segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Desafio diplomático: Brasil assume comando do G20 em 2024, mas bloco está dividido

Disputas entre G7 e a aliança entre Rússia e China dividem o grupo das maiores economias do mundo e devem persistir mesmo que o conflito ucraniano chegue ao fim durante a liderança brasileira, em 2024.

A Cúpula de Líderes do G20, que vai acontecer entre os dias 9 e 10 de setembro, em Nova Deli, na Índia, vai ser marcada pela divisão do grupo das maiores economias do mundo em função da operação militar especial da Rússia na Ucrânia. Sem dúvida, este vai ser um grande desafio diplomático para o Brasil que passa a presidir o bloco pela primeira vez em 2024.

A queda de braços entre os países do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e a Rússia, que tem recebido apoio da China no veto às discussões da pauta no bloco, tem causado um constrangimento aos membros.

A divisão já prejudicou a última reunião de novembro de 2022, em Bali, na Indonésia, quando os países não conseguiram chegar a uma declaração final, nem sequer posaram para a tradicional foto conjunta de líderes.

Ao que tudo indica, o atual clima entre os participantes deve atrapalhar o próximo encontro na capital indiana. O chefe da delegação russa, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, já antecipou que vai vetar qualquer comunicado conjunto que não atenda às demandas do Kremlin.

Para além disso, é provável que os reflexos da tensão geopolítica global ainda interfiram nas relações dos mecanismos multilaterais. As divisões, quer sejam pelo conflito ucraniano ou nas tesões entre China e EUA na Ásia-Pacífico e nas relações comerciais, ressaltam a necessidade se discutir vários aspectos das relações entre os Estados em fóruns internacionais mesmo que os conflitos acabem.

Ao assumir a presidência, o Brasil deve poder pautar algumas das discussões desafiadoras que estão por vir e que marcam sua agenda diplomática, propondo soluções e debates que contribuam com o funcionamento das instituições internacionais.

De acordo com a CNN, um diplomata ligado às discussões sobre o grupo, lembra que o Brasil pode até ter uma oportunidade de ampliar seu espaço internacional se conseguir usar a cúpula para diminuir as diferenças entres os países membros. Isso, obviamente, vai depender da situação do conflito na época da cúpula do Rio de Janeiro.

Segundo ele, o Itamaraty tem exata noção da complexidade e da responsabilidade adicional que a divisão do bloco e o conflito na Europa vão impor à Presidência do Brasil. Mas o diplomata lembra que o Brasil é "um país amigo de todos os outros do grupo".

<><> Rússia dobra compras de produtos farmacêuticos no Brasil em 7 meses

Em sete meses, a Rússia mais do que dobrou as compras de produtos farmacêuticos no Brasil, chegando ao máximo histórico, segundo dados do serviço estatístico brasileiro analizados pela Sputnik.

No período de janeiro-julho, o volume de compras ascendeu a US$ 3,8 milhões (cerca de R$ 19 milhões), contra 1,7 milhão (R$ 12 milhões) em 2022. Em termos físicos, o valor quase igualou o máximo registrado em 2010.

Nikolai Bespalov, diretor de desenvolvimento da RNC Pharma, disse à Sputnik que o fornecimento de medicamentos prontos do Brasil para a Rússia realmente aumentou significativamente.

Assim, segundo ele, a insulina da empresa Novo Nordisk, que está presente neste país, contribuiu para a dinâmica.

"Vários nomes de produtos farmacêuticos também são importados do Brasil, mas foram reduzidos este ano e, em geral, estamos falando de volumes muito pequenos", disse o especialista.

Ele também observou que essas drogas são comuns e têm muitos análogos, exceto a Fiasp, porque tem uma forma mais avançada.

Além disso, as compras de produtos de higiene dentária, incluindo pós e pastas fixantes, bem como óleos essenciais e misturas de fragrâncias, também aumentaram significativamente.

 

Ø  Irã intensifica compras de ouro à medida que a tendência global de desdolarização se acelera

 

Após décadas de pressão das sanções, o Irã conhece bem os mecanismos financeiros e comerciais que podem contornar o dólar e as instituições financeiras dominadas pelo Ocidente. Nos últimos dois meses, a nação deu passos importantes em direção a uma ordem financeira mundial alternativa, juntando-se à Organização para Cooperação de Xangai e ao BRICS.

O Irã tem aumentado discretamente as suas compras externas de ouro, acrescentando mais de 4,1 toneladas de lingotes de ouro padrão aos cofres do país nos primeiros cinco meses do ano civil iraniano (de 21 de março a 22 de agosto), de acordo com dados da Administração Aduaneira da República Islâmica do Irã divulgados pela mídia iraniana.

O ouro, avaliado em mais de US$ 265 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), teria sido responsável por mais de 1% de todas as importações iranianas durante o período de cinco meses.

Tanto o Estado como os cidadãos iranianos parecem ter voltado seu interesse para o ouro, com o Conselho Mundial do Ouro reportando que no mês de maio a procura por moedas e barras de ouro por parte dos iranianos aumentou dramaticamente. O investimento subiu para 13 toneladas durante os primeiros meses de 2023 – 26% mais do que a média trimestral de cinco anos (dez toneladas), enquanto os cidadãos procuravam reservas sólidas de valores no meio da inflação e das pressões relacionadas com as sanções.

O chefe da Organização de Promoção Comercial Iraniana, Mehdi Zeighami, indicou que o aumento nas importações de ouro estava relacionado com a flexibilização das regulamentações do Estado no final do ano passado no que respeita ao retorno das receitas de exportação, o que levou as empresas envolvidas em exportações a importar ouro para pagar suas obrigações em moeda forte ao Banco Central do Irã.

"As importações de lingotes de ouro são econômicas para as empresas e tentamos diversificar os métodos utilizados para o repatriamento de divisas fortes", explicou Zeighami.

As medidas são bem-vindas ao Estado iraniano, que tem trabalhado cuidadosamente para acumular reservas de ouro e expandir as atividades de extração doméstica. Esta semana, o diretor-geral do Departamento de Assuntos de Exploração do Ministério da Indústria, Minas e Comércio, Ebrahim Ali Molabeigi, anunciou que o país descobriu cerca de 79 toneladas de reservas de ouro inexploradas no valor de US$ 355 milhões (cerca de R$ 1,7 milhões) somente em 2022.

O Irã utilizou com sucesso o ouro para lidar com as sanções, especilmente no comércio, para evitar a utilização de dólares ou conexões às instituições financeiras ocidentais sujeitas a sanções e restrições secundárias dos EUA e da Europa. O país tem agora uma estimativa de 340 toneladas em reservas comprovadas de ouro, embora os dados exatos sobre o ouro detido pelo Banco Central sejam desconhecidos.

A atratividade do ouro como reserva de valor tem aumentado constantemente ao longo das décadas, com a onça nas negociações públicas atingindo perto de US$ 2.000 (R$ 9.895,00) nesta semana, em meio à inflação e à incerteza sobre o valor do dólar e de outros papéis moeda. A crescente popularidade do ouro como reserva internacional ocorre depois que os países testemunharam como as reservas mantidas em moedas ocidentais podem ser congeladas ou transformadas em arma.

A especulação sobre a possível utilização de um token de troca apoiado pelo ouro pelo bloco BRICS serviu para despertar ainda mais o interesse dos investidores e do governo no metal precioso.

No início deste ano, autoridades russas revelaram que Moscou e Teerã estavam considerando o uso de uma moeda estável "token do golfo Pérsico" lastreada em ouro. Especialistas financeiros disseram que a ideia, se concretizada, poderia causar uma potencial "mudança tectônica" nas finanças internacionais, com sérias implicações não apenas para o dólar, mas para outras moedas fiduciárias em todo o mundo, uma vez que poderia servir como "uma alternativa atraente de segurança que não pode ser usada como arma contra os proprietários e usuários de tais tokens".

<><> Gigante petroleira saudita Aramco planeja lançar maior venda de ações da história, relata mídia

A empresa petrolífera Saudi Aramco pode lançar até o fim do ano uma oferta de ações no valor de até US$ 50 bilhões, os quais permitiriam impulsionar a economia da Arábia Saudita, segundo fontes consultadas pelo jornal The Wall Street Journal.

Após meses de consultas, foi acordado que a oferta seria colocada na Bolsa de Valores de Riad para evitar os riscos legais associados à listagem internacional.

A decisão final sobre os termos do acordo ainda não foi tomada, mas algumas fontes dizem que a Arábia Saudita pode apresentar a proposta antes do final do ano.

A Saudi Aramco, de acordo com pessoas familiarizadas com a situação, está pedindo aos potenciais investidores, incluindo multinacionais de petróleo e fundos públicos, para uma possível participação.

A Aramco é considerada a empresa petrolífera mais rentável do mundo e em várias ocasiões tentou, sem êxito, vender parte de suas ações para financiar projetos fora da indústria de petróleo.

Por sua vez, a agência de notícias Bloomberg já havia informado sobre as intenções da Arábia Saudita de vender ações da Aramco, dois anos depois que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman anunciou uma tentativa de licitação.

Apenas no mês passado, a empresa reportou uma queda de 38% dos seus ganhos trimestrais devido à redução dos preços e aos cortes na produção, mas o seu dividendo aumentou mais de metade.

 

Ø  OTAN ameaça entrar em colapso até 2025 devido a divergências sobre Ucrânia, diz mídia

 

A OTAN pode entrar em colapso até 2025 devido às crescentes contradições entre a posição do Partido Republicano dos EUA e os interesses da maioria dos países europeus sobre o conflito na Ucrânia, escreve Phillips Payson O’Brien, professor de estudos estratégicos, em um artigo na revista The Atlantic.

"Também pode entrar em colapso em 2025. A causa é a profunda diferença de opiniões entre a ala populista do Partido Republicano, que é liderada por Donald Trump, mas que agora claramente compõe a maioria do partido, e as preocupações de segurança de grande parte da Europa. O catalisador imediato do colapso seria a guerra na Ucrânia."

Segundo o autor, se o Partido Republicano vencer a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2024, a nova administração poderá cessar todo o apoio à Ucrânia.

"Isso dividiria a Aliança Atlântica e os países europeus não se prepararam para essa possibilidade", observa-se no artigo.

No caso de a posição pró-russa e anti-ucraniana no Partido Republicano se fortalecer, os países europeus terão que fazer a maior parte do trabalho para apoiar Kiev, acredita o observador.

Além disso, o autor afirma que os líderes dos países europeus precisam se preparar para uma realidade em que "a administração dos EUA desista da OTAN e se esforce para se aproximar" da Rússia.

Os EUA anunciaram anteriormente um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia no valor de US$ 200 milhões (R$ 978,60 bilhões). O Pentágono informou que o montante total de assistência militar dos EUA a Kiev durante o mandato de Joe Biden como presidente dos EUA ultrapassou US$ 43,7 bilhões (R$ 235,4 bilhões).

 

Ø  Ex-premiê de Itália: França pode ter causado catástrofe aérea de 1980 enquanto tentava matar Kadhafi

 

Giuliano Amato deu uma entrevista à mídia italiana na qual disse crer que o avião com 81 pessoas que caiu na costa do país em junho de 1980 foi abatido por militares franceses.

O motivo mais provável da queda fatal de um avião de passageiros em 1980 perto da ilha de Ustica, no Mediterrâneo, foram as ações da Força Aérea da França, que supostamente tentou atingir o então líder líbio Muammar Kadhafi, declarou o ex-premiê italiano.

Em 27 de junho de 1980, o voo 870 da Itavia, realizado por um avião de passageiros McDonnell Douglas DC-9, caiu no mar Tirreno, entre as ilhas de Ponza e Ustica, na costa oeste da Itália. Ele tinha partido de Bolonha para Palermo e a sua queda matou todas as 81 pessoas a bordo.

"A versão mais confiável é a responsabilidade da Força Aérea francesa, com a cumplicidade dos americanos e daqueles que participaram da guerra aérea em nosso céu, na noite do mesmo dia 27 de junho", disse Giuliano Amato ao jornal italiano la Repubblica em uma entrevista divulgada no sábado (2).

O plano era "simular exercícios da OTAN envolvendo muitas aeronaves", durante os quais um míssil teria sido disparado, como que por acidente, contra o avião líbio que transportava Kadhafi, que estava programado para voar na área naquele dia, disse Amato. No entanto, Kadhafi recebeu um aviso e não chegou a embarcar em seu MiG-29, enquanto o míssil supostamente destinado a ele acabou atingindo o avião da Itavia, disse o ex-alto responsável italiano.

Giorgia Meloni, atual primeira-ministra da Itália, pediu a Amato que revele, se houver, os materiais sobre os detalhes do acidente aéreo.

"Tendo em conta que os materiais relativos à tragédia do DC-9 não são confidenciais, e que as autoridades judiciais e as comissões parlamentares fizeram muito trabalho ao longo de décadas, peço a Amato que entenda se, além de suas conclusões, ele tem outros elementos que lhe permitam revisar as decisões do Judiciário e do Parlamento, e possivelmente disponibilizá-las, para que o governo possa tomar todas as medidas possíveis e consistentes", disse Meloni.

Amato admitiu na entrevista que não tem provas concretas, mas desafiou Emmanuel Macron, presidente da França, a confirmar ou refutar as alegações, a fim de "remover a vergonha que pesa sobre a França".

Em 2015, o Tribunal de Apelação de Palermo decidiu que a causa do acidente aéreo de 1980 foi um míssil que atingiu o DC-9, disparado por outra aeronave que cruzou sua rota. O tribunal descartou as versões de uma bomba colocada a bordo do avião de passageiros ou da autodestruição do avião.

 

Ø  Sarkozy diz que EUA foram contra submarino nuclear para Brasil: 'Não aceitam recusa de alinhamento'

 

Ex-líder francês conta que durante seu governo "transgredi as regras habituais e ignorei a oposição dos EUA", aceitando "ajudar o Brasil" a adquirir submarinos. Sobre a Ucrânia, Sarkozy acha que a França erra em entregar armas para Kiev e critica Zelensky que fica "dando lições de moral''.

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, acaba de publicar um terceiro livro de memórias intitulado "O Tempo de Combates", desta vez cobrindo os anos 2009 a 2011. De acordo com a coluna de Assis Moreira no jornal Valor Econômico, uma parte do livro é sobre os laços de Sarkozy com homólogos estrangeiros. Sobre o Brasil, Sarkozy exalta simpatia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O colunista relata que no livro, o ex-líder francês diz que, em relação ao presidente brasileiro, "tudo nos diferenciava, a língua, a orientação política, a história pessoal […] no entanto, nos entendemos instantaneamente. […] eu gostava de sua maneira de ver as pessoas e as situações. Ele foi mesmo um dos chefes de Estado por quem eu tenho mais simpatia".

Uma das partes mais interessantes do livro, é quando Sarkozy relata um churrasco que Lula tentou fazer para ele em setembro de 2009 em Brasília, mas que não deu certo, visto que aconteceu uma explosão.

"Lula, querendo fazer bem, tinha sem dúvida colocado carvão demais na churrasqueira. […] Estávamos sentados há apenas dez minutos quando ouvimos uma violenta explosão que nos assustou e fez aparecer uma quantidade respeitável de militares brasileiros armados que, visivelmente, podem ter pensado em um atentado."

Após alguns minutos, a causa da barulheira foi descoberta: a famosa churrasqueira tinha explodido com um ruído terrível de vidros quebrados que caíram sobre a carne destinada ao churrasco. O jeito foi se dirigirem para uma sala anexa para degustar uma moqueca acompanhada de feijão, conta o colunista.

Ainda sobre a visita, a prioridade de Sarkozy na relação que queria estabelecer com o Brasil na época de Lula focava a indústria de armamentos.

"Eu transgredi as regras habituais e ignorei a oposição dos Estados Unidos, aceitando ajudar os brasileiros a adquirir submarinos com propulsão nuclear", diz o ex-presidente observando que a cooperação nada tinha a ver com bomba atômica. Na cooperação com os franceses, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear deve ser concluído em 2029.

Sarkozy também relata que aproveitou para convencer Lula a comprar aviões de combate Rafale. O presidente brasileiro anunciou negociações para comprar 36 Rafale, o que não tardou "a provocar uma real tensão com os americanos que se bateram até o fim para fazer esse projeto fracassar". No entanto, o Brasil acabou por adquirir aviões de combate Gripen, da Suécia.

"Os americanos não aceitam bem a menor recusa de alinhamento sistemático, que é imediatamente percebida como uma traição", escreve acrescentando que "são os americanos, e somente eles, que fazem a chuva e o bom tempo" no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ainda no campo da defesa, mas agora em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, Sarkozy diz que a França errou ao entregar armas "a um dos beligerantes" e crítica aqueles que pedem apoio à Ucrânia "até o fim".

Ele escreve estar cansado de ouvir declarações cotidianas do presidente americano Joe Biden anunciando que novos bilhões de dólares serão destinados à compra de armas para os ucranianos, "como se a guerra fosse em si um objetivo''. Reclama também do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky "dando lições de moral'', por exemplo a empresas que negociam com a Rússia, conta Assis Moreira.

O ex-presidente francês também julga ilusório qualquer retorno de territórios ocupados pela Rússia, desde a Crimeia a Donbass. Nos dois casos, Sarkozy sugere realização de referendos.

Em geral, Sarkozy acredita que o mundo "está face a uma crise de civilização, a uma mudança completa de paradigma e que assistimos à um deslocamento do eixo de nosso planeta. [...] Nós, os europeus, éramos o centro do mundo. Não somos mais. A Ásia se tornou o eixo estratégico maior. Nós éramos dominantes. Estamos em vias de ser dominados [...]".

"Todo o Ocidente, ou seja, pelo essencial os Estados Unidos e a Europa, representa hoje um pouco mais de 800 milhões de habitantes. O que isso pesa face à Asia que conta 4,5 bilhões de habitantes? [...] E se amanhã o eixo do mundo deveria mudar mais uma vez, sua aposta é que isso beneficiará a África, que em menos de 30 anos terá 2,5 bilhões de habitantes comparado a 1,3 bilhão hoje. De todos os desafios do planeta, o desafio demográfico é sem dúvida o mais perigoso", complementou o ex-presidente francês.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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