteriana de coloração amarelada, e não pode ser removido apenas com a escovação ou uso do fio dental.

Para Rossoni é fundamental ter um cuidado de perto com a saúde bucal e não normalizar condições que causem desconforto próprio ou alheio. O profissional ainda explica que, além do uso correto do fio dental, boa escovação, limpeza da língua, e a realização de bochechos com produtos antissépticos, é preciso também manter regularidade na consulta ao dentista, além de beber pelo menos dois litros de água por dia, controlar o estresse e evitar o excesso de comidas gordurosas, cigarros, café e frituras.

 

       Mitos da saúde oral: Creme dental precisa mesmo fazer espuma?

 

Para garantir a remoção completa dos detritos alimentares e da placa bacteriana, é necessário saber escolher corretamente os dois produtos básicos (creme e escova dental), além de outros que complementam a higienização dos dentes e da língua. No entanto, existem ainda muitos mitos relacionados à escolha desse ‘kit básico’ de saúde oral.

Consultamos o cirurgião dentista Hugo Lewgoy, especialista, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e consultor científico da Curaden Swiss, para desmistificar os três principais mitos a respeito desses produtos.

•        Mito 1: O creme dental deve fazer espuma

Segundo Hugo Lewgoy, o creme dental não precisa fazer espuma para higienizar corretamente os dentes.

 “O que deve promover a desorganização da chamada placa bacteriana ou biofilme oral é a escova dental e não a pasta ou gel. Para muitos, a espuma do creme dental é sinônimo de limpeza, mas isso não é verdade. Na realidade, um creme dental que forma uma grande quantidade de espuma pode prejudicar a saúde oral, pois a espuma é resultado da presença de Lauril Sulfato de Sódio (LSS) na composição, que também é incorporado nesse tipo de produto para facilitar a limpeza e conferir sensação de frescor”, diz o especialista.

 “Mas a substância é um tipo de surfactante (detergente) que prejudica o paladar, resseca a mucosa oral e favorece a descamação epitelial, com consequente formação de saburra lingual e surgimento de mau hálito. Além disso, o LSS está relacionado ao aparecimento de aftas”, explica.

O Lauril Sulfato de Sódio também pode aparecer nos rótulos dos cremes dentais com o seu nome em inglês, Sodium Laryl Sulphate (SLS). Então o ideal é prestar atenção e optar por produtos que não contam com essa substância na fórmula, como os cremes dentais Be You, Enzycal e Herbal Bliss, que, além de serem livres de LSS, são formulados com um componente enzimático que ativa a ação protetora natural da saliva.

•        Mito 2. Escova de dente precisa ter cerdas duras

Muitas pessoas acreditam que escovas dentais com cerdas duras são mais eficazes na higienização dos dentes, o que não é verdade.

 “Na realidade, o recomendado é optar por cerdas ultramacias, pois o uso de escovas dentais com cerdas rígidas pode provocar retração gengival e desgaste do esmalte dental, que é responsável pela proteção dos dentes. Isso pode levar ao aumento da sensibilidade dentária e favorecer o surgimento de cáries”, diz o especialista.

Cerdas feitas com nylon, material comumente usado nas escovas dentais, tendem a ser mais rígidas.

 “Mas hoje é possível encontrar no mercado escovas dentais que utilizam outros tipos de fibras, como o Curen, que é mais fina e ultramacia para garantir uma escovação eficiente e atraumática, desorganizando totalmente a placa bacteriana sem causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas. Essa fibra pode ser encontrada em escovas como a CS 5460 Ultrasoft, da Curaprox”, sugere o especialista.

•        Mito 3. A quantidade de cerdas na escova dental não importa

A quantidade de cerdas de uma escova dental está diretamente relacionada a sua eficácia, segundo Hugo Lewgoy.

 “Quanto mais cerdas, maior é a eficácia da escovação e menor é o acúmulo de placa bacteriana no dente. Além disso, uma grande quantidade de cerdas ajuda a eliminar os espaços existentes entre os tufos, assim impedindo o acúmulo de sujeiras e restos de alimentos que podem favorecer a proliferação de microrganismos nocivos à saúde”, diz.

O recomendado é optar por uma escova dental que conte com um número de cerdas acima de 5 mil. Mas atualmente já existem opções no mercado com uma quantidade muito superior de cerdas.

Por exemplo, hoje, a escova com maior número de cerdas no mercado é a Escova Curaprox Velvet, que conta com 12.460 cerdas ultramacias para formar uma superfície extremamente eficaz na limpeza dos dentes sem perder a suavidade e delicadeza.

 

Fonte: Saúde em Dia/em.com

 

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