sábado, 5 de julho de 2025

Rússia lança ataque intenso à Ucrânia após Putin rejeitar proposta de trégua de Trump

Uma nuvem de fumaça pairava sobre Kiev na manhã desta sexta-feira (04/07), após uma noite de intensos ataques russos que atingiram quase todos os distritos da capital da Ucrânia, de acordo com as autoridades do país.

As horas de escuridão foram mais uma vez marcadas pelo barulho de armas de defesa aérea, zumbidos de drones e grandes explosões. A Ucrânia disse que a Rússia disparou um número recorde de 550 drones e 11 mísseis durante a longa noite de bombardeio.

Os ataques aconteceram horas depois de um telefonema entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, após o qual Trump disse que estava "decepcionado" por Putin não estar pronto para acabar com a guerra contra a Ucrânia.

Uma mulher foi morta na Rússia após ataques de drones ucranianos, segundo autoridades.

O governador interino da região de Rostov, no sul da Rússia, disse que ela foi morta em um ataque a um vilarejo não muito longe da fronteira com a Ucrânia.

Os ataques aéreos da Rússia durante a noite bateram outro recorde, segundo a Força Aérea da Ucrânia, com 72 dos 550 drones penetrando as defesas aéreas — acima do recorde anterior de 537 lançados na noite do último sábado.

Os alertas de ataques aéreos soaram por mais de oito horas, à medida que várias ondas de ataques atingiam Kiev, o "principal alvo dos ataques", informou a Força Aérea no aplicativo de mensagens Telegram.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o que classificou como um dos ataques mais "demonstrativamente significativos e cínicos" da guerra, descrevendo uma "noite dura e sem dormir".

Observando que o ataque ocorreu logo após o telefonema entre Putin e Trump, Zelensky acrescentou em uma postagem no Telegram: "A Rússia mais uma vez demonstra que não pretende acabar com a guerra".

Ele pediu aos aliados internacionais — particularmente aos EUA — que aumentassem a pressão sobre Moscou e impusessem sanções mais severas.

Vídeos compartilhados nas redes sociais pelo serviço de emergência estatal da Ucrânia mostram bombeiros lutando para apagar incêndios em Kiev após o ataque em larga escala da Rússia durante a noite.

Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas nos ataques a Kiev, de acordo com as autoridades ucranianas. A infraestrutura ferroviária foi danificada, enquanto escolas, prédios e carros foram incendiados em toda a capital. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, disse que a embaixada polonesa também foi danificada.

Os ataques russos atingiram ainda as regiões de Sumy, Kharkiv e Chernihiv.

Os ataques desta sexta-feira foram os mais recentes em uma série de grandes ataques aéreos russos na Ucrânia que se intensificaram nas últimas semanas, à medida que as negociações de cessar-fogo estagnaram.

A guerra na Ucrânia está em andamento há mais de três anos, desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022.

Após sua conversa com Putin na quinta-feira (03/07), Trump disse que não havia sido feito "nenhum avanço" para acabar com o conflito.

"Estou muito decepcionado com a conversa que tive hoje com o presidente Putin, porque não acho que ele esteja pronto, e estou muito decepcionado", declarou o presidente americano.

"Só estou dizendo que não acho que ele esteja pensando em parar, e isso é uma pena."

O Kremlin reiterou que continuaria buscando eliminar "as causas fundamentais da guerra na Ucrânia". Putin tem tentado fazer a Ucrânia voltar à esfera de influência da Rússia, e disse na semana passada que "toda a Ucrânia é nossa".

Em resposta aos comentários de Trump nesta sexta-feira, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, disse à BBC que, enquanto não for possível garantir os objetivos da Rússia por meios político-diplomáticos, "continuaremos nossa Operação Militar Especial" — termo usado pela Rússia para a invasão.

Enquanto isso, Zelensky disse que esperava conversar com Trump na quinta-feira sobre o fornecimento de armas dos EUA, após a decisão de Washington de suspender algumas remessas de armas essenciais para a Ucrânia, incluindo aquelas usadas para defesa aérea.

Kiev alertou que a medida impediria sua capacidade de defender a Ucrânia contra a escalada de ataques aéreos e os avanços russos nas linhas de frente de combate.

Em conversa com jornalistas, Trump disse que "estamos dando armas" e "não" interrompemos completamente o fluxo de armas. Ele culpou o ex-presidente Joe Biden por "esvaziar todo o nosso país fornecendo armas, e precisamos garantir que temos o suficiente para nós mesmos".

<><> Ucrânia sofre pior noite de bombardeio em toda a guerra

Ucrânia viveu sua pior noite de bombardeio desde o início da guerra, tendo sido alvo de 11 mísseis e 539 drones disparados pela Rússia na virada desta quinta para sexta-feira (04/07) – um novo recorde em pouco mais de três anos de conflito, segundo a Força Aérea ucraniana.

A capital ucraniana, Kiev, foi o principal alvo dos ataques, que deixaram ao menos 23 feridos, danificaram a infraestrutura ferroviária e incendiaram prédios e automóveis pelas ruas. A embaixada da Polônia também registrou danos.

Vídeos nas redes sociais mostravam pessoas correndo em busca de abrigo dos bombardeios, bombeiros combatendo as chamas na escuridão e edifícios arrasados pelas explosões.

As Forças Armadas ucranianas afirmam ter abatido 270 dos 550 ataques aéreos, incluindo dois mísseis de cruzeiro. Outros 208 drones aparentemente tiveram a navegação desviada com sucesso. Em contrapartida, nove mísseis e 63 drones atingiram em cheio seus alvos, e destroços de drones interceptados caíram em pelo menos 33 localidades.

Seis dos dez distritos de Kiev registraram danos nos dois lados do rio Dnipro, que corta a metrópole. Destroços de drones – a maioria do tipo Shahed, de fabricação iraniana – provocaram um incêndio em uma instalação médica no distrito de Holosiivskyi, segundo o prefeito Vitali Klitschko.

Embora tanto a Rússia quanto a Ucrânia neguem visar civis em seus ataques, milhares já foram mortos em ataques do tipo desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022 – a maioria, ucranianos.

<><> EUA suspenderam envio de armas

O bombardeio ocorreu momentos depois de um telefonema entre o presidente americano, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Na ligação, Putin reafirmou que a "Rússia continuará a perseguir seus objetivos" na Ucrânia, a despeito dos apelos por um cessar-fogo. Já Trump declarou posteriormente a jornalistas que ele não acha que Putin vai deixar de guerrear.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, chamou o ataque russo de "cínico" e afirma que ele foi "praticamente simultâneo" ao início da ligação entre Trump e Putin. "Tudo isso é prova óbvia de que sem pressão em larga escala, a Rússia não mudará seu comportamento estúpido e destrutivo", disse.

Os bombardeios russos na Ucrânia têm se tornado cada vez mais agressivas nas últimas semanas, quebrando recorde atrás de recorde.

Mais cedo nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a suspensão do fornecimento de algumas armas cruciais para a defesa ucraniana, com Kiev alertando que a decisão comprometeria sua capacidade de repelir ataques aéreos e de frear o avanço de tropas russas. O assunto deve voltar a ser discutido entre Trump e Zelenski em telefonema nesta sexta-feira.

Trump afirmou na quinta-feira que seu governo estava "tentando ajudar" a Ucrânia, mas que o governo de seu antecessor, Joe Biden, teria desfalcado os estoques de armas americanas ao entregá-las a Kiev. "Demos tantas armas [...], estamos tentando ajudá-los [Ucrânia]", disse Trump. "Mas, sabe, Biden esvaziou nosso país dando armas a eles, e temos que garantir que temos [armas] o suficiente para nós mesmos", disse Trump.

¨      Ucrânia acusa Putin de humilhar Trump com ataque devastador em Kyiv

A Ucrânia acusou Vladimir Putin de "humilhar publicamente" Donald Trump depois que a Rússia lançou um ataque devastador com um número recorde de drones e mísseis balísticos em Kiev, horas depois de os dois líderes terem conversado por telefone.

Volodymyr Zelenskyy descreveu o ataque de sete horas como um "ato deliberado de terror" que "seguiu imediatamente o chamado entre Washington e Moscou". Foi um dos ataques mais severos de toda a guerra e uma "interpretação clara de como Moscou interpreta a diplomacia", acrescentou.

O ataque noturno, sustentado e coordenado, envolveu mais de 550 drones e mísseis balísticos russos – um recorde. Famílias em Kiev passaram a noite em estações de metrô, porões e estacionamentos subterrâneos.

Drones podiam ser ouvidos circulando os céus da capital ucraniana, um após o outro. Houve inúmeros estrondos e explosões, além do estrondo de tiros de metralhadora, enquanto as unidades de defesa aérea ucranianas tentavam abater os mísseis.

O ataque aéreo terminou às 9h, horário local, deixando uma espessa nuvem de fumaça preta e sufocante sobre a cidade. Os moradores foram aconselhados a manter as janelas fechadas devido aos incêndios. Segundo autoridades, uma pessoa morreu e pelo menos 23 ficaram feridas. Quatorze foram levadas ao hospital. As explosões danificaram prédios de apartamentos, carros e armazéns.

Também houve interrupções na rede ferroviária, normalmente confiável. Passageiros que chegaram à estação principal de Kiev na noite de quinta-feira tiveram que sair por túneis subterrâneos, com o saguão principal fechado e muitos serviços atrasados ​​na sexta-feira.

Após a conversa com Putin na quinta-feira, Trump disse que eles discutiram a guerra "em uma ligação bastante longa". Mas afirmou que não houve nenhum movimento em direção a um cessar-fogo, com Putin supostamente insistindo na capitulação da Ucrânia. "Não estou feliz com isso. Não, não fiz nenhum progresso com ele hoje", disse Trump.

O ataque de quinta-feira ocorreu depois que o Pentágono suspendeu, esta semana, a entrega de alguns carregamentos de armas para a Ucrânia, incluindo mísseis interceptadores de reposição usados ​​nos sistemas de defesa aérea Patriot. Os ucranianos afirmam que a decisão deixa suas cidades indefesas, encoraja a Rússia e facilita ataques mortais.

O governo ucraniano tem tido o cuidado de não criticar diretamente o presidente dos EUA. Mas quer que Washington e outros aliados, incluindo o Reino Unido e a UE, pressionem ainda mais Moscou para pôr fim à guerra e aos seus implacáveis ​​ataques aéreos contra civis.

“Deve haver consequências – não em breve, mas agora”, disse Zelenskyy. “Sanções reforçadas. Entrega imediata de sistemas de defesa aérea. Uma mudança da cautela para a clareza. O Kremlin está observando a reação do mundo. Outros também.”

Zelenskyy disse que esperava falar com Trump na sexta-feira sobre o fornecimento de armas dos EUA, em meio a baixas expectativas de uma mudança na política da Casa Branca.

Um alto funcionário ucraniano sugeriu que a aparente estratégia de Trump de apaziguar Putin não estava funcionando. Mykhailo Podolyak, assessor do chefe do gabinete de Zelensky, disse que qualquer ligação telefônica dos EUA com Putin "inevitavelmente resulta em bombardeios massivos e demonstrativos contra Kiev – com enorme destruição".

Putin tratou essas conversas como "uma oportunidade de humilhar publicamente a reputação do outro lado" e foi uma "maneira de demonstrar sua [de Putin] infinitude e disposição de matar de forma cada vez mais descarada", postou Podolyak nas redes sociais.

Com o estoque de mísseis antiaéreos se esgotando, a Ucrânia está usando cada vez mais drones de produção nacional para abater os drones Shahed que chegam. Mas o país está tendo dificuldades para lidar com a quantidade avassaladora de drones que inundam seus céus. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, 72 dos 550 drones e mísseis atingiram seus alvos no ataque de quinta-feira.

Na sexta-feira, voluntários e alunos varriam os destroços de sua escola, a de número 22, que foi danificada durante o ataque. Um drone russo interceptado pousou no pátio e pegou fogo, incendiando carros e estilhaçando janelas e sacadas. Um segundo drone atingiu um prédio de apartamentos próximo, na Avenida Vidradnyi, no sudoeste de Kiev.

“Foi uma noite terrível. É uma roleta. Você não sabe onde os drones vão pousar”, disse Yaroslava Savchenko, professora. Ela passou a noite abrigada no corredor de sua casa, segurando seu gato apavorado. “Contei os Shaheds [drones de fabricação iraniana]. Eram tantos que desisti e comecei a rezar. Por volta das 4 da manhã, houve um estrondo enorme. A poeira entrou no meu apartamento. De manhã, deixei pegadas como as do Papai Noel”, disse ela.

Outro morador, Artur Katroshenko, disse que Putin estava aterrorizando os ucranianos para que eles dissessem ao governo para "desistir". "A estratégia não vai funcionar. A Rússia não entende a nossa mentalidade. O nosso problema é como devemos viver no quarto ano de guerra. Não adianta reformar o apartamento ou comprar um carro novo se ele pode ser destruído a qualquer momento."

O ataque foi o mais recente de uma série de ataques aéreos russos contra Kiev que se intensificaram nas últimas semanas e incluíram alguns dos ataques mais mortais da guerra na cidade de 3 milhões de habitantes.

A Ucrânia disse que a Rússia atingiu a usina nuclear de Zaporizhzhia — que ela ocupa — causando o desligamento de energia pela primeira vez desde 2023. Geradores a diesel de emergência foram ligados, disse a Agência Internacional de Energia Atômica.

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, disse que o consulado polonês em Kiev foi danificado na manhã de sexta-feira. "Presidente Trump, Putin está zombando de seus esforços de paz. Por favor, restaure o fornecimento de munição antiaérea para a Ucrânia e imponha novas sanções severas ao agressor", publicou ele no X.

O ex-chefe da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse que o presidente russo "sente fraqueza – dos EUA e da Europa". Ele acrescentou: "Ele bombardeará civis até que a Ucrânia fique sem defesas antimísseis. Precisamos armar a Ucrânia até os dentes: para defender os civis, impedir o avanço de Putin e forçar negociações reais."

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que danos foram registrados em seis dos 10 distritos de Kiev em ambos os lados do Rio Dnipro, que corta a cidade, e destroços de drones que caíram incendiaram uma unidade médica no distrito de Holosiivskyi.

Klitschko disse que dois incêndios ocorreram no distrito de Sviatoshynskyi, no oeste do país, quando destroços de um drone caíram sobre um armazém, enquanto destroços de outro drone incendiaram carros no pátio de um prédio residencial de 16 andares.

Drones também provocaram dois incêndios em um telhado e em um pátio de prédios no distrito vizinho de Solomianskyi, e em um prédio residencial no distrito de Shevchenkivskyi, disse ele.

Enquanto isso, a Ucrânia lançou um ataque com drones contra a cidade de Sergiyev Posad, perto de Moscou, ferindo pelo menos uma pessoa. Explosões foram relatadas em pelo menos quatro locais, informou a chefe do distrito, Oksana Yerokhanova, na sexta-feira.

“Peço a todos que mantenham a calma, não se aproximem das janelas, não fotografem o trabalho da defesa aérea”, escreveu Yerokhanova em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram.

Outro ataque de drone na região de Rostov, no sul da Rússia, matou pelo menos uma pessoa, disse o governador em exercício da região, Yury Slyusar, no Telegram na sexta-feira.

¨      Rússia teria aumentado uso de armas químicas na Ucrânia

Rússia estaria usando cada vez mais armas químicas nos ataques à Ucrânia, afirmaram nesta sexta-feira (04/07) o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) e os Serviços de Informações e Segurança Militar (MIDV) e de Informações e Segurança Geral (AIVD) da Holanda. A substância empregada é a cloropicrina, que pode ser letal em altas concentrações em espaços fechados.

Segundo os serviços secretos, há evidências de quer os militares russos estão lançando com drones um asfixiante para expulsar os soldados ucranianos de suas trincheiras. "A conclusão mais importante é que podemos confirmar que a Rússia está intensificando o uso de armas químicas", afirmou o ministro da Defesa holandês, Ruben Brekelmans.

A cloropicrina foi usada pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, e ficou conhecida como Cruz Verde, porque os projéteis carregados com este tipo de agente eram marcados com uma cruz verde. É uma substância asfixiante, que pode causar dificuldade de respirar ou falta de ar, irritação grave na pele, nos olhos e no trato respiratório. Se ingerida, pode causar queimaduras na boca e no estômago, náuseas e vômito.

O BND destacou que a situação representa uma grave violação da Convenção sobre Armas Químicas, um tratado que entrou em vigor em 1997 e que proíbe o uso agentes pulmonares em todas as circunstâncias. Além da cloropicrina, foi identificado também o emprego de gás lacrimogêneo no conflito, também proibido.

Os serviços secretos afirmaram ainda que o uso de gás lacrimogêneo e cloropicrina por tropas russas se tornou uma prática padrão. As agências disseram também que a Rússia está investindo pesadamente em seu programa de armas químicas, com a contratação de novos cientistas e a expansão de projetos de pesquisa.

<><> Primeiros relatos de maio de 2024

Em maio do ano passado, os Estados Unidos e o Reino Unido acusaram pela primeira vez a Rússia de usar cloropicrina nos ataques. Moscou, porém, alegou que foi descoberto com o uso de explosivos um esconderijo ucraniano no leste do país da substância. A Ucrânia negou as alegações.

Em 2004, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) declarou as acusações feitas pelos dois países como "insuficientemente fundamentadas". O ministro do Exterior holandês, Caspar Veldkamp, afirmou que a Holanda vai abordar a questão na reunião da próxima semana da Opaq e disse que as conclusões dos serviços secretos serão compartilhadas nesse encontro. "É importante mostrar à comunidade internacional como a Rússia atua", afirmou. 

De acordo com Brekelmans, pelo menos três mortes na Ucrânia estão ligadas ao uso de armas químicas, enquanto mais de 2.500 soldados feridos no front relataram sintomas compatíveis com o uso desse tipo de armamento.

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirma que a Rússia já utilizou agentes químicos contra tropas ucranianas mais de 9 mil vezes.

A estação pública neerlandesa NOS noticiou que, de acordo com o Ministério da Defesa ucraniano, a substância foi utilizada em 9.000 ataques contra soldados ucranianos, nos quais o gás causou pelo menos três mortes.

 

Fonte: BBC News Mundo/DW Brasil/The Guardian

 

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