Israel
é o maior produtor de antissemitismo na atualidade, diz pesquisador
Já está
em pré-venda o livro “A questão palestina: a nervura religiosa da catástrofe”,
de Pedro Lima Vasconcellos. Percorrendo os mais de 3 mil anos de história da
Palestina, o acadêmico demonstra que a luta do povo palestino, o genocídio e
limpeza étnica continuados (com seu ápice na atualidade, em Gaza) e a opressão
exercida pelo “estado” de “israel” só podem ser perfeitamente compreendidos a
partir de uma visão de longo alcance histórico.
“O
território palestino, desde milênios, vem sendo um palco de muitas disputas que
envolvem território, política, religiões convivendo, tensionando, interagindo,
opondo-se. É fundamental não ignorar esses elementos. O livro, portanto, é uma
apresentação desses elementos que, em geral, costumam ser colocados em segundo
plano, mas que jogam um papel muito importante na configuração dessa conjuntura
terrível que estamos presenciando em tempo real”, afirma Vasconcellos na
entrevista concedida ao site da Fepal e publicada abaixo.
Pedro
Lima Vasconcellos é licenciado em Filosofia, bacharel e mestre em Teologia,
mestre e livre-docente em Ciências da Religião, doutor em Antropologia e
pós-doutor em História. Foi presidente da Associação Brasileira de Pesquisa
Bíblica e é membro do Observatório de Religiões Comparadas da Universidade de
Sevilha (Espanha) e do Toro – Escola de Psicanálise. Também é professor
associado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de
Alagoas.
LEIA A
ENTREVISTA:
·
Qual o eixo central do livro?
O livro
procura mostrar como se configurou, do ponto de vista da longa história (uma
história de mais de 3 mil anos), o que hoje nós chamamos de “A Questão
Palestina”. Ela resulta de uma solução, definida desde o início do século XX,
culminando no final da Segunda Guerra Mundial, para a “Questão Judaica”, com a
qual se defrontavam figuras importantes, pensadores europeus do século XIX,
como, por exemplo, Karl Marx, que escreveu um texto intitulado “Sobre a Questão
Judaica”.
As
injunções políticas, os interesses do imperialismo britânico e depois
estadunidense conduziram, a partir do trauma representado pela revelação dos
crimes do holocausto nazista, a esta solução para a Questão Judaica:
transformar a Palestina num Estado judeu – ou, como dizia a infame Declaração
Balfour, do governo britânico em 1917, estabelecer na Palestina “um lar
nacional para o povo judeu”. E, assim resolvido ou encaminhado o problema
judeu, estabeleceu-se a “Questão Palestina”.
Mas eu
também procuro mostrar ao longo do livro que os elementos que constituem essa
questão não podem ser considerados apenas em função da conjuntura mais recente.
O território palestino, desde milênios, vem sendo um palco de muitas disputas
que envolvem território, política, religiões convivendo, tensionando,
interagindo, opondo-se. É fundamental não ignorar esses elementos. O livro,
portanto, é uma apresentação desses elementos que, em geral, costumam ser
colocados em segundo plano, mas que jogam um papel muito importante na
configuração dessa conjuntura terrível que estamos presenciando em tempo real –
o genocídio do povo palestino, particularmente em Gaza mas também na
Cisjordânia, executado pelo sionismo.
·
O que você acha da caracterização do conflito como sendo
motivado por questões religiosas?
Essa
questão tem um problema na sua origem. Estão em jogo muitas coisas: território,
convivência entre grupos culturais de tradições distintas, mas também um
conjunto de questões religiosas. Não é possível ignorar isso. E não é que essas
instâncias operem como se fossem camadas ou como se fossem gavetas separadas
umas das outras. Não, elas atravessam-se umas às outras. Considerando isso, não
é possível ignorar a centralidade decisiva que os componentes religiosos têm na
configuração da Questão Palestina. Afinal de contas, nós temos nesse território
o nascedouro de inúmeras expressões religiosas presentes no mundo inteiro,
incluindo as três mais conhecidas (o cristianismo, o judaísmo e o islã). Este
último, inclusive, se origina de um caldo de culturas que tem na Palestina um
lugar de destaque.
O
histórico religioso não ficou no passado, ele se mantém incisivo no presente.
Não à toa talvez o símbolo maior dessa presença do religioso em múltiplas
dimensões seja a existência de Jerusalém (al-Quds), a cidade sagrada, como uma
cidade com um histórico marcado por essas dinâmicas religiosas, entre conflitos
e interações. Esse histórico é tão impactante que, quando a ONU, em 1947,
decidiu por aquele projeto infame de partição do território palestino para a
constituição do que deveriam ser dois Estados – o sionista e o palestino – não
se sabia o que fazer com Jerusalém. Então, se decidiu por um estatuto
diferenciado para essa cidade. Ela deveria ser gerida por uma administração
internacional, coisa que os sionistas logo trataram de inviabilizar. Mas insisto:
não foi à toa que se entendeu que Jerusalém deveria ser pensada a partir de
outras categorias, justamente por ser um local ocupado por tantas religiões e a
sua importância para as crenças de judeus, cristãos e muçulmanos espalhados
pelo mundo inteiro.
Então,
não se trata de reduzir a questão à religião ou dizer que não se trata de uma
questão religiosa. Essa polarização é enganosa e ajuda pouco no esforço de
entender a complexidade do tema.
·
A Palestina já foi uma terra habitada somente pelos
judeus?
Não. O
termo “judeu” vem de Judeia, que, por sua vez, vem do nome Judá. Na sua origem,
a partir dos textos judaicos, a Tanakh, e que estão contidos na Bíblia cristã,
Judá é o nome de um patriarca, um dos filhos de Jacó. A ele é atribuída uma
área da antiga Palestina, na região mais ao sul, na parte montanhosa. Nem mesmo
a cidade de Jerusalém, a rigor, faria parte do território de Judá, a depender
das avaliações que pesquisas arqueológicas vêm fazendo. Em algum momento, essa
tribo teria se tornado um reino (o reino de Judá), que depois foi destruído e,
em um certo momento, esse nome ganha uma formulação grega (Judeia), de onde vem
o termo “judeu”. Daí vem o nome de uma religião que se configura tendo como
centro esse território e a cidade de Jerusalém, então já incorporada a ele.
Mas
durante todo o período da história narrada nos textos da Bíblia Israel era uma
coisa e Judá era outra. Israel era a nomenclatura para designar uma área
montanhosa na Palestina, mas ao norte. Durante um certo tempo existiram dois
reinos ora conflitantes, ora aliados: o reino de Israel e o reino de Judá. Eles
se encontravam basicamente nas regiões montanhosas da Palestina, não naquelas
próximas ao Mar Mediterrâneo. Parte delas, apenas durante certos períodos, foi
chamada eventualmente de Israel – em outros tempos configuraram um reino
conhecido por Judeia, governado a partir de Jerusalém. As nomenclaturas variam
de acordo com a conjuntura histórica, mas se pode dizer que nunca o território
palestino esteve habitado exclusivamente por judeus, em qualquer tempo da
história nele vivida.
Inclusive,
temos uma história quase apagada, nos estudos e também atualmente, de um grupo
de algumas centenas de pessoas que vivem atualmente na Cisjordânia, que é o
povo samaritano. Eles são retratados nas próprias escrituras judaicas. E esse
povo sobrevive até hoje e não se entende como judeus, mas sim como Israel.
A
Palestina, desde que esse nome foi invocado – há mais de 3 mil anos – é um
espaço que, embora pequena geograficamente, é extremamente rico em culturas,
tradições, religiões e nunca foi exclusivo dos judeus, sua população nunca se
identificou inteiramente como judia.
·
Ao longos dos milênios a Palestina era uma terra
multiétnica?
Sim, e
continua sendo, apesar de todo o horror que se estabeleceu no território
palestino com o início da aplicação do projeto sionista pelo imperialismo
britânico. Ela sempre foi e continua sendo multiétnica, multicultural e
multirreligiosa. E esse é um elemento absolutamente decisivo na constituição da
Questão Palestina.
Em
algum momento da história foi realizada uma política de Estado étnico, expulsão
em massa de um povo e dominação cultural como a que vemos ser aplicada pelo
atual “estado” de “israel”?
Há
textos na Tanakh, na escritura judaica, que dão a ideia de que, para a formação
de Israel, há 3.200 anos, teria sido desenvolvida uma política de extermínio
das populações até então residentes no território. Isso se lê particularmente
no Livro de Josué. Mas essa é apenas a impressão geral quando se lê o livro.
Quando se lê esse livro com cuidado, e quando se o compara com outros textos
que também constituem a Tanakh, se veem relatos muito diferentes. Eles dizem,
por exemplo, que as tribos de Israel se formaram convivendo com os povos que já
habitavam a região.
Trata-se,
obviamente, de olhares para o passado registrados por aqueles cronistas
responsáveis por tais textos que não coincidem nesse detalhe fundamental. Mas,
seguramente, na apropriação que o sionismo faz das tradições judaicas, do
sequestro que ele faz, há uma priorização absoluta da narrativa do Livro de
Josué, que – insisto, de maneira panorâmica – sugere que a formação de Israel
teria ocorrido às custas do extermínio das populações residentes no território.
Contudo, a Tanakh não é unânime em afirmar que essa política tenha sido
adotada; há narrações que sugerem outros processos pelos quais Israel emergiu
na Palestina.
·
E como você reage quando Benjamin Netanyahu invoca
passagens de escrituras sagradas para justificar suas ações contra os
palestinos?
Ele não
está inovando. Talvez ele seja apenas a expressão mais truculenta de um um
apelo a passagens das Escrituras judaicas na implantação de um projeto político
que, desde a sua matriz, é segregacionista e supremacista, com propósitos de
limpeza étnica e, em última instância, de genocídio, como estamos vendo em
Gaza.
É pouco
conhecido, mas o “fundador” do “estado” de “israel”, o primeiro
primeiro-ministro do “estado” sionista, David Ben Gurion, se apresentava como
um sionista secular, ou seja, não religioso. Eu costumo dizer que essa
expressão, sionista não religioso, é quase uma contradição em termos, porque o
próprio termo sionismo carrega uma referência religiosa inescapável. Porque
Sião era o nome de uma colina na cidade de Jerusalém à qual está associada a
construção do Templo de Jerusalém. Muitas vezes, nas escrituras judaicas Sião é
sinônimo do templo. E, por extensão, Sião acaba designando a cidade de
Jerusalém e, como consequência, o próprio território da Palestina que se
pretende converter em “israel”.
Mas Ben
Gurion costumava reunir em seu gabinete periodicamente, durante um bom tempo
enquanto era primeiro-ministro, figuras da política israelense para estudar a
Tanakh, em particular o Livro de Josué. Ben Gurion escreveu em alguns textos
que o patrono do exército de “israel” é Josué e que as campanhas militares de
“israel” se inspiravam nas campanhas de Josué. De sorte que não é novidade que
esse tipo de invocação seja feita hoje por Netanyahu e outras figuras
deletérias de seu gabinete.
Há
outros exemplos, como aquele do final da Guerra dos Seis Dias, quando o
“estado” sionista ocupa militarmente todo o território palestino, em que é
feita uma medalha comemorativa em referência aos 50 anos da Declaração Balfour,
com a efígie de Lorde Baufour de um lado e de outro uma oliveira com uma frase
extraída do Livro dos Gênesis (“Esta é a terra que eu lhe prometi como
herança”), que Deus teria dito a Abraão. No sionismo, essa frase é entendida
como uma determinação divina de que aquela terra, a da Palestina, deveria ser
ocupada única e exclusivamente pelos descendentes de Abraão – mas não todos,
apenas os que descenderiam de seu filho Isaque e seu neto Jacó.
Há
também a referência a Amaleque, que na tradição judaica designaria o inimigo
por excelência de Israel. Ora, as referências a Amaleque para designar o
inimigo palestino percorrem a existência do “estado” sionista. Não é uma
invenção de Netanyahu. Ele apenas dá continuidade à interpretação supremacista
e genocidária de textos da escritura judaica.
·
Há algum sentido em considerar as críticas e oposições ao
Estado de Israel como antissemitas?
Uma
coisa é semita/antissemita. Outra coisa é judaísmo/antijudaísmo. E outra é
sionismo/antissionismo. Muitas vezes, costuma-se confundir essas expressões,
transformando o povo judeu no único povo semita e, portanto, qualquer crítica
que se lance a esse povo é classificada como antissemitismo. E há que se
diferenciar o povo judeu do Estado judeu. Na quase totalidade das vezes, as
críticas que são qualificadas como antissemitas não são dirigidas ao povo
judeu, mas ao Estado judeu, que é o “estado” sionista. Então há que distinguir
judaísmo de sionismo. Há muitas correntes no judaísmo que são antissionistas.
Sobre o
antissemitismo, é preciso dizer em alto e bom som: as maiores expressões de
antissemitismo na contemporaneidade vêm sendo produzidas pelo “estado”
sionista, porque o povo palestino é um povo semita. O que são os semitas? De
acordo com a mitologia baseada nos textos judaicos e na Bíblia, semitas são os
povos que, vivendo na região do Sudoeste Asiático (mal chamado de Oriente
Médio), são descendentes de Sem – um dos filhos de Noé. Na geografia, durante
muito tempo, se pensava que a humanidade era dividida em três eixos: os camitas
na África, os jafetitas na Europa e os semitas na Ásia, dizendo de forma muito
genérica. Então, os povos semitas são os que vivem naquela região da Ásia.
Ora, os
judeus, oriundos da Palestina, são semitas. Acontece que os palestinos também o
são, assim como outros povos da região. Mas no século XIX, para combater as
hostilidades que estavam efetivamente sendo praticadas contra grupos judeus na
Europa, foi feita uma apropriação do termo semita em chave exclusivista, para
se designar apenas os contingentes judeus. Portanto, o antissemitismo na Europa
era a hostilidade contra os contingentes semitas que viviam na Europa – os
judeus. Mas os semitas não se reduzem ao povo judeu, eles são povos
tradicionalmente associados a esta figura tanákhica/bíblica, que é a figura de
Sem. O povo palestino, assim como os povos tradicionais da região, é
fundamentalmente semita. A língua hebraica é tão semita quanto a língua árabe,
de sorte que, insisto, as maiores e mais brutais manifestações de
antissemitismo nos dias atuais são aqueles perpetradas dia e noite pelo
“estado” genocida de “israel” contra a população palestina.
¨
Merz: ações de Israel em Gaza "não são mais
aceitáveis"
O
chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, fez críticas
a Israel em uma coletiva
de imprensa nesta sexta-feira (18/07), em Berlim, e afirmou que as ações do
governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza "não são
mais aceitáveis".
Ele
demandou um cessar-fogo imediato na guerra no território, que já deixou mais de
58 mil palestinos mortos.
Merz
também pediu mais assistência humanitária aos moradores de Gaza – algo que tem
sido prejudicado pela decisão de Israel de vetar os programas de ajuda
internacional que eram ativos em Gaza e permitir apenas a atuação da controversa Fundação Humanitária de
Gaza (GHF),
administrada pelos EUA e apoiada por Israel.
A forma
como a GHF distribuiu ajuda humanitária é apontada por críticos como uma armadilha mortal para os
moradores de Gaza que buscam desesperadamente por comida.
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"Agir corretamente" tanto com Israel como palestinos
Merz
disse que mantém contato regular com Netanyahu e que se ofereceu para aumentar
a ajuda alemã ao território palestino.
Ele observou
que seu governo "não apoia" a política de assentamentos de Israel, e
que expressou claramente essa posição em suas conversas com Netanyahu.
"Nossa
posição é clara. Estamos fazendo tudo o que podemos para agir corretamente com
ambos os lados [Israel e palestinos em Gaza]", disse Merz.
Também
nesta sexta-feira, a imprensa alemã noticiou que o Departamento Federal de
Migração e Refugiados (Bamf) voltou a acolher pedidos de refúgio protocolados
por cidadãos de Gaza, após suspender a análise em janeiro de 2024, argumentando
que a situação na região era "temporariamente incerta".
Merz
apontou que "o Estado de Israel deixaria de existir" se não se
defendesse. Ao mesmo tempo, "vemos o sofrimento do povo palestino e também
estamos tentando fazer tudo o que podemos para prestar assistência
humanitária".
A
classe política da Alemanha costuma argumentar que o país europeu tem uma responsabilidade histórica com o Estado de
Israel em função do Holocausto na Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, a
Alemanha vem sendo um dos mais firmes apoiadores de Israel durante a
guerra em Gaza, fornecendo apoio diplomático e militar significativo.
O
chanceler federal rejeitou apelos para a suspensão dos acordos
de associação da União Europeia (UE) com Israel. Também repeliu
qualquer equivalência entre a invasão da Ucrânia pela Rússia e a ação de
Israel em Gaza, argumentando que a Rússia lançou uma guerra de agressão,
enquanto Israel se defende do Hamas.
A
ofensiva de Israel em Gaza e outras partes do Oriente Médio teve
início após o país sofrer um ataque em 7 de outubro de 2023 liderado pelo Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel,
Estados Unidos, UE e outros. A ação provocou a morte de cerca de 1.200
pessoas, a maioria civis, e terminou com o sequestro de outras 250.
O
conflito deflagrado em Gaza desde então deixou mais de 58 mil mortos, a maioria
mulheres e crianças, de acordo com dados do Ministério da Saúde do território
palestino. A ONU considera os números amplamente confiáveis, e uma pesquisa
independente publicada na revista Nature no final de junho
afirmou que o Hamas, próximo de 84 mil.
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Integração de imigrantes
Em uma
aparente crítica à ex-chanceler federal Angela Merkel, Merz aludiu nesta
sexta-feira ao famoso mantra otimista "vamos conseguir", repetido por
ela para encorajar alemães a confiar na política do governo de acolhida a
refugiados : "Hoje, sabemos que, quando se trata disso [integração de
estrangeiros], claramente não conseguimos".
Merz
disse que é por esse motivo que seu governo busca fazer uma correção de rumo,
algo que já teria começado.
Embora
tenha alegado que a Alemanha não conseguiu integrar verdadeiramente os imigrantes
na sociedade, como Merkel havia prometido em 2015, Merz disse que continua
apoiando a imigração para o mercado de trabalho alemão.
Segundo
ele, a Alemanha tem sido um país favorável aos imigrantes há anos, mas
acrescentou: "Temos que controlar a imigração, temos que ser melhores no
controle".
Uma
maneira pela qual Merz e seu governo têm buscado controlar o influxo de
imigrantes é reforçando o controle de suas fronteiras nacionais — apesar de
isso ir contra o acordo do espaço Schengen.
Merz
disse que as medidas de controle de fronteiras da Alemanha são temporárias, e
agradeceu à vizinha Polônia por reforçar suas fronteiras externas e as da UE.
O
chanceler federal disse ainda que a Alemanha também está disposta a ajudar a
defender as fronteiras externas da UE, mas afirmou que, até que a UE encontre
uma solução duradoura, a Alemanha não terá outra escolha a não ser controlar
suas próprias fronteiras.
Fonte: Jornal GGN/DW
Brasil

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