terça-feira, 22 de julho de 2025

Eduardo Bolsonaro pode estar por trás de manipulação bilionária do dólar horas antes do tarifaço de Trump

A ofensiva internacional liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Supremo Tribunal Federal (STF) pode estar por trás de um possível crime financeiro. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), há indícios de que a articulação golpista promovida pelo deputado licenciado nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump possa estar relacionada a uma operação bilionária no mercado cambial brasileiro às vésperas do anúncio de tarifas contra o Brasil.

Em petição apresentada no sábado (19) ao Supremo, a AGU pede que seja investigada uma possível utilização de informação privilegiada (insider trading) para lucrar com a alta do dólar registrada pouco antes do anúncio tarifaço de Trump. O pedido foi anexado ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro em articulações para pressionar e coagir autoridades brasileiras, especialmente ministros do STF.

<><> Operação bilionária

A suspeita veio à tona a partir de denúncia feita por Spencer Hakimian, da gestora norte-americana Tulu Capital, que identificou transações entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões em dólares realizadas cerca de duas horas antes do anúncio das tarifas. Os dados, obtidos por meio do Terminal Bloomberg, indicam que os dólares foram adquiridos por volta das 13h32 (horário da Costa Leste dos EUA) e revendidos com lucro após a coletiva de Trump às 16h19, quando o real despencou.

Com alavancagem – recurso comum nesse tipo de operação –, os ganhos estimados podem ter alcançado entre 25% e 50% em apenas três horas. A AGU considera que a sequência de eventos, somada aos dados já presentes no inquérito, pode indicar uma ação coordenada não apenas para sabotar a estabilidade institucional do Brasil, mas também para obter vantagem financeira direta.

Para a AGU, os elementos revelados pela imprensa “se inserem em contexto no qual os fatos já em apuração estão além dos ilícitos penais já indicados, relacionados à obstrução da Justiça, mas também com possíveis ganhos financeiros ilícitos”. Segundo a petição, há uma ligação entre a tentativa de desestabilizar a economia brasileira para pressionar o STF e a realização de movimentações financeiras que geram lucro com este tipo de crise.

"A AGU enfatiza que o inquérito, instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar a conduta delitiva do Deputado Federal licenciado, Eduardo Nantes Bolsonaro, decorre do uso de instrumentos comerciais internacionais como mecanismo de coação premeditada contra a Justiça brasileira", diz o órgão.

O documento lembra que o próprio STF já havia registrado, no inquérito, que as tarifas impostas por Trump poderiam ter como objetivo “a criação de uma grave crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder Judiciário e impactar as relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos da América”.

Além de acionar o Supremo, a AGU também mobilizou a Procuradoria-Geral Federal – que representa a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – para investigar os responsáveis pelas operações. O objetivo é apurar se houve violação das regras de mercado com uso indevido de informação sigilosa, o que pode gerar responsabilizações criminais, civis e administrativas. O caso ainda foi encaminhado à PGR, responsável por conduzir o inquérito contra Eduardo Bolsonaro.

•        Taxação de Trump sobre o Brasil rendeu lucros exorbitantes em movimento de mercado suspeito

Um grande movimento no mercado financeiro horas antes do anúncio de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros levantou suspeitas.

Spencer Hakimian, fundador da Tulu Capital, uma empresa de investimentos dos EUA, denunciou com base em dados do Terminal da Bloomberg que alguém lucrou muito no mercado de câmbio com as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil. A operação teria rendido milhões de dólares em lucros em poucas horas.

A operação lucrativa coincide com o horário da coletiva de Trump na Casa Branca durante encontro com líderes africanos, quando o presidente dos EUA afirmou que iria tarifar o Brasil.

<><> O que aconteceu?

Na última quarta (9), às 13h32 (horário da Costa Leste), um investidor ou grupo de investidores fez uma aposta massiva contra o real brasileiro (BRL), comprando dólares (USD) em um volume anormal.

Pouco menos de três horas depois, às 16h19, o governo dos EUA anunciou um aumento de 50% nas tarifas de importação para produtos siderúrgicos brasileiros — uma medida que geralmente enfraquece a moeda do país afetado.

Assim que a notícia foi divulgada, o real desvalorizou cerca de 2,5%, e quem que havia feito a aposta horas antes saiu da operação com um lucro expressivo.

Como esse tipo de negociação costuma ser feito com alavancagem (empréstimos que multiplicam ganhos e perdas), o retorno real pode ter chegado a 25% a 50% em menos de três horas, denuncia Hakimian.

<><> Manipulação de mercado

A sequência de eventos sugere que alguém pode ter tido acesso antecipado à decisão do governo dos EUA antes do anúncio oficial. Contudo, a coincidência com o horário da coletiva em que Trump anunciou que iria tarifar o Brasil pode revelar uma cartada que Trump já tinha jogado ao mundo em abril.

Na dia 9 daquele mês, o mercado acionário despencava uma semana de tarifas de Trump contra todos os países do mundo. Então, Trump postou nas redes sociais: "MANTENHAM A CALMA! Tudo vai se resolver" e "É A HORA PERFEITA PARA COMPRAR!!!".

Horas depois, ele suspendeu as tarifas para todos os países, exceto a China, fazendo as ações dispararem mais de 10% na Bolsa de Valores de Nova York, em uma clara manipulação do mercado financeiro.

Trump dá o sinal, os investidores obedecem e lucram com uma manipulação de mercado.

•        PT quer que BC identifique quem se beneficiou antes de anúncio de tarifaço de Trump

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, neste domingo (20), um pedido de providências ao Banco Central (BC) solicitando a identificação de operadores que podem ter lucrado com operações no mercado de câmbio a partir de informações sigilosas sobre o anúncio do tarifaço imposto por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos contra o Brasil.

O foco do pedido são as transações realizadas em 18 de julho de 2025 — data em que o governo norte-americano anunciou a elevação para 50% das tarifas de importação sobre produtos brasileiros.

"Segundo reportagens veiculadas pela imprensa, houve intensa movimentação de compra e venda de dólares nas horas que antecederam o anúncio oficial, com indícios de que agentes econômicos teriam atuado com acesso antecipado à informação ainda sigilosa", diz um trecho do documento.

<><> PT quer identificação dos responsáveis

No pedido enviado ao BC, o PT solicita que a instituição utilize sua competência fiscalizatória para identificar os responsáveis finais pelas operações cambiais realizadas naquele dia, incluindo volumes transacionados, horários e intermediadores financeiros envolvidos.

O partido também requer que as informações apuradas sejam repassadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação menciona ainda a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) no âmbito do Inquérito nº 4995/DF, que investiga uma suposta articulação de agentes políticos brasileiros para utilizar mecanismos de pressão econômica internacional contra o Supremo Tribunal Federal. De acordo com a AGU, há indícios de que ações deliberadas possam ter provocado efeitos diretos no mercado cambial brasileiro, o que reforça a necessidade de uma apuração rigorosa.

O objetivo do pedido é impedir que operadores privilegiados se beneficiem financeiramente de um cenário de instabilidade cambial que, segundo o partido, pode ter sido provocado como parte de uma estratégia de coação institucional e ataque à democracia. O PT argumenta que a identificação dos envolvidos é essencial para proteger o sistema financeiro e garantir a soberania nacional diante do uso indevido de informações estratégicas.

Como Eduardo Bolsonaro pode estar por trás de manipulação bilionária do dólar

A ofensiva internacional liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Supremo Tribunal Federal (STF) pode estar por trás de um possível crime financeiro. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), há indícios de que a articulação golpista promovida pelo deputado licenciado nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump possa estar relacionada a uma operação bilionária no mercado cambial brasileiro às vésperas do anúncio de tarifas contra o Brasil.

Em petição apresentada no sábado (19) ao Supremo, a AGU pede que seja investigada uma possível utilização de informação privilegiada (insider trading) para lucrar com a alta do dólar registrada pouco antes do anúncio tarifaço de Trump. O pedido foi anexado ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro em articulações para pressionar e coagir autoridades brasileiras, especialmente ministros do STF.

•        AGU pede que STF investigue possível uso de informação privilegiada no mercado de câmbio após tarifaço

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou neste sábado (19) o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a abertura de investigação sobre um possível uso indevido de informações privilegiadas no mercado cambial brasileiro, em decorrência do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi publicada pelo portal Valor Econômico, com base em reportagem veiculada pelo Jornal Nacional na última sexta-feira (18).

O caso está sendo tratado dentro do inquérito 4995/DF, que já apura suspeitas contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). De acordo com o Jornal Nacional, transações atípicas no mercado de câmbio, com volumes expressivos, ocorreram no dia 9 de julho, ou seja, antes da divulgação oficial das novas tarifas por parte da presidência dos Estados Unidos. O tarifaço anunciado por Trump prevê taxação de 50% sobre produtos de diversos países, incluindo o Brasil, a partir de 1º de agosto.

<><> Possível insider trading entra na mira da Justiça

A AGU argumentou que a matéria jornalística aponta para uma “possível utilização de informações privilegiadas (‘insider trading’) por pessoas físicas ou jurídicas, supostamente com acesso prévio e indevido a decisões ou dados econômicos de alto impacto”. Segundo o órgão, as operações financeiras teriam ocorrido antes da comunicação oficial da medida, levantando suspeitas de práticas ilegais com potencial de beneficiar determinados agentes econômicos.

No pedido encaminhado ao STF, a AGU destacou que os fatos relatados “se inserem em contexto no qual os fatos já em apuração neste inquérito estão além dos ilícitos penais já indicados na Pet 14.129 pela Procuradoria-Geral da República, relacionados à obstrução da Justiça, mas também com possíveis ganhos financeiros ilícitos, mediante os mesmos fatos que buscaram impor embaraço à aplicação da lei penal”.

<><> CVM também será acionada para investigação

A Advocacia-Geral da União também solicitou providências à Procuradoria-Geral Federal, responsável pela representação judicial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O objetivo é que o órgão adote as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições, incluindo eventual articulação com outras autoridades nacionais para aprofundar as investigações.

“O uso ilícito de informação privilegiada enseja responsabilidade civil e administrativa, inclusive por prejuízos ao mercado e a investidores”, ressaltou a AGU no documento encaminhado ao STF.

O caso ganha especial relevância pelo envolvimento do mercado financeiro em contexto de decisões de impacto geopolítico, vinculadas ao tarifaço do presidente Donald Trump, o que amplia o potencial de danos ao país. Até o momento, nem a defesa do deputado Eduardo Bolsonaro nem representantes do mercado financeiro se pronunciaram publicamente sobre as novas investigações.

•        "Queremos saber quem lucrou", diz Lindbergh ao acionar BC por operações de câmbio antes de tarifaço dos EUA

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Banco Central, neste domingo (20), que investigue quem operou no mercado de câmbio horas antes do anúncio do governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pelo parlamentar em publicação na rede X.

Segundo Lindbergh, há indícios de que agentes econômicos atuaram com acesso antecipado a uma informação sigilosa, o que pode configurar uso indevido de informação relevante não divulgada — uma infração cambial e financeira. “Queremos saber quem lucrou com essa informação privilegiada”, escreveu o deputado.

O pedido solicita que o Banco Central identifique os comitentes finais das transações, horários, volumes e intermediadores envolvidos, e encaminhe os dados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao COAF, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A petição cita ainda manifestação da Advocacia-Geral da União no Inquérito 4995/DF, que investiga uma possível tentativa de coação institucional por meio de ações econômicas externas articuladas por agentes políticos brasileiros. “A iniciativa busca proteger a integridade do sistema financeiro, assegurar a soberania nacional e impedir que operadores privilegiados lucrem com o colapso cambial orquestrado como parte de estratégias antidemocráticas”, afirmou o parlamentar.

Até o momento, o Banco Central não respondeu ao pedido.

 

Fonte: Fórum/Brasil 247

 

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