segunda-feira, 21 de julho de 2025

3 cuidados com o uso de medicamentos para emagrecer

Recentemente, muitos medicamentos têm chamado a atenção de quem quer perder peso, entre eles, o Ozempic, o Wegovy e o Mounjaro. Os remédios foram criados para tratar a diabetes tipo 2, mas rapidamente se popularizaram nas redes sociais e entre celebridades, principalmente pelos seus efeitos no emagrecimento rápido.

Marcial Pereira, médico e especialista da BurnUp, healthtech especializada em saúde mental e emocional, explica que o grande problema é que muitas pessoas passaram a usar o medicamento por conta própria, apenas para fins estéticos, sem avaliação ou acompanhamento profissional, colocando a própria saúde pessoal em risco.

Inclusive, em 16 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu que será obrigatória a retenção de receita médica para venda de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Mounjaro e similares. O objetivo da decisão é proteger a saúde da população do uso abusivo desses remédios, também conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

¬¬¬¬¬¬ Abaixo, Marcial Pereira faz 3 alertas importantes sobre a automedicação para emagrecer. Confira!

>>>> 1. Efeitos colaterais existem e merecem atenção

O médico esclarece que, quando os medicamentos são tomados sem critério, os efeitos colaterais podem ser intensos e incluem náuseas, enjoo e falta de energia. Em alguns casos, as pessoas chegam a sentir tanto mal-estar que reduzem drasticamente a alimentação, o que pode levar a deficiências nutricionais e perda de músculo (massa magra), em vez de gordura, causando mais danos do que benefícios à saúde.

>>>> 2. Cada corpo responde de um jeito, e o acompanhamento profissional é essencial

De acordo com Marcial Pereira, o tratamento individualizado é essencial no processo da perda de peso e, embora sejam vendidos como uma solução para o emagrecimento, o Ozempic, o Wegovy e o Mounjaro podem não ter o mesmo efeito a longo prazo e a retomada do peso pode influenciar a autoestima e levar a problemas de saúde mental.

>>> 3. O segredo para emagrecer está nos hábitos saudáveis

Quando o assunto é emagrecimento, algumas pessoas recorrem aos medicamentos. No entanto, Marcial Pereira alerta que, embora essa estratégia possa funcionar, é preciso manter hábitos saudáveis no dia a dia. “No curto prazo, os remédios são úteis, sim, e tem suas indicações específicas. Mas, no longo prazo, o emagrecimento definitivo está associado às escolhas melhores e a um estilo de vida saudável. Não existe um método milagroso de emagrecimento definitivo”, pontua.

<><> Como funcionam os medicamentos para emagrecer

A principal diferença entre esses medicamentos está no princípio ativo, explica o especialista da BurnUp. Enquanto o Ozempic e o Wegovy são compostos por semaglutida, uma substância que imita o hormônio GLP-1, o Mounjaro tem em sua composição o tirzepatida, que é o primeiro receptor de dois hormônios: o GIP e o GLP-1 (hormônios intestinais que regulam o metabolismo da glicose e o apetite).

O Ozempic e o Wegovy atuam diretamente como reguladores da glicose no sangue, aumentando a liberação de insulina, retardando o processo de esvaziamento do estômago e, por isso, trazendo a sensação de saciedade prolongada, que auxilia na perda de peso.

Semelhante a eles, o Mounjaro, aprovado pela Anvisa para o tratamento da diabetes, funciona com o aumento da produção de insulina pelo pâncreas e o controle dos níveis de açúcar no sangue por meio da ação estimulante nos hormônios GIP e o GLP-1, produzindo uma sensação de saciedade e reduzindo o apetite de quem ingere.

<><> Entenda os perigos do uso de antibióticos sem prescrição médica

A descoberta dos antibióticos revolucionou a medicina moderna, permitindo o controle de infecções que antes eram potencialmente fatais. No entanto, o uso indiscriminado dessas substâncias tem despertado uma preocupação global com um cenário que ameaça esse avanço: o crescimento da resistência bacteriana.

A professora do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera Juliana Fazenda explica que, quando os antibióticos não fazem mais efeito, significa que as bactérias que causam infecções se tornaram resistentes a esses medicamentos, evoluindo para se proteger dos antibióticos usados para combatê-las. “Isso pode fazer com que as infecções se tornem mais difíceis de tratar, aumentando o risco de complicações graves”.

<><> Os riscos da automedicação

Juliana destaca que um dos maiores problemas é a automedicação, quando as pessoas tomam antibióticos sem a orientação adequada, muitas vezes sem prescrição médica e em dosagens inadequadas. “Esse comportamento é um dos principais responsáveis pela resistência bacteriana. O uso incorreto de antibióticos não só torna o medicamento ineficaz, mas também contribui para o surgimento de cepas resistentes”, afirma.

A importância do uso consciente de antibióticos

Uma solução para esse problema é a educação sobre o uso consciente de antibióticos, tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes. A professora sugere que as pessoas nunca devem interromper tratamentos com um medicamento sem a recomendação médica, mesmo que os sintomas desapareçam. “Isso é crucial para garantir que todas as bactérias sejam eliminadas e que não sobrevivam e se multipliquem, criando resistência”, afirma.

<><> Consultas e testes em casos recorrentes

Além disso, a professora recomenda que, em caso de infecções recorrentes ou de difícil tratamento, os pacientes consultem um especialista para avaliar a resistência bacteriana e o uso de antibióticos mais eficazes ou alternativas de tratamento. “Existem testes que podem identificar a resistência bacteriana, o que ajuda os médicos a escolherem o antibiótico mais adequado ou até mesmo a explorar tratamentos diferentes”, orienta.

<><> Um problema de saúde pública

A resistência aos antibióticos é um problema global, e a conscientização sobre a importância do uso correto desses medicamentos é fundamental para a preservação de sua eficácia. “A resistência bacteriana não é apenas um desafio médico, mas uma questão de saúde pública. Para evitar que o corpo se acostume com os antibióticos, é importante seguir as orientações médicas e sempre buscar alternativas preventivas, como a vacinação, alimentação balanceada e hábitos de higiene”, conclui a professora.

 

Fonte: Portal EdiCase

 

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