O uso do conceito do inferno como uma
estratégia para incentivar as pessoas a doarem o dízimo?
Creio que a quem possa interessar é interessante e
que quem vive destas coisas que viva delas, e, quem quer permanecer vivendo
destas coisas que viva para elas e nelas encontre o fim.
Afinal, conceito, inferno, dízimo, e pessoas [as
que giram em torno destas coisas] são todos do mundo.
• Acreditar
em Deus nos torna pessoas melhores?
Claro que sim.
Veja como a crença em Jeová tornou Samuel melhor,
levando-o a ordenar a Saul que exterminasse todo um povo, os amalequitas,
inclusive mulheres, crianças e animais. Soldados e civis. Leia 1Samuel 15.
Veja como a fé em Deus da igreja católica tornou as
pessoas melhores nas cruzadas, que buscava exterminar muçulmanos, e na santa
inquisição, que queimava mulheres na fogueira "porque eram bruxas".
Veja como a fé em Alá torna os extremistas
islâmicos melhores, levando-os a se tornarem bombas ambulantes, se
auto-explodindo em cafés, metrôs e lugares cheios de pessoas inocentes. Temos
exemplos atuais com o Hamas.
É, com certeza a crença em deuses torna as pessoas
melhores.
Que
pecado Lúcifer cometeu para ser enviado para o inferno?
No apócrifo de Melquisedeque é narrado como tudo
aconteceu (segue abaixo um resumo). O apócrifo em questão é uma construção
narrativa tardia com algumas informações textuais inseridas nele que, eram bem
conhecidas e utilizadas em outros livros do AT. Portanto, temos mais um caso de
"reutilização textual", nesse caso, de parte da estória do Gênesis e
mais alguns fragmentos do Pentateuco.
A bíblia possui vários textos reaproveitados,
reutilizados internamente.
Além disso, o conto apócrifo nos leva a acreditar,
como mencionado acima que, o autor teve contato com os pergaminhos que formaram
o Pentateuco ou, pelo menos, parte dele.
O apócrifo de Melquisedeque foi encontrado em
Qumran, e é denominado de Melquisedec (11Q13).
O texto é complexo e entrelaça citações formais e
informais do Antigo Testamento, criando um caráter escatológico. É uma
narrativa temática que reúne vários textos bíblicos para interpretação de
certos temas. Pode ser datado na metade do I a.C.
• O
pecado.
Lúcifer passou a conhecer a ciência do bem e do
mal, quis o trono de deus, houve incessantes debates dos envolvidos (anjos).
Lúcifer agrupou um terço dos anjos que o admiravam. Deus observando a rebelião
que se formava (ele já havia previsto esse acontecimento) desceu do seu trono,
deixando-o vago. Então,
houve separação entre luz e trevas.
Depois de proclamar em pranto tão dolorosa
lamentação, o Eterno, dirigindo-Se a Lúcifer, o causador de todo o mal, disse:
“Você recebeu um nome de honra ao ser criado. Agora não mais o chamarão
Lúcifer, mas Satã, O Senhor das Trevas”.
Imediatamente, a luz de Sua presença inundou o
profundo abismo e, triunfando sobre as trevas, revelou um mundo inacabado,
coberto por cristalinas águas.
Que
lógica tem o diabo me punir no inferno por desobedecer às leis de seu inimigo,
Deus?
Esta é uma ideia estranha ao cristianismo original
e bíblico.
No cristianismo, o diabo está sendo castigado no
inferno. Ele não é um carcereiro, mas prisioneiro.
A ideia de deus e o diabo como opostos
equivalentes, com seus próprios domínios e exércitos, é a essência do
maniqueísmo, a filosofia religiosa criada por Manes ou Maniqueu, filósofo
cristão do século III.
Como você pode ver, ela não faz sentido. Mas se
pensar bem, mesmo tirando o maniqueísmo da jogada, a história toda não faz
sentido.
De qualquer forma, a ideia do diabo como
prisioneiro e também algoz aparece em algumas obras de literatura. Um exemplo é
a Divina Comédia, de Dante, em que o diabo, Lúcifer, encontra-se no nono
círculo do inferno, na esfera da Juteca, e é um monstro com três cabeças, e
cada uma delas morde um dos três maiores traidores da história: Judas, Brutus e
Cassius.
Padres
e pastores acreditam em tudo que pregam?
Não, nem mesmo o Papa em Roma.
Apercebi-me disso em Março de 2005, quando o então
chefe da Igreja Católica, o Papa João Paulo II, fez a sua última aparição
pública.
Antes do dia em que o Papa morreu, eu tinha lutado
em duas guerras (Bósnia e Kosovo) e vi a minha parte de pessoas mortas e
moribundas. Aquilo que talvez seja mais importante para esta questão é que
também aprendi uma ou duas coisas sobre o nosso medo da morte.
Quando estávamos sentados numa trincheira perto da
linha da frente, poucos minutos antes de receber as nossas ordens para atacar,
por vezes eu estudava os rostos dos meus camaradas (não havia mais nada para
fazer).
Alguns deles tinham o medo estampado no rosto.
Consegue-se ver isso, e é uma visão feia. Não era o medo de serem feridos,
capturados, ou mesmo mutilados, mas o maior de todos: o medo de que no dia
seguinte, não estivessem mais connosco, as suas vidas seriam extintas.
Quando vi o velho e frágil Papa aparecer à sua
janela pela última vez, abençoando silenciosamente as multidões, pude ver esta
mesma expressão no seu rosto. Pensei: " Meu, até o Papa tem medo de
morrer!".
Para mim, isto era incompreensível. Não deveria
pelo menos o bispo de Roma, o Vigário de Cristo, o representante terreno de
Deus, acreditar numa vida após a morte?
Aparentemente, neste breve momento, ele era apenas
um homem como todos os outros. Tive pena dele. O seu medo era maior do que a
sua fé e isso era evidente.
Fonte: Quora

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