O
ataque ao PIX, à LGPD e ao Judiciário como estratégia de guerra híbrida
Trump
tem uma forma particular de articular política internacional. Em vez de
discursos oficiais, tratados ou interlocuções diplomáticas, prefere o atalho
das redes sociais. Sua plataforma favorita, a Truth Social, funciona como um
megafone sem mediação, um espaço em que ele lança provocações, recados cifrados
e ameaças econômicas que obrigam o aparato norte-americano que preside a correr
atrás. Ainda que seja evidente que Trump esteja contornando os ritos
institucionais para impor sua agenda e se esquivar de qualquer due diligence,
não questionamos neste artigo seus métodos e como eles contornam os processos
supostamente democráticos de seu próprio país, e sim, seus resultados.
Promovendo
o caos, e obrigando o mundo a responder no ritmo acelerado determinado pela
digitalização massiva, a novidade agora é o ataque ao PIX. Criado em 2020, o
método de transferência operado pelo Banco Central do Brasil se tornou o maior
método de pagamento no país em 2024. O PIX é um sistema de pagamentos
instantâneos que liquida transferências em até cerca de 10 segundos, 24h por
dia, inclusive finais de semana e feriados. Ele corta intermediários típicos de
pagamentos eletrônicos (bandeira, adquirente, processadora), o que reduz custos
já que para pessoas físicas, em regra, não há tarifa, e para empresas as taxas
tendem a ser menores. Graças a esses atributos, foram feitas cerca de 20
bilhões de transações e movimentados mais de R$ 11 trilhões entre 2020 e
2024.
Em
comparação com o antigo DOC, ou TED, o PIX representa um salto tecnológico e
institucional: enquanto os sistemas anteriores operavam apenas em horário
bancário, com taxas elevadas e prazos de compensação que podiam levar horas ou
até dias, o PIX realiza a transação em segundos, a qualquer momento,
configurando a lógica dos pagamentos e transferências no Brasil.
Já nos
Estados Unidos, o livre mercado custa caro ao consumidor e ao empreendedor. Os
sistemas de pagamento nos Estados Unidos são notoriamente fragmentados, caros e
lentos se comparados ao PIX. As transações via ACH, por exemplo, em geral só
são liquidadas dias depois. As famosas Wire Transfers são mais rápidas, ora,
podem levar apenas algumas horas, e, por serem tão velozes, custam ao bolso
americano cerca de US$ 25 a US$ 50 por operação. Os mais hegemônicos Venmo e
CashApp, por sua vez, operam sob condições que limitam sua escala: impõem taxas
em transferências instantâneas e comerciais, além de estabelecerem tetos
semanais de uso.
Não é
de surpreender que nos EUA, país em que livre-mercado não é sinônimo de
concorrência justa, estes sejam os paradigmas, e porque o PIX – e também os
Brics – incomodam tanto.
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Como os Brics movimentam dinheiro
Além do
PIX, os outros países Brics também são referência em circulação rápida e barata
de capital. Na Índia, o UPI (Unified Payments Interface) conecta contas
bancárias diretamente, sem intermediários, viabilizando pagamentos digitais
gratuitos entre pessoas e empresas, e já representa mais de 80% das transações
digitais do país. A Rússia desenvolveu o Mir, um sistema nacional de cartões
que substitui Visa e Mastercard no contexto das sanções, fortalecendo sua
autonomia financeira. Na China, o ecossistema é liderado por UnionPay e pelos
pagamentos via QR Code integrados aos superapps Alipay e WeChat Pay, usados por
mais de 1 bilhão de pessoas. Já na África do Sul, soluções como o EFT Instant e
os pagamentos por QR Code vêm se expandindo com apoio institucional, promovendo
inclusão financeira com baixa tarifa e liquidação rápida. Ainda que apenas o
PIX e o UPI indiano sejam os únicos em geral gratuitos para pessoas físicas, as
opções russas, chinesas e sul-africanas são significativamente mais baratas que
os sistemas norte-americanos.
Essa
convergência em torno de infraestruturas nacionais de pagamento também se
conecta com o fortalecimento institucional do Novo Banco de Desenvolvimento
(NDB), o chamado Banco dos Brics. Ainda que a agenda do NDB não proponha
diretamente uma moeda única, ele tem atuado na criação de alternativas reais à
intermediação em dólar, por meio da emissão de títulos em moedas locais, do
financiamento de projetos de infraestrutura estratégica e da construção de
mecanismos financeiros próprios. A articulação entre sistemas domésticos de
pagamento, como o PIX no Brasil e o UPI na Índia, e o avanço do NDB compõe um
mesmo movimento: o de viabilizar uma arquitetura financeira multipolar, na qual
os países do Sul Global possam transacionar, desenvolver e acumular valor com
menor exposição às pressões, sanções e volatilidades impostas pela hegemonia do
dólar.
Ainda
em fevereiro, discutimos sobre como A Escalada Tarifária Dos Eua Seria
Oportunidade Para Desdolarização E Uma Nova Ordem Multipolar Liderada Pelo
Brics, bem como, em abril, a importância da recondução de Dilma ao NDB no
cenário geopolítico. O argumento central era que as medidas protecionistas de
Trump pressurizariam blocos como o Brics+ a fortalecer suas instituições
financeiras e buscar alternativas ao dólar, reduzindo a vulnerabilidade às
sanções e à coerção econômica externa, e que, com Dilma à frente, o NDB
reforçou projetos em moeda local, ampliou seu campo de financiamento e avançou
em mecanismos que desafiam a centralidade do dólar.
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Meta-Trumpismo e o medo da concorrência justa e liberal
O
argumento de que o monopólio é o estágio avançado do capitalismo radical pode
até ser disputado, mas o fato é que os EUA não praticam livre mercado nem
dentro de casa: seu sistema é dominado por megacorporações e holdings que
sufocam a concorrência antes que ela ameace o topo. O que incomoda no PIX é
justamente ele funcionar.
Um
mercado perfeito num ambiente tecnológico depende de algumas condições:
atomicidade entre os agentes (nenhum suficientemente grande para manipular os
preços), homogeneidade dos produtos, fluidez nas trocas e transparência total
das informações. Tais condições, no entanto, não existem por geração
espontânea, elas precisam ser produzidas, socialmente, ou por mediação do
Estado. A despeito de se posicionar globalmente como o maior defensor do
neoliberalismo, do capitalismo, da livre concorrência e da desregulação, os
Estados Unidos operam internamente sob uma lógica concentracionista, em que
poucos conglomerados controlam a infraestrutura dos mercados digitais,
financeiros e comunicacionais. O discurso do livre mercado serve como narrativa
para impor regras aos outros, mas em casa o que vigora é a proteção de
monopólios.
Os
Brics decidiram jogar pelas regras dos EUA, mas com competência técnica,
coordenação política e infraestrutura própria e isso é insuportável para
Washington. O que está em disputa não é apenas o comércio ou a tecnologia, mas
a narrativa legitimadora de que os EUA são um país liberal. E o sonho da
América não é mais um sonho liberal: os EUA hoje são protecionistas, seletivos
e autoritários, protegem seus preciosos oligopólios, hoje ,parte das Forças
Armadas e da Casa Branca.
Dentre
eles, a Meta. O conglomerado que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp,
este último a plataforma mais utilizada pelos brasileiros, atua como um braço
informal da política externa digital norte-americana. Seu interesse no setor
financeiro não é novo, mas se intensificou após o sucesso do PIX, que passou a
representar uma ameaça concreta à expansão do WhatsApp Pay. Ao contrário do
sistema público, gratuito e universal do Banco Central brasileiro, o WhatsApp
Pay impõe limites, intermediações e tarifas: cobra 3,99% de lojistas, exige
cartões de crédito vinculados a bancos parceiros e mantém o controle da
infraestrutura sob servidores privados nos EUA. Trata-se de um modelo fechado,
opaco, onde o acesso é condicionado e a informação é capturada.
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Trump e o ataque ao PIX como elemento de Guerra Híbrida
Desde o
encerramento da Cúpula do Brics+ no Rio de Janeiro, os Estados Unidos têm
adotado uma postura hostil contra o Brasil. A despeito da presidência modesta,
Trump iniciou uma série de ameaças, tentando intervir na política brasileira.
Semana passada, criticou abertamente o processo judicial contra o ex-presidente
brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmando que o Brasil não respeita sua própria
democracia e ameaça tarifar em 50% todos os produtos brasileiros exportados aos
EUA. Essa medida pode ou não ser implementada – descobriremos no início do mês
que vem se Trump estava falando sério, ou blefando.
Desde a
carta, no entanto, a popularidade de Lula só tem aumentado. A reação brasileira
ao ultimato tarifário foi de sobriedade e defesa da soberania, reforçando a
imagem do país como articulador de uma multipolaridade prudente. Enquanto isso,
a ação norte-americana reforçou a popularidade do Brics+ dentro e fora do país,
evidenciando a importância de uma cooperação internacional capaz de proteger
seus membros de pressões externas.
No
entanto, a escalada das declarações de Trump indica que as tarifas são apenas
uma das frentes em jogo. Por isso o ataque ao PIX não pode ser interpretado de
forma isolada, ele se insere numa ofensiva mais ampla, articulada em diferentes
dimensões, que caracteriza o que chamamos de guerra híbrida. Esse tipo de
conflito é simultâneo em múltiplos domínios: monetário, digital, institucional,
jurídico e informacional. A guerra híbrida opera para desestabilizar o
adversário por dentro, minando sua confiança social, seus instrumentos
normativos e sua capacidade de coordenação soberana, e, agora, observamos
disputa em pelo menos três elementos: cognitivo, comercial e judicial.
Como um
país polarizado, é de se imaginar que Trump esperava que sua carta
desestabilizasse a coesão interna da governança brasileira através da resposta
da população. A ameaça da tarifação, por exemplo, a despeito de ter sido
apoiada por alguns parlamentares da extrema-direita, teve o efeito oposto na
população: cresceu o apoio ao atual governo federal e ganhou força o movimento
nas redes sociais com a mensagem “O Brasil é dos brasileiros”. No elemento da
cognição, Trump por enquanto está perdendo a batalha, a despeito de ser dono do
campo que são as plataformas de mídias sociais digitais.
A
batalha avança agora no elemento comercial com o ataque ao PIX. Trump disputa
agora a infraestrutura que garante eficiência, inclusão e soberania ao sistema
financeiro brasileiro. O sucesso do PIX, ao eliminar intermediários e reduzir
custos, representa uma afronta direta aos interesses das grandes corporações
norte-americanas que lucram com tarifas, dados e intermediações forçadas dentro
de seu país, ou por fora, com as sanções unilaterais.
O
terceiro flanco da guerra híbrida é institucional e jurídico. A tentativa de
interferência no processo judicial contra Jair Bolsonaro, sob o pretexto de
defender a democracia, revela o esforço norte-americano de deslegitimar o
sistema de Justiça brasileiro. O mesmo vale para o ataque à LGPD (Lei Geral de
Proteção de Dados), que estabelece regras para o tratamento de dados pessoais,
inclusive digitais, com o objetivo de proteger a privacidade e a liberdade de
pessoas físicas e jurídicas: no novo relatório do governo Trump, os EUA acusam
a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira de ser uma barreira ao livre
comércio digital.
A LGPD
garante ao cidadão e às empresas a titularidade dos seus dados, além do direito
de saber como eles são coletados, armazenados e utilizados. Para isso, a lei
impõe um conjunto de exigências, como o consentimento do titular, que tornam o
uso desses dados condicionado à transparência e à autorização prévia, e um dos
pontos mais relevantes trata da responsabilidade civil: se o uso dos dados
causar dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, o controlador ou
operador, seja pessoa física, empresa ou órgão público, é obrigado a reparar os
prejuízos.
A LGPD
ainda é o principal instrumento de Soberania Digital no Brasil. Qualquer
tentativa de enfraquecê-la ou desmontá-la significa, na prática, abrir as
portas para que dados sensíveis de cidadãos e empresas sejam explorados por
interesses estrangeiros. O argumento é que as regras brasileiras dificultam a
transferência internacional de dados; mas, na prática, elas atrapalham as
operações das Big Techs norte-americanas, em níveis comerciais e de cognição –
e é isso que importa à Trump.
O que
os EUA querem é liberar a coleta de dados dos brasileiros por empresas como
Meta e Google, sem precisar seguir as regras locais. Ao criticar a LGPD, Trump
tenta enfraquecer um marco legal que protege a soberania digital do Brasil,
articulando tanto a questão cognitiva quanto legal-institucional dentro do
panorama de guerra híbrida. Isso porque, se nossa lei estiver fragilizada no
campo da cognição – permitindo que as Big Techs coletem dados e disseminem
conteúdo sem responder legalmente por seus efeitos, como desinformação –, Trump
poderá ganhar onde tem perdido, a opinião pública.
A
defesa cognitiva no âmbito legislativo-institucional começa pela proteção dos
dados. No Brasil, esse princípio está diretamente ligado à Constituição, dentro
do capítulo que trata da Ordem Econômica. É por meio dela que o Estado se
afirma como agente normativo, fiscalizador e regulador, inclusive no mundo
digital.
E é por
isso que o ataque ao PIX, à LGPD e ao Judiciário devem ser lidos em conjunto,
como peças articuladas de uma ofensiva geopolítica. A verdade incômoda para os
EUA é que o Brasil entregou, com o PIX, aquilo que eles dizem defender e não
praticam: um mercado moderno, transparente, barato e acessível. O
Meta-Trumpismo não teme o autoritarismo, e sim, teme a concorrência. E quando
essa concorrência vem de países do Sul Global, que operam com soberania,
competência técnica e coordenação política, o medo se transforma em
hostilidade. É uma reação covarde de quem sempre defendeu o livre mercado, mas
nunca soube competir em condições verdadeiramente livres.
O que
Trump não suporta não é o Brasil fora de controle, é o Brasil no controle.
• Lula responde EUA e promete taxar big
techs americanas
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta quinta-feira
(17/07) seu homólogo americano, Donald Trump, pela decisão de impor barreiras
tarifárias a produtos brasileiros e abrir uma investigação comercial contra o
país.
O
petista reforçou o discurso de que o Brasil é soberano para lidar com seus
problemas e subiu o tom sobre a investigação comercial aberta pela Casa Branca
contra o Brasil. Em diferentes declarações, disse que Trump se considera
"imperador do mundo" e defendeu que não obedecerá ordens de um
"gringo".
Em
discurso durante o 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Goiânia,
Lula prometeu retaliar empresas americanas de tecnologia com novos impostos. As
gigantes do mercado digital foram citadas pelo Escritório do Representante
Comercial dos EUA como prejudicadas por "práticas desleais" do
Brasil.
"Ele
[Trump] disse: 'Eu não quero que as empresas americanas, empresas de
plataforma, sejam cobradas no Brasil'. Vou dizer uma coisa, o mundo tem que
saber que este País só é soberano porque o povo é soberano e tem orgulho deste
País. Eu queria dizer para vocês que a gente vai julgar e cobrar imposto das
empresas americanas digitais", afirmou.
No
mesmo discurso, Lula também disse não aceitar que as redes sociais sejam usadas
como ferramenta de agressão em nome da liberade de expressão.
A Casa
Branca reagiu e Trump publicou uma nova carta em defesa do ex-presidente Jair
Bolsonaro, pedindo o fim do julgamento que o aliado enfrenta no Supremo
Tribunal Federal.
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Empresas americanas prejudicadas?
A Casa
Branca acusa o Supremo Tribunal Federal de censurar atividades em redes
sociais, majoritariamente ligadas a big techs americanas, e afirma que o
governo brasileiro beneficia seu serviço de pagamento eletrônico em detrimento
das alternativas oferecidas por empresas americanas.
Como a
DW mostrou, ao ser lançado, o Pix abocanhou parcela considerável de um mercado
dominado por bandeiras de cartão de crédito ou débito, como a Mastercard e a
Visa, ambas sediadas nos EUA, e por sistemas de pagamento eletrônico como
Google Pay, Apple Pay e WhatsApp Pay, também americanos.
A
aplicação de impostos sobre serviços digitais costuma gerar polêmica em todo o
mundo quando países tratam da regulamentação destas plataformas. O Canadá, por
exemplo, recuou de impor taxas sobre gigantes de tecnologia justamente após
pressão dos EUA.
"Não
é um gringo que vai dar ordem a este presidente da República", completou
Lula.
O
governo brasileiro tenta retomar a discussão sobre a regulamentação e a taxação
das redes sociais no Congresso desde 2024 por meio do "PL das Fake
News", mas sofre resistência da oposição. O STF já decidiu pela
responsabilização civil das plataformas pelos conteúdos publicados.
Trump
não pode ser "imperador do mundo", diz Lula
Durante
o evento, Lula ainda afirmou que Trump seria preso se a invasão do Capitólio
por seus apoiadores, em 6 de janeiro de 2021, tivesse acontecido no Brasil. O
petista ainda acusou o americano de ser incapaz de negociar. "Eu tenho
certeza que o presidente americano jamais negociou 10% do que eu negociei na
minha vida, jamais. Se tem uma coisa que eu sei na vida é negociar",
afirmou.
Em
entrevista à CNN americana, também divulgada nesta quinta-feira, Lula
argumentou que Trump esquece que foi eleito para governar os Estados Unidos,
não para "ser o imperador do mundo". "Seria muito melhor
estabelecer uma negociação primeiro, e depois alcançar um acordo possível,
porque nós somos dois países que temos boas relações por 200 anos",
completou.
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Casa Branca reage e Trump defende Bolsonaro
Questionada
sobre as declarações de Lula, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt,
afirmou nesta quinta-feira (17/07) que Trump "certamente não está tentando
ser o imperador do mundo".
"Ele
é um presidente forte e também é o líder do mundo livre. Vimos uma grande
mudança em todo o planeta por causa da liderança firme do presidente",
rebateu.
A
escalada de tensões entre Trump e Lula teve início após o americano sair em
defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e indicar que aplicaria tarifas em
oposição ao julgamento enfrentado pelo aliado no STF.
Nesta
quinta-feira, Trump voltou a citar o processo enfrentado por Bolsonaro. O
ex-presidente é acusado de liderar a trama golpista que culminou na destruição
da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
"Eu
vi o terrível tratamento que você está recebendo nas mãos de um sistema injusto
voltado contra você. Este julgamento deve terminar imediatamente!",
afirmou Trump em carta endereçada a Bolsonaro.
A ação
penal contra o ex-presidente chegou na reta final nesta semana após a
Procuradoria-Geral da República pedir sua condenação.
Fonte: Isabela Rocha e Laura Ludovico, no Le
Monde/DW Brasil

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