sexta-feira, 13 de junho de 2025

Influenza, o vírus da gripe: os 5 dados que mostram como ele é perigoso

A influenza, o vírus da gripe, é resistente e tem grande potencial de transmissão, explica um artigo médico do National Institutes of Health (NIH), a instituição nacional de saúde dos Estados Unidos. Ele ocorre de forma sazonal – durante os meses mais frios em cada hemisfério do planeta – e pode causar “uma doença respiratória altamente contagiosa capaz de infectar o nariz, a garganta e os pulmões”, continua a entidade.

Por ser um vírus bastante conhecido e que ressurge anualmente, muita gente não dá a ele a devida importância. Mas um quadro de doença respiratória causado pela influenza pode se transformar em doenças mais graves, como a pneumonia, adverte um documento do Ministério da Saúde do Brasil. 

Por isso, a National Geographic separou cinco dados essenciais que mostram como a influenza, o vírus da gripe, pode ser perigoso para a saúde.

<><> 1. O vírus da gripe pode levar a doenças mais sérias

Segundo explica o artigo do Ministério da Saúde brasileiro, a influenza pode debilitar o corpo abrindo espaço para outras doenças oportunistas. Entre elas estão:

•        A pneumonia causada por outros vírus e por bactérias;

•        A otite – que é uma inflamação do ouvido causada também por bactérias, vírus e fungos;

•        A sinusite (inflamação das mucosas da região do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos);

•        A chamada “pneumonia primária por influenza”, que se dá “predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares em mulheres grávidas”, explica a fonte.

<><> 2. Existem vários tipos de influenza, como o que causa a gripe aviária

“Os dois principais tipos de vírus da influenza - A e B - são os que normalmente se espalham nas pessoas”, detalha o National Institutes of Health (NIH). 

“Os vírus do tipo A são encontrados em várias espécies de animais, – como suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves – além dos seres humanos”, destaca o ministério brasileiro. Alguns subtipos de vírus influenza A que têm origem animal também podem infectar humanos, causando a gripe aviária, por exemplo, decorrente do vírus A(H5N1).

Já o vírus do tipo B infecta “exclusivamente os seres humanos”, diz o governo brasileiro. Existe ainda o tipo C da influenza, que contagia humanos e suínos, e é detectado com menos frequência, “não estando relacionado com epidemias”, continua o artigo.

“Em 2011 um novo tipo de vírus da gripe foi identificado. O vírus influenza D, o qual foi isolado nos Estados Unidos em suínos e bovinos e não são conhecidos por infectar ou causar a doença em humanos”, completa a fonte brasileira.

<><> 3. A influenza pode causar pandemias

O NIH alerta que é possível acontecer uma pandemia decorrente destes vírus. Ela se dá quando um novo vírus da gripe se espalha, em especial quando as pessoas não têm imunidade contra ele.

A fonte conta que “a última pandemia de influenza conhecida ocorreu em 2009 com o surgimento do vírus da influenza H1N1", diz o NIH. Não subestimar seu potencial pandêmico, bem como tratar e prevenir a gripe, é importante para proteger a saúde pública, completa.

Por isso, a recomendação é de que as pessoas as quais “apresentem sintomas de gripe (como febre, tosse, dores no corpo, na cabeça e na garganta, entre outros) devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença” – um prazo que chega a até sete dias após o início dos sintomas, informa a fonte do governo brasileiro.

<><> 4. A influenza é especialmente perigosa para estes grupos de pessoas

O NIH ressalta que, a cada ano, “a gripe causa milhões de doenças em todo o mundo, resultando em milhares de hospitalizações e mortes”

Por ser altamente contagiosa, a gripe causada pela influenza é bastante prejudicial para quem tem 65 anos ou mais, para crianças pequenas (em especial, menores de 5 anos de idade); e pessoas com problemas de saúde como doenças cardíacas ou asma, diz o NIH.

O ministério brasileiro, por sua vez, indica alto risco de vida também para quem sofre com obesidade e transtornos neurológicos capazes de comprometer a função respiratória (como lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, Síndrome de Down, AVC, entre outras).

Mulheres puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal); indivíduos com doenças hematológicas; e distúrbios metabólicos como o diabetes mellitus  também despertam atenção e cuidado com a gripe.

<><> 5. A influenza pode ser controlada através da vacina da gripe

As entidades médicas são unânimes em dizer que “a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações”.

Ela evita que a doença se torne grave e que haja mortes decorrentes. “A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe”.

No Brasil, a vacinação contra a gripe é gratuita através do Sistema Único de Saúde (SUS) e protege o organismo dos três subtipos da doença que mais circularam no Hemisfério Sul, finaliza o órgão de saúde.

•        Doenças mais comuns no Brasil

Entre as enfermidades que afetam a população brasileira, as mais preocupantes, de acordo com o Ministério da Saúde, são as chamadas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs).

Segundo a OMS, as DCNTs matam cerca de 41 milhões de pessoas a cada ano, o equivalente a 71% de todas as mortes no mundo. A agência também considera essas doenças como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

Já no Brasil, de acordo com o relatório “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030”, que utiliza dados de 2019 como base, as DCNTs causam cerca de 1,8 milhões de internações no Sistema Único de Saúde por ano.

Segundo o relatório, as principais doenças dessa categoria que afetam os brasileiros são doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

<><> Doenças do coração

Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas têm alguma doença cardiovascular, um grupo de enfermidades que afeta o coração e os vasos sanguíneos e as quais incluem:

•        Doença coronariana: é a doença dos vasos sanguíneos que irrigam o coração;

•        Doença cerebrovascular: trata-se da doença dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro e pode levar a um Acidente Vascular Cerebral (AVC);

•        Doença arterial periférica: é a doença dos vasos sanguíneos que irrigam os membros superiores e inferiores;

•        Doença cardíaca reumática: acontece por danos no músculo do coração e válvulas cardíacas devido à febre reumática, causada por certas bactérias;

•        Cardiopatia congênita: trata-se de malformações na estrutura do coração existentes desde o momento do nascimento;

•        Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: ocorre quando surgem coágulos sanguíneos nas veias das pernas, que podem se desalojar e se mover para o coração e pulmões.

Esse grupo é responsável por, pelo menos, 400 mil mortes ao ano no Brasil, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Isso corresponde a 30% de todos os óbitos no país.

<><>  Câncer em seus vários tipos

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio de 2023-2025, o que significa mais de 2,1 milhões de novos diagnósticos até 2025.

Entre os tumores malignos mais incidentes no Brasil estão o de pele não-melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminino (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

<><> Diabetes mellitus

O Brasil é o 5º país com maior incidência de pacientes diagnosticados com diabetes mellitus (altas taxas de açúcar no sangue devido à falta ou ineficiência de insulina) no mundo – com mais de 16,8 milhões de casos em pessoas entre 20 e 79 anos. O país fica atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

Esses dados estão no Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões de brasileiros.

<><> Doenças respiratórias crônicas

As doenças respiratórias crônicas (DRCs) são doenças das vias aéreas e outras estruturas do pulmão. Algumas das mais comuns são doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, bronquites, doenças pulmonares ocupacionais e hipertensão pulmonar.

No Brasil, a asma é – segundo o Ministério da Saúde – um dos problemas respiratórios mais recorrentes. Estima-se que 23,2% da população viva com esta doença. Em 2021, o SUS espera 1,3 milhão de atendimentos em pacientes com a condição.

Já entre as mais prevalentes, nas doenças respiratórias, está a DPOC, caracterizada pela obstrução do fluxo de ar nos pulmões. De acordo com Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, pelo menos 6 milhões de brasileiros têm a doença, mas apenas 12% dos casos são diagnosticados.

 

Fonte: National Geographic Brasil

 

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