terça-feira, 20 de maio de 2025

ACREDITA? Mulher leva bebê reborn para receber atendimento em UPA na Bahia

Uma jovem de 25 anos levou um bebê reborn para receber atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento de Guanambi, no centro-sul baiano. O caso aconteceu na noite de domingo (18), e foi confirmado pela prefeitura. A mulher não foi atendida, mas o caso foi relatado à direção da unidade. 

A jovem pediu uma viagem por aplicativo, por volta das 23 horas, e disse ao motorista que o bebê estava sentindo "muita dor". Por isso, ela solicitou que ele dirigisse rápido. Na porta da unidade,a  mulher foi reconhecida por uma senhora, que havia sido atendida na UPA. Segundo a prefeitura de Guanambi, a conhecida estranhou a situação ao reparar que se tratava de um boneco de borracha. 

“Era uma criança bem realista, só reconheci, depois que levantei o paninho do rosto. Conheço toda a família, pessoas dignas e empresários locais. Fomos vizinhos e sei da situação de saúde dela, que sofre com problemas de depressão e saiu de casa sem o conhecimento de todos”, disse a senhora, segundo a prefeitura da cidade. 

Familiares da jovem contaram que ela comprou a boneca na internet por R$2,8 mil há cerca de um mês. A família informou à prefeitura que busca ajuda profissional de saúde mental para a jovem, que sofreria de depressão. O motorista também relatou o que a passageira disse durante a corrida. 

“Só fui entender mesmo tudo, depois que voltamos para a casa dela e fomos recebidos pelos pais e irmão da passageira, que já aguardavam de frente a residência, e me relataram toda a situação”, falou. A UPA 24h em Guanambi atende uma média de 200 pessoas diariamente.

Os bebês reborn são criados artesanalmente para se parecerem o máximo possível com bebês de verdade. A técnica, chamada reborning, envolve várias etapas de pintura e aplicação manual de fios de cabelo para reproduzir detalhes como textura da pele, veias, manchinhas, dobrinhas e até pequenas imperfeições. O material mais utilizado é o vinil ou silicone de alta qualidade, o que garante ainda mais realismo às peças.

<><> Projetos de lei

Os bebês reborn viraram assunto nas casas legislativas pelo país. Dezenas de projetos de lei tramitam para prever multas a quem utiliza bonecos hiper-realistas em atendimentos prioritários e até barrar o atendimento, por profissionais de saúde ou servidores públicos, nas unidades públicas e privadas, inclusive nas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Outras propostas dispõem sobre o acolhimento psicossocial de pessoas que desenvolvam vínculos afetivos intensos com objetos de representação humana. Essas ações garantiriam acolhimento e escuta qualificada de pessoas que apresentem sofrimento mental relacionado a "vínculos afetivos disfuncionais" com objetos de representação humana, além de orientação e apoio aos familiares e cuidadores quanto aos sinais de alerta relacionados ao uso compulsivo, à fuga da realidade e à dependência afetiva em relação a esses objetos.

A deputada Rosângela Moro (União Brasil) explica que a proposta que fez não pretende criminalizar, ridicularizar ou patologizar o uso desses objetos, tampouco restringir liberdades individuais. "Pelo contrário: parte-se do princípio da autonomia do sujeito e da liberdade de conduta, orientando-se pela necessidade de criar mecanismos institucionais de acolhimento ético e não estigmatizante, capazes de identificar precocemente sinais de sofrimento emocional que, quando negligenciados, podem evoluir para situações de risco real."

No caso das multas, entrar em filas de prioridade alegando estar com crianças de colo (o bebê reborn) sujeita o infrator à multa de 5 a 20 salários-mínimos, aplicada em dobro no caso de reincidência.

No fim de abril, o CORREIO ouviu um psicanalista que explicou a função terapêutica que esse objeto pode ter entre idosos e crianças, por exemplo, mas que alertou também para a falsa ilusão de uma presença humana. 

No Rio de Janeiro, o deputado Rodrigo Amorim (União Brasil) propõe um Programa de Saúde Mental para pessoas que se consideram pais e mães de bebês reborn, no âmbito do estado do Rio de Janeiro.

O parlamentar entende que os bebês reborn podem ser uma ferramenta terapêutica valiosa, "mas não podem ser um objeto que faça a pessoa fugir da realidade ou ainda criar uma dependência afetiva, o que pode ser indício de necessidade de atendimento psicológico", justifica Amorim.

Durante uma sessão na tarde de quarta-feira (14), na Alerj, o deputado comentou sobre o projeto: “A moléstia mental tem feito pessoas se debruçarem para o tal do ‘bebê reborn’, que é, sem dúvida nenhuma, um transtorno mental e que deve ser tratado e encarado pelo poder público”, afirmou.

Na Bahia, a reportagem não localizou projetos com essa temática na Assembleia Legislativa do estado nem na Câmara de Vereadores de Salvador.

No âmbito do Judiciário, já há advogados preocupados com o aumento das demandas envolvendo bebês reborn, como os pedidos de guarda desses objetos entre ex-companheiros. "Parece surreal, mas são questões que batem à porta do Judiciário. Me pergunto como essas novas demandas, ligadas à afetividade e ao mundo digital, serão recebidas pelos tribunais", disse a advogada Suzana Ferreira, que levantou a dúvida na rede social.

¨      Uso de bebês reborn pode virar caso de polícia

Nos últimos anos, os chamados bebês reborn — bonecos hiper-realistas feitos à mão para se parecerem com recém-nascidos — têm ganhado cada vez mais popularidade no Brasil.

O que começou como uma vertente artística passou a ser visto por muitos como um recurso terapêutico ou mesmo uma substituição simbólica de filhos. No entanto, por trás da aparência inofensiva, há um fenômeno que precisa ser analisado com cautela: como o uso indiscriminado desses bonecos pode impactar o ordenamento jurídico, os serviços públicos e até a formulação de políticas sociais?

<><> Padre Patrick critica mães de bebês reborn: 'Está faltando marido para essas mulheres'

O Padre Patrick Fernandes detonou nas redes sociais as 'mães' de bebês reborn. O influenciador religioso, que é seguido por 6,6 milhões de pessoas no Instagram e 2,9 milhões no TikTok, falou que não consegue achar normal tratar bonecas como crianças. Ele criticou a aparência dos brinquedos e disparou sobre "estar faltando marido para essas mulheres".

"Deixa eu fazer um desabafo. Não sei o que está acontecendo que aqui no meu Instagram está aparecendo um monte de vídeo das mães de bebês reborn (risos). O que está acontecendo com o mundo? Olha, se a Nasa quiser que eu vá de cobaia pra Marte, eu estou disponível. Estou superinteressado em ser o primeiro padre de Marte. Acho que estou cansado deste mundo", iniciou o padre.

Em seguida, ele questiona como funciona a relação entre as 'mães' e seus bebês reborn. "Queria saber uma coisa, é por engajamento só ou realmente existe uma conexão? Estou curioso. O que está acontecendo, gente? Está tendo chá revelação, encontro no parque com os nenéns reborn e as mães estão levando [as bonecas] para o hospital. Jesus, volta logo".

O padre também falou mal sobre a aparência das bonecas. "É difícil eu assumir, mas está faltando marido para essas mulheres. Não que homem seja a opção, mas está faltando marido para essas mulheres se ocuparem de alguma forma, porque não é possível. É o apocalipse. Jesus está voltando, se prepare, se confesse. Sem contar que essas bonecas parecem o capiroto. Eu não conseguiria dormir com um bebê reborn aqui".

O vídeo viralizou, com mais de 9 mil comentários e 2,1 milhões de visualizações no TikTok. Padre Patrick então voltou às redes sociais e se manifestou sobre o tema mais uma vez. "Não consigo normalizar uma situação como essa", falou, antes de rebater as críticas.

"A gente está vivendo o cúmulo. (...) É um reflexo desse mundo. Nós estamos vivendo uma geração de adultos infantilizados. Adultos que se comportam como crianças. É por isso que muitos casamentos não dão certo, casam, mas não deixam de viver como crianças mimadas, carentes e dependentes", finalizou.

<><> Insanidade: Advogada revela disputa judicial por guarda de bebê reborn

O fim de um relacionamento resultou em um processo judicial inusitado envolvendo não uma criança real, mas uma boneca reborn. O caso veio à tona após a advogada Suzana Ferreira compartilhar, nesta segunda-feira (12), o relato de uma cliente que buscou regulamentar a guarda da boneca que, segundo ela, "faz parte da família".

Segundo Suzana, a cliente desejava oficializar a posse da boneca e solicitar a divisão dos custos com o ex-companheiro, alegando que o investimento foi alto, desde a aquisição até a produção de um enxoval completo. O problema se agravou quando a outra parte se recusou a abrir mão da convivência com a boneca, demonstrando forte apego emocional.

"Ela me disse que uma nova boneca não resolveria o problema, porque o vínculo afetivo é com aquela específica", explicou a advogada.

O impasse também envolve a administração de um perfil no Instagram criado para a bebê reborn, que passou a render financeiramente por meio de parcerias publicitárias. O perfil virou ponto central na disputa: quem teria o direito de continuar gerindo o conteúdo e os lucros do canal?

"A conta nas redes sociais se tornou um ativo patrimonial real. A dúvida passou a ser: quem detém a 'guarda' da bebê reborn para decidir sobre o Instagram que monetiza?", relatou Suzana.

A advogada ainda refletiu sobre o impacto desse tipo de caso no sistema jurídico: "Parece surreal, mas são questões que batem à porta do Judiciário. Me pergunto como essas novas demandas, ligadas à afetividade e ao mundo digital, serão recebidas pelos tribunais".

¨      Gracyanne Barbosa aparece amamentando bebê reborn

Gracyanne Barbosa surpreendeu os seguidores ao aparecer dando mamadeira para o bebê reborn que 'adotou' recentemente. A influenciadora fitness, de 41 anos, deu ao boneco ultrarrealista, que imita um recém-nascido, o nome de Benício. No vídeo, a musa foi questionada se não iria treinar e, ao aparecer amamentando o 'neném', brincou com o motivo do 'choro' da 'criança'.

"O Bê não para de chorar. Acho que ele tá querendo ovo, não quer mais leite", disse. Antes de entrar no BBB 25, Gracyanne contou que sua rotina incluía a ingestão de 40 ovos por dia, o que viralizou durante sua participação no reality show da Globo.

Ela apresentou aos seguidores seu bebê reborn na noite de terça (6). "Como já disse anteriormente, meu sonho é ter um filho. Podem me julgar, no começo eu achei estranho. Mas Benício me trouxe felicidade. Te amo, Bê", escreveu.

 

Fonte: Correio

 

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