sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

EM OUTUBRO, VENDAS DO VAREJO BAIANO CRESCERAM 6.6% NA COMPARAÇÃO COM OUTUBRO DE 2022

Em outubro de 2023, as vendas do comércio varejista na Bahia apresentaram um segundo resultado positivo consecutivo e cresceram 1,9% frente a setembro, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). O resultado positivo veio após um avanço de 0,4% na passagem de agosto para setembro. Ainda assim, o volume de vendas na Bahia, em outubro de 2023, seguiu discretamente abaixo do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia de COVID-19 (-0,1%).

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. O desempenho do varejo baiano entre setembro e outubro (1,9%) não apenas ficou acima do verificado no país como um todo (-0,3%) como também foi o 2º maior crescimento entre os 27 estados, abaixo apenas do registrado no Maranhão (3,1%) e empatado com o índice de Tocantins (1,9%). Por outro lado, as quedas mais intensas ocorreram em Rio de Janeiro (-2,0%), Santa Catarina (-1,4%) e Rio Grande do Norte (-1,3%), empatado com Mato Grosso do Sul (-1,3%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em outubro, o desempenho das vendas do varejo na Bahia também seguiu positivo (6,6%) pelo 12º mês consecutivo (cresce desde novembro de 2022) e apresentou o 4º maior crescimento do país, abaixo de Tocantins (12,6%), Maranhão (10,1%) e Ceará (9,2%). No Brasil como um todo, houve variação positiva (0,2%), com 11 unidades da Federação registrando índices positivos; 1, estabilidade; e 15, queda. Paraíba (-21,8%), Amapá (-13,7%) e Roraima (-7,5%) apresentaram as quedas mais intensas.

Com isso, as vendas do varejo baiano acumulam alta de 5,1% de janeiro a outubro, frente ao mesmo período de 2022. O indicador acumulado no ano se mantém positivo nos dez meses de 2023 e é o 4º maior entre os 27 estados. No Brasil como um todo, o varejo acumula crescimento de 1,6% nas vendas, no ano de 2023, com 22 das 27 unidades da Federação em alta, lideradas por Tocantins (12,6%), Maranhão (9,8%) e Ceará (8,6%). Paraíba (-5,9%), Rio Grande do Norte (-1,0%) e Distrito Federal (-1,0%) têm os recuos mais importantes.

No acumulado nos 12 meses encerrados em outubro (frente aos 12 meses anteriores), o varejo baiano também está em alta (4,2%), com o 5º melhor resultado do país, também acima do Brasil como um todo, onde o índice é de 1,5%. Neste indicador, 21 estados têm crescimentos, liderados por Tocantins (10,0%), Maranhão (8,6%) e Ceará (7,4%). Paraíba (-1,7%), Rondônia (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,7%) apresentam as quedas mais intensas.

VENDAS DO VAREJO CRESCERAM EM 5 DAS 8 ATIVIDADES, DIZ IBGE

Em outubro, a alta geral das vendas na Bahia (6,6%), frente ao mesmo mês do ano anterior, foi resultado de crescimentos em 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis, material de construção e do atacado de alimentos). O maior impacto positivo no resultado geral do estado veio, mais uma vez, dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tiveram o segundo maior crescimento das vendas (6,1%), mas têm o maior peso na composição do varejo baiano.

As vendas do segmento crescem ininterruptamente há cinco meses (desde junho) e acumulam alta de 4,1% de janeiro a outubro de 2023. A segunda maior colaboração para o crescimento do varejo baiano em outubro/23, frente a outubro/22, veio dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, cujas vendas tiveram a maior alta (17,2%). O segmento tem resultados positivos há sete meses consecutivos (desde abril) e cresce 5,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2023.

Por outro lado, dentre as três atividades com quedas nas vendas, no comparativo entre outubro 23/ outubro 22, livros, jornais, revistas e papelaria (-37,8%) tiveram mais uma vez a maior retração e deram a principal contribuição no sentido de puxar o desempenho do varejo baiano para baixo. A atividade cai seguidamente há nove meses (desde fevereiro). Em seguida, veio o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-28,1%) com o segundo recuo mais intenso. Apesar do resultado negativo no mês, a atividade manteve o melhor desempenho no ano de 2023, na Bahia, com alta acumulada de 21,5%

COMÉRCIO VAREJISTA RECUA 0,3% EM OUTUBRO, DIZ IBGE

O volume de vendas do comércio varejista apresentou queda de 0,3% em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior. O resultado veio depois de uma alta de 0,5% em setembro. O dado é da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações são da Agência Brasil.

“As variações estão muito próximas a zero desde fevereiro, ficando na leitura da estabilidade em todos os meses exceto março (0,7%), maio (-0,6%) e julho (0,7%). Isso mostra um retorno ao comportamento anterior a 2020, após as variações mais acentuadas que observamos no período de pandemia, com números ainda mais tímidos do que o padrão pré covid-19. Mas, num cenário de médio prazo, a perspectiva está positiva, com crescimento nos acumulados do ano e em 12 meses”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, segundo nota divulgada pelo IBGE.

Apesar disso, em outubro, o comércio apresentou resultados positivos nos outros tipos de comparação: 0,1% na média móvel trimestral, 0,2% na comparação com outubro do ano passado, 1,6% no acumulado do ano e 1,5% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de setembro para outubro, a queda de 0,3% foi puxada por recuos em cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,7%), tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,7%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Apenas três atividades do varejo tiveram alta no mês: livros, jornais, revistas e papelaria (2,8%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%).

A receita nominal do varejo recuou 0,1% na comparação com setembro deste ano, mas cresceu 1,9% em relação a outubro de 2022, 4% no acumulado do ano e 5,1% no acumulado de 12 meses.

·        Varejo ampliado

Os setores de veículos, peças e materiais de construção, que são considerados varejo ampliado, apresentaram alta no volume de vendas de setembro para outubro. Os veículos, motos, partes e peças apresentaram altas de 0,3% em relação ao mês anterior, 10,5% na comparação com outubro do ano passado, 7,3% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses.

Já os materiais de construção tiveram altas de 2,8% na comparação com setembro e de 6,4% em relação a outubro de 2022. No entanto, acumulam quedas de 2,1% no ano e de 3,4% no acumulado de 12 meses.

 

Fonte: Bahia Econômica

 

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