Professor
da rede privada e a exploração capitalista
No
ambiente da rede particular, o professor celetista não consegue cultivar sua
vocação – sobrevive à lógica do lucro. Salários baixos e contratos instáveis
têm precarizado a atuação desses educadores, que enfrentam jornadas exaustivas
sem respaldo ou plano de carreira.
As
salas superlotadas pressionam o trabalho docente. Com turmas inchadas, o tempo
por aluno diminui, e o esforço individual se torna insustentável. Em paralelo,
cresce a cobrança por resultados: metas numéricas impostas pela gestão e
proprietários corroem o sentido pedagógico e forçam o profissional da educação
a virar estrategista de desempenho.
Além da
quantidade de alunos, soma-se a arrogância de pais e estudantes. Exigem atenção
imediata, se indignam por notas baixas e cobram explicações. Em muitos casos,
ignoram o cansaço acumulado do profissional – que é chamado, sem cerimônia, a
oferecer reforço extracurricular e a produzir conteúdo para plataformas
digitais, sem remuneração extra.
Os
relatos de professores são contundentes: muitos acumulam tarefas didáticas,
pedagógicas e tecnológicas, sem direito a pausas ou qualquer tipo de
compensação. A rotina é exaustiva – e naturalizada como parte do ofício.
Essa
realidade espelha relações de produção típicas do capitalismo: docentes tornam
se proletários da educação privada, vendendo sua força de trabalho por salários
que muitas vezes não superam R$ 2.285 mensais. Esse valor está 47 % abaixo da
média da OCDE – calamidade nacional que penaliza professores em todas as redes
(OECD, Education at a Glance 2023 – Brazil Country Note, 2023).
Relatos
de professores apontam que a exploração exacerbada intensifica o adoecimento da
categoria. Síndrome de burnout, depressão e ansiedade invadem a sala de aula e
inviabilizam a permanência no magistério.
Aqui,
no portal ICL Notícias, foi publicado recentemente matéria conectando
capitalismo, burnout e falsa sensação de tempo livre (ICL Notícias, Sistema
capitalista, burnout e a ilusão do tempo livre).No caso da rede privada de
educação básica, este o fenômeno, como exemplo, intensifica-se: tempo de
preparo, correção, reuniões e conteúdos online não contam como jornada, mesmo
sendo exigido pela escola. É uma lógica de sobre-exploração que drena energia
sem registro ou compensação.
O
empregador, afinal, é uma empresa. A escola privada busca rentabilidade, trata
a educação como produto e trata o professor como custo a ser minimizado. A
instabilidade do contrato celetista, sem matrícula pública, reforça essa
lógica: o trabalhador vive sob ameaça constante de demissão ou não-renovação.
Para
poderem viver com o que ganham, muitos professores da rede privada são
obrigados a trabalhar em várias escolas, distribuídos em três turnos: manhã,
tarde e noite, numa escala 7 x 0. Fins de semana e feriados são destinados à
correção de provas, preparação de aulas e atualização de plataformas. O que
manda é a produtividade.
Para
agravar a situação, cresce a prática de terceirizar a administração – e, em
alguns casos, até o setor pedagógico – “antes comandada por docentes ou
gestores escolares. Padrão que cria uma gestão mais burocrática, fria e
distante, que empurra diretores e professores para uma condição funcional, como
se ensinassem para uma corporação e não para uma comunidade escolar. Essa
mudança fragiliza vínculos, desafia a autonomia docente e transforma o espaço
escolar em mera máquina administrativa, voltada a metas em vez da educação.
Nesse
cenário mercantil, a figura do educador se despersonaliza. Ensinar deixa de ser
partilha intelectual para se tornar entrega de pacotes comerciais, alocados em
metas. A pressão por resultados não significa qualidade, mas sim cumprimento de
indicadores – que geram bônus a gestores, mas esgotam professores.
Diante
dessa realidade, há alguma resistência: movimentos de docentes têm denunciado
publicamente a precarização. Reivindicam melhores condições, remuneração digna
e limite de jornada. Organizações profissionais apontam que não há educação de
qualidade sem valorização real dos trabalhadores.
A crise
alcança estudantes também. Professores esgotados transferem ao ensino,
resultado e atenção deficitária (sem contar que, em geral, alunos
neurodivergentes têm mais dificuldades de apoio do que na rede pública, que
também não os atende adequadamente). Em circunstâncias extremas, a forma do
capital prevalece sobre o conteúdo pedagógico – e isso compromete a formação
integral.
A
lógica do lucro, entretanto, impõe silêncio. Escolas cobram produtividade:
relatórios, atividades online, correções rápidas, reuniões contínuas etc., etc.
etc. Sem contrapartida. O docente fica refém de sua própria dedicação, sem
respaldo legal ou institucional.
A
superlotação não é circunstancial, mas método. A rede privada opta por mais
alunos por turma, reduz custos e aumenta receita. A consequência é abandono –
já que alguns docentes jogam a toalha ou migram para a rede pública com
estabilidade (na verdade, não poucos acumulam duas matrículas públicas e
mais um
tanto de escolas particulares).
Como
resistir a essa produtividade alucinante e infinita? Como disse, a mobilização
coletiva tem tentado ser uma saída. Sindicatos denunciando condições,
manifestações, pautas de reivindicação trabalhista, apoio mútuo entre
profissionais de ensino oferecem saída e denúncias nas redes sociais. Mas esses
esforços esbarram em pressões corporativas e falta de apoio legal.
Se a
educação é processo social, essa lógica mercantil fere sua essência.
Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul – por onde se olhe, vemos a
exploração dos docentes privados: celetistas e desprotegidos. Mais uma vez, a
saída pode passar por redes, movimentos e reformas: contratos estáveis, piso
digno, limitação de lotação, regulação de aplicativos e plataformas. O lucro
não pode eclipsar a formação.
É
urgente questionar: qual escola queremos, sendo ela pública ou privada? Uma
fábrica de métricas frias ou um espaço de construção coletiva? Até lá,
permanecerá o professor da rede particular preso à exploração capitalista,
celetista e mal pago – Ah! e exausto.
• Professor, cuidado, a sala de aula está
te matando
Silvaneide
Monteiro Andrade, 56 anos, professora de Língua Portuguesa, morreu na manhã de
uma sexta-feira, 30 de maio, dentro da sala de coordenação do Colégio Estadual
Cívico-Militar Jayme Canet, no bairro Xaxim, em Curitiba.
Durante
uma reunião com a equipe pedagógica e representantes do Núcleo Regional de
Educação, foi cobrada por não ter cumprido metas de plataformas digitais.
Sofreu um infarto fulminante. O SAMU foi acionado, mas nada pôde ser feito.
O corpo
dela, estendido entre cadernos e relatórios, é a imagem final de um sistema que
colapsa sobre os ombros de quem deveria ser amparado. Ninguém a socorreu a
tempo: nem a escola, nem o Estado, nem a lógica que nos rege.
Não é
um caso isolado. É o que se repete. Uma engrenagem que gira com a frieza de um
relógio, transformando a sala dos professores em corredor hospitalar, e o
planejamento pedagógico em protocolo de gestão inumana.
Desde a
pandemia, a educação pública foi capturada por um delírio tecnocrático. Alunos
voltaram com defasagens profundas (alguns analfabetos no segundo segmento do
Ensino Fundamental). A resposta do poder público? Transferir a culpa e ampliar
a pressão sobre quem está na linha de frente.
Deveria
haver reforço pedagógico. Mas o que se reforça é a cobrança. O professor é
convocado para ser cobrado em reuniões vazias e enfadonhas, formações
descoladas da realidade e metas inalcançáveis. Enquanto isso, as salas
continuam superlotadas, abafadas, violentas e sem mediação.
Crianças
neurodivergentes, com ou sem laudo, são entregues a docentes sem qualquer
apoio. TEA, TDAH, TOD, DI — siglas que escondem vidas únicas, jogadas ao acaso.
A ausência de políticas inclusivas aprofunda o esgotamento de quem ensina.
Três
turnos de trabalho. Para muitos, manhã, tarde e noite. E ainda há o quarto
turno: em casa, corrigindo provas, lançando notas, preenchendo formulários. A
dignidade não cabe no contracheque. Os boletins não refletem aprendizagem,
apenas a simulação de um progresso que nunca ou quase nunca existiu.
Alunos
sem domínio básico de leitura, escrita ou operações matemáticas são
continuamente empurrados de ano em ano. As secretarias de Educação exigem
aprovações em série, mesmo sem aprendizagem real. Gestores distantes da sala de
aula impõem metas que ignoram a realidade escolar. O conteúdo vira maquiagem, a
progressão vira farsa, e o professor, cúmplice forçado de um teatro que só
agrava o abandono.
Na
mochila, além de provas e diários, vai o cansaço, a frustração e o silêncio.
Com sorte, algum remédio tarja preta. A psiquiatria virou extensão da sala dos
professores. E a escola, um campo de extermínio lento.
Enquanto
isso, influencers lotam teatros fazendo piada da dor alheia. Riem da depressão
docente como quem nunca pisou numa sala de aula. Nas redes sociais, se acumulam
seguidores zombando do sofrimento psíquico de quem ensina. Transformam em
entretenimento o colapso emocional de quem sustenta a educação pública no país
— e ainda lucram com isso.
E as
cenas de cobrança se repetem: supervisores distantes da realidade escolar
perguntam por que a aula não está mais atrativa. Sugerem vídeos, joguinhos,
gamificação, outras fórmulas prontas e o diabo a quatro. Ignoram o calor
insuportável, o vandalismo, a ausência dos pais. O problema, invariavelmente,
recai sobre o docente.
Byung-Chul
Han, filósofo sul-coreano e professor da Universidade de Berlim, no livro “A
sociedade do cansaço” (2010), alerta para uma era onde o excesso de
positividade e desempenho adoece o sujeito. A produtividade virou tirania. A
escola virou sua trincheira.
É disso
que se trata: maquiar indicadores para captar verbas, forçar aprovações em
massa, culpar os docentes quando os números não satisfazem. A estatística virou
fetiche. A dor virou ruído. E o professor, bode expiatório.
Famílias
entregam seus filhos às escolas sem ensinar o mínimo de respeito ao educador. E
quando a agressividade explode, não se interroga o ambiente doméstico.
Aponta-se o dedo para o docente, mais uma vez desamparado.
A morte
da professora Silvaneide expõe o colapso moral de um sistema que exige sem
oferecer a estrutura necessária. Cobra sem apoiar. Adoece sem cuidar.
Educadores estão sendo levados ao limite — e a sociedade disfarça isso como
“fatalidade”.
Os
olhos dela se fecharam entre cobranças e metas. A rotina escolar prosseguiu,
como tantas vezes faz diante do absurdo. Mas algo aconteceu. E está
acontecendo. O risco é real. E cresce a cada chamada realizada no diário de
classe.
É
preciso romper o ciclo. Reduzir jornadas, garantir estrutura, contratar apoio,
valorizar salários e devolver dignidade a quem educa. Enquanto isso não
acontecer, outras Silvaneides continuarão a sucumbir. É hora de agir, antes que
seja tarde demais.
• Alvo de ataques, professor pede demissão
após aula sobre mitologia em escola cívico-militar de SP
César
Augusto Mendes Cruz, professor e doutorando em História, pediu demissão da
Escola Municipal Senador Major Olímpio, que adota o modelo cívico-militar na
cidade de Ilhabela, no litoral de São Paulo, depois de sofrer ataques de um
vereador de extrema direita e da gestão do município após uma aula sobre o
conceito de tempo em diferentes culturas para uma turma do 6º ano.
A aula,
dada no início do ano letivo deste ano, abordava as interpretações de tempo na
cultura ocidental e na cultura iorubá, com o mito de Irokô. Em um dos momentos,
o professor apresentava três obras de arte que retratam o tempo como figura
masculina idosa: uma pintura de Francisco Goya, uma de Rubens e uma de Jacopo
del Sellaio. A atividade terminou com a canção “Oração ao Tempo”, de Caetano
Veloso.
Após um
ciclo de quatro aulas sobre o assunto, César Augusto relata que algumas
famílias procuraram a Secretaria de Educação de IlhaBela alegando que o
professor estaria “mostrando material impróprio”. “Supostamente, um dos alunos
não estava dormindo de medo por causa da pintura de Goya”, diz o docente. A
pintura do artista espanhol exibida foi “Saturno devorando um filho”.
O alto
escalão da Secretaria, sem aviso prévio, realizou uma reunião com o professor,
na própria escola municipal. “Eu fui pego de surpresa. Vieram com a pauta de
que as famílias haviam reclamado, queriam saber de que maneira a minha aula se
enquadrava no currículo”, conta o professor César Augusto.
“Eles
já vieram com o currículo na mão, como censores mesmo, querendo saber de que
maneira a minha aula se enquadrava dentro das habilidades previstas. Eu
estranhei a abordagem, fiquei acuado por sentar em uma sala com três chefes”,
completa. O professor encaminhou um ofício à Secretaria de Educação da cidade
solicitando a ata da reunião, mas não obteve resposta.
“Me
senti extremamente vulnerável institucionalmente, porque as regras da
administração pública não foram acolhidas nesse sentido. A regra diz que eu não
posso ter contato direto com a chefia que não seja a minha chefia imediata e eu
fui levado para uma salinha que tinha o alto escalão da Secretaria de
Educação”, relata o professor.
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Professor é alvo de ataques
Na
reunião, César foi informado que seu nome circulava em grupos de pastores.
Desde então, o professor passou a ser alvo de diversos ataques. O principal
deles partiu de um vereador da extrema direita de Ilhabela, Gabriel Rocha (PL).
Da tribuna da Câmara da cidade, o parlamentar centrou críticas no docente e
atacou a obra de Francisco Goya. “Essa aula foi dada para crianças de dez anos.
O que estão aprendendo é sobre um quadro libidinoso e perturbador”, disse.
“O
professor que causou isso depois ainda teve a coragem de ir à Câmara fazer
denúncia contra os gestores que só quiseram conversar”, completou. O vereador
foi o idealizador da implantação das escolas cívico-militares em Ilhabela.
Após o
discurso do parlamentar, os ataques a César Augusto nas redes sociais se
multiplicaram. “O clima ficou muito difícil na escola porque eu estava sendo
abertamente atacado na Câmara, meu nome estava sendo veiculado em grupos de
WhatsApp”. Segundo o professor, a Secretaria de Educação realizou, em março,
uma reunião com as famílias da turma, que foram incentivadas a procurar o
Conselho Tutelar e o Ministério Público para denunciá-lo.
César,
então, resolveu pedir demissão da matrícula que possuía para dar aulas na
Escola Municipal Senador Major Olímpio. “A situação ficou muito ruim dentro da
escola e eu não confiava na equipe gestora. Não vi outra situação, não tinha
como eu continuar trabalhando lá, pedi para que o contrato fosse cessado. Mas,
continuei no meu cargo de efetivo”, conta.
Após o
pedido de demissão da escola, a secretária de Educação da cidade, Lídia Lúcia
Sarmento de Lima, resolveu abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD)
contra o professor, por supostamente ter mostrado material impróprio para os
alunos e estar caluniando a secretária.
“Estou
me sentindo vulnerável, cansado, exausto, assediado, exposto e inviabilizado na
minha função. Eles estão impedindo que eu dê aula, estão impedindo que eu seja
professor, estão impedindo que eu pense. A cena é digna de um processo
inquisitorial, denúncias anônimas, sendo obrigado a prestar contas sobre a
suposta denúncia para pessoas que têm autoridade constituída política, mas não
autoridade pedagógica, tentando cercear minha maneira de dar aula. Isso tudo é
muito sério”, desabafa o professor César Augusto.
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Conteúdo das aulas é referendado
A
Associação Nacional de História, seção estado de São Paulo (ANPUH-SP),
referendou o conteúdo ensinado pelo professor César Augusto Mendes Cruz. Em
nota, a associação disse que a aula estava em conformidade com a BNCC, o
Currículo Paulista e a Lei 10.639/2003. A Anpuh repudiou o que chamou de
“obstrução do trabalho como historiador” e “interferência irregular da
administração escolar”.
A
Apeoesp, sindicato dos professores, criticou a adesão da gestão às pressões de
“famílias desinformadas” e comparou o episódio à lógica de propostas como
“escola sem partido”. O sindicato também referendou o contéudo e defendeu a
liberdade de cátedra.
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Escola possui histórico de casos
A
Escola Municipal Major Olímpio segue as diretrizes do modelo cívico-militar,
com proposta pedagógica baseada em disciplina rígida e valorização de “valores
cívicos”. “Um sargento e um subtenente reformados cuidam de dar algumas poucas
aulas da parte cívica, que seriam símbolos nacionais ou convívio, coisas do
tipo. Eles cuidam da parte disciplinar, ou seja, de punir os desvios de conduta
e os desvios de disciplina”, resume o professor César Augusto.
Segundo
relatos do professor, o seu caso não foi o primeiro a ocorrer na escola. “Já
vinha num crescente de assédio a professores, porque antes de mim já tinha
acontecido um assédio gravíssimo com professor de Ciências e, no ano passado, o
professor de Português também foi censurado numa questão em que ele trabalhou
linguagem neutra”, relatou.
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O que diz a Prefeitura de Ilhabela?
O ICL
Notícias procurou a Secretaria de Educação de Ilhabela para questionar sobre o
caso. Em nota, a Secretaria afirmou que “o professor de História foi convidado
para um diálogo interno durante seu horário de trabalho pedagógico, após
manifestações formais de famílias recebidas pela escola e pela SME”. Leia:
“A
Secretaria Municipal de Educação de Ilhabela (SME) informa que o professor de
História foi convidado para um diálogo interno durante seu horário de trabalho
pedagógico, após manifestações formais de famílias recebidas pela escola e pela
SME.
O
conteúdo ministrado está em conformidade com o Currículo Paulista e as
preocupações referem-se à forma de abordagem adotada em sala de aula, e não ao
conteúdo. Durante a reunião, o professor foi orientado quanto à adequação da
linguagem com alunos de 10 anos, reconhecendo que algumas expressões podem ter
gerado interpretações divergentes.
A
Secretaria Municipal de Educação reafirma que o professor recebeu apoio técnico
e jurídico e que todas as medidas adotadas buscaram preservar a integridade dos
envolvidos e evitar desinformações, mesmo o professor tendo buscado exposição
na mídia sobre o caso. Em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
(LGPD) e ao sigilo funcional, a SME não comenta publicamente processos
administrativos, garantindo o direito à privacidade, à ampla defesa e ao
contraditório, garantindo a justiça e a imparcialidade”.
Fonte:
ICL Notícias

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