Telemedicina: passada a pandemia, será que ela vingou?
Como está a adesão da telemedicina no pós-pandemia?
Essa pergunta vem martelando a minha cabeça nos últimos tempos. É que, com a
retomada da rotina anterior a da pandemia de Covid-19, eu fico pensando o
quanto esse tipo de tecnologia que almeja mais praticidade e segurança para os
serviços de saúde virou verdadeiramente um hábito, com uma maior aceitação de
todos os envolvidos, como médicos e outros profissionais da Saúde e pacientes.
Será que a aceitação permanece em alto nível?
Bem, ao que tudo indica a resposta é não. Segundo
dados da TIC Saúde 2022, que investiga justamente como está a infraestrutura de
tecnologia da informação e comunicação nos estabelecimentos de saúde do Brasil,
somente 33% dos médicos e 26% dos enfermeiros atenderam pacientes por
teleconsulta no último ano. Se pensarmos no monitoramento remoto de pessoas com
doenças crônicas - situação em que a telemedicina pode mudar verdadeiramente o
curso do tratamento - esse número é de 29% para enfermeiros e 23% para os
médicos.
Me parece tão pouco ainda, diante do potencial que
a tecnologia tem de mudar o acesso à Saúde e, finalmente, o modelo de negócios
do setor.
É claro que muita coisa já mudou. Antes da
pandemia, para quem não se lembra, a discussão sobre telemedicina envolvia
questões regulatórias que atrasaram muito o uso do modelo. Com a urgência
sanitária isso acabou, as aprovações aconteceram e muitos de nós pudemos
experimentar as vantagens de usar a telemedicina. Por exemplo, com a ampliação
do acesso aos nossos dados de saúde pelo formato digital: hoje, recebemos
receitas digitais e acessamos resultados de exames sem precisar nos deslocar
até o laboratório. Mas ainda é pouco.
Talvez a mudança cultural que vivemos na pandemia
ainda não seja suficiente para que a adesão seja ainda maior. E isso vale
tanto para os profissionais como para as operadoras de Saúde e/ou instituições
de Saúde Pública.
A teleconsulta, por exemplo, que é uma tecnologia
disponível há bastante tempo [pelo menos duas décadas], ainda encontra certa
resistência em sua utilização por receio da segurança da informação. E para que
isso mude, não tem jeito, é preciso investimento em segurança de dados e que as
pessoas se capacitem no uso da ferramenta.
Se isso ocorrer, as possibilidades futuras são
inúmeras: desde a quebra de barreiras geográficas até o intercâmbio de
inteligências em prol da Saúde. Um caso raro no Brasil pode ser discutido com
uma equipe no exterior que já tratou essa doença - e vice-versa. Ou então um
atendimento em uma região remota pode ser feito de maneira virtual, levando o
médico onde ele precisa estar.
A telemedicina é uma ferramenta muito rica para não
estar sendo bem aproveitada até mesmo do ponto de vista econômico no setor de
Saúde: suas soluções para armazenamento de dados, gestão de informações e
análise de dados são a essência de uma medicina preditiva mais eficaz e
resolutiva para todos.
Por isso, retomo a pergunta para que você me
responta: como você está usando a telemedicina no pós-pandemia?
Ø O que é a
corrente russa, técnica que alivia dores e melhora a silhueta
Famosas como Anitta e Juju Salimeni têm recorrido a
um mesmo tratamento para aliviar dores e, simultaneamente, aprimorar a
silhueta. Trata-se da corrente russa, técnica que utiliza correntes elétricas
de baixa frequência para promover a ativação dos músculos.
Portanto, a corrente russa não apenas proporciona
alívio para dores sintomáticas, mas também estimula contrações musculares
benéficas para o corpo. Especialistas afirmam que essa abordagem não se limita
apenas ao aspecto terapêutico, uma vez que também contribui para a melhoria da
silhueta ao fortalecer e tonificar os músculos.
O tratamento também se tornou febre entre algumas
celebridades, como Anitta e a musa fitness Juju Salimeni. Por terem uma rotina
pesada e pelas preparações de carnavais vindo aí, elas optam por um
procedimento que traz mais rápido os resultados.
·
Benefícios e características da corrente russa
Daniele Melo, especialista em procedimentos
estéticos faciais e corporais, destaca que esse tipo de estimulação tem como
objetivo proporcionar alívio da dor, mas não possui caráter curativo.
"É usado para aliviar dores sintomáticas, sendo uma corrente de baixa
frequência que introduz impulsos elétricos em duas direções ao longo do
cérebro. Essa técnica visa promover a analgesia ao bloquear o sinal da
dor", explica.
De acordo com ela, a corrente russa emerge como uma
inovação promissora na promoção da saúde muscular, conferindo benefícios tanto
na reabilitação quanto na aprimoração estética. A profissional destaca os
principais benefícios da técnica:
Melhora a circulação linfática;
Diminui a retenção de líquidos;
Melhora a circulação e, assim, o aporte de enzimas
e nutrientes na corrente sanguínea;
Diminui a flacidez;
Facilita a cicatrização da pele.
Daniele afirma que a modalidade só tem benefícios e
ajuda em outros procedimentos. "Um dos benefícios além da tonicidade
muscular, ela pode definir os músculos, fortalecendo e melhorando a aparência
do abdômen, pernas e glúteos", acrescenta a especialista.
Contudo, alguns esteticistas usam a técnica de
forma errada, adverte Daniele. "Alguns profissionais não sabem utilizar,
pois colocam o positivo e o negativo um abaixo do outro e, com isso, não tem
resultado. E o correto da corrente russa é exatamente colocar ali no mesmo,
seguindo o desenho do músculo", aponta.
·
Proximidade do verão aumenta busca por procedimentos
A proximidade do verão motiva muitas pessoas a
buscar tratamentos estéticos para obter resultados rápidos durante a estação
mais quente do ano. Segundo informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica (SBCP), o Brasil registra anualmente a realização de mais de 1,5
milhão de procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos no
ranking mundial.
Fonte: Por Rodrigo Guerra, em Homework/Saúde em Dia

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