sábado, 16 de dezembro de 2023

Bahia deve investir até R$ 80 milhões no combate à seca

Em evento na manhã desta sexta-feira, 15, no CAB, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez anúncio de um plano emergencial para o enfrentamento da seca no estado,

O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Wallison Tum, disse o quanto é esperado de investimento com as ações integradas.

“A gente acredita que vai ser acima de R$ 60 milhões, talvez R$ 80 milhões, para o combate à seca nos municípios que estão em estado de emergência”, afirmou para os jornalistas. Dos 417 municípios baianos, 130 já tem decretada a situação de emergência.

No evento do CAB, o governador e sua equipe conversaram com os prefeitos para elaborarem, juntos, um plano de ação que tenha impacto imediato no pequeno e médio produtor. Em seguida, foi feita entrega de equipamentos em um outro evento, no Jardim dos Namorados.

“Hoje teremos entrega de tratores, de carros-pipas pequenos e forrageiras. Nós faremos poços artesianos de acordo com a peculiaridade de cada município. O Governo do Estado vai fazer ações de forma transversal junto com o Governo Federal e todas as secretarias envolvidas no combate à seca”, alegou.

As 50 mil toneladas de milho esperadas pelo estado para ajudar produtores rurais, informação detalhada anteriormente ao Portal A TARDE pelo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, foram adquiridas por R$ 20 milhões em leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), nesta quinta-feira, 14, segundo Tum.

•        Governo quer usar educação para conscientização sobre o uso da água

Fazendo parte de uma série de medidas que anunciou para conter os danos da pior seca dos últimos 40 anos na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta sexta-feira, 15, que pretende utilizar a Educação para conscientização dos baianos sobre o uso da água em tempos de estiagem.

Outras medidas, como a proposta para investir até R$ 80 milhões no combate à seca, e a compra de 50 mil toneladas de milho para ajudar os produtores do estado na seca também foram anunciadas.

“Existem meios de minimizar a situação. No PPA, por exemplo, que foi participativo, e no PAC, nós incluímos um conjunto de barragens para armazenar água e para que os municípios e cidades tenham um abastecimento para o consumo humano. É importante a conscientização para não contaminarmos rios e nascentes. É uma preocupação nossa a questão da educação ambiental, e eu vou trabalhar em cima disso nos próximos três anos, para a gente fortalecer o currículo escolar, nas creches, ensino fundamental e médio e nas universidades, para que a gente possa criar na Bahia uma cultura de responsabilidade com o meio ambiente”, disse.

Atualmente, o governo já possui um Programa de Racionalização de Água e Energia, vinculado à Secretaria de Administração (Saeb). O Programa tem como principal objetivo criar e consolidar uma cultura de preservação ambiental através da divulgação de práticas sustentáveis de consumo de água e energia, além da promoção das condições adequadas para o consumo desejável, eliminando e reduzindo gradativamente o desperdício.

 

       Governo baiano promoveu evento para debater redução das desigualdades sociais

 

O governo da Bahia realizou, nesta sexta-feira, 15, um seminário cujo tema foi ‘Desenvolvimento e Redução das Desigualdades: Desafios e Estratégias’. O evento aconteceu no auditório do Colégio Estadual Thales de Azevedo, no bairro Costa Azul, em Salvador. A atividade faz parte da 14ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que ocorre até domingo, 17.

“Hoje falaremos sobre como o Governo do Estado faz a confluência de um conjunto de políticas públicas para a superação da desigualdade e enfrentamento à pobreza. Esta atuação respeita a transversalidade nas várias áreas, como educação, saúde, inclusão da tecnologia, e também parcerias na pactuação federativa com os municípios e com o Governo Federal. É um momento importante para discutir esse assunto”, declarou a titular da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis, que realizou a palestra de abertura do seminário.

Em seguida, o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, apresentou a importância do trabalho do instituto para entendimento das questões socioeconômicas do país. “Essa oportunidade do diálogo faz parte do IBGE, que é o principal produtor de informações e dados sobre a realidade brasileira. Mas, também, o IBGE serve como um farol para avaliar a condução das políticas públicas, e a sua efetividade na realidade nacional”, explicou.

O evento contou também com a presença do titular da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, e com a participação diretor-adjunto de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rafael Osório.

 

       Presidente da Câmara de Salvador faz balanço e estima devolver R$ 14 milhões à prefeitura

 

Em café da manhã com jornalistas, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta sexta-feira, 15, para apresentar um balanço de ações na Casa durante o ano, o presidente Carlos Muniz (PSDB) afirmou que, com o recesso parlamentar se aproximando, sua gestão à frente do Legislativo soteropolitano estima realizar a devolução de 10 a 14 milhões de reais aos cofres municipais.

A Câmara se aproxima da marca de 90 sessões ordinárias no ano, com 81 projetos de lei aprovados. Nesta sexta, os vereadores se reúnem em reunião conjunta das comissões para debater a Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2024 do Executivo. A proposta deve ir à votação na próxima semana.

•        Política partidária

Apesar da “paquera” do PSDB que existiu no primeiro semestre com a base do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Carlos Muniz está mais que fechado com o prefeito Bruno Reis (União Brasil), e enxerga que sua vitória está "cada vez mais próxima", mesmo a pouco menos de dez meses do pleito.

“Bruno não tem concorrente e fica com a eleição cada dia que passa mais fácil. Isso não é sinal que ele tenha que parar de trabalhar. Ele tem que trabalhar muito mais, mas esse bate-cabeça da oposição só faz com que Bruno venha a crescer mais e mais a cada dia”, justificou ele em coletiva após o café da manhã.

O chefe do Legislativo Municipal diz entender que muitos vereadores poderão mudar de sigla depois do Carnaval, o que pode mexer no tabuleiro de alianças. No entanto, assegura sua lealdade a Bruno, independentemente dos movimentos que estão por vir. “Eu e Bruno vamos nos entender e fazer com que cada vereador tenha o posicionamento do seu partido”, alega.

Mesmo com a proximidade da Lavagem do Bonfim, evento que reúne quadros políticos em busca de visibilidade e que ano que vem acontecerá em 11 de janeiro, Carlos Muniz diz acreditar que a campanha só começará após o Carnaval.

 

       Jerônimo cutuca MDB e diz que partidos aliados querem não só Salvador

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) deu uma leve alfinetada no MDB, partido do vice-governador Geraldo Júnior, que é um dos postulantes a ter o seu apoio na disputa pela Prefeitura de Salvador. Em evento onde fez anúncios de ações de combate à seca na Bahia, o chefe do Executivo disse que partidos aliados que pleiteiam apoio em suas respectivas pré-candidaturas na capital baiana, “querem não só Salvador”.

Isso, no entanto, tem dificultado o anúncio do apoio do governo em um único nome para a disputa do próximo ano. A tão sonhada “unidade da base” tem se tornado um projeto de difícil resolução.

“Estou, sim, preocupado com o nosso nome em Salvador, mas estou cuidando, junto com os partidos que me acompanham, dos 417 municípios. Nós não vamos deixar nenhum de fora do nosso olhar. Às vezes, quando você mexe em um lugar como Salvador, o partido que está ali com interesse em indicar um nome, ele ou os outros também têm interesse em outros municípios. Então, não é só Salvador, tem Conquista, Feira...existe movimentação no tablado que você puxa outros municípios. Eu espero que a gente dê conta no conselho político para resolver isso ainda este ano”, disse o governador, em fala que pode ser interpretada como recado ao MDB, que pleiteia o apoio do governo na capital e em outras grandes cidades do estado.

Jerônimo pontuou ainda que, apesar da indefinição sobre a escolha do nome para Salvador, ele tem se debruçado também nas demandas partidárias de municípios de outras regiões da Bahia.

“Quero reforçar que também estou de olho nas outras regiões, extremo sul, oeste, chapada. A nossa passada é uma passada firme, eu não vou deixar um vácuo na conta do nosso grupo político, demorando muito tempo para tomar decisões. Não estou governando apenas para o Partido dos Trabalhadores, tenho orgulho dele, mas estou governando com diversos partidos que me pedem, na condição de governadores, para olhar para todos”, disse.

"Todos os partidos que acompanham o nosso grupo político são mais fortes hoje: PSD, PSB, PCdoB, o próprio PP no passado, a gente governa construindo um cenário de responsabilidade. Faremos o possível para dar retorno e, onde for possível, faremos agora em dezembro, ou no máximo onde houver ajustes, nos primeiros dias de janeiro”, completou.

 

Fonte: A Tarde

 

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