Bahia deve investir até R$ 80 milhões no combate à seca
Em evento na manhã desta sexta-feira, 15, no CAB, o
governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez anúncio de um plano emergencial para o
enfrentamento da seca no estado,
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária,
Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Wallison Tum, disse o quanto é
esperado de investimento com as ações integradas.
“A gente acredita que vai ser acima de R$ 60
milhões, talvez R$ 80 milhões, para o combate à seca nos municípios que estão
em estado de emergência”, afirmou para os jornalistas. Dos 417 municípios
baianos, 130 já tem decretada a situação de emergência.
No evento do CAB, o governador e sua equipe
conversaram com os prefeitos para elaborarem, juntos, um plano de ação que
tenha impacto imediato no pequeno e médio produtor. Em seguida, foi feita
entrega de equipamentos em um outro evento, no Jardim dos Namorados.
“Hoje teremos entrega de tratores, de carros-pipas
pequenos e forrageiras. Nós faremos poços artesianos de acordo com a
peculiaridade de cada município. O Governo do Estado vai fazer ações de forma
transversal junto com o Governo Federal e todas as secretarias envolvidas no
combate à seca”, alegou.
As 50 mil toneladas de milho esperadas pelo estado
para ajudar produtores rurais, informação detalhada anteriormente ao Portal A
TARDE pelo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional
(CAR), Jeandro Ribeiro, foram adquiridas por R$ 20 milhões em leilão da
Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), nesta quinta-feira, 14, segundo
Tum.
• Governo
quer usar educação para conscientização sobre o uso da água
Fazendo parte de uma série de medidas que anunciou
para conter os danos da pior seca dos últimos 40 anos na Bahia, o governador
Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta sexta-feira, 15, que pretende utilizar a
Educação para conscientização dos baianos sobre o uso da água em tempos de
estiagem.
Outras medidas, como a proposta para investir até
R$ 80 milhões no combate à seca, e a compra de 50 mil toneladas de milho para
ajudar os produtores do estado na seca também foram anunciadas.
“Existem meios de minimizar a situação. No PPA, por
exemplo, que foi participativo, e no PAC, nós incluímos um conjunto de
barragens para armazenar água e para que os municípios e cidades tenham um
abastecimento para o consumo humano. É importante a conscientização para não
contaminarmos rios e nascentes. É uma preocupação nossa a questão da educação
ambiental, e eu vou trabalhar em cima disso nos próximos três anos, para a
gente fortalecer o currículo escolar, nas creches, ensino fundamental e médio e
nas universidades, para que a gente possa criar na Bahia uma cultura de
responsabilidade com o meio ambiente”, disse.
Atualmente, o governo já possui um Programa de
Racionalização de Água e Energia, vinculado à Secretaria de Administração
(Saeb). O Programa tem como principal objetivo criar e consolidar uma cultura
de preservação ambiental através da divulgação de práticas sustentáveis de
consumo de água e energia, além da promoção das condições adequadas para o
consumo desejável, eliminando e reduzindo gradativamente o desperdício.
Governo
baiano promoveu evento para debater redução das desigualdades sociais
O governo da Bahia realizou, nesta sexta-feira, 15,
um seminário cujo tema foi ‘Desenvolvimento e Redução das Desigualdades: Desafios
e Estratégias’. O evento aconteceu no auditório do Colégio Estadual Thales de
Azevedo, no bairro Costa Azul, em Salvador. A atividade faz parte da 14ª Feira
Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que ocorre até domingo,
17.
“Hoje falaremos sobre como o Governo do Estado faz
a confluência de um conjunto de políticas públicas para a superação da
desigualdade e enfrentamento à pobreza. Esta atuação respeita a
transversalidade nas várias áreas, como educação, saúde, inclusão da
tecnologia, e também parcerias na pactuação federativa com os municípios e com
o Governo Federal. É um momento importante para discutir esse assunto”,
declarou a titular da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya
Reis, que realizou a palestra de abertura do seminário.
Em seguida, o presidente do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, apresentou a importância do
trabalho do instituto para entendimento das questões socioeconômicas do país.
“Essa oportunidade do diálogo faz parte do IBGE, que é o principal produtor de
informações e dados sobre a realidade brasileira. Mas, também, o IBGE serve
como um farol para avaliar a condução das políticas públicas, e a sua
efetividade na realidade nacional”, explicou.
O evento contou também com a presença do titular da
Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, e
com a participação diretor-adjunto de Estudos e Políticas Sociais do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rafael Osório.
Presidente
da Câmara de Salvador faz balanço e estima devolver R$ 14 milhões à prefeitura
Em café da manhã com jornalistas, no Centro
Cultural da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta sexta-feira, 15, para
apresentar um balanço de ações na Casa durante o ano, o presidente Carlos Muniz
(PSDB) afirmou que, com o recesso parlamentar se aproximando, sua gestão à
frente do Legislativo soteropolitano estima realizar a devolução de 10 a 14
milhões de reais aos cofres municipais.
A Câmara se aproxima da marca de 90 sessões
ordinárias no ano, com 81 projetos de lei aprovados. Nesta sexta, os vereadores
se reúnem em reunião conjunta das comissões para debater a Lei Orçamentária
Anual para o exercício de 2024 do Executivo. A proposta deve ir à votação na
próxima semana.
• Política
partidária
Apesar da “paquera” do PSDB que existiu no primeiro
semestre com a base do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Carlos
Muniz está mais que fechado com o prefeito Bruno Reis (União Brasil), e enxerga
que sua vitória está "cada vez mais próxima", mesmo a pouco menos de
dez meses do pleito.
“Bruno não tem concorrente e fica com a eleição
cada dia que passa mais fácil. Isso não é sinal que ele tenha que parar de
trabalhar. Ele tem que trabalhar muito mais, mas esse bate-cabeça da oposição
só faz com que Bruno venha a crescer mais e mais a cada dia”, justificou ele em
coletiva após o café da manhã.
O chefe do Legislativo Municipal diz entender que
muitos vereadores poderão mudar de sigla depois do Carnaval, o que pode mexer
no tabuleiro de alianças. No entanto, assegura sua lealdade a Bruno,
independentemente dos movimentos que estão por vir. “Eu e Bruno vamos nos
entender e fazer com que cada vereador tenha o posicionamento do seu partido”,
alega.
Mesmo com a proximidade da Lavagem do Bonfim,
evento que reúne quadros políticos em busca de visibilidade e que ano que vem
acontecerá em 11 de janeiro, Carlos Muniz diz acreditar que a campanha só
começará após o Carnaval.
Jerônimo
cutuca MDB e diz que partidos aliados querem não só Salvador
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) deu uma leve
alfinetada no MDB, partido do vice-governador Geraldo Júnior, que é um dos
postulantes a ter o seu apoio na disputa pela Prefeitura de Salvador. Em evento
onde fez anúncios de ações de combate à seca na Bahia, o chefe do Executivo
disse que partidos aliados que pleiteiam apoio em suas respectivas
pré-candidaturas na capital baiana, “querem não só Salvador”.
Isso, no entanto, tem dificultado o anúncio do
apoio do governo em um único nome para a disputa do próximo ano. A tão sonhada
“unidade da base” tem se tornado um projeto de difícil resolução.
“Estou, sim, preocupado com o nosso nome em
Salvador, mas estou cuidando, junto com os partidos que me acompanham, dos 417
municípios. Nós não vamos deixar nenhum de fora do nosso olhar. Às vezes,
quando você mexe em um lugar como Salvador, o partido que está ali com
interesse em indicar um nome, ele ou os outros também têm interesse em outros
municípios. Então, não é só Salvador, tem Conquista, Feira...existe
movimentação no tablado que você puxa outros municípios. Eu espero que a gente
dê conta no conselho político para resolver isso ainda este ano”, disse o
governador, em fala que pode ser interpretada como recado ao MDB, que pleiteia
o apoio do governo na capital e em outras grandes cidades do estado.
Jerônimo pontuou ainda que, apesar da indefinição
sobre a escolha do nome para Salvador, ele tem se debruçado também nas demandas
partidárias de municípios de outras regiões da Bahia.
“Quero reforçar que também estou de olho nas outras
regiões, extremo sul, oeste, chapada. A nossa passada é uma passada firme, eu
não vou deixar um vácuo na conta do nosso grupo político, demorando muito tempo
para tomar decisões. Não estou governando apenas para o Partido dos
Trabalhadores, tenho orgulho dele, mas estou governando com diversos partidos
que me pedem, na condição de governadores, para olhar para todos”, disse.
"Todos os partidos que acompanham o nosso
grupo político são mais fortes hoje: PSD, PSB, PCdoB, o próprio PP no passado,
a gente governa construindo um cenário de responsabilidade. Faremos o possível
para dar retorno e, onde for possível, faremos agora em dezembro, ou no máximo
onde houver ajustes, nos primeiros dias de janeiro”, completou.
Fonte: A Tarde

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