segunda-feira, 4 de setembro de 2023

O que não postar nas redes sociais? Especialista responde

Você já pensou sobre o que você publica nas suas redes sociais ou sobre qual mensagem você está passando com esse tipo de conteúdo? A relação entre carreira e redes sociais foi a pauta do episódio #08 do Primeira Jornada, o podcast da ESPM que te prepara para o mercado de trabalho. O programa contou com a participação de Lilian Cidreira, especialista em carreira e professora da ESPM, que deu dicas sobre o que não postar nas redes sociais. Confira:

O QUE NÃO POSTAR NAS REDES SOCIAIS?

De acordo com Lilian, a palavra-chave quando se trata de carreira e redes sociais é intencionalidade. Por isso, para quem está em dúvida sobre o que – ou não – postar, a especialista sugere fazer uma reflexão: “Se eu tivesse que fazer um banner na rua, eu colocaria isso [o post] em um banner?”. “Se a resposta for sim, provavelmente ela está alinhada com o processo. Se a resposta for não, eu preciso avaliar, mesmo se eu não estiver participando de um processo seletivo”, afirma.

A profissional também lembra que é preciso tomar cuidado com possíveis exageros. “Não é para colocar em uma rede social só fotos suas trabalhando. Também não é esse o objetivo. O objetivo é ver você na sua vida pessoal”, acrescenta. “O que, hoje, na sua vida pessoal, é interessante? Qual hobby você gosta de fazer? Como você publica esse hobby? Como você mostra as suas preferências?”, levanta. 

POR QUE OS RECRUTADORES AVALIAM AS REDES SOCIAIS DOS CANDIDATOS? 

Segundo a professora, as redes sociais são uma das ferramentas que os recrutadores utilizam para conhecer os candidatos, além de também funcionar como um dos critérios de avaliação – principalmente em fases finais, quando as habilidades e competências dos candidatos costumam ser semelhantes.

 “A empresa começa a olhar uma coisa chamada feat cultural, ou seja, o quanto essa pessoa está alinhada com a cultura da empresa, e eu não consigo observar isso olhando só em uma entrevista de emprego. Eu preciso olhar a história dessa pessoa”, explica. “Por isso, sim, elas olham as redes sociais, porque as redes sociais são um grande complemento para saber se essa pessoa vai ter efetivamente esse feat cultural”, completa. 

Lilian também chama a atenção para a questão de candidatos que têm perfis fechados nas redes sociais. “Muitas vezes, um candidato não é aprovado em uma etapa final por não ter uma rede social aberta”, alerta. “Eu tenho uma pessoa que eu consigo ver. Então, eu consigo saber que ela tem as características da minha equipe. E outra pessoa que eu não consigo ver nada. Na dúvida, eu escolho quem eu já sei”, exemplifica.

 

       ‘O TikTok é uma plataforma de entretenimento, não uma rede social’

 

De acordo com uma publicação feita pela empresa de pesquisa de palavras-chave Semrush, o TikTok tem uma média de um bilhão de usuários ativos por mês. A rede social também está entre os aplicativos com o maior índice de engajamento. Em 2019, por exemplo, o tempo total que pessoas de todo o mundo passaram no TikTok foi de 68 bilhões de horas. Os diferenciais competitivos da plataforma e os caminhos para se destacar dentro dela foram temas abordados em uma entrevista de Gabriela Comazzetto, Head of Global Business do TikTok, ao DIGI Podcast, programa do Núcleo de Transformação Digital da ESPM. Confira alguns destaques dessa conversa: 

UM DOS DIFERENCIAIS DO TIKTOK É O ALGORITMO 

Na avaliação da executiva – que trabalhou em empresas como Microsoft, Twitter e Facebook antes de atuar no TikTok – para além da variedade e da criatividade que os conteúdos da plataforma envolvem, um dos principais diferenciais do aplicativo diz respeito ao algoritmo. “O TikTok é uma plataforma de entretenimento, não é uma rede social. A gente coloca todas na mesma caixinha de rede social, mas é uma plataforma de entretenimento. Quando o usuário vem para o TikTok, ele vem para assistir conteúdo, e não para checar o que um amigo está fazendo”, explica. 

 “Não importa quem você segue, não importa quantos seguidores você tem, o For You é construído para você, de acordo com os seus interesses. Você tem a opção de ver o conteúdo dos seus amigos, mas a grande maioria da nossa comunidade usa, através do For You, esse conteúdo recomendado pelo algoritmo do TikTok”, completa. “O seu conteúdo não está limitado a essa rede social. Se você cria um conteúdo legal, ele pode, sim, viralizar. Seja você uma marca, seja você um criador ou um usuário comum. Esse é o poder da plataforma. Não está limitado à sua rede social e, sim, ao que é interessante para as pessoas”, reforça a executiva. 

O SEGREDO DO ENGAJAMENTO É A AUTENTICIDADE 

A frequência das publicações e a utilização das ferramentas disponíveis – como músicas e legendas – são princípios considerados básicos quando a questão é como se destacar nas redes sociais. No entanto, para Gabriela, a autenticidade também é um elemento que não deve ser ignorado por quem produz esse tipo de conteúdo. “A gente fala muito que a gente está na era da participação. As pessoas querem ter voz, elas querem contar as suas histórias. E grande parte da nossa comunidade, hoje, ativamente conta as suas histórias”, afirma. 

 “Quando você vier para o TikTok, seja você. Traga a sua verdade. Traga a sua autenticidade. Isso é fundamental”, acrescenta. “O que você vai trazer? Que tipo de história? Que tipo de narrativa? Como você quer ser reconhecido nessa plataforma? Defina a sua identidade digital, mas atrelada ao que você é de verdade. É menos sobre filtros, e mais sobre autenticidade, sobre verdade”, sugere. “Esteja atento às trends. As trends são a voz da comunidade, são as pessoas falando o que é relevante para elas e ecoando isso ao redor do TikTok”, finaliza. 

Durante a entrevista ao DIGI Podcast, a executiva também deu exemplos de como o TikTok pode contribuir para as estratégias de marketing de diferentes empresas.

 

Fonte: TMJuntos

 

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