Catolicismo
à brasileira? A Igreja que desafia o Vaticano veste verde-amarelo e cresce no
Brasil e no mundo
Tropicalizaram
o catolicismo. Aqui padre pode casar-se, o divórcio é liberado, os trajes
sacerdotais usam cores verde e amarela, não há um grama de ouro nas paredes das
igrejas e não tem papa nem cardeal. Um presidente é escolhido para um mandato
de quatro anos, sem direito a reeleição, por 60 bispos numa eleição simples, e
sem os rapapés roliudianos de um conclave. Você pode até não ter reparado, mas
na última contagem eles eram em mais de 500 mil os fiéis seguidores da Igreja
Católica Apostólica Brasileira (ICAB), estabelecida nos anos 1940 por um bispo
carioca e comunista, que hoje já se encontra em exatos 26 países.
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Quem foi o fundador?
A
doutrina tem suas raízes em Carlos Duarte Costa (tratado carinhosamente pelos
seguidores como São Carlos do Brasil), nascido em uma família de posses e boas
maneiras na Corte Imperial do Rio em 1887. Com apenas 9 anos, seu tio, que era
o Bispo de Goiás, convenceu seus pais a mandá-lo estudar em Roma, sob sua
proteção. E para lá se foi o garoto, assistir à virada do milênio entre aulas
de filosofia e teologia no Vaticano. Voltou à Guanabara aos 23 anos, para
ascender na hierarquia da Igreja.
“Só que
para surpresa de muitos, ele passou a defender abertamente o socialismo. E
acharam que o melhor ‘cala-boca’ era nomeá-lo para bem longe, e assim ele se
tornou Bispo de Botacatu, a 250 km de São Paulo”, conta o teólogo Francisco
Pessanha: “Mas essa foi a pior decisão que poderiam ter tomado, por que estamos
falando dos anos 1930, onde as comunicações eram complicadas, e, distante do
controle dos cardeais, ele ficou bem mais solto”. E bota solto nisso. Dom
Carlos começou a pregar contra o celibato dos padres e a proibição do divórcio.
Opositor ferrenho de Getúlio Vargas, que considerava um fascista, durante a
Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo chegou a recrutar um pelotão
armado: os “Soldados do Bispo”, que formaram ao lado dos insurretos.
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O bispo vermelho
Em
1937, Dom Carlos pediu renúncia ao cargo de bispo, ganhou um título honorífico
e imaginou-se que ia desaparecer nos escaninhos das muitas e muitas
controvérsias milenares que o Vaticano já encarou. Mas que nada. Nos anos
seguintes ele pregou a favor do fim do latim na celebração das missas, do
celibato de padres e freiras, e ganhou fama ao pisar forte no acelerador das
críticas sociais, em especial contra o alto clero que, segundo ele, preferia
bajular poderosos a ajudar os mais necessitados. Não deu outra.
Em
1942, Getúlio mandou prender Dom Carlos após ele denunciar uma suposta
infiltração nazista na cúpula do catolicismo brasileiro e ter assinado o
prefácio do livro “O Poder Soviético”, em que o padre inglês Hewlett Johnson
defendia de maneira inabalável o regime stalinista. Ele foi enviado para Minas
Gerais, mas poucos meses depois foi solto, curiosamente, graças a pressões
políticas das representações diplomáticas da Inglaterra e dos Estados Unidos.
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A excomunhão
O papa
Pio XII não apenas o excomungou em 1944 como meses depois o declarou vitandus.
“É uma punição ainda mais rara e severa, que proibia qualquer católico de
manter até mesmo contatos sociais com o excomungado”, explica o professor
Pessanha: “Algo tão medieval que a Igreja Católica acabou formalmente com a
possibilidade de sua aplicação em 1983”.
“Não me
sujeitei à política fascista do meu irmão, Eugênio Pacelli”, deu de ombros Dom
Carlos, aos jornais da época, se referindo assim de maneira informal e pouco
protocolar ao papa Pio XII.
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Missas no terreiro
“Ele
fazia missas em terreiros de candomblé, umbanda. Ele acreditava que o Estado
tinha que ser laico e não haver interferência entre ele e as religiões. Dom
Carlos celebrava essas missas em templos de outras crenças para defender a
liberdade religiosa”, diz o historiador Wagner Pires, que pesquisou sobre a
Igreja Brasileira na Faculdade Padre Dourado, em Fortaleza (CE). Em 1949, o
governo brasileiro suprimiu temporariamente todo o culto público realizado pela
ICAB, porque sua liturgia e seu traje clerical causariam confusão por serem
indistinguíveis dos da Igreja Católica e ainda seriam equivalentes para enganar
o público. E assim o verde e amarelo entrou no guarda roupa oficial. Dom Carlos
morreu em 1961 e com ele a igreja perdeu muito de sua penetração. “Ele sabia
usar como poucos os canais da imprensa da capital para difundir suas ideias”,
diz o historiador Wagner Pires.
As
décadas seguintes foram marcadas por vários anos de tumulto, com dissensões,
brigas por poder e mais de 20 cismas que criaram igrejas que se autodominavam
veterocatólicas (ou Velhos Católicos), como a Congregação dos Missionários de
Jesus, a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Bielorrussa do Brasil ou a Ordem
dos Hospitaleiros Ortodoxos Sanjoanita. Nenhuma delas é reconhecida formalmente
pela Igreja Anglicana da Inglaterra, ou qualquer outra denominação ortodoxa.
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O número de fiéis
Na
divulgação esta semana dos dados do Censo 2022, não foi revelado nenhum dado
específico da Igreja Brasileira. Os números geralmente apresentados pela ICAB
se referem ao Censo de 2010: 560.871 fiéis, espalhados por 28 dioceses em todo
o país. A do Rio possui três templos, localizados na Penha, Jacarepaguá e em
Marechal Hermes. Mas apesar de nem ser citada pelo último estudo do IBGE, nem
dar as caras na imprensa, a igreja está longe de morrer e tem voltado à baila
nos últimos anos por um motivo prosaico. Segundo o teólogo Francisco Pessanha,
casais divorciados que sonham com um novo e romântico matrimônio, celebrado por
um padre dentro de uma igreja florida encontram um porto seguro na doutrina
brasileira. “A gente não tem um dado preciso, mas percebe que cada vez mais
pessoas recorrem a igreja brasileira quando descobrem que lá não vão te pedir
antecedentes”, ironiza Pessanha.
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A Igreja na Bolívia
Mas
apesar do progressismo, a Igreja Brasileira não tem uma orientação sobre a
comunidade LGBTQIA+, ao contrário da Igreja Romana, que em dezembro de 2023,
autorizou a bênção a casais de pessoas do mesmo sexo. Mesmo assim, antecipou
discussões sobre dogmas e temas que décadas mais tarde seriam acolhidos pelo
Vaticano. Hoje, depois do Brasil, o segundo país com maior número de fiéis é a
Bolívia, seguido pelas Filipinas e há estimativas de mais de 900 mil seguidores
espalhados mundo afora.
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Sermão no TikTok?
No fim
das contas, Dom Carlos talvez tenha sido só mais um brasileiro embebido pelo
realismo mágico latino-americano: cansou das regras, fez a própria igreja,
trocou o latim pelo português, o preto pelo verde e amarelo, e ainda achou
tempo pra tretar com o papa, com Getúlio Vargas e com metade do clero. Se
tivesse nascido hoje, já estaria dando sermão no Instagram, virando meme no X
(o antigo Twitter) e casando celebridades em cerimônias transmitidas ao vivo no
TikTok.
• O catolicismo pode sobreviver no século
XXI?
Desde a
década de 1960, o catolicismo está diminuindo a cada ano na Europa Ocidental.
Este processo é irremediável? Isso pode empurrar a Igreja para as margens, mas
também pode determinar uma onda de recuperação.
Desde
2018, a sucessão de contínuas revelações de violências sexuais contra menores
trouxe um severo golpe ao edifício já enfraquecido do catolicismo, tanto na
França como em toda a área ocidental.
Comissões
de investigação, livros, documentários alimentam a tese da natureza sistêmica
dessa realidade mantida por muito tempo escondida. A denúncia de que a Igreja
seria uma matriz desses crimes insere-se no diagnóstico já consolidado de um
declínio que se manifestou, a partir da década de 1960, na forte diminuição da
prática, dos batismos, das vocações e, na prática, de um desinteresse religioso
que diz respeito a quase metade da população. O catolicismo entre nós está à
beira da extinção?
"Desde
o início do século XIX, tem havido anúncios de morte iminente, acredita o
historiador Guillaume Cuchet, que descreveu esse colapso em "Comment notre
monde a cessé d'être chrétien"(Como nosso mundo deixou de ser cristão, ed.
Seuil, 2018). Não acredito na tese de uma crise terminal. Mas, ainda assim,
existe um movimento. Não linear no tempo, não homogêneo no espaço e na
sociedade, mas é uma forte tendência de longo prazo. E esse abandono
espetacular foi ampliado nos anos 2000, superando uma nova etapa. Ainda existe
um mundo católico ativo. Mas o declínio atinge fortemente as pessoas que estão
à sua margem”.
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Conflitualidade intraeclesial
O
historiador e sociólogo Philippe Portier, autor, com Jean-Paul Willaime, de um
estudo intitulado "La Religion dans la France contemporaine" (Armand
Colin, 2021), chama a atenção para o risco de distorção: "Nós pensamos a
partir da imagem que o catolicismo se dá si mesmo no século XIX, quando a
reforma tridentina [nascida do Concílio de Trento, que terminou em 1563]
finalmente chegou a disciplinar a população, com um catolicismo reunido em
torno de sua hierarquia. A história do catolicismo é muito mais problemática do
que se diz. Muitas vezes é resumida como um caminho linear, embora tenha sido
um caminho difícil e contrastado. Afinal, o catolicismo é vivido na ideia de
que, desde o Renascimento, nada mais vai bem”.
Há um
debate animado entre os católicos sobre as razões a que atribuir o declínio das
últimas décadas. “São duas narrativas contrapostas, resume o sociólogo Yann
Raison du Cleuziou. Para alguns, é o resultado de um encontro incompleto e
fracassado com a modernidade. Partindo da encíclica Humanae vitae [de Paulo VI
que em 1968 se posicionou contra a contracepção], a Igreja teria se afastado do
horizonte da emancipação e, consequentemente, teria perdido sua relevância
social. Para outros, a Igreja está em declínio porque perdeu sua substância
sobrenatural devido à secularização interna. O caminho errado teria sido
trilhado na época do Concílio Vaticano II. Essas duas interpretações causam uma
forte conflitualidade intraeclesial. O fim é um medo e a responsabilidade é
empurrada de um lado ao outro reportando-se à memória: uns à saudade de uma
articulação entre esperança social e religiosa, outros à saudade de uma
religião popular perdida”.
O
impacto social desse declínio maciço e rápido foi medido? De acordo com os
pesquisadores, é ainda em grande parte um ponto cego. “O aumento de 'não
afiliados' é um fato novo e importante, destaca Guillaume Cuchet. Torna-se
majoritário entre os jovens. Isso introduz um fator desconhecido em nossa
história”. “O que chama a atenção, enfatiza Yann Raison du Cleuziou, é que esse
importante desenvolvimento se torna invisível e indolor porque o distanciamento
tem como causa uma indiferença para com a antiga religião. Aqueles que se
afastam ignoram inclusive de serem a causa”.
O que
resta do catolicismo para aqueles que se afastaram? “A grande maioria dos franceses
ainda tem uma experiência íntima do catolicismo” por meio de celebrações
familiares, batismos, comunhões, casamentos. No entanto, essas ocasiões de
reunião estão diminuindo. Os batismos, que diziam respeito a 95% dos
recém-nascidos na década de 1960, hoje seriam administrados a apenas 30%. As
comunhões e as confirmações diminuem na mesma medida. O número de casamentos
diminui, assim como o número de matrimônios religiosos.
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O único rito que ainda perdura em 70% é o dos funerais religiosos. Mas por
quanto tempo ainda?
“A hora
da verdade chegou, antecipa Guillaume Cuchet. O distanciamento religioso é em
grande parte geracional, devido aos baby boomers, que estão se aproximando da
idade da morte. Eu ficaria surpreso se a taxa de funerais religiosos ainda
fosse a mesma daqui a trinta anos”.
Yann
Raison du Cleuziou também se questiona sobre o destino dos objetos de devoção
doméstica: “O que se faz, por exemplo, com os crucifixos, no momento da
sucessão dos avós? Aqueles objetos eram como símbolos de passagem. Constituíram
signos que faziam existir um mundo paralelo superior à realidade ordinária e
que determinavam seu sentido. Hoje são desativados. Todo um sistema de
comunicação é desmontado”.
Dentro
desse movimento de "tornar-se minoria" do catolicismo francês, a
retirada não é uniforme. Em seu livro "Une contre-révolution catholique.
Aux origines de la Manif pour tous" (Seuil, 2019), Yann Raison du Cleuziou
mostrou que os católicos que ele define como os mais "observantes" -
muito apegados às práticas rituais e às formas de culto - são aqueles que
melhor conseguiram transmitir seus fé aos seus descendentes. “A fé persiste
onde a sua transmissão é privatizada, onde se baseia num know-how familiar. E,
portanto, também na solidariedade das classes sociais”, resume o sociólogo. Com
o risco, Guillaume Cuchet ressalta, que o catolicismo "se torna uma
religião de classe, uma espécie de anglicanismo".
Em vez
disso, nos ambientes onde as famílias se engajam em instituições - paróquia,
escola, centros de reunião - para a transmissão, "a fé ruiu", explica
Yann Raison du Cleuziou. A consequência, neste contexto em que o catolicismo
termina como fenômeno majoritário, “aqueles que duram são os que viviam como
uma minoria dentro do catolicismo”.
Deve-se
notar que permanece uma forte contribuição "inesperada", a dos
imigrantes católicos. Essa população “invisível” carrega consigo uma
religiosidade própria, que dá amplo espaço “a uma forte devoção mariana e ao
culto aos santos”.
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Aumenta a diferença
No
entanto, a diminuição não fez com que a Igreja Católica desaparecesse do debate
público. “Num mundo de agnosticismo político generalizado, essas comunidades
continuam a ser centros de interpretação, de reflexão sobre os problemas da
sociedade e de ação, enfatiza Philippe Portier. A Igreja é capaz de produzir
textos sobre migrantes, sobre bioética, sobre fraternidade, que contribuem para
alimentar o debate público”.
Mas a
Igreja fez as pazes com a modernidade que tanto acusou no século XIX?
“A
expressão 'sinais dos tempos' que surgiu no Concílio Vaticano II designava
aquilo que, na cultura moderna, ‘deixa um sinal’, fala aos católicos, explica o
historiador Denis Pelletier, coautor com Jean-Louis Schlegel, de "A la
gauche du Christ. Les chrétiens de gauche en France de 1945 à nos jours"
(Seuil, 2012 - "À esquerda de Cristo. Os cristãos de esquerda na França de
1945 aos nossos dias"). É um pensamento do encontro entre os universos
tradicionais e modernos. Além disso, essa noção foi derrubada por João Paulo II
e os sinais dos tempos tornaram-se sinais de crise”.
Nas
últimas décadas, aumentou a distância em relação ao sistema de valores das
sociedades ocidentais, que modificaram profundamente suas legislações nas
esferas familiar e bioética - muitas vezes com grande desaprovação da Igreja
Católica. Mesmo que o Papa Francisco tente relativizar o espaço ocupado por
esses problemas no discurso católico, eles permanecem sensíveis. Último
exemplo: o Vaticano protestou oficialmente com a diplomacia italiana contra um
projeto de lei que visa combater a discriminação e a incitação à violência
contra os homossexuais e os transgêneros, afirmando que isso limitaria o
exercício da liberdade de consciência nas escolas católicas. Esses problemas
estão também no centro da reflexão imposta pelos leigos à Igreja alemã sobre
temas - que fazem tremer Roma - como a sexualidade, o lugar da mulher, o
celibato dos padres, os casais homossexuais...
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Os desafios da globalização
Os
recursos do catolicismo talvez estejam em outro lugar, e não mais nos países de
antiga presença na Europa? Em algumas regiões do mundo, existem de fato áreas
particularmente dinâmicas. “Na África, explica Philippe Portier, de 1965 ao
início dos anos 2000, o cristianismo passou de 25% para 46% da população. Este
aumento diz respeito tanto ao catolicismo quanto aos evangélicos. Existem
também centros de desenvolvimento na Ásia, como na Coreia ou na Índia”.
Mas
esta globalização, por sua vez, coloca desafios específicos ao catolicismo,
cujo nome também significa "universal". “Nos territórios onde é
apresentada, a Igreja é confrontada com uma pluralidade de formas de
compreender a fé”, que se expressa através de teologias ou abordagens rituais
particulares, nota Philippe Portier. O Papa Francisco tenta dar um
enquadramento para gerir essa diversidade, em particular através do caminho
sinodal.
Isso
não acontece sem tensões. No sínodo dedicado à Amazônia, em outubro de 2019 em
Roma, opositores do papa argentino roubaram, na igreja onde foram colocadas,
algumas estatuetas representando a Pachamama, a Mãe Terra da tradição andina, e
as jogaram no Tibre. Eles acusaram Francisco de ter cometido um ato de
"idolatria" durante uma cerimônia nos jardins do Vaticano na presença
de imagens da Pachamama.
A
pluralidade constitui uma dificuldade particular para o catolicismo, no qual
"a noção de Igreja está carregada de uma dimensão teológica particular -
que não existe em outras tradições -" com pretensão universal, assinala
Denis Pelletier: a unidade é indispensável a essa instituição religiosa. Além
disso, a Igreja Católica é "construída em torno da centralidade de
Roma". “Há mil e quinhentos anos, a história se construiu em torno da
Europa, com uma vocação majoritária. Mas hoje, se a América Latina for excluída,
onde a Igreja Católica é mais dinâmica, é minoritária. Eclesiologicamente, isso
tem consequências. Em particular, levanta o problema da articulação entre
religião e política”.
Fonte:
Por Jan Theóphilo, na Agencia Poder/Le Monde

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