segunda-feira, 6 de maio de 2024

'Destruição sem precedentes': ONU estima que a reconstrução de Gaza custará até US$ 50 bilhões

Abdallah al-Dardari, assistente do secretário-geral da ONU para os Estados Árabes, estimou que a reconstrução de Gaza após a operação israelense custará entre US$ 40 e US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 275 bilhões).

"Estamos quase voltando aos anos 1980 em Gaza. Isso significa que todos os investimentos no desenvolvimento humano nos territórios palestinos nos últimos 20 anos e em Gaza nos últimos 40 foram devastados. Anos de escolaridade, resultados educacionais, saúde e expectativa de vida, bem como o PIB per capita, retrocederam para os anos 80", disse o responsável.

Segundo um relatório conjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental (ESCWA), a taxa de pobreza no Estado da Palestina já atingiu o alarmante número de 58,4% da população. Além disso, observa-se que 1,74 milhão de pessoas foram empurradas para a pobreza desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023.

O relatório conclui que se a guerra durar nove meses, a pobreza na Palestina atingiria 60,7% da população, enquanto o Produto Interno Bruto nacional contrairia 29%.

O atual conflito armado na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo palestino Hamas atacou Israel com foguetes e promoveu uma invasão que resultou no sequestro de mais de 200 pessoas e na morte de mais de mil israelenses. Desde então, as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm mantido uma resposta sistemática que já matou mais de 30 mil palestinos em Gaza.

¨      Alunos de universidade dos EUA fazem greve de fome em solidariedade à Palestina

Um grupo de estudantes da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, anunciou o início de uma greve de fome em solidariedade aos palestinos que sofreram as consequências da sangrenta guerra em Gaza.

Esta é uma das recentes demonstrações de apoio feitas pela comunidade estudantil nos Estados Unidos.

"A ocupação israelense bloqueou deliberadamente o acesso às necessidades básicas para causar uma fome terrível aos 2 milhões de habitantes de Gaza", leu um dos estudantes que faz parte do grupo pró-Palestina no campus.

Os estudantes também destacaram que o protesto busca cortar os laços com Israel, pois "acusaram a universidade de se beneficiar da ocupação através de investimentos e parcerias institucionais".

"Recusamos ser silenciados pela intimidação e pelas táticas repressivas que a administração da instituição tem exercido", disse outro dos grevistas.

¨      Hamas pronto para aceitar acordo de cessar-fogo com Israel 'em etapas', diz mídia; Israel reage

Vários relatórios afirmaram que o Hamas estava preparado para aceitar a última proposta, à luz das garantias dos Estados Unidos de que haverá uma "cessação sustentável" da guerra. Tel Aviv respondeu que a exigência do grupo pelo fim do conflito "frustra" os esforços de trégua.

Uma fonte oficial do Hamas disse à agência Xinhua neste sábado (4) que o movimento concordará com um acordo de cessar-fogo completo com Israel "em etapas".

No entanto, a fonte afirmou que deveria haver garantias internacionais claras de que Israel aderiria ao cessar-fogo e acabaria completamente com o conflito na Faixa de Gaza.

A fonte recusou-se a falar mais detalhes sobre os termos do acordo, salientando que certos pontos precisam ser claramente definidos e discutidos pela delegação do Hamas, que chegou no sábado (4) ao Cairo para se encontrar com os mediadores egípcios.

Taher Al-Nono, conselheiro de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, afirmou à agência chinesa que a delegação do movimento já havia iniciado discussões na capital egípcia para finalizar o acordo, observando que o grupo palestino está lidando com as propostas de cessar-fogo "com seriedade, responsabilidade e positivamente".

"Qualquer acordo de cessar-fogo deve satisfazer as nossas exigências nacionais, que são uma cessação completa e sustentável da agressão, uma retirada abrangente e completa do Exército israelense da Faixa de Gaza, o regresso dos deslocados às suas casas sem restrições, e uma verdadeira troca de prisioneiros", disse Al-Nono, citado pela mídia.

Mais tarde, em resposta aos relatos, um responsável israelense, falando anonimamente aos meios de comunicação, repetiu o que o premiê Benjamin Netanyahu já havia dito, que "Israel não concordará em circunstância alguma em acabar com a guerra como parte de um acordo para libertar os nossos raptados".

O funcionário acrescentou: "As Forças de Defesa de Israel [FDI] entrarão em Rafah e destruirão os batalhões restantes do Hamas lá – quer haja uma pausa temporária para libertar nossos cativos ou não", disse o responsável, segundo o jornal The Times of Israel.

O mesmo oficial divulgou mais tarde uma segunda declaração no mesmo sentido, dizendo que quaisquer alegações de que Israel tenha concordado em acabar com a guerra "são falsas".

¨      Hamas envia delegação ao Cairo para negociar cessar-fogo na Faixa de Gaza, diz comunicado do grupo

Recentemente, o The Wall Street Journal noticiou que Israel deu ao Hamas uma semana para aceitar uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza, caso contrário ameaçou lançar uma operação militar em Rafah.

### Ligação entre EUA e Israel

Apesar do poderio militar de Israel, especialistas sublinham que Tel Aviv não seria capaz de travar múltiplas frentes de combate sem a ajuda do seu principal parceiro, os Estados Unidos, que, apesar de algumas críticas às decisões do governo do premiê Benjamin Netanyahu, seguem apoiando a ofensiva israelense.

O conflito armado na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo Hamas atacou Israel com mísseis. Desde então, as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm mantido uma resposta sistemática que já matou mais de 30 mil palestinos.

¨      Hamas concorda em libertar 33 reféns na 1ª etapa do cessar-fogo com Israel, diz mídia

Segundo a emissora saudita Al Hadath, o movimento palestino concordou com a libertação na negociação realizada no Cairo com mediadores do Egito.

O movimento palestino Hamas concordou em libertar 33 reféns israelenses na primeira etapa de um acordo de cessar-fogo com Israel, informou neste sábado (4) a emissora saudita Al Hadath, citando fontes.

Uma delegação do Hamas chegou neste sábado ao Cairo, no Egito, para negociar um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação de reféns, com a ajuda de mediadores egípcios. O movimento palestino disse que viajaria ao Cairo "com o objetivo de chegar a um acordo sobre um cessar-fogo em Gaza".

"O Hamas concorda em libertar 33 reféns israelenses na primeira etapa [do acordo]. Esta posição é diferente da anterior [...], no início das negociações, o Hamas afirmou que tinha 20 reféns, e parece que ele conseguiu encontrar o resto dos civis", disse uma fonte à emissora egípcia.

Mais cedo, uma fonte oficial do Hamas disse à agência Xinhua que o movimento concordará com um acordo de cessar-fogo completo com Israel "em etapas".

No entanto, a fonte afirmou que deveria haver garantias internacionais claras de que Israel aderiria ao cessar-fogo e acabaria completamente com o conflito na Faixa de Gaza.

Posteriormente, uma autoridade do governo de Israel informou ao jornal israelense The Times of Israel, em condição de anonimato, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já declarou que não pretende concordar com um cessar-fogo para libertar os reféns levados para o enclave. Ele afirmou que as declarações de que Tel Aviv teria concordado com uma trégua são falsas.

"As Forças de Defesa de Israel [FDI] entrarão em Rafah e destruirão os batalhões restantes do Hamas lá – quer haja uma pausa temporária para libertar nossos cativos ou não", disse a fonte.

¨      EUA sugerem que Catar expulse o Hamas se movimento rejeitar acordos de cessar-fogo

Washington quer que o Hamas aceite os acordos de cessar-fogo propostos e para isso está pressionando o Catar, diz mídia.

Os EUA disseram ao país árabe que ele deve expulsar o Hamas se o grupo continuar a recusar os acordos de cessar-fogo com Israel, informou na sexta-feira (3) o jornal norte-americano The Washington Post (WP).

De acordo com os diplomatas citados, Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, notificou Mohammed al-Thani, primeiro-ministro do Catar, sobre o caso, em abril.

As autoridades catarianas aconselharam o Hamas, incluindo Ismail Haniyeh, o líder do grupo que atualmente vive em Doha, que eles deveriam preparar planos de residência de reserva caso precisem sair, relatou o WP.

Já no sábado (4) o jornal israelense The Times of Israel escreveu, citando suas fontes, que o país árabe está pronto para aceitar a exigência dos EUA, e espera receber tal pedido em breve.

De acordo com um funcionário israelense, o mais provável é que o Hamas altere a proposta de Washington em vez de a rejeitar completamente.

No entanto, sem uma resposta positiva ao acordo, os EUA poderiam ter uma base para exigir formalmente a remoção dos líderes do Hamas do Catar, declarou a fonte.

¨      Mais de 80 legisladores democratas nos EUA exigem que Biden puna Israel por restringir ajuda a Gaza

Um total de 86 congressistas democratas creem que há provas suficientes de que Israel está impedindo que a assistência humanitária chegue efetivamente à população da Faixa de Gaza.

Dezenas de legisladores do Partido Democrata dos EUA enviaram na sexta-feira (3) uma carta ao presidente Joe Biden, onde descreveram evidências suficientes para mostrar que Israel violou a Lei de Assistência Estrangeira dos EUA ao restringir o fluxo de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Em fevereiro, o presidente dos EUA emitiu a referida lei, que exige que os destinatários de armas financiadas por Washington defendam o direito humanitário internacional e permitam o livre fluxo de ajuda norte-americana, depois que congressistas democratas começaram a questionar se Israel estava cumprindo a lei internacional em suas operações em Gaza.

Os 86 legisladores disseram que o governo israelense resistiu às repetidas solicitações dos EUA para abrir rotas marítimas e terrestres suficientes para a ajuda à Faixa de Gaza, citando relatos de que o governo não permitiu a entrada de alimentos suficientes para evitar a fome, impôs "restrições arbitrárias" à ajuda e impôs um sistema de inspeção que impediu a chegada dos suprimentos.

Assim, as ações de Israel "colocam em questão" suas garantias, argumentam os democratas.

"Esperamos que o governo garanta a conformidade [de Israel] com a lei existente e tome todas as medidas possíveis para evitar mais catástrofes humanitárias em Gaza", indica a carta.

O memorando de Biden exige que Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, informe o Congresso até quarta-feira (8) se considera confiáveis as garantias de Israel de que o uso de armas dos EUA está em conformidade com a lei internacional. Pelo menos quatro escritórios do Departamento de Estado relataram a Blinken em abril que consideravam as garantias de Israel "não credíveis nem confiáveis".

Se as garantias de Israel forem questionadas, Biden teria a opção de "remediar" a situação por meio de ações que vão desde a busca de novas garantias até a suspensão das transferências de armas dos EUA, prevê o memorando.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

Nenhum comentário: