sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Escova interdental: entenda por que seus dentes precisam de uma

As regiões localizadas entre os dentes são locais críticos para o acúmulo da chamada placa bacteriana ou biofilme oral. Nesses locais, a incidência de cáries e doenças gengivais é muito grande, sendo necessária uma higienização diária para a prevenção desses problemas. 

“Apesar de ser um ótimo acessório para a remoção dos detritos alimentares, que podem ficar retidos entre os dentes, o fio dental não consegue higienizar adequadamente esses locais, pois existem irregularidades e concavidades que dificultam o seu acesso completo”, explica Hugo Roberto Lewgoy, especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da USP e Consultor Científico da Curaden Swiss do Brasil.

Como o fio dental não alcança toda a superfície da região interdental, a recomendação é usar as escovas interdentais, que foram desenvolvidas especificamente para a higienização dessas áreas localizadas entre os dentes, conhecidas como regiões interproximais ou interdentais, segundo Hugo Roberto Lewgoy. 

·        Como usar as escovas interdentais

As escovas interdentais devem ser utilizadas uma vez por dia, preferencialmente à noite antes de dormir, apenas com um movimento de vai e vem, explica Hugo Lewgoy. 

“A escova interdental deve ter o diâmetro correto para entrar com leve resistência no espaço interdental, de maneira sempre suave e sem forçar, e não deve ficar muito apertada ou folgada. Normalmente, dois ou, no máximo, três diferentes tamanhos suprem todas as necessidades de uma pessoa. Algumas vezes, pode ocorrer sangramento gengival quando a escova interdental retém o biofilme oral em suas cerdas. Na realidade, isso não é ocasionado pela escova interdental, mas sim pela existência prévia de um processo inflamatório e edema”, diz o especialista. 

“Após uma ou, no máximo, duas semanas de utilização das escovas interdentais, em média, a inflamação regride e o sangramento desaparece, possibilitando o retorno da saúde gengival”, acrescenta.

·        Não machuque a papila gengival

Segundo Hugo, a correta técnica de utilização das escovas interdentais é muito importante para não machucar a chamada papila gengival, que é aquela porção da gengiva que ocupa o espaço entre dois dentes adjacentes. 

“Com delicadeza e inclinando a escova interdental em direção à gengiva, contorna-se a papila e introduz-se a escova interdental no espaço entre dois dentes. Então, retifique a posição, deixando a escova perpendicular à superfície externa do dente. Finalize a inserção com um movimento de vai e vem”, explica. 

Isso é o suficiente para uma higiene completa da região interdental. Normalmente, essas pequenas escovas podem ser utilizadas em todos os dentes, principalmente nos dentes do fundo da boca, também conhecidos como dentes posteriores (molares e pré-molares). 

“Porém, algumas vezes, os dentes da parte da frente da boca, também conhecidos como dentes anteriores (caninos e incisivos), podem apresentar espaços muito apertados. Quando isso ocorre, significa que as superfícies interdentais são planas e, nesses casos, o fio dental também pode ser utilizado de forma eficaz. Resumidamente, na grande maioria das vezes, as escovas interdentais podem substituir o fio dental. O fio dental é muito bom para a remoção de restos de alimentos, mas deve ser utilizado em conjunto com as escovas interdentais, pois a região localizada entre os dentes possui um formato côncavo (como se fosse um prato de sopa), então as escovas interdentais são mais eficazes na tarefa de desorganização do biofilme oral”, argumenta Hugo. 

“Inclusive, a Federação Europeia de Periodontia recomenda a utilização das escovas interdentais por qualquer pessoa. Utilize as escovas interdentais diariamente e consulte o seu cirurgião-dentista de confiança a cada seis meses. Essa rotina vai garantir a completa prevenção das doenças orais ao longo de toda a sua vida, ajudando inclusive a saúde geral. Lembre-se: a saúde começa pela boca”, finaliza.

 

Ø  Jamais compartilhe a sua escova de dentes; Entenda a razão

 

As escovas de dente são itens individuais e que só devem ser utilizados por uma pessoa, mas tem gente que acredita que dividir o item não tem grandes problemas, o que é um grande engano. 

As escovas de dente são ferramentas indispensáveis para a saúde bucal, já que são elas as responsáveis pela limpeza mecânica das estruturas da cavidade oral, incluindo dentes, gengiva e a língua. A boca é uma área extremamente colonizada por bactérias, mas são apenas suas. No caso do beijo, por exemplo, estamos passando esses micro-organismos para outra pessoa. Já a troca de escovas, a situação se agrava ainda mais.

Paulo Zahr, cirurgião dentista, fundador e presidente do Grupo OdontoCompany, alerta sobre os principais riscos.

“Ao usar as escovas de dente, trocamos ainda mais bactérias, especialmente as potencialmente patogênicas, ou seja, causadoras de doenças. O mesmo é válido para vírus e outras fontes de contaminação, como a gripe, o resfriado, a Covid-19 e até mesmo a herpes labial”, alerta o cirurgião dentista.

·        Transferindo o problema

Por conta dessas bactérias, que ficam presentes ali nas cerdas da escova, é possível que as pessoas também passem problemas como periodontite ou gengivite umas para as outras. O cuidado com a escova também é um ponto de atenção, já que é preciso mantê-la limpa e fazer a substituição por uma nova dentro de no máximo três meses. Assim, você garante que as bactérias presentes nas cerdas não se tornem um prejuízo para a sua saúde bucal.

Capas protetoras também evitam que as cerdas entrem em contato com o ambiente, mas vale lembrar que essa caixinha deve ser frequentemente higienizada e devidamente seca, para evitar que as cerdas fiquem com fungos.

 

Fonte: Redação Homework

 

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