Jazida
de ‘terras raras’ sobre vulcão inativo no Sul de MG pode colocar o Brasil na
liderança da transição energética
A
possibilidade de exploração dos minérios conhecidos como "terras
raras" na área de um vulcão extinto há 120 milhões de anos no Sul de Minas
Gerais tem potencial para colocar o Brasil na posição de protagonista da
transição energética. Este tipo de material ganhou importância estratégica em
todo o mundo e virou, inclusive, alvo de disputas comerciais entre China e
Estados Unidos.
🔎"Terras raras" são um
conjunto de 17 elementos químicos essenciais na fabricação de compostos usados
em tecnologias de energia limpa (veja infográfico abaixo). Apesar do nome, eles
são abundantes na natureza. O termo “raras” se refere à dificuldade de
separá-los dos minerais onde estão presentes.
O
Brasil tem a segunda maior reserva de "terras raras" do mundo, com 21
milhões de toneladas, o equivalente a 23% do total global, segundo o Ministério
de Minas e Energia (MME). Projetos de extração desses minérios já estão em
andamento em Goiás e Minas Gerais, mas há jazidas também no Amazonas, Rio de
Janeiro, São Paulo e Roraima.
• O unicórnio do vulcão
O
depósito de "terras raras" formado sobre a cratera do vulcão extinto
no Sul de Minas Gerais se destaca pela extensão e alta concentração de minério.
Ele também possui facilidades de extração não encontradas em outros locais do
mundo, sendo considerada por algumas empresas de mineração "um
unicórnio" - termo utilizado para ilustrar a sua raridade e a sua
singularidade.
🌋A origem desse potencial todo é a
rocha formada na época ativa do vulcão, que é alcalina — um tipo mais frágil e
mais suscetível às ações do tempo, que ao longo de milhões de anos, se
transformou em argila rica em íons de "terras raras".
A
cratera de Poços de Caldas é a segunda maior ocorrência de rocha alcalina do
mundo. Fica atrás apenas de uma jazida na Sibéria, mas que não tem as condições
de clima e temperatura necessárias para a formação de argila iônica.
“O
grande diferencial é a rocha alcalina. O mundo inteiro está procurando e ainda
não encontrou nada semelhante ao que nós temos aqui. Hoje nós somos a melhor
jazida do mundo e a maior”, afirmou o geólogo Álvaro Fochi, responsável pela
descoberta do depósito.
A
região também se destaca pela qualidade do minério. Enquanto a média global de
"terras raras" na argila é de 1 mil ppm a 1,5 mil ppm (partes por
milhão) por tonelada de óxidos de "terras raras" totais (TREO), na
caldeira de Poços de Caldas este índice é 2,5 mil ppm/t, com um aproveitamento
de 70% na sua separação do minério, contra 40% da média global.
A
jazida da caldeira de Poços foi identificada em 2012 e comprovada por testes
realizados em laboratórios do Rio de Janeiro e do Canadá, mas apenas em 2022
duas empresas australianas avançaram nos estudos e processo de licenciamento
necessários para a extração dos minérios, que deve ter início entre 2026 e
2027.
• Projeto Caldeira, em Caldas, da Meteoric
Resources: a estimativa global de recursos minerais é de 740 milhões de
toneladas e 2.572 ppm de TREO em uma área de 193 km².
• Projeto Colossus, em Poços de Caldas, da
Viridis: a estimativa global de recursos minerais é de 201 milhões toneladas e
2.590 ppm de TREO em uma área de 228,62 km² .
As
estimativas acima, de acordo com essas empresas, correspondem apenas aos
projetos iniciais de exploração. Os estudos foram feitos somente em 15% de toda
a extensão da cratera e identificaram 2 bilhões de toneladas de argila com íons
de "terras raras", o que garante 20 anos de mineração. Considerando
as áreas ainda não estudadas, estima-se que essa quantidade pode chegar a 10
bilhões de toneladas.
Essas
condições fazem da caldeira de Poços de Caldas a única jazida capaz de competir
em volume e custos com a mineração realizada na China. Segundo as mineradoras,
o preço de produção deve ser de cerca de US$ 6 por quilo — o mais baixo do
mundo.
"A
China domina grande parte da oferta global de 'terras raras', sendo que crises
políticas e comerciais têm impactado diversas empresas ao redor do mundo. Nosso
projeto se destaca pela capacidade de produzir até 7% da demanda global de
Carbonato Misto de 'terras raras' a um valor altamente competitivo", diz o
gerente regional da Viridis, Klaus Petersen.
• Preocupação com os impactos ambientais
A
mineração é um processo complexo que envolve diversas etapas. Após a extração,
o minério bruto passa por processos de beneficiamento, como britagem, moagem e
separação química, para concentrar o material de interesse.
Para
cada tonelada de argila que é processada com ácido e sulfato de amônia, só um
quilo é retirado do produto que será aproveitado na indústria, segundo o
ambientalista Daniel Tygel, presidente da Aliança em Prol da APA da Pedra
Branca, de Caldas. O restante é devolvido para as cavas abertas pela mineração.
Ambientalistas
questionam sobre impactos da extração de terras raras
"É
necessária a realização de um estudo independente financiado pelas prefeituras
de Poços de Caldas, Andradas, Caldas e Águas da Prata para poder compreender os
impactos envolvidos. Não há garantia de que essa terra que é processada
quimicamente, que vai voltar para as cavas, não gerará impactos para a saúde,
para o solo, o ar e as águas", afirma Tygel.
A
Prefeitura de Poços de Caldas diz que acompanha a implantação dos estudos de
impacto ambiental realizados pela mineradora.
“Poços
tem que se preparar de forma ordenada, de forma responsável para absorver esse
crescimento, tanto com geração de emprego, capacitação de mão-de-obra, geração
de recursos mesmo através dos impostos, tem uma gama de oportunidades, mas de
forma responsável, tanto socialmente e ambientalmente”, afirmou o secretário
municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Franco Otávio Tobias
Martins.
A
Prefeitura de Caldas confirmou que emitiu a licença de uso e ocupação do solo,
que faz parte do processo de licenciamento estadual.
“Essa
certidão atesta que o empreendimento está em acordo com as leis e regulamentos
municipais. Além disso, a prefeitura está estabelecendo juntamente com a Câmara
de Vereadores um termo de compromisso para resguardar os interesses do
município, da comunidade e, principalmente do meio ambiente”, afirmou a
secretária municipal de Meio Ambiente, Ianka Oliveira.
Nos
municípios de Andradas e Águas da Prata ainda não há projetos para extração de
"terras raras".
• Na superfície
As
mineradoras dizem que um dos grandes diferenciais da cratera de Poços de Caldas
é que os minérios que contêm "terras raras" estão na superfície, o
que facilita a sua extração, pois não há necessidade de dinamitar ou abrir
grandes cavas, o que diminui os impactos ambientais e torna o processo até
cinco vezes mais barato.
“Nas
minas de argila iônica, a natureza fez tudo. A natureza destruiu a rocha e a
transformou em argila iônica”, afirma Fiochi.
O
processo de extração e reabilitação ambiental da área ocorre de forma contínua
em um sistema chamado de backfill, que ao mesmo tempo que uma nova cava é
aberta, outra aberta antes vai sendo recuperada com o material retirado da
anterior e assim por diante.
"É
a tecnologia mais sustentável de mineração no mundo", explica o professor
do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), Roberto Galery.
➡️Veja as etapas do processo de mineração de
terras taras:
1. Remoção do Solo: retira-se uma camada de
aproximadamente 30 metros de profundidade com retroescavadeiras.
2. Lixiviação: a argila extraída é lavada
com uma solução diluída de sulfato de amônia (usado em fertilizantes), que
libera os íons das terras raras.
3. Separação e precipitação: o líquido com
os íons entra em um circuito fechado, onde os elementos são separados e
transformados em carbonato, o produto final usado pela indústria.
4. Lavagem e reutilização da argila: a
argila é lavada novamente para remover impurezas e depois armazenada para ser
usada na recuperação das cavas já exploradas.
5. Recuperação ambiental: o terreno é
reconstituído com vegetação semelhante à original, respeitando o ecossistema
local.
6. Gestão de rejeitos e água: não há acúmulo
de rejeitos nem necessidade de barragens, pois o material escavado é
reutilizado para preencher as cavas. A água usada vem de reservatórios
agrícolas e é 80% reutilizada. Os 20% restantes correspondem à umidade natural
da argila.
“Você
não detona, não usa muita energia, não usa ácido forte, não usa temperatura.
Então o processo é mais barato, você lava a argila e devolve ela para para a
cava, ou seja, depois de um ano que você lavou, você não tem nem cicatriz e
você consome pouca energia. E o Brasil tem as algumas vantagens, a energia é
100% renovável", afirma o diretor executivo da Meteoric, Marcelo Juliano
de Carvalho.
• Investimento estrangeiro e cadeia de
produção
O
potencial de terras raras no Brasil tem atraído investimentos estrangeiros, e a
mineração deve gerar alta arrecadação com impostos. Pela lei, a Compensação
Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) desses elementos
equivale a 2% da receita bruta da mineradora, sendo 65% desse montante
destinado ao Município.
Em
Poços de Caldas, a arrecadação anual pode chegar a R$ 23 milhões, dos quais R$
15 milhões devem ser repassados ao Município. O valor corresponde a 15 anos de
arrecadação com a mineração tradicional do município focada em bauxita e argila
refratária.
O
primeiro projeto começou a ser montado há 15 anos em Goiás, com capital
americano e britânico e, por um bom tempo, foi o único. Mas nos últimos dois
anos mais de duas dezenas de empresas solicitaram autorização para explorar
jazidas.
• Desafio na comercialização
Além da
exploração, o Brasil enfrenta o desafio da comercialização. Existe um esforço
para manter os elementos de "terras raras" no país e ajudar a criar
uma cadeia produtiva nacional, algo inédito fora da China, para a transição
energética e desenvolver uma indústria de transformação integrada.
O país
asiático lidera a exploração de "terras raras" desde os anos 1990,
quando tirou a hegemonia dos Estados Unidos, e, atualmente, detém quase 75% da
mineração de "terras raras", 85% do processo de refino e 95% da
produção de ímãs no mundo.
Em
outra frente para este tipo de exploração mineral, o governo pretende criar uma
cadeia completa de produção de ímãs de Neodímio, Ferro e Boro (NdFeB). O plano
inclui desde a extração e beneficiamento mineral até a fabricação e reciclagem,
com aplicações estratégicas nos setores automotivo, de energia renovável e
eletrônico.
Para
isso, foi inaugurado em maio um laboratório em Lagoa Santa (MG), o CIT SENAI
ITR, com capacidade para produzir até 100 toneladas de ímãs por ano para
projetos de pesquisa e inovação em parceria com empresas. No início da
operação, a matéria-prima virá da China, mas o objetivo é que passe a utilizar
o minério brasileiro.
“A
proposta é que o CIT SENAI ITR se torne a maior planta de pesquisa aplicada na
produção de ímãs permanentes na América do Sul e que o projeto MagBras seja o
pontapé inicial para a produção de ímãs de terras raras no Brasil, com todo o
ciclo de produção nacional, desde o processo de concentração e separação de
terras raras até a produção final do ímã permanente, que é o produto de maior
valor agregado”, diz, em nota, a Fiemg.
• 'Terras raras' são ponto-chave na
geopolítica mundial
Desconhecidos
aos olhos do público, mas cobiçados nos bastidores da indústria e da
diplomacia, os minerais chamados de "terras raras" se tornaram um dos
recursos mais estratégicos do planeta. Com papel central na transição
energética e na produção de alta tecnologia, eles estão no centro de disputas e
negociações geopolíticas, e o Brasil tem potencial privilegiado para se
destacar no cenário.
Chamados
de "terras raras", esses minerais compõem um grupo de 17 elementos
químicos encontrados na natureza, normalmente misturados a outros minérios de
difícil extração e com alto valor comercial.
São
essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, baterias de carros elétricos,
cabos de transmissão, foguetes, equipamentos médicos, armas e dispositivos
eletrônicos de última geração. Daí o protagonismo desses minérios na economia
do século 21.
Exemplo
recente dessa importância foi um acordo fechado em abril entre Estados Unidos e
Ucrânia para explorar o potencial mineral ucraniano — que inclui terras raras,
além de ferro, manganês, urânio, titânio, lítio, zircônio, carvão, gás e
petróleo.
Boa
parte dessas reservas está em regiões afetadas pela guerra com a Rússia, como
Donetsk, Luhansk e Dnipropetrovsk.
Os EUA
veem a parceria como uma forma de reduzir a dependência da China, responsável
por 80% dos minerais usados pela indústria americana.
Além
disso, o presidente Donald Trump teria indicado que o acordo seria uma maneira
de a Ucrânia retribuir parte da ajuda militar e financeira recebida dos EUA
desde o início do conflito.
Nesta
semana, Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam um acordo comercial com a
China. O governo chinês ainda não confirmou. No centro da negociação, estão
esses minérios.
Segundo
o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Brasil detém a segunda maior reserva
de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da
China, que também lidera globalmente na extração e no refino desses materiais.
“A
China tomou uma decisão muito interessante: vou avançar na cadeia produtiva das
terras raras o mais que puder. Essa foi a grande estratégia chinesa”, afirma o
professor Fernando Landgraf, da Escola Politécnica da USP, destacando que esse
movimento começou há décadas.
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O desafio do Brasil: transformar o potencial em riqueza
Apesar
do potencial, o Brasil ainda não domina plenamente a tecnologia de
beneficiamento e transformação industrial das terras raras. Na prática, isso
significa que o país ainda exporta, em boa parte, os minerais como commodities
brutas, sem agregar valor.
O
Ministério de Minas e Energia (MME) reconhece a lacuna, mas também enxerga uma
oportunidade histórica.
“O
Brasil tem diante de si uma janela de oportunidade para desenvolver uma robusta
indústria de processamento de terras raras, fazendo uso de sua farta oferta de
energia limpa, renovável e competitiva”, disse a pasta ao g1.
De
acordo com Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação,
Comércio e Serviços do ministério, o Brasil ainda não tem amplo acesso à
tecnologia para beneficiar os minerais, o que aumentaria o valor das
exportações. Suprir essa deficiência é um dos objetivos do governo.
"É
melhor produzir o processado, no sentido de agregação de valor. Só que tem
desafios tecnológicos, desafios de escala de produção, competitividade",
afirmou.
<><>
Iniciativas em curso
O
governo federal e instituições parceiras vêm investindo em iniciativas para
desenvolver tecnologia nacional e atrair investimentos para o setor. Entre os
destaques:
▶️ Projeto MagBras, liderado pelo SENAI, que
estabelece uma cadeia completa de produção de ímãs permanentes de
neodímio-ferro-boro (NdFeB) — do beneficiamento mineral à reciclagem — com
aplicações em carros elétricos, energia renovável e eletrônicos;
▶️ Fundo de participação de R$ 1 bilhão,
voltado ao financiamento de projetos de pesquisa mineral, com ênfase em
empresas juniores;
Decreto
de 2023, que permite a emissão de debêntures incentivadas para projetos ligados
à transformação de minerais estratégicos;
Chamada
pública de R$ 5 bilhões, lançada por BNDES, FINEP e MME, para apoio a planos de
negócio na área de transformação mineral e implantação de plantas industriais;
Estudos
do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) para mapear áreas com potencial de terras
raras e avaliar a extração a partir de rejeitos de mineração.
Mais do
que solo rico em recursos, o Brasil possui condições energéticas, ambientais e
geológicas únicas para se tornar um líder na transição energética e tecnológica
do século 21.
Mas,
para isso, o país precisa avançar na cadeia produtiva, transformar seu
potencial em indústria — e evitar que a abundância de matéria-prima siga o
mesmo destino de sempre: ser explorada e exportada por outros.
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Disputas globais por minerais estratégicos
O valor
desses minérios também se reflete em disputas geopolíticas. Um exemplo recente
é o acordo entre Estados Unidos e Ucrânia para explorar o potencial mineral
ucraniano. Além disso, o ex-presidente Donald Trump teria indicado que o acordo
seria uma maneira de a Ucrânia retribuir parte da ajuda militar e financeira
recebida dos EUA desde o início do conflito.
Nesta
semana, Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam um acordo comercial com a
China. O governo chinês ainda não confirmou. No centro da negociação, estão os
minérios raros.
O
grande desafio hoje é que praticamente só na China se separam esses minérios da
rocha, de acordo com o professor Adam Simon, da Universidade do Michigan. Ele
disse que a China tem todo o processamento de minérios raros patenteado e que,
por isso, vai ser difícil qualquer outro país competir.
Por
isso, essa foi a grande cartada do presidente chinês, Xi Jinping. Quando Donald
Trump impôs tarifas sobre os produtos chineses, a China revidou com tarifas e
também com letras miúdas: proibiu a exportação dos tais minérios raros.
A
imprensa dos Estados Unidos noticiou que as montadoras americanas entraram em
pânico. Donald Trump precisava negociar. Para ganhar mais força, anunciou que
ia restringir os vistos para os chineses irem estudar em universidades
americanas.
Na
quarta-feira (11), Trump voltou atrás nesta restrição e anunciou um acordo com
a China. Ele escreveu o total das tarifas impostas aos produtos chineses será
de 55%. Só que desse total, 25% são de tarifas muito antigas, do primeiro
mandato dele. Ou seja, as novas taxas somam apenas 30%.
É muito
menos do que a ameaça de 145%, feita no início de abril. Em troca, Pequim vai
fornecer imãs e também vai liberar os minérios raros para os Estados Unidos,
mas a liberação vale só por seis meses, de acordo com fontes ouvidas pelo
jornal “The Wall Street Journal”.
Oficialmente,
o governo chinês não deu detalhes. Autoridades esclareceram que o acordo final
ainda não foi aprovado.
Trump
disse que a relação com a China está excelente. Mas com os minérios raros, a
China mantém a vantagem sobre as negociações. E, como os ímãs mostram, precisa
de uma virada para os dois países se encaixarem.
"Eu
considero que o mundo hoje que vive uma realidade de disputa geopolítica e nós,
brasileiros, precisamos ter consciência de que esses ativos estratégicos que o
Brasil possui como é o caso dos minerais críticos e estratégicos precisam ter
um tratamento igualmente estratégico, ou seja, eles precisam ser um ativo que
consiga alavancar outros interesses nacionais, como é o caso que a China tem
feito agora", comenta Ronaldo Carmona, professor de geopolítica da Escola
Superior de Guerra (ESG).
"Para
ela (China) reverter o dissabor das tarifas americanas, que contém a capacidade
exportadora da sua economia, está usando um ativo estratégico como um fator de
barganha para algo que é do seu interesse", complementa Carmona.
"Precisamos ter a mesma inteligência estratégica", ressalta.
Fonte:
g1

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