sábado, 16 de dezembro de 2023

Estudo relaciona consumo de bebida alcoólica com casos de câncer e outras doenças

Uma pesquisa conduzida por psicólogos australianos do Instituto George para Saúde Global, apontou uma estratégia para diminuir o consumo de álcool por parte da população. A ideia é destacar o risco aumentado de câncer ao beber e quanto a bebida pode interferir na saúde. Além de câncer, o consumo exagerado de bebida alcoólica está associado a uma série de problemas, como doenças cardíacas, problemas digestivos e o crescimento do risco de demência.

“Descobrimos que combinar informações sobre a relação de álcool e câncer com uma ação prática específica, como contar os copos para avaliar o risco, resultou na redução da quantidade de bebida que os voluntários consumiam”, explica a psicóloga Simone Pettigrew.

O estudo teve seus primeiros resultados divulgados em 2021. Foram selecionados 8 mil voluntários, que ficaram divididos em três grupos: um viu um anúncio sobre as associações entre álcool e o aumento do risco de câncer; outro assistiu mensagens de incentivo a mudar hábitos de consumo de álcool e o terceiro acompanhou as duas apresentações.

Na hora dos questionamentos, ficou confirmado que o primeiro grupo se sentiu mais impactado pelos anúncios. Em uma nova rodada de perguntas após seis semanas, o grupo um foi o único que reduziu de forma significativa o consumo de álcool.

 

Ø  Vacina contra câncer de pele pode estar disponível em 2025

 

O CEO da Moderna, Stéphane Bancel, disse à AFP que a vacina experimental contra o melanoma que sua companhia desenvolveu pode estar disponível em apenas dois anos, o que representaria um passo histórico contra a forma mais grave de câncer de pele.

Estima-se que, apenas em 2020, ocorreram, em nível mundial, 325.000 novos casos e 57.000 mortes pela doença.

"Acreditamos que, em alguns países, o produto poderia ser lançado com aprovação acelerada até 2025", afirmou em uma entrevista.

Diferentemente das convencionais, as chamadas vacinas terapêuticas tratam uma doença, em vez de preveni-la. Mas também atuam treinando o sistema imunológico do corpo humano contra o agente invasor.

Atualmente, as vacinas terapêuticas representam uma verdadeira esperança em oncologia, uma "imunoterapia 2.0", segundo Bancel.

Os projetos da Moderna receberam um impulso nesta quinta-feira, 14, com os últimos resultados dos ensaios clínicos, que mostram uma melhora nas possibilidades de sobrevivência, graças à vacina.

A tecnologia utilizada é o RNA mensageiro (RNAm), que demonstrou ser muito eficaz contra as formas graves de covid-19.

Em um estudo, do qual participaram 157 pessoas com melanoma avançado, a vacina da Moderna, em combinação com o fármaco de imunoterapia Keytruda, do Laboratório Merck, reduz o risco de recorrência, ou de morte, em 49% dos casos durante um período de três anos, em comparação com a administração exclusiva do Keytruda.

Em 2022, a Moderna já havia anunciado resultados de acompanhamento de dois anos que mostraram uma redução do risco de 44%.

"A diferença na sobrevivência está crescendo. Quanto mais passa o tempo, mais se vê essa vantagem", disse Bancel, explicando que a taxa de efeitos colaterais não havia aumentado.

"Temos uma a cada duas pessoas que sobrevive, em comparação com o melhor produto do mercado, o que, em oncologia, é enorme", afirmou.

Em busca de uma aprovação rápida

Os ensaios clínicos existentes podem constituir a base para a aprovação condicional da vacina, conhecida como ARNm-4157m, afirmou Bancel.

Neste cenário, um estudo mais amplo, de "fase 3", do qual participarão mil pessoas e que a Moderna fará em 2024, poderia confirmar a autorização condicional anterior.

Tanto a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados (FDA, em sua sigla em inglês) como a Agência Europeia de Medicamentos colocaram a terapia em uma via de revisão acelerada.

O desenvolvimento da vacina começa com o sequenciamento do genoma do tumor de cada paciente e a identificação de mutações específicas para codificar.

Trata-se de um exemplo de medicina "individualizada" adaptada "apenas à pessoa tratada", afirmou Bancel.

Para se preparar para o lançamento da vacina no mercado, a Moderna está construindo uma nova fábrica em Massachusetts para ter um fornecimento abundante, um requisito da FDA.

Na segunda-feira, 11, a companhia anunciou o começo de um ensaio de "fase 3" para uma vacina ARNm contra o câncer de pulmão e está estudando outros tipos de tumores.

A esperança de Bancel é combinar essas vacinas contra o câncer com "biópsias líquidas", testes inovadores que detectam sinais de tumores pela análise de sangue, e que começaram a estar disponíveis nos Estados Unidos.

Quanto mais rápido puder se detectar o câncer, melhor funcionarão os novos medicamentos da Moderna, afirma Bancel.

Outras empresas, como a BioNTech, também estão trabalhando em vacinas terapêuticas individualizadas contra o câncer.

 

Ø  OMS pede proibição de cigarros eletrônicos com sabor

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que os governos proíbam a comercialização e o uso de cigarros eletrônicos de todos os sabores e de forma semelhante ao tabaco.

A OMS alertou que são necessárias "medidas urgentes" para controlar estes produtos. Entre as medidas estão a regulamentação, tributação, reforço da fiscalização e esforços contínuos na saúde pública para reduzir o uso.

Segundo a organização, não há provas suficientes de que os conhecidos “vapes” ajudem os fumantes a deixar de fumar, e acrescentou que eles são prejudiciais à saúde e que podem levar à dependência da nicotina entre os não fumantes.

A OMS explicou que dados mostram que jovens entre 13 e 15 anos usam mais cigarros eletrônicos que os adultos, principalmente por causa do marketing agressivo das fabricantes. "Os jovens estão sendo recrutados e presos desde cedo ao uso de cigarros eletrônicos e podem ficar viciados na nicotina", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

A OMS não tem autoridade sobre as regulamentações nacionais e apenas fornece orientações, mas as recomendações da organização são frequentemente adotadas voluntariamente.

 

Fonte: A Tarde

 

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