Rússia
lança ataque intenso à Ucrânia após Putin rejeitar proposta de trégua de Trump
Uma
nuvem de fumaça pairava sobre Kiev na manhã desta sexta-feira (04/07), após uma
noite de intensos ataques russos que atingiram quase todos os distritos da
capital da Ucrânia, de acordo com as
autoridades do país.
As
horas de escuridão foram mais uma vez marcadas pelo barulho de armas de defesa
aérea, zumbidos de drones e grandes explosões. A Ucrânia disse que a Rússia disparou um
número recorde de 550 drones e 11 mísseis durante a longa noite de bombardeio.
Os
ataques aconteceram horas depois de um telefonema entre o presidente dos
EUA, Donald Trump, e o presidente da
Rússia, Vladimir Putin, após o qual Trump
disse que estava "decepcionado" por Putin não estar pronto para
acabar com a guerra contra a Ucrânia.
Uma
mulher foi morta na Rússia após ataques de drones ucranianos, segundo
autoridades.
O
governador interino da região de Rostov, no sul da Rússia, disse que ela foi
morta em um ataque a um vilarejo não muito longe da fronteira com a Ucrânia.
Os
ataques aéreos da Rússia durante a noite bateram outro recorde, segundo a Força
Aérea da Ucrânia, com 72 dos 550 drones penetrando as defesas aéreas — acima do
recorde anterior de 537 lançados na noite do último sábado.
Os
alertas de ataques aéreos soaram por mais de oito horas, à medida que várias
ondas de ataques atingiam Kiev, o "principal alvo dos ataques",
informou a Força Aérea no aplicativo de mensagens Telegram.
O
presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o que classificou como um
dos ataques mais "demonstrativamente significativos e cínicos" da
guerra, descrevendo uma "noite dura e sem dormir".
Observando
que o ataque ocorreu logo após o telefonema entre Putin e Trump, Zelensky
acrescentou em uma postagem no Telegram: "A Rússia mais uma vez demonstra
que não pretende acabar com a guerra".
Ele
pediu aos aliados internacionais — particularmente aos EUA — que aumentassem a
pressão sobre Moscou e impusessem sanções mais severas.
Vídeos
compartilhados nas redes sociais pelo serviço de emergência estatal da Ucrânia
mostram bombeiros lutando para apagar incêndios em Kiev após o ataque em larga
escala da Rússia durante a noite.
Pelo
menos 23 pessoas ficaram feridas nos ataques a Kiev, de acordo com as
autoridades ucranianas. A infraestrutura ferroviária foi danificada, enquanto
escolas, prédios e carros foram incendiados em toda a capital. O ministro das
Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, disse que a embaixada
polonesa também foi danificada.
Os
ataques russos atingiram ainda as regiões de Sumy, Kharkiv e Chernihiv.
Os
ataques desta sexta-feira foram os mais recentes em uma série de grandes
ataques aéreos russos na Ucrânia que se intensificaram nas últimas semanas, à
medida que as negociações de cessar-fogo estagnaram.
A
guerra na Ucrânia está em andamento há mais de três anos, desde que a Rússia
lançou sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022.
Após
sua conversa com Putin na quinta-feira (03/07), Trump disse que não havia sido
feito "nenhum avanço" para acabar com o conflito.
"Estou
muito decepcionado com a conversa que tive hoje com o presidente Putin, porque
não acho que ele esteja pronto, e estou muito decepcionado", declarou o
presidente americano.
"Só
estou dizendo que não acho que ele esteja pensando em parar, e isso é uma
pena."
O
Kremlin reiterou que continuaria buscando eliminar "as causas fundamentais
da guerra na Ucrânia". Putin tem tentado fazer a Ucrânia voltar à esfera
de influência da Rússia, e disse na semana passada que "toda a Ucrânia é
nossa".
Em
resposta aos comentários de Trump nesta sexta-feira, o porta-voz de Putin,
Dmitry Peskov, disse à BBC que, enquanto não for possível garantir os objetivos
da Rússia por meios político-diplomáticos, "continuaremos nossa Operação
Militar Especial" — termo usado pela Rússia para a invasão.
Enquanto
isso, Zelensky disse que esperava conversar com Trump na quinta-feira sobre o
fornecimento de armas dos EUA, após a decisão de Washington de suspender
algumas remessas de armas essenciais para a Ucrânia, incluindo aquelas usadas
para defesa aérea.
Kiev
alertou que a medida impediria sua capacidade de defender a Ucrânia contra a
escalada de ataques aéreos e os avanços russos nas linhas de frente de combate.
Em
conversa com jornalistas, Trump disse que "estamos dando armas" e
"não" interrompemos completamente o fluxo de armas. Ele culpou o
ex-presidente Joe Biden por "esvaziar todo o nosso país fornecendo armas,
e precisamos garantir que temos o suficiente para nós mesmos".
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Ucrânia sofre pior noite de bombardeio em toda a guerra
A Ucrânia viveu sua pior noite de bombardeio
desde o início da guerra, tendo sido alvo de
11 mísseis e 539 drones disparados pela Rússia na virada desta quinta para
sexta-feira (04/07) – um novo recorde em pouco mais de três anos de conflito,
segundo a Força Aérea ucraniana.
A
capital ucraniana, Kiev, foi o principal alvo dos ataques, que deixaram ao
menos 23 feridos, danificaram a infraestrutura ferroviária e incendiaram
prédios e automóveis pelas ruas. A embaixada da Polônia também registrou danos.
Vídeos
nas redes sociais mostravam pessoas correndo em busca de abrigo dos
bombardeios, bombeiros combatendo as chamas na escuridão e edifícios arrasados
pelas explosões.
As
Forças Armadas ucranianas afirmam ter abatido 270 dos 550 ataques aéreos,
incluindo dois mísseis de cruzeiro. Outros 208 drones aparentemente tiveram a
navegação desviada com sucesso. Em contrapartida, nove mísseis e 63 drones
atingiram em cheio seus alvos, e destroços de drones interceptados caíram em
pelo menos 33 localidades.
Seis
dos dez distritos de Kiev registraram danos nos dois lados do rio Dnipro, que
corta a metrópole. Destroços de drones – a maioria do tipo Shahed, de fabricação iraniana – provocaram um
incêndio em uma instalação médica no distrito de Holosiivskyi, segundo o
prefeito Vitali Klitschko.
Embora
tanto a Rússia quanto a Ucrânia neguem visar civis em seus ataques, milhares já
foram mortos em ataques do tipo desde o início da invasão russa, em fevereiro
de 2022 – a maioria, ucranianos.
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EUA suspenderam envio de armas
O
bombardeio ocorreu momentos depois de um telefonema entre o presidente
americano, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Na ligação, Putin
reafirmou que a "Rússia continuará a perseguir seus objetivos" na
Ucrânia, a despeito dos apelos por um cessar-fogo. Já Trump declarou
posteriormente a jornalistas que ele não acha que Putin vai deixar de guerrear.
O
presidente ucraniano, Volodimir
Zelenski, chamou o ataque russo de "cínico" e afirma que
ele foi "praticamente simultâneo" ao início da ligação entre Trump e
Putin. "Tudo isso é prova óbvia de que sem pressão em larga escala, a
Rússia não mudará seu comportamento estúpido e destrutivo", disse.
Os
bombardeios russos na Ucrânia têm se tornado cada vez mais agressivas nas
últimas semanas, quebrando recorde atrás de recorde.
Mais
cedo nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a suspensão do fornecimento de algumas
armas cruciais para a defesa ucraniana, com Kiev alertando que a decisão
comprometeria sua capacidade de repelir ataques aéreos e de frear o avanço de
tropas russas. O assunto deve voltar a ser discutido entre Trump e Zelenski em
telefonema nesta sexta-feira.
Trump
afirmou na quinta-feira que seu governo estava "tentando ajudar" a
Ucrânia, mas que o governo de seu antecessor, Joe Biden, teria desfalcado os
estoques de armas americanas ao entregá-las a Kiev. "Demos tantas armas
[...], estamos tentando ajudá-los [Ucrânia]", disse Trump. "Mas,
sabe, Biden esvaziou nosso país dando armas a eles, e temos que garantir que
temos [armas] o suficiente para nós mesmos", disse Trump.
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Ucrânia acusa Putin de humilhar Trump com ataque
devastador em Kyiv
A
Ucrânia acusou Vladimir Putin de "humilhar publicamente"
Donald Trump depois que a Rússia lançou um ataque devastador com um número
recorde de drones e mísseis balísticos em Kiev, horas depois de os dois líderes
terem conversado por telefone.
Volodymyr
Zelenskyy descreveu o ataque de sete horas como um "ato deliberado de
terror" que "seguiu imediatamente o chamado entre Washington e
Moscou". Foi um dos ataques mais severos de toda a guerra e uma
"interpretação clara de como Moscou interpreta a diplomacia",
acrescentou.
O
ataque noturno, sustentado e coordenado, envolveu mais de 550 drones e mísseis
balísticos russos – um recorde. Famílias em Kiev passaram a noite em estações
de metrô, porões e estacionamentos subterrâneos.
Drones
podiam ser ouvidos circulando os céus da capital ucraniana, um após o outro.
Houve inúmeros estrondos e explosões, além do estrondo de tiros de
metralhadora, enquanto as unidades de defesa aérea ucranianas tentavam abater
os mísseis.
O
ataque aéreo terminou às 9h, horário local, deixando uma espessa nuvem de
fumaça preta e sufocante sobre a cidade. Os moradores foram aconselhados a
manter as janelas fechadas devido aos incêndios. Segundo autoridades, uma
pessoa morreu e pelo menos 23 ficaram feridas. Quatorze foram levadas ao
hospital. As explosões danificaram prédios de apartamentos, carros e armazéns.
Também
houve interrupções na rede ferroviária, normalmente confiável. Passageiros que
chegaram à estação principal de Kiev na noite de quinta-feira tiveram que sair
por túneis subterrâneos, com o saguão principal fechado e muitos serviços
atrasados na sexta-feira.
Após a
conversa com Putin na quinta-feira, Trump disse que eles discutiram a guerra
"em uma ligação bastante longa". Mas afirmou que não houve nenhum
movimento em direção a um cessar-fogo, com Putin supostamente insistindo na
capitulação da Ucrânia. "Não estou feliz com isso. Não, não fiz nenhum
progresso com ele hoje", disse Trump.
O
ataque de quinta-feira ocorreu depois que o Pentágono suspendeu, esta semana, a
entrega de alguns carregamentos de armas para a Ucrânia, incluindo mísseis
interceptadores de reposição usados nos sistemas de defesa aérea
Patriot. Os ucranianos afirmam que a decisão deixa suas cidades
indefesas, encoraja a Rússia e facilita ataques mortais.
O
governo ucraniano tem tido o cuidado de não criticar diretamente o presidente
dos EUA. Mas quer que Washington e outros aliados, incluindo o Reino Unido e a
UE, pressionem ainda mais Moscou para pôr fim à guerra e aos seus implacáveis ataques aéreos
contra civis.
“Deve
haver consequências – não em breve, mas agora”, disse Zelenskyy. “Sanções
reforçadas. Entrega imediata de sistemas de defesa aérea. Uma mudança da
cautela para a clareza. O Kremlin está observando a reação do mundo. Outros
também.”
Zelenskyy
disse que esperava falar com Trump na sexta-feira sobre o fornecimento de armas
dos EUA, em meio a baixas expectativas de uma mudança na política da Casa
Branca.
Um alto
funcionário ucraniano sugeriu que a aparente estratégia de Trump de apaziguar
Putin não estava funcionando. Mykhailo Podolyak, assessor do chefe do gabinete
de Zelensky, disse que qualquer ligação telefônica dos EUA com Putin
"inevitavelmente resulta em bombardeios massivos e demonstrativos contra
Kiev – com enorme destruição".
Putin
tratou essas conversas como "uma oportunidade de humilhar publicamente a
reputação do outro lado" e foi uma "maneira de demonstrar sua [de
Putin] infinitude e disposição de matar de forma cada vez mais descarada",
postou Podolyak nas redes sociais.
Com o
estoque de mísseis antiaéreos se esgotando, a Ucrânia está usando cada vez mais
drones de produção nacional para abater os drones Shahed que chegam. Mas o país
está tendo dificuldades para lidar com a quantidade avassaladora de drones que
inundam seus céus. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, 72 dos 550 drones e
mísseis atingiram seus alvos no ataque de quinta-feira.
Na
sexta-feira, voluntários e alunos varriam os destroços de sua escola, a de
número 22, que foi danificada durante o ataque. Um drone russo interceptado
pousou no pátio e pegou fogo, incendiando carros e estilhaçando janelas e
sacadas. Um segundo drone atingiu um prédio de apartamentos próximo, na Avenida
Vidradnyi, no sudoeste de Kiev.
“Foi
uma noite terrível. É uma roleta. Você não sabe onde os drones vão pousar”,
disse Yaroslava Savchenko, professora. Ela passou a noite abrigada no corredor
de sua casa, segurando seu gato apavorado. “Contei os Shaheds [drones de
fabricação iraniana]. Eram tantos que desisti e comecei a rezar. Por volta das
4 da manhã, houve um estrondo enorme. A poeira entrou no meu apartamento. De
manhã, deixei pegadas como as do Papai Noel”, disse ela.
Outro
morador, Artur Katroshenko, disse que Putin estava aterrorizando os ucranianos
para que eles dissessem ao governo para "desistir". "A
estratégia não vai funcionar. A Rússia não entende a nossa mentalidade. O nosso
problema é como devemos viver no quarto ano de guerra. Não adianta reformar o
apartamento ou comprar um carro novo se ele pode ser destruído a qualquer
momento."
O
ataque foi o mais recente de uma série de ataques aéreos russos contra Kiev que
se intensificaram nas últimas semanas e incluíram alguns dos ataques mais
mortais da guerra na cidade de 3 milhões de habitantes.
A
Ucrânia disse que a Rússia atingiu a usina nuclear de Zaporizhzhia — que ela
ocupa — causando o desligamento de energia pela primeira vez desde 2023.
Geradores a diesel de emergência foram ligados, disse a Agência Internacional
de Energia Atômica.
O
ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, disse que o
consulado polonês em Kiev foi danificado na manhã de sexta-feira.
"Presidente Trump, Putin está zombando de seus esforços de paz. Por favor,
restaure o fornecimento de munição antiaérea para a Ucrânia e imponha novas
sanções severas ao agressor", publicou ele no X.
O
ex-chefe da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse que o presidente russo
"sente fraqueza – dos EUA e da Europa". Ele acrescentou: "Ele
bombardeará civis até que a Ucrânia fique sem defesas antimísseis. Precisamos
armar a Ucrânia até os dentes: para defender os civis, impedir o avanço de
Putin e forçar negociações reais."
O
prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que danos foram registrados em seis
dos 10 distritos de Kiev em ambos os lados do Rio Dnipro, que corta a cidade, e
destroços de drones que caíram incendiaram uma unidade médica no distrito de
Holosiivskyi.
Klitschko
disse que dois incêndios ocorreram no distrito de Sviatoshynskyi, no oeste do
país, quando destroços de um drone caíram sobre um armazém, enquanto destroços
de outro drone incendiaram carros no pátio de um prédio residencial de 16
andares.
Drones
também provocaram dois incêndios em um telhado e em um pátio de prédios no
distrito vizinho de Solomianskyi, e em um prédio residencial no distrito de
Shevchenkivskyi, disse ele.
Enquanto
isso, a Ucrânia lançou um ataque com drones contra a cidade de Sergiyev Posad,
perto de Moscou, ferindo pelo menos uma pessoa. Explosões foram relatadas em
pelo menos quatro locais, informou a chefe do distrito, Oksana Yerokhanova, na
sexta-feira.
“Peço a
todos que mantenham a calma, não se aproximem das janelas, não fotografem o
trabalho da defesa aérea”, escreveu Yerokhanova em uma publicação no aplicativo
de mensagens Telegram.
Outro
ataque de drone na região de Rostov, no sul da Rússia, matou pelo menos uma
pessoa, disse o governador em exercício da região, Yury Slyusar, no Telegram na
sexta-feira.
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Rússia teria aumentado uso de armas químicas na Ucrânia
A Rússia estaria usando cada vez mais armas químicas nos ataques à Ucrânia, afirmaram nesta
sexta-feira (04/07) o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) e os Serviços de Informações e
Segurança Militar (MIDV) e de Informações e Segurança Geral (AIVD) da Holanda. A substância empregada é a cloropicrina,
que pode ser letal em altas concentrações em espaços fechados.
Segundo
os serviços secretos, há evidências de quer os militares russos estão lançando
com drones um asfixiante para expulsar
os soldados ucranianos de suas trincheiras. "A conclusão mais importante é
que podemos confirmar que a Rússia está intensificando o uso de armas
químicas", afirmou o ministro da Defesa holandês, Ruben Brekelmans.
A
cloropicrina foi usada pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, e ficou conhecida
como Cruz Verde, porque os projéteis carregados com este tipo de agente eram
marcados com uma cruz verde. É uma substância asfixiante, que pode causar
dificuldade de respirar ou falta de ar, irritação grave na pele, nos olhos e no
trato respiratório. Se ingerida, pode causar queimaduras na boca e no estômago,
náuseas e vômito.
O BND
destacou que a situação representa uma grave violação da Convenção sobre Armas
Químicas, um tratado que entrou em vigor em 1997 e que proíbe o uso agentes
pulmonares em todas as circunstâncias. Além da cloropicrina, foi identificado
também o emprego de gás lacrimogêneo no conflito, também proibido.
Os
serviços secretos afirmaram ainda que o uso de gás lacrimogêneo e cloropicrina
por tropas russas se tornou uma prática padrão. As agências disseram também que
a Rússia está investindo pesadamente em seu programa de armas químicas, com a
contratação de novos cientistas e a expansão de projetos de pesquisa.
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Primeiros relatos de maio de 2024
Em maio
do ano passado, os Estados Unidos e o Reino Unido acusaram pela primeira vez a
Rússia de usar cloropicrina nos ataques. Moscou, porém, alegou que foi
descoberto com o uso de explosivos um esconderijo ucraniano no leste do país da
substância. A Ucrânia negou as alegações.
Em
2004, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) declarou as
acusações feitas pelos dois países como "insuficientemente
fundamentadas". O ministro do Exterior holandês, Caspar Veldkamp, afirmou
que a Holanda vai abordar a questão na reunião da próxima semana da Opaq e
disse que as conclusões dos serviços secretos serão compartilhadas nesse
encontro. "É importante mostrar à comunidade internacional como a Rússia
atua", afirmou.
De
acordo com Brekelmans, pelo menos três mortes na Ucrânia estão ligadas ao uso
de armas químicas, enquanto mais de 2.500 soldados feridos no front relataram
sintomas compatíveis com o uso desse tipo de armamento.
O
Ministério da Defesa da Ucrânia afirma que a Rússia já utilizou agentes
químicos contra tropas ucranianas mais de 9 mil vezes.
A
estação pública neerlandesa NOS noticiou que, de acordo com o Ministério da
Defesa ucraniano, a substância foi utilizada em 9.000 ataques contra soldados
ucranianos, nos quais o gás causou pelo menos três mortes.
Fonte:
BBC News Mundo/DW Brasil/The Guardian

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