sexta-feira, 4 de julho de 2025

Frio aumenta risco de infarto e AVC em até 30% no inverno; veja como se proteger

O período de inverno exige atenção redobrada com a saúde cardiovascular. Segundo médicos ouvidos pelo g1, as baixas temperaturas provocam alterações no organismo que podem elevar o risco de infarto em até 30%.

E não é só o coração que sofre com o frio. O risco de acidente vascular cerebral (AVC) cresce 20%, principalmente quando as temperaturas ficam abaixo dos 14 ºC.

Cardiologista da Clínica Sartor e pesquisador da Unidade Clínica de Aterosclerose do Instituto do Coração (Incor), Henrique Trombini Pinesi explica que o frio causa vasoconstrição — estreitamento dos vasos sanguíneos — como uma forma de preservar o calor corporal.

Isso aumenta a pressão arterial e exige mais esforço do coração, o que pode desencadear eventos graves, especialmente em pessoas com fatores de risco.

“Há liberação de hormônios como adrenalina, que elevam a frequência cardíaca e a pressão. Esses efeitos somados aumentam o risco de infarto e AVC, principalmente entre pacientes vulneráveis”, explica o médico.

Quem está mais vulnerável?

Entre os grupos de maior risco, estão idosos, tabagistas e pessoas com hipertensão, diabetes e colesterol elevado. Pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca ou arritmias, também ficam mais suscetíveis.

Segundo Daniel Marotta, chefe da equipe de cardiologia da unidade Santana do Hospital São Camilo, homens a partir dos 55 anos e mulheres acima dos 65 já têm maior risco cardiovascular.

“Se essa população também tem comorbidades, o risco aumenta ainda mais no frio”, afirma.

Ambos os especialistas detalham alguns sintomas que servem de alerta quando algo não vai bem no organismo:

<><>Sinais de infarto

•        Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braços, costas ou mandíbula

•        Falta de ar

•        Suor frio

•        Náuseas e mal-estar

<><> Sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

•        Fraqueza ou dormência em um lado do corpo

•        Dificuldade para falar ou entender

•        Perda súbita de visão

•        Tontura intensa

Em qualquer um dos casos, é fundamental procurar atendimento médico imediato.

<><> Cuidados recomendados

Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam medidas diárias.

•        Manter-se agasalhado e evitar exposição prolongada ao frio.

•        Continuar tomando as medicações regularmente.

•        Fazer exercícios físicos, mesmo que dentro de casa.

•        Controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia.

•        Ter uma alimentação equilibrada e evitar alimentos gordurosos e com excesso de sal.

•        Hidratar-se adequadamente, mesmo com menor sensação de sede.

“O uso de aquecedores e banhos muito quentes também merece atenção. Mudanças bruscas de temperatura podem causar picos de pressão e até arritmias. O ideal é manter a temperatura corporal estável”, orienta Pinesi.

Vacinação e prevenção

Marotta destaca ainda um consenso recente da Sociedade Europeia de Cardiologia, que aponta a vacinação como uma medida eficaz na redução de complicações cardiovasculares no inverno.

“Vacinas como as da gripe, covid, vírus sincicial respiratório e até herpes-zóster têm impacto direto. Isso porque infecções respiratórias ativam processos inflamatórios que podem agravar doenças cardíacas ou metabólicas”, afirma.

Segundo ele, manter o calendário vacinal atualizado é uma das formas mais simples de proteger pacientes de risco, principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas.

•        Aprenda truque infalível para deixar a cama mais quente no frio

Sabe aquele frio que parece atravessar o pijama? Nesse tempo de friaca, às vezes parece que nem empilhar uma coberta sobre a outra resolve o problema do pé gelado na hora de dormir.

Mas a solução pode estar no tipo de coberta que você está usando para se aquecer. É aquela dúvida clássica: cobertor ou edredom, qual é mais quente?

A resposta tem a ver com a forma como cada um deles é feito, mas outros fatores – como peso e composição – também podem indicar qual vai te deixar mais quentinho.

E tem mais: uma forma simples de arrumar a cama pode fazer toda a diferença na hora de reter o calor. Saiba mais abaixo.

🛌🔥Truque infalível para deixar a cama mais quente no frio

Além de escolher a coberta certa, a forma como você arruma a cama pode potencializar o calor. A dica vem da professora Francisca Dantas, da USP, e é simples de aplicar:

“Coloque o cobertor direto em contato com o colchão, depois o lençol de elástico, depois o lençol de se cobrir e, por último, mais um cobertor ou edredom, aí fica superquente”, ensina Dantas.

Essa técnica cria uma base mais quente e aconchegante para a cama, ajudando a isolar você do frio externo.

Por fim, Dantas reforça o uso de pijamas adequados: “Use roupa de flanela ou de microfibra com acrílico. Para quem gosta de usar meias para dormir, tem modelos de acrílico que ajudam”, completa.

🔥❄️ O que é mais quente: cobertor ou edredom?

A resposta depende de vários fatores, mas, segundo Brenno Henrique, professor do departamento de engenharia têxtil da UFSC, o edredom leva vantagem quando o assunto é isolamento térmico.

“O edredom foi mais projetado para o frio do que o cobertor. Ele é como se fosse um ‘sanduíche’: tem um tecido externo superior, um inferior, e, no meio, um material responsável pelo isolamento térmico”, diz o professor.

Esse "recheio" geralmente é feito de tecido não tecido (TNT). Enquanto os tecidos tradicionais são feitos entrelaçando os fios, o TNT é formado por fibras prensadas de forma aleatória.

Essa combinação ajuda a reter o calor lá dentro do edredom, deixando você mais quentinho do que com um cobertor, que só tem uma camada de tecido.

Mas não pense que todo edredom esquenta da mesma forma. Segundo o especialista, o que vai dizer se ele é mais ou menos eficiente é a gramatura do modelo, ou seja, a medida de peso do tecido por metro quadrado.

Normalmente, essa informação vem escrita na embalagem ou, se a compra for on-line, na descrição do produto. “É sempre o mais pesado, o mais denso que vai ser o mais quente”, ensina Henrique.

O cobertor não fica para trás, especialmente se ele for bem felpudo e feito do material certo. “Muitas vezes, o cobertor de puro acrílico vai ser mais quente que edredom”, afirma Francisca Dantas, professora de moda e sustentabilidade da USP.

“O cobertor de pelos também tem a vantagem de ser mais confortável”, acrescenta Henrique.

🛏️✨ Coberdrom = cobertor + edredom

Segundo Brenno Henrique, há uma terceira opção nas lojas, que combina as duas categorias, o coberdrom. “Na parte interna, ele tem os pelos. No meio, tem o TNT e, por fim, a camada de tecido sem pelos, que é mais próximo dos edredons”, explica.

No entanto, o nome não é consenso entre vendedores, que às vezes misturam os dois nomes ou chamam simplesmente de edredom com pelos, entre outros. Por causa disso, pode ser um pouco difícil encontrar essa peça por aí.

🔍🧵 O segredo para escolher o melhor cobertor ou edredom

Na hora de escolher sua coberta, dois fatores podem te indicar a qualidade do produto.

•        Tipo de fibra

Ficar de olho na composição pode te salvar de comprar um cobertor que não esquenta. Aqui vai um ranking com os materiais mais quentes, segundo os especialistas:

1.       Acrílico: esquenta muito, mas é mais difícil de encontrar.

2.       Lã: tradicional e eficaz, especialmente em cobertores felpudos.

3.       Poliéster: popular, tem bom custo-benefício e é eficiente.

4.       Algodão: mais leve e indicado para climas amenos, não tanto para o frio.

Vale lembrar: o poliéster é o material mais utilizado para cobertores e tecidos quentes, por isso a grande maioria dos produtos que você vai encontrar nas lojas será feito com ele.

•        Densidade e peso

Como mencionado anteriormente, os edredons mais pesados costumam ser os mais quentinhos.

Para os cobertores, vale a mesma regra, mas também é importante ficar de olho na densidade dos pelos.

“A gente chama os pelos de felpa, que geralmente são fibras de poliéster”, diz o professor Brenno Henrique. “Quanto mais densa for a felpa, mais quente”, informa. Por isso, prefira os modelos com pelos bem juntinhos, que são os mais felpudos.

 

Fonte: g1

 

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