sábado, 16 de dezembro de 2023

França articula acordo bilionário para setor nuclear do Brasil visando exportação de urânio

Dentro do acordo, está prevista a modernização e a continuidade das obras nas usinas de Angra 1 e Angra 3, assim como o investimento em áreas como medicina nuclear, irradiação na agricultura e intercâmbio científico.

Na quarta-feira (13), o embaixador francês, Emmanuel Lenain, teve um almoço em Brasília com o presidente da Frente Parlamentar Mista de Tecnologias e Atividades Nucleares (FPN), o deputado Júlio Lopes (Progressistas), para dizer que a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) estaria disposta a financiar o desenvolvimento do plano nuclear brasileiro.

A proposta é que o crédito gire em torno de 3 bilhões de euros (R$ 16,4 bilhões) caso instrumentalize o empréstimo com a exploração e a exportação de urânio, segundo a revista Veja.

Lopes esteve na World Nuclear Exhibition 2023, em Paris, e de lá voou para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP-28), nos Emirados Árabes Unidos. No evento, abordou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse: "Não pude deixar de enfatizar a importância do Brasil em investir na questão da exportação de urânio. São bilhões de dólares e oportunidades que podemos ganhar com isso."

O deputado também conversou sobre o assunto com o chanceler Mauro Vieira. A ideia é que tudo esteja pronto para o presidente francês, Emmanuel Macron, assinar em março, quando vem ao Rio de Janeiro em visita oficial já anunciada.

Ainda de acordo com a revista, durante o almoço com o deputado, Lenain, impressionado com o potencial do Brasil de ter a quinta maior reserva de urânio do mundo, questionou o parlamentar: "Qual a razão de ainda não ter exportado toda essa riqueza?"

A ação mais importante seria a modernização e a finalização das obras nas usinas de Angra 1 e Angra 3, em Angra dos Reis. Angra 3 já está há mais de uma década parada. Nas contas de Júlio Lopes, a usina parada custa cerca de R$ 15 bilhões para que não vaze nenhum material radioativo. Para terminar o investimento, R$ 20 bilhões seriam necessários.

Outro setor abarcado pelo acordo seria a ampliação dos moldes do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) — parceria entre o Brasil e a França que desenvolve submarinos de propulsão nuclear — e de outras áreas, como medicina nuclear, irradiação na agricultura e intercâmbio científico.

 

Ø  Declaração de Putin confirma a Rússia como expoente dos interesses do Sul Global, diz especialista

 

Um acadêmico chinês vê a coletiva de imprensa do presidente russo como promovendo uma "ordem mundial justa", sem ditames dos países ocidentais.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse durante sua importante coletiva de imprensa na quinta-feira (14) que o trabalho da Rússia como presidente do BRICS será dedicado a uma ordem mundial justa.

Wan Qingsong, vice-diretor do Centro de Estudos Russos e Eurasiáticos da Universidade Pedagógica da China Oriental, disse que a Rússia não só quer "avançar firmemente em direção à construção de uma ordem mundial justa, mas também se tornou uma expressão da opinião comum dos países não ocidentais, que são a maioria no planeta".

"Ou seja, ela reflete a insatisfação aguda desses países com os enormes desafios que enfrentam em seu desenvolvimento interno e externo devido à atual ordem político-econômica internacional injusta", opinou.

Segundo o especialista, o surgimento dela é inevitável, pois tem uma sólida base histórica e prática, por exemplo, devido ao sistema de relações internacionais westfaliano que surgiu após 1648, que "quase sempre envolveu a participação conjunta de forças pluralistas, diversas e multipolares, chegando, às vezes, à liderança conjunta desse processo".

Ela seria um contraponto à proclamada "ordem mundial baseada em regras" da minoria ocidental, especialmente contra o monopólio do Ocidente sobre o "lado certo da história".

A ascensão do grupo de economias emergentes e em desenvolvimento representado pelo BRICS já se tornou assim uma tendência irreversível, apesar de retrocessos e dificuldades ocasionais, aponta Wan. No entanto, como citou Xi Jinping, presidente da China, na Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS em agosto de 2023, "não importa a força da resistência, o BRICS, como uma força de positividade, estabilidade e bondade, crescerá".

 

Ø  Presença estrangeira na Amazônia preocupa todos os governos brasileiros, diz analista

 

Independentemente de ideologia e época, todos os líderes que comandaram o Brasil se preocuparam com a soberania brasileira sobre a região da Amazônia, aponta o analista militar Pedro Mendes Martins, mestre em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).

"Não importa se é de matiz de esquerda ou de direita, se é democrata ou um regime militar, [o que perpassa todos os governos brasileiros] é a preocupação com a Amazônia", disse Martins.

Isso não é à toa: a região é rica em recursos naturais, desde os já conhecidos e explorados, como o guaraná, o ouro e o petróleo, aos que ainda esperam ser descobertos na Floresta Amazônica, que abriga a maior biodiversidade do mundo.

Nesse contexto, uma das maiores ameaças ao controle brasileiro da região são os Estados Unidos, que intencionalmente ocultam o número de bases militares que suas Forças Armadas mantêm ao redor do mundo.

Na América do Sul, oficialmente, os EUA admitem a existência de apenas uma base, na Colômbia, mas um levantamento independente do Centro Mexicano de Relações Internacionais aponta a presença de militares americanos também no Equador, no Peru, no Chile e na Argentina.

·        Exército e PF combatem extração ilegal de ouro em terras indígenas

Após realizar três incursões na floresta, a Polícia Federal (PF) e o Exército brasileiro encerraram a operação Manon, desencadeada para combater e reprimir atividades ambientais ilícitas, como a extração ilegal de ouro e a usurpação de bens da União na Terra Indígena Sararé, situada no município de Pontes e Lacerda, no estado do Mato Grosso.

A participação do Exército ocorreu no contexto da operação Ágata Fronteira Oeste II, que visa não apenas remover garimpeiros da região, onde, segundo a PF, estão operando ilegalmente, mas também inutilizar maquinários e destruir utensílios utilizados para essa atividade.

A PF informou, por meio de comunicado, que a operação contou com o uso de aeronaves para acompanhar e proteger as equipes em solo. Durante as buscas aéreas, foram identificados maquinários e equipamentos usados pelos criminosos, muitos dos quais estavam ocultos nas matas.

"Foram utilizadas aeronaves para o acompanhamento e a proteção das equipes que atuaram em solo. Durante as buscas aéreas foram localizados maquinários e petrechos usados pelos criminosos, muitos dos quais estavam escondidos nas matas", informou a PF por meio de nota.

No total, 17 pás carregadeiras e 17 motores de dragagem foram inutilizados, uma medida adotada para impedir o uso futuro desses equipamentos na continuação da atividade criminosa. Além disso, os investigadores encontraram diversas estruturas de madeira utilizadas pelos garimpeiros como bases.

A PF estima um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões para os criminosos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em propriedades rurais que fazem divisa com a Terra Indígena Sararé, com o objetivo de investigar indícios de que essas propriedades estejam sendo usadas como base para os criminosos e como meio de acesso ilegal ao território indígena, tanto por pessoas quanto por maquinários.

A nota destacou que as investigações continuarão, com o intuito de analisar os elementos coletados durante as buscas, visando identificar os financiadores dessa atividade ilegal e desestruturar as organizações criminosas que, ao impactarem a Terra Indígena Sararé, causam danos ambientais irreversíveis.

"As investigações continuam daqui pra frente para a análise dos elementos colhidos durante as buscas com a finalidade de identificar os financiadores dessa atividade ilegal, além de descapitalizar as organizações criminosas que, ao atuarem com impactos sobre a Terra Indígena Sararé, causam danos ambientais irreversíveis", complementou a nota.

·        PF desencadeia operação contra grupo criminoso suspeito de planejar ataques a autoridades nacionais

Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (14) a operação Restrita, mobilizando 150 agentes em ação para combater um grupo criminoso suspeito de planejar ataques a autoridades nacionais.

A operação visa desmantelar célula da organização envolvida em homicídios, principalmente contra rivais, além da ilegalidade na compra e venda de armas de fogo.

Os agentes da PF, com o apoio da Polícia Militar (PM) de São Paulo, executam 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva no estado paulista. A ação visa desbaratar atividades ilícitas do grupo, que, segundo autoridades, se dedicava não apenas a crimes violentos, mas também ao tráfico de armas.

A PF divulgou em nota que o grupo é suspeito de planejar ataques a autoridades, porém, ainda não é possível determinar quem seriam os alvos. A análise dos materiais apreendidos durante esta fase da operação buscará esclarecer a identidade dessas possíveis vítimas.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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