França articula acordo bilionário para setor nuclear do Brasil visando
exportação de urânio
Dentro do acordo, está prevista a modernização e a
continuidade das obras nas usinas de Angra 1 e Angra 3, assim como o
investimento em áreas como medicina nuclear, irradiação na agricultura e
intercâmbio científico.
Na quarta-feira (13), o embaixador francês,
Emmanuel Lenain, teve um almoço em Brasília com o presidente da Frente
Parlamentar Mista de Tecnologias e Atividades Nucleares (FPN), o deputado Júlio
Lopes (Progressistas), para dizer que a Agência Francesa de Desenvolvimento
(AFD) estaria disposta a financiar o desenvolvimento do plano nuclear
brasileiro.
A proposta é que o crédito gire em torno de 3
bilhões de euros (R$ 16,4 bilhões) caso instrumentalize o empréstimo com a
exploração e a exportação de urânio, segundo a revista Veja.
Lopes esteve na World Nuclear Exhibition 2023, em
Paris, e de lá voou para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas de 2023 (COP-28), nos Emirados Árabes Unidos. No evento, abordou o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse: "Não pude deixar de
enfatizar a importância do Brasil em investir na questão da exportação de
urânio. São bilhões de dólares e oportunidades que podemos ganhar com
isso."
O deputado também conversou sobre o assunto com o
chanceler Mauro Vieira. A ideia é que tudo esteja pronto para o presidente
francês, Emmanuel Macron, assinar em março, quando vem ao Rio de Janeiro em
visita oficial já anunciada.
Ainda de acordo com a revista, durante o almoço com
o deputado, Lenain, impressionado com o potencial do Brasil de ter a quinta
maior reserva de urânio do mundo, questionou o parlamentar: "Qual a razão
de ainda não ter exportado toda essa riqueza?"
A ação mais importante seria a modernização e a
finalização das obras nas usinas de Angra 1 e Angra 3, em Angra dos Reis. Angra
3 já está há mais de uma década parada. Nas contas de Júlio Lopes, a usina
parada custa cerca de R$ 15 bilhões para que não vaze nenhum material
radioativo. Para terminar o investimento, R$ 20 bilhões seriam necessários.
Outro setor abarcado pelo acordo seria a ampliação
dos moldes do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) — parceria
entre o Brasil e a França que desenvolve submarinos de propulsão nuclear — e de
outras áreas, como medicina nuclear, irradiação na agricultura e intercâmbio
científico.
Ø Declaração
de Putin confirma a Rússia como expoente dos interesses do Sul Global, diz
especialista
Um acadêmico chinês vê a coletiva de imprensa do
presidente russo como promovendo uma "ordem mundial justa", sem
ditames dos países ocidentais.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse durante
sua importante coletiva de imprensa na quinta-feira (14) que o trabalho da
Rússia como presidente do BRICS será dedicado a uma ordem mundial justa.
Wan Qingsong, vice-diretor do Centro de Estudos
Russos e Eurasiáticos da Universidade Pedagógica da China Oriental, disse que a
Rússia não só quer "avançar firmemente em direção à construção de uma
ordem mundial justa, mas também se tornou uma expressão da opinião comum dos
países não ocidentais, que são a maioria no planeta".
"Ou seja, ela reflete a insatisfação aguda
desses países com os enormes desafios que enfrentam em seu desenvolvimento
interno e externo devido à atual ordem político-econômica internacional
injusta", opinou.
Segundo o especialista, o surgimento dela é
inevitável, pois tem uma sólida base histórica e prática, por exemplo, devido
ao sistema de relações internacionais westfaliano que surgiu após 1648, que
"quase sempre envolveu a participação conjunta de forças pluralistas,
diversas e multipolares, chegando, às vezes, à liderança conjunta desse
processo".
Ela seria um contraponto à proclamada "ordem
mundial baseada em regras" da minoria ocidental, especialmente contra o
monopólio do Ocidente sobre o "lado certo da história".
A ascensão do grupo de economias emergentes e em
desenvolvimento representado pelo BRICS já se tornou assim uma tendência
irreversível, apesar de retrocessos e dificuldades ocasionais, aponta Wan. No
entanto, como citou Xi Jinping, presidente da China, na Cúpula dos Chefes de
Estado do BRICS em agosto de 2023, "não importa a força da resistência, o
BRICS, como uma força de positividade, estabilidade e bondade, crescerá".
Ø Presença
estrangeira na Amazônia preocupa todos os governos brasileiros, diz analista
Independentemente de ideologia e época, todos os
líderes que comandaram o Brasil se preocuparam com a soberania brasileira sobre
a região da Amazônia, aponta o analista militar Pedro Mendes Martins, mestre em
ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).
"Não importa se é de matiz de esquerda ou de
direita, se é democrata ou um regime militar, [o que perpassa todos os governos
brasileiros] é a preocupação com a Amazônia", disse Martins.
Isso não é à toa: a região é rica em recursos
naturais, desde os já conhecidos e explorados, como o guaraná, o ouro e o
petróleo, aos que ainda esperam ser descobertos na Floresta Amazônica, que
abriga a maior biodiversidade do mundo.
Nesse contexto, uma das maiores ameaças ao controle
brasileiro da região são os Estados Unidos, que intencionalmente ocultam o
número de bases militares que suas Forças Armadas mantêm ao redor do mundo.
Na América do Sul, oficialmente, os EUA admitem a
existência de apenas uma base, na Colômbia, mas um levantamento independente do
Centro Mexicano de Relações Internacionais aponta a presença de militares
americanos também no Equador, no Peru, no Chile e na Argentina.
·
Exército e PF combatem extração ilegal de ouro em terras indígenas
Após realizar três incursões na floresta, a Polícia
Federal (PF) e o Exército brasileiro encerraram a operação Manon, desencadeada
para combater e reprimir atividades ambientais ilícitas, como a extração ilegal
de ouro e a usurpação de bens da União na Terra Indígena Sararé, situada no
município de Pontes e Lacerda, no estado do Mato Grosso.
A participação do Exército ocorreu no contexto da
operação Ágata Fronteira Oeste II, que visa não apenas remover garimpeiros da
região, onde, segundo a PF, estão operando ilegalmente, mas também inutilizar
maquinários e destruir utensílios utilizados para essa atividade.
A PF informou, por meio de comunicado, que a
operação contou com o uso de aeronaves para acompanhar e proteger as equipes em
solo. Durante as buscas aéreas, foram identificados maquinários e equipamentos
usados pelos criminosos, muitos dos quais estavam ocultos nas matas.
"Foram utilizadas aeronaves para o
acompanhamento e a proteção das equipes que atuaram em solo. Durante as buscas
aéreas foram localizados maquinários e petrechos usados pelos criminosos,
muitos dos quais estavam escondidos nas matas", informou a PF por meio de
nota.
No total, 17 pás carregadeiras e 17 motores de
dragagem foram inutilizados, uma medida adotada para impedir o uso futuro
desses equipamentos na continuação da atividade criminosa. Além disso, os
investigadores encontraram diversas estruturas de madeira utilizadas pelos
garimpeiros como bases.
A PF estima um prejuízo de aproximadamente R$ 20
milhões para os criminosos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão
em propriedades rurais que fazem divisa com a Terra Indígena Sararé, com o
objetivo de investigar indícios de que essas propriedades estejam sendo usadas
como base para os criminosos e como meio de acesso ilegal ao território
indígena, tanto por pessoas quanto por maquinários.
A nota destacou que as investigações continuarão,
com o intuito de analisar os elementos coletados durante as buscas, visando
identificar os financiadores dessa atividade ilegal e desestruturar as
organizações criminosas que, ao impactarem a Terra Indígena Sararé, causam
danos ambientais irreversíveis.
"As investigações continuam daqui pra frente
para a análise dos elementos colhidos durante as buscas com a finalidade de
identificar os financiadores dessa atividade ilegal, além de descapitalizar as
organizações criminosas que, ao atuarem com impactos sobre a Terra Indígena
Sararé, causam danos ambientais irreversíveis", complementou a nota.
·
PF desencadeia operação contra grupo criminoso suspeito de planejar
ataques a autoridades nacionais
Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira
(14) a operação Restrita, mobilizando 150 agentes em ação para combater um
grupo criminoso suspeito de planejar ataques a autoridades nacionais.
A operação visa desmantelar célula da organização
envolvida em homicídios, principalmente contra rivais, além da ilegalidade na
compra e venda de armas de fogo.
Os agentes da PF, com o apoio da Polícia Militar
(PM) de São Paulo, executam 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de
prisão preventiva no estado paulista. A ação visa desbaratar atividades
ilícitas do grupo, que, segundo autoridades, se dedicava não apenas a crimes
violentos, mas também ao tráfico de armas.
A PF divulgou em nota que o grupo é suspeito de
planejar ataques a autoridades, porém, ainda não é possível determinar quem
seriam os alvos. A análise dos materiais apreendidos durante esta fase da
operação buscará esclarecer a identidade dessas possíveis vítimas.
Fonte: Sputnik Brasil

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