Lula
tem mais aprovação que Bolsonaro no mesmo período de governo, diz Datafolha
Pesquisa
Datafolha divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 28% dos brasileiros
avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ótimo ou bom
após dois anos e seis meses de mandato. O índice de reprovação é de 40%,
enquanto 31% consideram o governo regular. Apenas 1% dos entrevistados não
souberam responder.
Na
rodada anterior, feita em abril, Lula registrava 29% de aprovação, 38% de
reprovação e 31% de avaliação regular, indicando estabilidade dentro da margem
de erro de dois pontos percentuais.
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Desempenho pessoal do presidente
O
levantamento também perguntou sobre a avaliação pessoal do presidente. Segundo
o Datafolha, 46% dos entrevistados aprovam o trabalho de Lula como presidente,
contra 50% que desaprovam. Outros 3% não souberam responder. Em abril, os
números eram semelhantes: 48% de aprovação e 49% de desaprovação.
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Comparativo com Bolsonaro: Lula tem vantagem
O
levantamento também conta com uma comparação da aprovação do governo Lula com o
governo de Jair Bolsonaro no mesmo período. Após dois anos e seis meses de
mandato, Bolsonaro tinha 24% de aprovação (ótimo/bom), 45% de reprovação
(ruim/péssimo) e 30% de avaliação regular. Ou seja, Lula tem atualmente quatro
pontos percentuais a mais de aprovação e cinco pontos a menos de reprovação do
que Bolsonaro tinha no mesmo estágio de governo.
Além de
Bolsonaro, Lula 3 também tem desempenho melhor que Michel Temer, que contava
com apenas 4% de avaliação positiva e 73% de avaliação negativa no mesmo ponto
do mandato, em agosto de 2018.
Por
outro lado, o atual presidente ainda está distante de suas gestões anteriores.
Em 2009, Lula 2 registrava 69% de ótimo ou bom. Já em 2005, no Lula 1, esse
índice era de 36%.
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Comparativo histórico entre presidentes
Confira
a aprovação (ótimo/bom) dos presidentes após 2 anos e 6 meses de mandato:
• José Sarney (1987): 9%
• Fernando Collor (1992): 9%
• Itamar Franco (1994): 41%
• FHC 1 (1997): 39%
• FHC 2 (2001): 19%
• Lula 1 (2005): 36%
• Lula 2 (2009): 69%
• Dilma Rousseff (2013): 57%
• Michel Temer (2018): 4%
• Jair Bolsonaro (2021): 24%
• Lula 3 (2025): 28%
A
pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha com 2.004 pessoas de 16 anos ou
mais, em 136 municípios do país, nos dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é
de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
• Datafolha especula contra Lula e
distorce legado de Bolsonaro. Por Esmael Moraes
O
Datafolha — instituto ligado ao Grupo Folha — voltou a atuar como instrumento
de especulação política e manipulação da percepção pública. Na mais recente
pesquisa, publicada pela Folha de S.Paulo, o instituto alega que o governo Lula
é “pior” que o de Jair Bolsonaro nos temas inflação e segurança pública. No
entanto, basta uma análise crítica dos dados e do contexto para perceber o
enviesamento da amostragem e a construção de uma narrativa que busca desidratar
politicamente o presidente petista.
A
pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 135 cidades, nos dias 10 e 11 de junho. O
timing da publicação, o enquadramento das perguntas e a escolha dos temas
reforçam uma linha editorial que se distancia do jornalismo informativo e
flerta com o ativismo ideológico de viés liberal-conservador — especialmente no
campo econômico.
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Percepção não é realidade: inflação e a guerra semiótica
Segundo
o Datafolha, 50% dos entrevistados acham que Lula vai pior que Bolsonaro no
controle da inflação. Mas não há, de fato, um descontrole inflacionário no
atual governo. O IPCA acumulado em 12 meses até maio está abaixo de 4%, e o
Brasil tem uma das taxas de inflação mais baixas entre os países do G20.
A
narrativa do “descontrole” é sustentada artificialmente por setores do mercado
financeiro e da grande mídia, mesmo com a manutenção da taxa Selic em patamares
elevados — o que prejudica a economia real e o consumo popular. É uma guerra
semiótica: transformar percepção inflada em fato consumado.
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Segurança pública: bolsonarismo e a fantasia do “estado de ordem”
Outro
dado da pesquisa afirma que 46% dos entrevistados consideram Bolsonaro melhor
que Lula em segurança pública. Trata-se de uma falácia histórica. Durante o
governo Bolsonaro, os índices de violência letal caíram não por ação federal,
mas apesar da omissão do Executivo e graças a políticas estaduais herdadas de
governos anteriores — inclusive petistas.
Bolsonaro
desmontou conselhos de segurança, armou milícias urbanas com decretos
irresponsáveis e promoveu uma cultura de extermínio que banalizou a vida nas
periferias. Ainda assim, o Datafolha repete sem crítica a ideia de que
“política dura” — leia-se violência institucional — é sinônimo de segurança.
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Os empates que não explicam nada
A
pesquisa apresenta “empates técnicos” em áreas onde Lula tem entregas
concretas: educação, saúde, meio ambiente e combate à pobreza. No caso da
saúde, por exemplo, o governo Lula liderou a vacinação em massa contra a
Covid-19 em 2023-2024, após o negacionismo mortal de Bolsonaro. No meio
ambiente, o desmatamento da Amazônia caiu mais de 50% nos primeiros meses do
atual governo, revertendo quatro anos de devastação bolsonarista.
O
programa Pé-de-Meia, o novo PAC e o Desenrola Brasil são políticas com impacto
direto na população de baixa renda — base do lulismo. Ainda assim, os dados são
apresentados como se fossem decepcionantes, ignorando o contexto de
reconstrução nacional após a tragédia econômica, social e institucional de 2019
a 2022.
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Eleição 2026 no horizonte: pesquisa como pretexto
Ao
final, a matéria da Folha admite o objetivo político: antecipar os termos da
eleição de 2026. Lula, mesmo pressionado por ataques da mídia e pelos mais
ricos do país, permanece como candidato natural da esquerda. Já Bolsonaro,
inelegível e cercado por processos no STF, ainda serve como régua moral
invertida para a extrema-direita buscar um nome viável.
O
Datafolha presta-se a esse papel com entusiasmo: manter Bolsonaro relevante
como “comparador de gestão” e desacreditar as políticas de reconstrução em
curso. Mas o Brasil real — o do mercado de trabalho aquecido, da queda da
inflação e da volta do crédito — resiste à ficção numérica.
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Datafolha torce por Tarcísio — e quer minar Lula antes de 2026
A mais
recente pesquisa do Datafolha é menos uma fotografia da realidade e mais uma
tentativa de moldá-la. No xadrez eleitoral de 2026, a aposta da mídia
hegemônica — e, notadamente, do Grupo Folha — é clara: pavimentar o caminho
para o governadorTarcísio de Freitas (Republicanos-SP), candidato preferencial
do bolsonarismo “limpo”, vestindo a fantasia de gestor técnico.
Para
que esse bilhete vingue, é preciso enfraquecer desde já o projeto de Lula. A
estratégia é velha, mas eficaz: fabricar desgaste por meio de “pesquisas de
percepção” que ignoram dados objetivos, recortam temas convenientes e colocam o
ex-presidente Bolsonaro como espantalho comparativo. No fundo, o Datafolha não
mede apenas opiniões — ele opera como instrumento de construção de ambiente
político.
O
eleitor informado não pode aceitar essa naturalização do jogo viciado. Por trás
das manchetes, há interesses, projetos de poder e candidatos já escolhidos
pelos barões da velha mídia e da Faria Lima.
Denuncie
a manipulação, compartilhe esta análise e mantenha o espírito crítico vivo. A
democracia não pode ser guiada por pesquisas com torcida.
¨
Os “malucos” do Bolsonaro. Por Fábio Zuccolotto
O
destino é mesmo intrigante.
Cristiane,
33, moradora de Santa Catarina, “brasileira de bem” e fiel do Whatsapp, em sua
“maluquice” com o “Brasil”, “Deus” e Bolsonaro acima dela, participou da destruição
da Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde – segundo ela – teria ido somente
passear. Coincidentemente, no dia de uma tentativa de golpe de Estado por parte
dos adeptos da sua ideologia extremista.
Cristiane
ficou presa por dez dias em Brasília em janeiro de 2023. Depois, ficou sendo
monitorada por tornozeleira eletrônica em sua cidade, Balneário Camboriú, ou
BC, como dizem os íntimos de um dos redutos da extrema direita brasileira.
No
período, ela rejeitou um acordo de não persecução penal – oferecido a mais de
2/3 dos 898 responsabilizados até janeiro deste ano -, que poderia encerrar o
processo.
Aliás,
mais da metade dos “malucos” recusou o acordo. Provavelmente, porque ainda
supunham que a justiça não prevaleceria no país. Ou que bastaria esperar mais
48 horas para que Bolsonaro decretasse o estado de sítio. Ou para que a marinha
dos EU aparecesse na costa brasileira, como em 1964. Ou os ETs descessem em
Brasília, após uma cerimônia de culto a um pneu recauchutado.
Perceba
o grau de empoderamento dos “malucos” do Bolsonaro nos anos de vigência daquela
sandice genocida.
Veja
bem, após participar de uma tentativa de golpe de Estado, com direito a
violência, atentado terrorista e depredação coletiva de patrimônio público e
tombado, Cristiane era ré, mas, posteriormente, foi condenada a uma pena
absurda, mas de tão leve.
Note a
“severidade” da punição àquela que, junto aos seus, visava cassar o seu voto, a
sua liberdade e o seu futuro, caro leitor:
Havia a
determinação de que ela cumprisse UM ano de restrições, como permanecer em sua
cidade, prestar 225 horas de serviços comunitários, não usar redes sociais e
fazer curso presencial sobre o Estado Democrático de Direito. Ela também teria
que contribuir, ao fim do processo coletivo, com uma parte da multa destinada à
reconstrução dos prédios públicos danificados.
Entretanto,
por mais que uma “patriota” atue em uma ruptura democrática apoiada por
racistas, fascistas, neonazistas, defensores de ditadura e torturadores, ela
age sempre pela “liberdade”. No caso, a própria.
Em 24
de junho de 2024, Cristiane rompeu a sua tornozeleira eletrônica e fugiu para a
Argentina de Milei, para se juntar a outros bravos golpistas fugitivos. Lá,
certamente com dificuldades para comprar água e comida, em um país que contava
com mais de 50% da população na linha de pobreza, nossa heroína certamente não
esperava que a justiça argentina ordenaria em poucos meses a prisão de 61
cidadãos brasileiros que estavam no país e eram alvos de um pedido de
extradição por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Cristiane
e alguns colegas da turminha do barulho fugiram novamente, numa heroica
fuga-trip patriótica, pelo Peru, Colômbia e México, almejando chegar à terra
prometida da liberdade e da democracia: a “América” do então recém eleito
Donald Trump.
Um dia
após a posse do apresentador e comandante do Titanic, Cristiane e amigas foram
detidas pela Polícia de Imigração e Alfândega dos EU, em El Paso, no Texas, por
imigração ilegal. Em sua viagem de extradição, promovida pelo ídolo mor de
vira-latas extremistas, ela passou as oito horas algemada, com correntes na
cintura, sem acesso à água ou ao banheiro.
Cristiane,
agora, terá que cumprir pena em colônia penal agrícola ou industrial em Santa
Catarina. Ela poderá trabalhar durante o dia e, dependendo do caso, realizar
atividades externas, como cursos.
Quando,
finalmente desde a sua radicalização, Cristiane produzirá algo pela sociedade,
torço para que ela também opte por fazer o curso sobre o Estado Democrático de
Direito. Talvez esse seja o seu inescapável destino, junto ao de tantos outros
“malucos” do Bolsonaro.
Quem
sabe, um dia lutem por um mundo onde, deuses à parte, todos estejam ao lado de
todos.
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O destino é mesmo intrigante
Cristiane,
33, moradora de Santa Catarina, “brasileira de bem” e fiel do Whatsapp, em sua
“maluquice” com o “Brasil”, “Deus” e Bolsonaro acima dela, participou da
destruição da Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde – segundo ela – teria
ido somente passear. Coincidentemente, no dia de uma tentativa de golpe de
Estado por parte dos adeptos da sua ideologia extremista.
Cristiane
ficou presa por dez dias em Brasília em janeiro de 2023. Depois, ficou sendo
monitorada por tornozeleira eletrônica em sua cidade, Balneário Camboriú, ou
BC, como dizem os íntimos de um dos redutos da extrema direita brasileira.
No
período, ela rejeitou um acordo de não persecução penal – oferecido a mais de
2/3 dos 898 responsabilizados até janeiro deste ano -, que poderia encerrar o
processo.
Aliás,
mais da metade dos “malucos” recusou o acordo. Provavelmente, porque ainda
supunham que a justiça não prevaleceria no país. Ou que bastaria esperar mais
48 horas para que Bolsonaro decretasse o estado de sítio. Ou para que a marinha
dos EU aparecesse na costa brasileira, como em 1964. Ou os ETs descessem em
Brasília, após uma cerimônia de culto a um pneu recauchutado.
Perceba
o grau de empoderamento dos “malucos” do Bolsonaro nos anos de vigência daquela
sandice genocida.
Veja
bem, após participar de uma tentativa de golpe de Estado, com direito a
violência, atentado terrorista e depredação coletiva de patrimônio público e
tombado, Cristiane era ré, mas, posteriormente, foi condenada a uma pena
absurda, mas de tão leve.
Note a
“severidade” da punição àquela que, junto aos seus, visava cassar o seu voto, a
sua liberdade e o seu futuro, caro leitor:
Havia a
determinação de que ela cumprisse UM ano de restrições, como permanecer em sua
cidade, prestar 225 horas de serviços comunitários, não usar redes sociais e
fazer curso presencial sobre o Estado Democrático de Direito. Ela também teria
que contribuir, ao fim do processo coletivo, com uma parte da multa destinada à
reconstrução dos prédios públicos danificados.
Entretanto,
por mais que uma “patriota” atue em uma ruptura democrática apoiada por
racistas, fascistas, neonazistas, defensores de ditadura e torturadores, ela
age sempre pela “liberdade”. No caso, a própria.
Em 24
de junho de 2024, Cristiane rompeu a sua tornozeleira eletrônica e fugiu para a
Argentina de Milei, para se juntar a outros bravos golpistas fugitivos. Lá,
certamente com dificuldades para comprar água e comida, em um país que contava
com mais de 50% da população na linha de pobreza, nossa heroína certamente não
esperava que a justiça argentina ordenaria em poucos meses a prisão de 61
cidadãos brasileiros que estavam no país e eram alvos de um pedido de
extradição por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Cristiane
e alguns colegas da turminha do barulho fugiram novamente, numa heroica
fuga-trip patriótica, pelo Peru, Colômbia e México, almejando chegar à terra
prometida da liberdade e da democracia: a “América” do então recém eleito
Donald Trump.
Um dia
após a posse do apresentador e comandante do Titanic, Cristiane e amigas foram
detidas pela Polícia de Imigração e Alfândega dos EU, em El Paso, no Texas, por
imigração ilegal. Em sua viagem de extradição, promovida pelo ídolo mor de
vira-latas extremistas, ela passou as oito horas algemada, com correntes na
cintura, sem acesso à água ou ao banheiro.
Cristiane,
agora, terá que cumprir pena em colônia penal agrícola ou industrial em Santa
Catarina. Ela poderá trabalhar durante o dia e, dependendo do caso, realizar
atividades externas, como cursos.
Quando,
finalmente desde a sua radicalização, Cristiane produzirá algo pela sociedade,
torço para que ela também opte por fazer o curso sobre o Estado Democrático de
Direito. Talvez esse seja o seu inescapável destino, junto ao de tantos outros
“malucos” do Bolsonaro.
Quem
sabe, um dia lutem por um mundo onde, deuses à parte, todos estejam ao lado de
todos.
Fonte:
Brasil 247/Jornal GGN

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