'Destruição sem precedentes': ONU estima
que a reconstrução de Gaza custará até US$ 50 bilhões
Abdallah al-Dardari,
assistente do secretário-geral da ONU para os Estados Árabes, estimou que a
reconstrução de Gaza após a operação israelense custará entre US$ 40 e US$ 50
bilhões (aproximadamente R$ 275 bilhões).
"Estamos quase
voltando aos anos 1980 em Gaza. Isso significa que todos os investimentos no
desenvolvimento humano nos territórios palestinos nos últimos 20 anos e em Gaza
nos últimos 40 foram devastados. Anos de escolaridade, resultados educacionais,
saúde e expectativa de vida, bem como o PIB per capita, retrocederam para os
anos 80", disse o responsável.
Segundo um relatório
conjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da
Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental (ESCWA), a taxa de pobreza no
Estado da Palestina já atingiu o alarmante número de 58,4% da população. Além disso,
observa-se que 1,74 milhão de pessoas foram empurradas para a pobreza desde o
início do conflito, em 7 de outubro de 2023.
O relatório conclui
que se a guerra durar nove meses, a pobreza na Palestina atingiria 60,7% da
população, enquanto o Produto Interno Bruto nacional contrairia 29%.
O atual conflito
armado na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo
palestino Hamas atacou Israel com foguetes e promoveu uma invasão que resultou
no sequestro de mais de 200 pessoas e na morte de mais de mil israelenses.
Desde então, as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm mantido uma resposta
sistemática que já matou mais de 30 mil palestinos em Gaza.
¨ Alunos de universidade dos EUA fazem greve de fome em
solidariedade à Palestina
Um grupo de estudantes
da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, anunciou o início de uma
greve de fome em solidariedade aos palestinos que sofreram as consequências da
sangrenta guerra em Gaza.
Esta é uma das
recentes demonstrações de apoio feitas pela comunidade estudantil nos Estados
Unidos.
"A ocupação
israelense bloqueou deliberadamente o acesso às necessidades básicas para
causar uma fome terrível aos 2 milhões de habitantes de Gaza", leu um dos
estudantes que faz parte do grupo pró-Palestina no campus.
Os estudantes também
destacaram que o protesto busca cortar os laços com Israel, pois "acusaram
a universidade de se beneficiar da ocupação através de investimentos e
parcerias institucionais".
"Recusamos ser
silenciados pela intimidação e pelas táticas repressivas que a administração da
instituição tem exercido", disse outro dos grevistas.
¨ Hamas pronto para aceitar acordo de cessar-fogo com Israel 'em
etapas', diz mídia; Israel reage
Vários relatórios
afirmaram que o Hamas estava preparado para aceitar a última proposta, à luz
das garantias dos Estados Unidos de que haverá uma "cessação
sustentável" da guerra. Tel Aviv respondeu que a exigência do grupo pelo
fim do conflito "frustra" os esforços de trégua.
Uma fonte oficial do
Hamas disse à agência Xinhua neste sábado (4) que o movimento concordará com um
acordo de cessar-fogo completo com Israel "em etapas".
No entanto, a fonte
afirmou que deveria haver garantias internacionais claras de que Israel
aderiria ao cessar-fogo e acabaria completamente com o conflito na Faixa de
Gaza.
A fonte recusou-se a
falar mais detalhes sobre os termos do acordo, salientando que certos pontos
precisam ser claramente definidos e discutidos pela delegação do Hamas, que
chegou no sábado (4) ao Cairo para se encontrar com os mediadores egípcios.
Taher Al-Nono,
conselheiro de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, afirmou à agência chinesa que a
delegação do movimento já havia iniciado discussões na capital egípcia para
finalizar o acordo, observando que o grupo palestino está lidando com as
propostas de cessar-fogo "com seriedade, responsabilidade e
positivamente".
"Qualquer acordo
de cessar-fogo deve satisfazer as nossas exigências nacionais, que são uma
cessação completa e sustentável da agressão, uma retirada abrangente e completa
do Exército israelense da Faixa de Gaza, o regresso dos deslocados às suas casas
sem restrições, e uma verdadeira troca de prisioneiros", disse Al-Nono,
citado pela mídia.
Mais tarde, em
resposta aos relatos, um responsável israelense, falando anonimamente aos meios
de comunicação, repetiu o que o premiê Benjamin Netanyahu já havia dito, que
"Israel não concordará em circunstância alguma em acabar com a guerra como
parte de um acordo para libertar os nossos raptados".
O funcionário
acrescentou: "As Forças de Defesa de Israel [FDI] entrarão em Rafah e
destruirão os batalhões restantes do Hamas lá – quer haja uma pausa temporária
para libertar nossos cativos ou não", disse o responsável, segundo o
jornal The Times of Israel.
O mesmo oficial
divulgou mais tarde uma segunda declaração no mesmo sentido, dizendo que
quaisquer alegações de que Israel tenha concordado em acabar com a guerra
"são falsas".
¨ Hamas envia delegação ao Cairo para negociar cessar-fogo na
Faixa de Gaza, diz comunicado do grupo
Recentemente, o The
Wall Street Journal noticiou que Israel deu ao Hamas uma semana para aceitar
uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza, caso contrário ameaçou lançar uma
operação militar em Rafah.
### Ligação entre EUA
e Israel
Apesar do poderio
militar de Israel, especialistas sublinham que Tel Aviv não seria capaz de
travar múltiplas frentes de combate sem a ajuda do seu principal parceiro, os
Estados Unidos, que, apesar de algumas críticas às decisões do governo do
premiê Benjamin Netanyahu, seguem apoiando a ofensiva israelense.
O conflito armado na
Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo Hamas atacou
Israel com mísseis. Desde então, as Forças de Defesa de Israel (FDI) têm
mantido uma resposta sistemática que já matou mais de 30 mil palestinos.
¨ Hamas concorda em libertar 33 reféns na 1ª etapa do cessar-fogo
com Israel, diz mídia
Segundo a emissora
saudita Al Hadath, o movimento palestino concordou com a libertação na
negociação realizada no Cairo com mediadores do Egito.
O movimento palestino
Hamas concordou em libertar 33 reféns israelenses na primeira etapa de um
acordo de cessar-fogo com Israel, informou neste sábado (4) a emissora saudita
Al Hadath, citando fontes.
Uma delegação do Hamas
chegou neste sábado ao Cairo, no Egito, para negociar um cessar-fogo na Faixa
de Gaza e a libertação de reféns, com a ajuda de mediadores egípcios. O
movimento palestino disse que viajaria ao Cairo "com o objetivo de chegar
a um acordo sobre um cessar-fogo em Gaza".
"O Hamas concorda
em libertar 33 reféns israelenses na primeira etapa [do acordo]. Esta posição é
diferente da anterior [...], no início das negociações, o Hamas afirmou que
tinha 20 reféns, e parece que ele conseguiu encontrar o resto dos civis",
disse uma fonte à emissora egípcia.
Mais cedo, uma fonte
oficial do Hamas disse à agência Xinhua que o movimento concordará com um
acordo de cessar-fogo completo com Israel "em etapas".
No entanto, a fonte
afirmou que deveria haver garantias internacionais claras de que Israel
aderiria ao cessar-fogo e acabaria completamente com o conflito na Faixa de
Gaza.
Posteriormente, uma
autoridade do governo de Israel informou ao jornal israelense The Times of
Israel, em condição de anonimato, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin
Netanyahu, já declarou que não pretende concordar com um cessar-fogo para
libertar os reféns levados para o enclave. Ele afirmou que as declarações de
que Tel Aviv teria concordado com uma trégua são falsas.
"As Forças de
Defesa de Israel [FDI] entrarão em Rafah e destruirão os batalhões restantes do
Hamas lá – quer haja uma pausa temporária para libertar nossos cativos ou
não", disse a fonte.
¨ EUA sugerem que Catar expulse o Hamas se movimento rejeitar
acordos de cessar-fogo
Washington quer que o
Hamas aceite os acordos de cessar-fogo propostos e para isso está pressionando
o Catar, diz mídia.
Os EUA disseram ao
país árabe que ele deve expulsar o Hamas se o grupo continuar a recusar os
acordos de cessar-fogo com Israel, informou na sexta-feira (3) o jornal
norte-americano The Washington Post (WP).
De acordo com os
diplomatas citados, Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, notificou
Mohammed al-Thani, primeiro-ministro do Catar, sobre o caso, em abril.
As autoridades
catarianas aconselharam o Hamas, incluindo Ismail Haniyeh, o líder do grupo que
atualmente vive em Doha, que eles deveriam preparar planos de residência de
reserva caso precisem sair, relatou o WP.
Já no sábado (4) o
jornal israelense The Times of Israel escreveu, citando suas fontes, que o país
árabe está pronto para aceitar a exigência dos EUA, e espera receber tal pedido
em breve.
De acordo com um
funcionário israelense, o mais provável é que o Hamas altere a proposta de
Washington em vez de a rejeitar completamente.
No entanto, sem uma
resposta positiva ao acordo, os EUA poderiam ter uma base para exigir
formalmente a remoção dos líderes do Hamas do Catar, declarou a fonte.
¨ Mais de 80 legisladores democratas nos EUA exigem que Biden puna
Israel por restringir ajuda a Gaza
Um total de 86
congressistas democratas creem que há provas suficientes de que Israel está
impedindo que a assistência humanitária chegue efetivamente à população da
Faixa de Gaza.
Dezenas de
legisladores do Partido Democrata dos EUA enviaram na sexta-feira (3) uma carta
ao presidente Joe Biden, onde descreveram evidências suficientes para mostrar
que Israel violou a Lei de Assistência Estrangeira dos EUA ao restringir o
fluxo de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Em fevereiro, o
presidente dos EUA emitiu a referida lei, que exige que os destinatários de
armas financiadas por Washington defendam o direito humanitário internacional e
permitam o livre fluxo de ajuda norte-americana, depois que congressistas
democratas começaram a questionar se Israel estava cumprindo a lei
internacional em suas operações em Gaza.
Os 86 legisladores
disseram que o governo israelense resistiu às repetidas solicitações dos EUA
para abrir rotas marítimas e terrestres suficientes para a ajuda à Faixa de
Gaza, citando relatos de que o governo não permitiu a entrada de alimentos
suficientes para evitar a fome, impôs "restrições arbitrárias" à
ajuda e impôs um sistema de inspeção que impediu a chegada dos suprimentos.
Assim, as ações de
Israel "colocam em questão" suas garantias, argumentam os democratas.
"Esperamos que o
governo garanta a conformidade [de Israel] com a lei existente e tome todas as
medidas possíveis para evitar mais catástrofes humanitárias em Gaza",
indica a carta.
O memorando de Biden
exige que Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, informe o Congresso até
quarta-feira (8) se considera confiáveis as garantias de Israel de que o uso de
armas dos EUA está em conformidade com a lei internacional. Pelo menos quatro
escritórios do Departamento de Estado relataram a Blinken em abril que
consideravam as garantias de Israel "não credíveis nem confiáveis".
Se as garantias de
Israel forem questionadas, Biden teria a opção de "remediar" a
situação por meio de ações que vão desde a busca de novas garantias até a
suspensão das transferências de armas dos EUA, prevê o memorando.
Fonte: Sputnik Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário