Eduardo
Bolsonaro pode estar por trás de manipulação bilionária do dólar horas antes do
tarifaço de Trump
A
ofensiva internacional liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Supremo
Tribunal Federal (STF) pode estar por trás de um possível crime financeiro.
Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), há indícios de que a articulação
golpista promovida pelo deputado licenciado nos Estados Unidos junto ao governo
de Donald Trump possa estar relacionada a uma operação bilionária no mercado
cambial brasileiro às vésperas do anúncio de tarifas contra o Brasil.
Em
petição apresentada no sábado (19) ao Supremo, a AGU pede que seja investigada
uma possível utilização de informação privilegiada (insider trading) para
lucrar com a alta do dólar registrada pouco antes do anúncio tarifaço de Trump.
O pedido foi anexado ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro
em articulações para pressionar e coagir autoridades brasileiras, especialmente
ministros do STF.
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Operação bilionária
A
suspeita veio à tona a partir de denúncia feita por Spencer Hakimian, da
gestora norte-americana Tulu Capital, que identificou transações entre US$ 3
bilhões e US$ 4 bilhões em dólares realizadas cerca de duas horas antes do
anúncio das tarifas. Os dados, obtidos por meio do Terminal Bloomberg, indicam
que os dólares foram adquiridos por volta das 13h32 (horário da Costa Leste dos
EUA) e revendidos com lucro após a coletiva de Trump às 16h19, quando o real
despencou.
Com
alavancagem – recurso comum nesse tipo de operação –, os ganhos estimados podem
ter alcançado entre 25% e 50% em apenas três horas. A AGU considera que a
sequência de eventos, somada aos dados já presentes no inquérito, pode indicar
uma ação coordenada não apenas para sabotar a estabilidade institucional do
Brasil, mas também para obter vantagem financeira direta.
Para a
AGU, os elementos revelados pela imprensa “se inserem em contexto no qual os
fatos já em apuração estão além dos ilícitos penais já indicados, relacionados
à obstrução da Justiça, mas também com possíveis ganhos financeiros ilícitos”.
Segundo a petição, há uma ligação entre a tentativa de desestabilizar a
economia brasileira para pressionar o STF e a realização de movimentações
financeiras que geram lucro com este tipo de crise.
"A
AGU enfatiza que o inquérito, instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da
República para apurar a conduta delitiva do Deputado Federal licenciado,
Eduardo Nantes Bolsonaro, decorre do uso de instrumentos comerciais
internacionais como mecanismo de coação premeditada contra a Justiça
brasileira", diz o órgão.
O
documento lembra que o próprio STF já havia registrado, no inquérito, que as
tarifas impostas por Trump poderiam ter como objetivo “a criação de uma grave
crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder
Judiciário e impactar as relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados
Unidos da América”.
Além de
acionar o Supremo, a AGU também mobilizou a Procuradoria-Geral Federal – que
representa a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – para investigar os
responsáveis pelas operações. O objetivo é apurar se houve violação das regras
de mercado com uso indevido de informação sigilosa, o que pode gerar
responsabilizações criminais, civis e administrativas. O caso ainda foi
encaminhado à PGR, responsável por conduzir o inquérito contra Eduardo
Bolsonaro.
• Taxação de Trump sobre o Brasil rendeu
lucros exorbitantes em movimento de mercado suspeito
Um
grande movimento no mercado financeiro horas antes do anúncio de novas tarifas
dos EUA sobre produtos brasileiros levantou suspeitas.
Spencer
Hakimian, fundador da Tulu Capital, uma empresa de investimentos dos EUA,
denunciou com base em dados do Terminal da Bloomberg que alguém lucrou muito no
mercado de câmbio com as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil. A operação
teria rendido milhões de dólares em lucros em poucas horas.
A
operação lucrativa coincide com o horário da coletiva de Trump na Casa Branca
durante encontro com líderes africanos, quando o presidente dos EUA afirmou que
iria tarifar o Brasil.
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O que aconteceu?
Na
última quarta (9), às 13h32 (horário da Costa Leste), um investidor ou grupo de
investidores fez uma aposta massiva contra o real brasileiro (BRL), comprando
dólares (USD) em um volume anormal.
Pouco
menos de três horas depois, às 16h19, o governo dos EUA anunciou um aumento de
50% nas tarifas de importação para produtos siderúrgicos brasileiros — uma
medida que geralmente enfraquece a moeda do país afetado.
Assim
que a notícia foi divulgada, o real desvalorizou cerca de 2,5%, e quem que
havia feito a aposta horas antes saiu da operação com um lucro expressivo.
Como
esse tipo de negociação costuma ser feito com alavancagem (empréstimos que
multiplicam ganhos e perdas), o retorno real pode ter chegado a 25% a 50% em
menos de três horas, denuncia Hakimian.
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Manipulação de mercado
A
sequência de eventos sugere que alguém pode ter tido acesso antecipado à
decisão do governo dos EUA antes do anúncio oficial. Contudo, a coincidência
com o horário da coletiva em que Trump anunciou que iria tarifar o Brasil pode
revelar uma cartada que Trump já tinha jogado ao mundo em abril.
Na dia
9 daquele mês, o mercado acionário despencava uma semana de tarifas de Trump
contra todos os países do mundo. Então, Trump postou nas redes sociais:
"MANTENHAM A CALMA! Tudo vai se resolver" e "É A HORA PERFEITA
PARA COMPRAR!!!".
Horas
depois, ele suspendeu as tarifas para todos os países, exceto a China, fazendo
as ações dispararem mais de 10% na Bolsa de Valores de Nova York, em uma clara
manipulação do mercado financeiro.
Trump
dá o sinal, os investidores obedecem e lucram com uma manipulação de mercado.
• PT quer que BC identifique quem se
beneficiou antes de anúncio de tarifaço de Trump
O
Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, neste domingo (20), um pedido de
providências ao Banco Central (BC) solicitando a identificação de operadores
que podem ter lucrado com operações no mercado de câmbio a partir de
informações sigilosas sobre o anúncio do tarifaço imposto por Donald Trump,
presidente dos Estados Unidos contra o Brasil.
O foco
do pedido são as transações realizadas em 18 de julho de 2025 — data em que o
governo norte-americano anunciou a elevação para 50% das tarifas de importação
sobre produtos brasileiros.
"Segundo
reportagens veiculadas pela imprensa, houve intensa movimentação de compra e
venda de dólares nas horas que antecederam o anúncio oficial, com indícios de
que agentes econômicos teriam atuado com acesso antecipado à informação ainda
sigilosa", diz um trecho do documento.
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PT quer identificação dos responsáveis
No
pedido enviado ao BC, o PT solicita que a instituição utilize sua competência
fiscalizatória para identificar os responsáveis finais pelas operações cambiais
realizadas naquele dia, incluindo volumes transacionados, horários e
intermediadores financeiros envolvidos.
O
partido também requer que as informações apuradas sejam repassadas à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM), ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras
(COAF), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal
(STF).
A ação
menciona ainda a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) no âmbito do
Inquérito nº 4995/DF, que investiga uma suposta articulação de agentes
políticos brasileiros para utilizar mecanismos de pressão econômica
internacional contra o Supremo Tribunal Federal. De acordo com a AGU, há
indícios de que ações deliberadas possam ter provocado efeitos diretos no
mercado cambial brasileiro, o que reforça a necessidade de uma apuração
rigorosa.
O
objetivo do pedido é impedir que operadores privilegiados se beneficiem
financeiramente de um cenário de instabilidade cambial que, segundo o partido,
pode ter sido provocado como parte de uma estratégia de coação institucional e
ataque à democracia. O PT argumenta que a identificação dos envolvidos é
essencial para proteger o sistema financeiro e garantir a soberania nacional
diante do uso indevido de informações estratégicas.
Como
Eduardo Bolsonaro pode estar por trás de manipulação bilionária do dólar
A
ofensiva internacional liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Supremo
Tribunal Federal (STF) pode estar por trás de um possível crime financeiro.
Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), há indícios de que a articulação
golpista promovida pelo deputado licenciado nos Estados Unidos junto ao governo
de Donald Trump possa estar relacionada a uma operação bilionária no mercado
cambial brasileiro às vésperas do anúncio de tarifas contra o Brasil.
Em
petição apresentada no sábado (19) ao Supremo, a AGU pede que seja investigada
uma possível utilização de informação privilegiada (insider trading) para
lucrar com a alta do dólar registrada pouco antes do anúncio tarifaço de Trump.
O pedido foi anexado ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro
em articulações para pressionar e coagir autoridades brasileiras, especialmente
ministros do STF.
• AGU pede que STF investigue possível uso
de informação privilegiada no mercado de câmbio após tarifaço
A
Advocacia-Geral da União (AGU) acionou neste sábado (19) o Supremo Tribunal
Federal (STF) para solicitar a abertura de investigação sobre um possível uso
indevido de informações privilegiadas no mercado cambial brasileiro, em
decorrência do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump. A informação foi publicada pelo portal Valor Econômico, com base em
reportagem veiculada pelo Jornal Nacional na última sexta-feira (18).
O caso
está sendo tratado dentro do inquérito 4995/DF, que já apura suspeitas contra o
deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). De acordo com o Jornal
Nacional, transações atípicas no mercado de câmbio, com volumes expressivos,
ocorreram no dia 9 de julho, ou seja, antes da divulgação oficial das novas
tarifas por parte da presidência dos Estados Unidos. O tarifaço anunciado por
Trump prevê taxação de 50% sobre produtos de diversos países, incluindo o
Brasil, a partir de 1º de agosto.
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Possível insider trading entra na mira da Justiça
A AGU
argumentou que a matéria jornalística aponta para uma “possível utilização de
informações privilegiadas (‘insider trading’) por pessoas físicas ou jurídicas,
supostamente com acesso prévio e indevido a decisões ou dados econômicos de
alto impacto”. Segundo o órgão, as operações financeiras teriam ocorrido antes
da comunicação oficial da medida, levantando suspeitas de práticas ilegais com
potencial de beneficiar determinados agentes econômicos.
No
pedido encaminhado ao STF, a AGU destacou que os fatos relatados “se inserem em
contexto no qual os fatos já em apuração neste inquérito estão além dos
ilícitos penais já indicados na Pet 14.129 pela Procuradoria-Geral da
República, relacionados à obstrução da Justiça, mas também com possíveis ganhos
financeiros ilícitos, mediante os mesmos fatos que buscaram impor embaraço à
aplicação da lei penal”.
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CVM também será acionada para investigação
A
Advocacia-Geral da União também solicitou providências à Procuradoria-Geral
Federal, responsável pela representação judicial da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM). O objetivo é que o órgão adote as medidas cabíveis no âmbito
de suas atribuições, incluindo eventual articulação com outras autoridades
nacionais para aprofundar as investigações.
“O uso
ilícito de informação privilegiada enseja responsabilidade civil e
administrativa, inclusive por prejuízos ao mercado e a investidores”, ressaltou
a AGU no documento encaminhado ao STF.
O caso
ganha especial relevância pelo envolvimento do mercado financeiro em contexto
de decisões de impacto geopolítico, vinculadas ao tarifaço do presidente Donald
Trump, o que amplia o potencial de danos ao país. Até o momento, nem a defesa
do deputado Eduardo Bolsonaro nem representantes do mercado financeiro se
pronunciaram publicamente sobre as novas investigações.
• "Queremos saber quem lucrou",
diz Lindbergh ao acionar BC por operações de câmbio antes de tarifaço dos EUA
O
deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Banco Central, neste domingo
(20), que investigue quem operou no mercado de câmbio horas antes do anúncio do
governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, de tarifas de 50% sobre
produtos brasileiros. A informação foi divulgada pelo parlamentar em publicação
na rede X.
Segundo
Lindbergh, há indícios de que agentes econômicos atuaram com acesso antecipado
a uma informação sigilosa, o que pode configurar uso indevido de informação
relevante não divulgada — uma infração cambial e financeira. “Queremos saber
quem lucrou com essa informação privilegiada”, escreveu o deputado.
O
pedido solicita que o Banco Central identifique os comitentes finais das
transações, horários, volumes e intermediadores envolvidos, e encaminhe os
dados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao COAF, ao Ministério Público
Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A
petição cita ainda manifestação da Advocacia-Geral da União no Inquérito
4995/DF, que investiga uma possível tentativa de coação institucional por meio
de ações econômicas externas articuladas por agentes políticos brasileiros. “A
iniciativa busca proteger a integridade do sistema financeiro, assegurar a
soberania nacional e impedir que operadores privilegiados lucrem com o colapso
cambial orquestrado como parte de estratégias antidemocráticas”, afirmou o
parlamentar.
Até o
momento, o Banco Central não respondeu ao pedido.
Fonte:
Fórum/Brasil 247

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