Seis estados do Nordeste registram
diminuição radical da seca
O fenômeno da seca é
uma constante preocupação ambiental e econômica no Brasil. Por conta disso, estudos
ocorrem a todo o momento sobre essa situação que afeta milhões de brasileiros.
Contudo, um novo levantamento apresentou mudanças significativas entre
fevereiro e março de 2024, de acordo com a última atualização do Monitor de
Secas. Este relatório fornece um panorama detalhado sobre como as condições de
seca estão evoluindo em diferentes regiões do país, destacando tanto as
melhorias quanto os agravamentos.
Mudanças Regionais na
Severidade da Seca
Durante o período
entre fevereiro e março, observou-se um abrandamento da seca em 11 unidades da
Federação. São eles: Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará,
Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rondônia. A princípio, essa melhora sugere uma redução
na severidade do fenômeno, o que pode ter implicações positivas para a
agricultura, o abastecimento de água e a vida diária das populações afetadas.
Por outro lado,
estados como Mato Grosso, Paraná e São Paulo experimentaram um agravamento da
seca. Esta intensificação pode resultar em restrições de água mais severas.
Além disso, proporcionam maiores desafios para a agricultura e um aumento no
risco de incêndios florestais. Ao mesmo tempo, isso requer uma vigilância e
preparação intensificadas.
• Variações na Extensão da Seca
Quanto à extensão da
seca, o Centro-Oeste liderou com 93% de sua região afetada, um indicativo
preocupante das condições extremas que persistem na área. Em contraste, o Sul
apresentou o menor percentual, com apenas 17% de sua região impactada, o que
inclui o notável fato de que os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
permaneceram livres de seca em março.
Além disso, houve uma
diminuição geral na área afetada pela seca em todo o Brasil, caindo de 6,84
milhões para 6,41 milhões de km². Esta redução de área afetada pode ser um
sinal de melhoria, mas ainda cobre aproximadamente 75% do território
brasileiro, destacando a persistência e a extensão do problema.
• Olhar para o Futuro
A análise detalhada
oferecida pelo Monitor de Secas é crucial para planejar e implementar
estratégias de mitigação. Entender as tendências e variações ajuda governos
locais e nacionais, além de organizações não governamentais, a prepararem
respostas mais eficazes para combater os efeitos adversos da seca e apoiar as
populações vulneráveis.
>>>> Como
está a situação da seca em cada estado do Nordeste?
Estado Redução da Área com Seca Menor Área desde Severidade
da Seca Menor Intensidade desde
Alagoas De 58% para 50% Novembro de 2023 (50%) Seca
moderada em 4% Setembro de 2023 (4%)
Bahia De 91% para 67% Abril de 2023 (58%) Seca
moderada de 35% para 27% Agosto de 2023
(21%)
Ceará De 76% para 43% Agosto de 2023 (36%) Seca
moderada de 38% para 10% Setembro de
2023 (seca fraca)
Maranhão De 92% para 48% Julho de 2023 (40%) Seca
moderada de 21% para 6% Setembro de 2023
(5%)
Paraíba De 79% para 25% Junho de 2023 (14%) Seca
moderada desapareceu Junho de 2023 (seca
fraca)
Pernambuco De 81% para 74% Agosto de 2023 (67%) Seca
moderada de 43% para 12% Setembro
de 2023 (seca fraca)
Piauí De 62% para 56% Maio de 2023 (29%) Seca grave
desapareceu Agosto de 2023 (seca
moderada 9%)
Rio Grande do Norte De 63% para 1% Julho
de 2014 (monitor início) Seca fraca
constante Mais branda do Nordeste
em março
Sergipe De 100% para 63% Agosto de 2023 (53%) Seca
moderada em 19% Setembro de 2023 (18%)
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Estado do Nordeste aumenta em 140% número de açudes sangrando
Em 2024, os
reservatórios do Ceará estão experimentando uma melhoria notável em seus níveis
de água. No mês de março, o volume médio dos açudes cearenses estava em 34% e o
Estado tinha 30 açudes sagrando no momento.
Com mais 30 dias de
chuvas, e um total de 7,23 bilhões de metros cúbicos, as chuvas deste ano já
superaram os de 2023, e o resultado é o
sangramento de 72 açudes, o que representa o melhor desempenho desde
2009.
Dois açudes, São
Domingos II em Caririaçu, e Martinópole, alcançaram sua capacidade máxima,
sendo que este último não registrava sangria há 15 anos.
Atualmente, o volume
total de água acumulado no estado representa 54,8% da capacidade total, com 12
açudes com mais de 90% de sua capacidade. No entanto, 22 reservatórios ainda
estão com menos de 30% de sua capacidade total.
Esse aumento no volume
total é resultado dos bons aportes nas bacias hidrográficas do estado. As
regiões do Acaraú, Coreaú, Litoral, Metropolitana, Serra da Ibiapaba, Salgado e
Baixo Jaguaribe estão em uma situação muito confortável, com volumes acima de
70%, destacando-se o Baixo Jaguaribe e o Litoral, que atingiram 100% de seu
armazenamento.
A região do Curu
também experimentou uma recuperação significativa. No início do ano, antes do
início da estação chuvosa, a bacia estava com apenas 26% de sua capacidade
total. Hoje, encontra-se com 66% de suas reservas hídricas acumuladas, em uma
situação confortável.
• Em alerta
Em suma, apesar desses
avanços, a realidade na bacia hidrográfica dos Sertões de Crateús contrasta com
menos de 25% de sua capacidade hídrica acumulada. Outros 22 reservatórios do
Ceará apresentam volumes abaixo de 30% de sua capacidade, “destacando os desafios
persistentes impostos pelo clima semiárido da região, com chuvas distribuídas
de forma irregular no tempo e espaço”, conforme destacou Tércio Tavares,
diretor de Operações da Cogerh.
Fonte: ne9

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