Escova interdental: entenda por que
seus dentes precisam de uma
As regiões localizadas entre os dentes são locais
críticos para o acúmulo da chamada placa bacteriana ou biofilme oral. Nesses
locais, a incidência de cáries e doenças gengivais é muito grande, sendo
necessária uma higienização diária para a prevenção desses problemas.
“Apesar de ser um ótimo acessório para a remoção
dos detritos alimentares, que podem ficar retidos entre os dentes, o fio dental
não consegue higienizar adequadamente esses locais, pois existem
irregularidades e concavidades que dificultam o seu acesso completo”, explica
Hugo Roberto Lewgoy, especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de
Odontologia da USP e Consultor Científico da Curaden Swiss do Brasil.
Como o fio dental não alcança toda a superfície da
região interdental, a recomendação é usar as escovas interdentais, que foram
desenvolvidas especificamente para a higienização dessas áreas localizadas
entre os dentes, conhecidas como regiões interproximais ou interdentais,
segundo Hugo Roberto Lewgoy.
·
Como usar as escovas interdentais
As escovas interdentais devem ser utilizadas uma
vez por dia, preferencialmente à noite antes de dormir, apenas com um movimento
de vai e vem, explica Hugo Lewgoy.
“A escova interdental deve ter o diâmetro correto
para entrar com leve resistência no espaço interdental, de maneira sempre suave
e sem forçar, e não deve ficar muito apertada ou folgada. Normalmente, dois ou,
no máximo, três diferentes tamanhos suprem todas as necessidades de uma pessoa.
Algumas vezes, pode ocorrer sangramento gengival quando a escova interdental
retém o biofilme oral em suas cerdas. Na realidade, isso não é ocasionado pela
escova interdental, mas sim pela existência prévia de um processo inflamatório
e edema”, diz o especialista.
“Após uma ou, no máximo, duas semanas de utilização
das escovas interdentais, em média, a inflamação regride e o sangramento
desaparece, possibilitando o retorno da saúde gengival”, acrescenta.
·
Não machuque a papila gengival
Segundo Hugo, a correta técnica de utilização das
escovas interdentais é muito importante para não machucar a chamada papila
gengival, que é aquela porção da gengiva que ocupa o espaço entre dois dentes
adjacentes.
“Com delicadeza e inclinando a escova interdental
em direção à gengiva, contorna-se a papila e introduz-se a escova interdental
no espaço entre dois dentes. Então, retifique a posição, deixando a escova
perpendicular à superfície externa do dente. Finalize a inserção com um
movimento de vai e vem”, explica.
Isso é o suficiente para uma higiene completa da
região interdental. Normalmente, essas pequenas escovas podem ser utilizadas em
todos os dentes, principalmente nos dentes do fundo da boca, também conhecidos
como dentes posteriores (molares e pré-molares).
“Porém, algumas vezes, os dentes da parte da frente
da boca, também conhecidos como dentes anteriores (caninos e incisivos), podem
apresentar espaços muito apertados. Quando isso ocorre, significa que as
superfícies interdentais são planas e, nesses casos, o fio dental também pode
ser utilizado de forma eficaz. Resumidamente, na grande maioria das vezes, as
escovas interdentais podem substituir o fio dental. O fio dental é muito bom
para a remoção de restos de alimentos, mas deve ser utilizado em conjunto com
as escovas interdentais, pois a região localizada entre os dentes possui um
formato côncavo (como se fosse um prato de sopa), então as escovas interdentais
são mais eficazes na tarefa de desorganização do biofilme oral”, argumenta
Hugo.
“Inclusive, a Federação Europeia de Periodontia
recomenda a utilização das escovas interdentais por qualquer pessoa. Utilize as
escovas interdentais diariamente e consulte o seu cirurgião-dentista de
confiança a cada seis meses. Essa rotina vai garantir a completa prevenção das
doenças orais ao longo de toda a sua vida, ajudando inclusive a saúde geral.
Lembre-se: a saúde começa pela boca”, finaliza.
Ø Jamais
compartilhe a sua escova de dentes; Entenda a razão
As escovas de dente são itens individuais e que só
devem ser utilizados por uma pessoa, mas tem gente que acredita que dividir o
item não tem grandes problemas, o que é um grande engano.
As escovas de dente são ferramentas indispensáveis
para a saúde bucal, já que são elas as responsáveis pela limpeza mecânica das
estruturas da cavidade oral, incluindo dentes, gengiva e a língua. A boca é uma
área extremamente colonizada por bactérias, mas são apenas suas. No caso do
beijo, por exemplo, estamos passando esses micro-organismos para outra pessoa.
Já a troca de escovas, a situação se agrava ainda mais.
Paulo Zahr, cirurgião dentista, fundador e
presidente do Grupo OdontoCompany, alerta sobre os principais riscos.
“Ao usar as escovas de dente, trocamos ainda mais
bactérias, especialmente as potencialmente patogênicas, ou seja, causadoras de
doenças. O mesmo é válido para vírus e outras fontes de contaminação, como a
gripe, o resfriado, a Covid-19 e até mesmo a herpes labial”, alerta o cirurgião
dentista.
·
Transferindo o problema
Por conta dessas bactérias, que ficam presentes ali
nas cerdas da escova, é possível que as pessoas também passem problemas como
periodontite ou gengivite umas para as outras. O cuidado com a escova também é
um ponto de atenção, já que é preciso mantê-la limpa e fazer a substituição por
uma nova dentro de no máximo três meses. Assim, você garante que as bactérias
presentes nas cerdas não se tornem um prejuízo para a sua saúde bucal.
Capas protetoras também evitam que as cerdas entrem
em contato com o ambiente, mas vale lembrar que essa caixinha deve ser
frequentemente higienizada e devidamente seca, para evitar que as cerdas fiquem
com fungos.
Fonte: Redação Homework

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