Milei terá mais dificuldades para governar do que Bolsonaro, diz
professor de universidade americana
Javier Milei, que tomou posse como presidente da
Argentina no dia 10 de dezembro, conquistou a presidência com alguns feitos
— ganhou em
20 das 23 províncias do país, derrotou Sergio Massa no segundo
turno após uma vitória deste no primeiro turno e se tornou o primeiro
economista a chegar à Casa Rosada.
Mas, daqui pra frente, o mandato de Milei deverá
ficar longe das proezas e da festa que seus apoiadores fizeram em Buenos Aires
no dia de sua
posse, na avaliação do cientista político Gerardo Munck, professor da
Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados
Unidos.
Para o cientista político, a governabilidade e o
poder de Milei dentro e fora do seu novato partido serão desafios possivelmente
maiores do que foram para os ex-presidentes Donald
Trump, nos EUA, e Jair
Bolsonaro, no Brasil — dois políticos com quem o argentino é frequentemente comparado.
"Trump era mais poderoso, carismático… Ele
conquistou seu caminho no partido [republicano] nas primárias. Milei não é uma
figura política grande como Trump", afirmou Munck em entrevista à BBC News
Brasil.
"Há uma diferença da Argentina versus o
Brasil que torna a situação mais difícil para Milei do que para Bolsonaro. [Na
Argentina] Há menos partidos, o sistema partidário não é tão fragmentado."
'É muito difícil governar na América Latina
atualmente', aponta Munck como interpretação para a dificuldade dos governos de
situação se reelegerem
Milei derrotou Massa, representante do peronismo e
ministro da Economia do agora antecessor governo de Alberto Fernández, com 55%
dos votos. O novo presidente argentino chegou ao poder pela coalizão da qual
foi um dos fundadores em 2021, La Libertad Avanza ("A Liberdade
Avança", em tradução livre).
Para o professor Munck, porém, foi mais o cansaço
do eleitorado com o governo Fernández do que o projeto de governo de Milei que
o fez ganhar — uma tendência recente que o cientista político vem observando na
América Latina, onde os governos de situação dificilmente conseguem se
reeleger.
"A alternância de poder é boa para a
democracia. Mas o que está acontecendo não é que o eleitorado está escolhendo
novos governos porque acha que eles serão melhores", aponta o pesquisador.
"Basicamente, podemos dizer que a partir de
2015, e principalmente a partir de 2019, candidatos de oposição estão vencendo
muito mais frequentemente do que incumbentes — ou seus candidatos", diz
Munck sobre a América Latina.
"Eu interpreto isso da seguinte maneira: é
muito difícil governar na América Latina atualmente."
Munck nasceu e cresceu na Argentina, mudando-se
para o Estados Unidos durante o regime militar do país latino-americano para
estudar.
Ele é autor de vários livros sobre política
comparada e política na América Latina, como Latin American Politics
and Society: A Comparative and Historical Analysis (2022, em coautoria
com Juan Pablo Luna) e Measuring Democracy: A Bridge Between
Scholarship and Politics (2009).
>>> Confira os principais trechos da
entrevista:
·
Sua pesquisa indica uma tendência na América Latina
em que candidatos ligados ao governo da situação frequentemente são derrotados
nas eleições, principalmente depois de 2019. O que essa tendência significa?
Gerardo Munck - Uma forma
padrão de olhar para os resultados de eleições é ideológica: esquerda ou
direita. Lula versus Bolsonaro, Milei versus Massa.
Então, temos uma narrativa na América Latina sobre
uma pink tide [onda rosa, ou guinada à esquerda] no início do
século, que basicamente termina em 2015, quando partidos de direita começam a
vencer.
Recentemente, houve uma série de vitórias da
esquerda. Então, uma forma de pensar é: a América Latina está se movendo para a
direita ou para a esquerda?
Outra forma é pensar na vitória ou derrota dos
incumbentes. Basicamente, podemos dizer que a partir de 2015, e principalmente
a partir de 2019, candidatos de oposição estão vencendo muito mais
frequentemente do que incumbentes — ou seus candidatos.
E eu interpreto isso da seguinte maneira: é muito
difícil governar na América Latina atualmente.
De 2003 a 2014 aproximadamente, houve um boom de commodities que
afetou particularmente a América do Sul, Brasil, Argentina... Os governos
tiveram muita receita proveniente da tributação das exportações.
Houve muito crescimento, os governos podiam
financiar vários programas sociais para fazer a redistribuição de renda. Eram
bons tempos econômicos e os governos eram reeleitos com maior frequência.
Agora, passamos do período de boom,
tivemos a pandemia... O humor da população se virou contra os governos,
tornando mais difícil para incumbentes ter um bom desempenho, satisfazer as
expectativas e obter a reeleição.
Mas há algumas exceções de líderes que são muito
populares, como [Nayib] Bukele em El Salvador e López Obrador no México.
A alternância de poder é boa para a democracia. Mas
o que está acontecendo não é que o eleitorado está escolhendo novos governos
porque acha que eles serão melhores.
É mais algo do tipo: "Estamos fartos do
governo atual e queremos tentar algo diferente".
Estamos falando disso bem no contexto em que Milei
foi eleito na Argentina com uma grande votação. Não é que essas pessoas amem o
que Milei defende: tem mais a ver com o fato de que elas não queriam a
continuidade, então elas votaram pela mudança.
·
Quais são as consequências dessa alternância de
poder? Quão desejável seria ter mais reeleições?
Munck - É muito
comum fazer comparações com os quatro
mandatos da Angela Merkel na Alemanha.
Ninguém dizia: "Isso é terrível, ela tem muito
poder".
Ela mostrava fazer um trabalho muito bom,
competente, não tinha questões relacionadas à corrupção. Era, em linhas gerais,
vista como o tipo de política que se queria.
A Alemanha está provavelmente em uma situação
melhor com um sistema em que alguém conquistava as reeleições do que em países
da América Latina onde se expulsa governos a cada quatro anos. Quando se tem
muita alternância, isso mostra que os políticos não estão sendo bem-sucedidos.
É preciso governos que construam legitimidade para
que cidadãos os premiem com a reeleição.
No Brasil, talvez tenha havido uma era de ouro com
[Fernando Henrique] Cardoso e Lula antes que se entrasse em um novo ciclo.
Ambos foram reeleitos.
Você teve dois blocos, Cardoso e depois Lula. Houve
alternância e governos que realmente conseguiram fazer algumas mudanças que
foram vistas positivamente. O Brasil estava bem, mas então veio a
[Operação] Lava Jato e
outros problemas que não eram óbvios, mas estouraram a partir de 2014.
É importante construir partidos que são fortes,
institucionalizados e que têm uma conexão com a população. Mas agora, temos
muita volatilidade, e isso se manifesta em uma alternância de poder muito
rápida.
Se é preciso escolher entre [um cenário como] a
Nicarágua e a Venezuela, em que você tem ditadores que estão sendo reeleitos,
ou uma alternância de poder muito rápida, eu prefiro esta última opção, porque
pelo menos é democrática.
Mas essas são democracias muito frágeis que não
estão tendo um bom desempenho.
·
O que isso nos diz sobre a crise e o futuro da
democracia na região?
Munck - Vou te dar
uma perspectiva positiva e depois uma mais negativa. Pode soar um pouco
contraditório.
Eu acho que a democracia tem muitos pontos fortes
na América Latina. Eu questiono algumas interpretações de que haja uma grande
recessão democrática, de que as coisas estejam piorando.
Faz 40 anos que a Argentina se tornou uma
democracia, o Brasil vai celebrar isto também. No século 20, não houve períodos
democráticos assim para a maior parte dos países da região. Você teve
democracias que surgiram nos anos 1980, 1990, e que assim permaneceram.
No Brasil, as pessoas ficaram preocupadas com
Bolsonaro, e basicamente as forças de oposição se juntaram em uma frente e
ganharam a eleição. Então vemos o sistema reagindo aos desafios e perdurando.
Se você olha historicamente, isso é positivo. Se
olha globalmente, não tem nenhuma região fora da Europa com um grande número de
países nessa situação.
Mesmo que tenha havido muita disputa na Argentina,
o candidato derrotado, Massa, foi à TV reconhecer a derrota. Então esse é um
processo pacífico de lidar com assuntos muito divisivos. As pessoas não estão
pensando em formas alternativas de chegar ao poder, isso é muito importante.
Os pontos negativos.... As pessoas falam em crise
de representatividade. Há uma falta de confiança nos políticos, nas
instituições democráticas, no Congresso, por exemplo.
Os cidadãos sentem que os políticos estão
desconectados, distantes dos problemas comuns.
Isso abre caminho para os outsiders [candidatos
com pouca ou nenhuma experiência na política]. Você vai ter pessoas como
Bolsonaro e Milei chegando ao poder, porque eles expressam a frustração dos
cidadãos.
Bolsonaro e Milei falaram dos regimes militares no
Brasil e na Argentina de uma forma bem positiva. Bolsonaro foi um pouco mais
longe que Milei no sentido de dizer que o regime foi algo bom; Milei falou mais
na linha de que não era tão ruim quanto as pessoas falam.
Na cultura democrática, parece haver uma abertura
para possibilidades que são preocupantes sim. Quanto mais você tiver uma crise
de representatividade, maior probabilidade tem de que líderes assim ascendam.
·
Saindo um pouco da questão da reeleição, e pensando
mais em esquerda e direita. Você concorda que a América Latina, e as Américas
em geral, tenham mesmo ondas de ideologias ascendendo ao poder na mesma época?
Se sim, o que a vitória de Milei na Argentina representa?
Munck - Se você
pegar os países grandes em população, Brasil, México… a América Latina está à
esquerda.
Existe a questão do populismo de direita, da
extrema direita, digamos. Isso está virando uma opção padrão em diferentes
países.
Você tem isso no Chile agora, um candidato da
direita tradicional e um candidato [de um outro perfil da direita]. Isso está
se mostrando para a próxima eleição: Evelyn Matthei parece uma possibilidade, e
você tem também José Kast, que é uma figura mais ligada ao Milei.
Isso está se tornando uma fórmula em como fazer
campanhas eleitorais.
Talvez isso tenha começado com Bolsonaro... Trump
basicamente abriu isso [essa tendência] como uma opção clara. E vemos isso em
vários países.
É bom ter partidos na esquerda, centro, direita.
Mas desejamos uma esquerda democrática, uma direita democrática, certo?
Entretando, na América Latina, temos problemas com
os dois lados do espectro político. Muitos na esquerda não estão dispostos a
dizer que a Venezuela é uma ditadura. E muitos na direita estão dando desculpas
para candidatos que estão reabrindo assuntos relativos a ditaduras militares.
·
Tanto no Brasil quanto na Argentina, partidos da
direita [tradicional] acabaram apoiando a direita dita mais extrema. O que isso
demonstra sobre esses partidos de direita, que em geral sempre foram
considerados democráticos desde o fim dos regimes militares?
Munck - Milei
poderia não ter vencido essa eleição se Macri [Mauricio Macri, ex-presidente da
Argentina] não tivesse se colocado tão forte e rapidamente em favor de Milei.
Isso fez com que um bom número de líderes e eleitores apoiasse Milei. Isso é
bom porque torna Milei mais fraco do que se tivesse ganho por si mesmo.
Ele deve totalmente a sua vitória ao apoio da
direita e não tem pessoas o suficiente para compor o governo, e nem tem muito
apoio no Congresso.
Então ele vai ter que trabalhar com outros partidos
que acho que são mais institucionalizados. Isso provavelmente vai colocar
limites no que ele pode fazer.
·
Algo do tipo era dito também sobre os republicanos
moderarem Trump, assim como os militares e a direita em relação a Bolsonaro.
Mas tanto Trump como Bolsonaro conseguiram terminar com um grande controle [do
governo e de seus partidos]. Por que deveríamos esperar que na Argentina Macri
seja bem-sucedido em moderar Milei, e não que Milei acabe por dominar Macri?
Munck - Trump,
quando ganhou em 2016, tinha maioria nas duas casas [legislativas]. Ele perdeu
essa maioria dois anos depois. E ele essencialmente tinha dominado o partido
republicano. Foi aí que o partido não fez seu trabalho de colocar limites para
Trump.
Trump era mais poderoso, carismático… Ele
conquistou seu caminho no partido nas primárias. Milei não é uma figura
política grande como Trump.
Milei só disse: eu tenho um novo partido de dois
anos de idade e eu sou o líder desse partido. Ele não conquistou o Juntos por
El Cambio [a coalização de Macri].
Milei é muito mais fraco [que Trump]. Ele não tem a
maioria nem fazendo aliança com aqueles ligados a Macri.
Os peronistas farão uma oposição muito forte. E há
muitos parlamentares que não concordam com os peronistas, mas concordam que é
preciso colocar limites no poder de Milei.
Há uma diferença da Argentina versus o
Brasil que torna a situação mais difícil para Milei do que era para Bolsonaro.
[Na Argentina] Há menos partidos, o sistema partidário não é tão fragmentado.
Você não pode comprar o apoio de todos eles.
Lá, há mais partidos institucionalizados, mais
antigos, mais estruturados. Você pode comprar o apoio de alguns líderes, isso
acontece em todo país. Mas eu não acho que a oposição na Argentina vai
facilitar o caminho de Milei.
Milei e seus aliados estão dizendo coisas como que
querem cancelar o direito ao aborto. Ele não vai conseguir apoio para isso.
Em algumas coisas, assuntos econômicos, que talvez
sejam razoáveis, ele vai conseguir maioria. Mas em outras coisas, eu
simplesmente não consigo ver o país revertendo algumas coisas por causa de
Milei.
Muitas pessoas estão preocupadas com a
vice-presidente [Victoria Villarruel], que vem de uma família de militares. É
um pouco como Bolsonaro: ela quer trazer militares para diversas funções, mais
para a vida civil. Isso certamente é um motivo para preocupação.
Mas acho que uma forma de pensar sobre Milei é: ele
é mais próximo a Trump ou ao líder peruano Pedro Castillo [ex-presidente do
Peru preso em
dezembro de 2022 após tentar dissolver o Congresso], que
basicamente perdeu horas na prisão e nunca conseguiu realizar coisas?
Vejo Milei mais próximo do que é Pedro Castillo do
que Trump em termos da probabilidade de sucesso.
Nesse cenário semelhante ao do Peru, o presidente
faz tantos inimigos que ele não aprende que será chutado para fora do poder.
Pode ser por meio de protestos, de impeachment, enfim, há várias
formas.
Então, em vez de destruir as instituições, uma
outra possibilidade é que ele [Milei] perca poder.
Ele vai conseguir conquistar apoio no Congresso
para aprovar leis? A questão da governabilidade está em debate.
Algumas pessoas que ele está nomeando para cargos
estavam na TV falando coisas malucas durante a campanha. Então não são
profissionais que sabem o que estão fazendo.
Esse é o risco dos outsiders: você
ganha amadores. Você ganha pessoas que não sabem como fazer algo tão complicado
quanto conduzir um governo.
Ø Com Milei,
Argentina faz 1ª ação para impedir protestos e expulsa indígenas de praça
pública
Dois dias após anúncios de que limitaria protestos,
o governo do recém-empossado presidente colocou as medidas em prática pela
primeira vez.
Na quinta-feira (14), o governo do presidente
Javier Milei anunciou um "novo protocolo para a manutenção da ordem
pública", sob o qual aplicará "sanções severas" e medidas para
limitar protestos nas ruas do país, conforme noticiado.
De acordo com o jornal O Globo, indígenas do
movimento Tercer Malón de La Paz, que ocupavam a praça Lavalle há quatro meses
para protestar contra a reforma constitucional da província de Jujuy, foram
expulsos do local neste sábado (16) por agentes de segurança.
O Tercer Malón de la Paz planeja deixar hoje a
Plaza Lavalle para retornar ao seu território (Jujuy). Mas o Espacio Público e
a Polícia da Cidade de Buenos Aires não perdem a oportunidade de exercer o
poder contra os povos originários e realizar o despejo
Eles ocupavam o local, que fica em frente à Corte
Suprema de Justiça e outros tribunais importantes do país, desde 1º de agosto.
A operação aconteceu no dia em que os indígenas
haviam anunciado que voltariam ao seu território, após a Comissão de Análise de
Violações de Direitos Humanos da província ter publicado na sexta-feira (15) um
relatório compilando as denúncias de truculência nos protestos em Jujuy.
"A polícia chegou e começou a remover as
coisas e nos mandou desocupar o local", disse a organização popular em
vídeo publicado nas suas redes sociais.
A polícia alegou que estava fazendo uma operação de
"limpeza pública" para garantir que o espaço fosse deixado no mesmo
estado que estava antes da ocupação. Mas segundo o Tercer Malón, a
"ajuda" dos agentes parecia mais uma operação de despejo do que de
limpeza.
Nas redes sociais, seguidores de Milei aplaudiram a
medida e seus opositores o criticaram, segundo o jornal.
Movimentos sociais já anunciaram protestos para a
próxima semana, e a decisão do governo de proibir os chamados piquetes
(bloqueios de ruas e estradas) deve provocar um clima de tensão na capital
argentina.
Em pronunciamento na quinta-feira (14), a ministra
da Segurança Pública, Patricia Bullrich, afirmou que as vias públicas do país
não poderão mais ser bloqueadas durante manifestações, e que quem tentar
fazê-lo será processado.
Ø Províncias
argentinas declaram ‘emergência econômica’ após anúncio do plano de ajuste
fiscal de Milei
Após o novo plano
de ajuste fiscal, com medidas neoliberais, adotado pelo presidente argentino Javier
Milei, chefes e governadores de 11 províncias do país declararam
"emergência econômica" a nível nacional.
As autoridades regionais, de diferentes grupos
políticos, chegaram a anunciar, nesta sexta-feira (15/12) medidas drásticas
como o congelamento de recursos e adiamento de salários em uma tentativa de
reduzir os danos da crise.
“Infelizmente, com muita angústia, com muita dor e
com muita raiva, pela primeira vez em 40 anos, não conseguiremos pagar 100% do
salário de dezembro no final do mês, nem 100% do salário de janeiro. Teremos
que dividir o pagamento em duas parcelas”, lamentou o governador da província
de San Luis, Claudio Poggi.
Já o líder de Santiago del Estero, Gerardo Zamora
(aliado radical do kirchnerismo), argumentou que as medidas preventivas são
tomadas diante da difícil situação econômica que a Argentina enfrenta, culpando
também o plano de choque fiscal anunciado na última terça-feira (12/12) pelo
novo Ministério da Economia que, entre outras medidas, inclui um corte nas
transferências para as províncias pelo Estado nacional.
O ministro do Interior, Guillermo Francos, realizou
uma reunião nesta sexta-feira (16/12) com vários dirigentes regionais, a quem
convocou uma ação conjunta para combater as dificuldades que o país terá daqui
para frente.
Francos disse que um novo encontro com os 23
governadores regionais e o chefe de governo da cidade de Buenos Aires, Jorge
Macri, está sendo organizado para a próxima terça-feira (19/12), na Casa
Rosada, com a expectativa de que o presidente Milei também esteja presente.
Os governadores que declararam emergência
econômica, até o momento, são: Gerardo Zamora (Santiago del Estero), Claudio
Poggi (San Luis), Martin Llaryora (Córdoba), Osvaldo Jaldo (Tucumán),
Maximiliano Pullaro (Santa Fé), Raúl Jalil (Catamarca), Gustavo Melella (Tierra
del Fuego), Ignacio Torres (Chubut), Marcelo Orrego (San Juan), Rolando
Figueroa (Neuquén) e Rogelio Frigerio (Entre Ríos).
Fonte: Fonte: BBC News Brasil/Sputnik Brasil/Opera
Mundi

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