Estudo relaciona consumo de bebida alcoólica com casos de câncer e
outras doenças
Uma pesquisa conduzida por psicólogos australianos
do Instituto George para Saúde Global, apontou uma estratégia para diminuir o
consumo de álcool por parte da população. A ideia é destacar o risco aumentado
de câncer ao beber e quanto a bebida pode interferir na saúde. Além de câncer,
o consumo exagerado de bebida alcoólica está associado a uma série de
problemas, como doenças cardíacas, problemas digestivos e o crescimento do
risco de demência.
“Descobrimos que combinar informações sobre a
relação de álcool e câncer com uma ação prática específica, como contar os
copos para avaliar o risco, resultou na redução da quantidade de bebida que os
voluntários consumiam”, explica a psicóloga Simone Pettigrew.
O estudo teve seus primeiros resultados divulgados
em 2021. Foram selecionados 8 mil voluntários, que ficaram divididos em três
grupos: um viu um anúncio sobre as associações entre álcool e o aumento do
risco de câncer; outro assistiu mensagens de incentivo a mudar hábitos de
consumo de álcool e o terceiro acompanhou as duas apresentações.
Na hora dos questionamentos, ficou confirmado que o
primeiro grupo se sentiu mais impactado pelos anúncios. Em uma nova rodada de
perguntas após seis semanas, o grupo um foi o único que reduziu de forma
significativa o consumo de álcool.
Ø Vacina
contra câncer de pele pode estar disponível em 2025
O CEO da Moderna, Stéphane Bancel, disse à AFP que
a vacina experimental contra o melanoma que sua companhia desenvolveu pode
estar disponível em apenas dois anos, o que representaria um passo histórico
contra a forma mais grave de câncer de pele.
Estima-se que, apenas em 2020, ocorreram, em nível mundial,
325.000 novos casos e 57.000 mortes pela doença.
"Acreditamos que, em alguns países, o produto
poderia ser lançado com aprovação acelerada até 2025", afirmou em uma
entrevista.
Diferentemente das convencionais, as chamadas
vacinas terapêuticas tratam uma doença, em vez de preveni-la. Mas também atuam
treinando o sistema imunológico do corpo humano contra o agente invasor.
Atualmente, as vacinas terapêuticas representam uma
verdadeira esperança em oncologia, uma "imunoterapia 2.0", segundo
Bancel.
Os projetos da Moderna receberam um impulso nesta
quinta-feira, 14, com os últimos resultados dos ensaios clínicos, que mostram
uma melhora nas possibilidades de sobrevivência, graças à vacina.
A tecnologia utilizada é o RNA mensageiro (RNAm),
que demonstrou ser muito eficaz contra as formas graves de covid-19.
Em um estudo, do qual participaram 157 pessoas com
melanoma avançado, a vacina da Moderna, em combinação com o fármaco de
imunoterapia Keytruda, do Laboratório Merck, reduz o risco de recorrência, ou
de morte, em 49% dos casos durante um período de três anos, em comparação com a
administração exclusiva do Keytruda.
Em 2022, a Moderna já havia anunciado resultados de
acompanhamento de dois anos que mostraram uma redução do risco de 44%.
"A diferença na sobrevivência está crescendo.
Quanto mais passa o tempo, mais se vê essa vantagem", disse Bancel,
explicando que a taxa de efeitos colaterais não havia aumentado.
"Temos uma a cada duas pessoas que sobrevive,
em comparação com o melhor produto do mercado, o que, em oncologia, é
enorme", afirmou.
Em busca de uma aprovação rápida
Os ensaios clínicos existentes podem constituir a
base para a aprovação condicional da vacina, conhecida como ARNm-4157m, afirmou
Bancel.
Neste cenário, um estudo mais amplo, de "fase
3", do qual participarão mil pessoas e que a Moderna fará em 2024, poderia
confirmar a autorização condicional anterior.
Tanto a Administração de Alimentos e Medicamentos
dos Estados (FDA, em sua sigla em inglês) como a Agência Europeia de
Medicamentos colocaram a terapia em uma via de revisão acelerada.
O desenvolvimento da vacina começa com o
sequenciamento do genoma do tumor de cada paciente e a identificação de
mutações específicas para codificar.
Trata-se de um exemplo de medicina
"individualizada" adaptada "apenas à pessoa tratada",
afirmou Bancel.
Para se preparar para o lançamento da vacina no
mercado, a Moderna está construindo uma nova fábrica em Massachusetts para ter
um fornecimento abundante, um requisito da FDA.
Na segunda-feira, 11, a companhia anunciou o começo
de um ensaio de "fase 3" para uma vacina ARNm contra o câncer de
pulmão e está estudando outros tipos de tumores.
A esperança de Bancel é combinar essas vacinas
contra o câncer com "biópsias líquidas", testes inovadores que
detectam sinais de tumores pela análise de sangue, e que começaram a estar
disponíveis nos Estados Unidos.
Quanto mais rápido puder se detectar o câncer,
melhor funcionarão os novos medicamentos da Moderna, afirma Bancel.
Outras empresas, como a BioNTech, também estão
trabalhando em vacinas terapêuticas individualizadas contra o câncer.
Ø OMS pede
proibição de cigarros eletrônicos com sabor
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que
os governos proíbam a comercialização e o uso de cigarros eletrônicos de todos
os sabores e de forma semelhante ao tabaco.
A OMS alertou que são necessárias "medidas
urgentes" para controlar estes produtos. Entre as medidas estão a
regulamentação, tributação, reforço da fiscalização e esforços contínuos na
saúde pública para reduzir o uso.
Segundo a organização, não há provas suficientes de
que os conhecidos “vapes” ajudem os fumantes a deixar de fumar, e acrescentou
que eles são prejudiciais à saúde e que podem levar à dependência da nicotina
entre os não fumantes.
A OMS explicou que dados mostram que jovens entre
13 e 15 anos usam mais cigarros eletrônicos que os adultos, principalmente por
causa do marketing agressivo das fabricantes. "Os jovens estão sendo
recrutados e presos desde cedo ao uso de cigarros eletrônicos e podem ficar
viciados na nicotina", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral
da OMS.
A OMS não tem autoridade sobre as regulamentações
nacionais e apenas fornece orientações, mas as recomendações da organização são
frequentemente adotadas voluntariamente.
Fonte: A Tarde

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