domingo, 17 de dezembro de 2023

Família que praticava o 'vikingismo' é presa suspeita de estupro, cárcere privado e sacrifício de animais

Uma mulher e seus três maridos que praticam o "vikingismo" foram presos suspeitos de manter uma mulher em cativeiro como escrava sexual e de oferecer sacrifício de filhote de cachorro ‘aos Deuses’. O caso ocorreu em Louisiana, nos Estados Unidos. As informações são do New York Post. 

Hannah Frisby, de 29 anos, apontada como a líder da seita, foi presa na última sexta-feira junto com seus três companheiros: Caleb Frisby, 28, Justin Cowart, 26, e James Owens. O tio dela, Tommy Allen, 54, também foi detido, de acordo com a polícia.

A seita praticava satanismo, bruxaria e vikingismo - o culto ao panteão nórdico - e ritualisticamente sacrificava um filhote, de acordo com documentos de prisão obtidos pelo KNOE, estação de televisão local.

O Gabinete do Xerife da Paróquia de Ouachita começou a investigar Frisby e seus seguidores em setembro, depois que a irmã da vítima denunciou a situação à polícia.

A suspeita é que a vítima, que sofre de autismo e TDAH, era obrigada a manter relações com Hannah Frisby e os três homens. Ela era obrigada a morar com os suspeitos porque não poderia viajar grandes distâncias, e quando se mudou para a casa foi forçada a renunciar ao cristianismo e adotar as crenças deles.

Enquanto esteve lá, ela foi punida por se machucar e forçada a entrar em uma banheira escaldante e se esfregar com uma escova de cerdas embebida em água sanitária na frente de outras pessoas para exorcizar "espíritos malignos", relatou a KTVE.

Em outra situação, Frisby teria colocado um filhote de cachorro em uma mesa e dado uma facada no peito dele afirmando que era "um sacrifício aos deuses". O Gabinete do Xerife da Paróquia de Ouachita disse ao The Post que não pode confirmar se o animal foi morto. 

Segundo a polícia, com o tempo os abusos se agravaram. A vítima foi informada de que era escrava e foi oferecida aos maridos Frisby para ter relações com eles. Para "subir de fileira" na família, ela disse aos investigadores que precisava ajudá-los a se reproduzir. 

Se ela se recusasse, enfrentava abuso e agressão sexual de Frisby. No dia 21 de setembro, a irmã da mulher vítima foi jantar na residência e, quando chegou, a vítima perguntou para a familiar: "Como está Freddy?". Essa era uma pergunta de segurança da família usada para indicar se estão com problemas, mas não podem falar sobre isso, conforme relatam os investigadores.

A vítima então pegou um caderno e pediu para a irmã ler sua poesia após rabiscar uma mensagem desesperada: "Me ajuda. Eles não me deixam sair. Eles me batem todos os dias como uma escrava".

De acordo com a KTVE, duas horas depois que a irmã da vítima deixou o imóvel, os policiais chegaram à residência para apurar a denúncia. Todos os suspeitos foram presos.

 

Ø  Assassinato cruel de jovem no Maranhão é investigado como lesbofobia

 

Um assassinato brutal chocou a cidade de Maranhãozinho (MA). O corpo de Ana Caroline Sousa Campêlo, de 21 anos, foi encontrado com os olhos, a pele do rosto, as orelhas e o couro cabeludo arrancados — o que indica requinte de crueldade próprio de crimes de ódio. O homicídio ocorreu no domingo e está sendo tratado pela Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) como lesbofobia.

Ana Caroline tinha se mudado há pouco tempo para o município do interior do Maranhão a fim de morar com a namorada. O assassinato repercutiu nas redes sociais e militantes, políticos e intelectuais ligados à causa LGBTQIA+ pediram apuração rigorosa.

"Ana Caroline teve sua vida e seus sonhos interrompidos no último domingo por um homem desprezível e lesbofóbico que está ciente da impunidade masculina em casos de feminicídio contra lésbicas. Exigimos das autoridades que a justiça seja feita não apenas para o caso de Ana Caroline, mas também que ocorram ações efetivas para combater o massacre de mulheres lésbicas que vem ocorrendo e sendo silenciado há anos", publicou a filósofa e escritora Márcia Tiburi.

A deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS) também comentou a respeito do assassinato e lamentou mais um crime de ódio contra uma mulher lésbica. "Me dói ter que noticiar mais uma morte, porque a gente está cansada de falar das nossas só depois da tragédia. Cada corpo que cai é a vitória da impunidade. É isso que temos que impedir", cobrou a parlamentar.

Uma testemunha teria relatado à guarnição da Polícia Militar que encontrou o corpo que ouviu uma mulher chorando na presença de um homem em uma motocicleta. A pessoa, que não foi identificada, contou que chegou a usar uma lanterna na direção onde os dois estavam para tentar ver o que estava acontecendo. Porém, o suspeito teria colocado a moça na motocicleta e fugido na direção de uma estrada que liga ao Povoado Cachimbós, ainda no município.

Procurada para prestar mais informações a respeito do crime, a Polícia Civil do Maranhão limitou-se a dizer que o caso está sendo investigado pela Superintendência de Polícia Civil do Interior.

 

Fonte: Redação Terra/Correio Braziliense

 

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