quinta-feira, 2 de maio de 2024

Geração de emprego e renda é prioridade do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste

Neste 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalhador. Para além do feriado nacional, é importante garantir que a sociedade possa usufruir de políticas públicas que fortaleçam a geração de emprego e de renda, dando oportunidade e melhor qualidade de vida para a população. Este é um dos objetivos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, formulado pela Sudene e construído a partir da contribuição de especialistas, governos estaduais, ministérios setoriais e membros da sociedade civil.

O PRDNE possui iniciativas específicas para estimular a geração de postos de trabalho em sintonia com as vocações econômicas da área sob influência das atividades da Autarquia. Através da análise aprofundada da realidade local pela Sudene, foram desenvolvidos programas que identificam os desafios territoriais que ainda persistem neste cenário, dentre os quais a oferta de emprego e a qualificação profissional.

“Esse instrumento de planejamento regional nos permite orientar a entrega de bens e serviços à sociedade, tendo em vista a redução das desigualdades regionais, causadas também pelo desemprego. As ações do PRDNE buscam realçar a oferta de emprego formal a partir da ação integrada entre governos, iniciativa privada e sociedade civil. É uma grande parceria para oferecer cada vez mais oportunidades de qualidade para a geração de renda e ocupação da nossa população”, afirmou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral.

Uma das propostas do plano regional é o Programa Mais Serviços Nordeste. Esta iniciativa pretende ampliar os investimentos no setor de serviços nordestino, contribuindo para a geração de renda e empregos através do fortalecimento do mercado local de consumo de serviços. Dentre as ações previstas estão a ampliação da qualificação profissional para micro e pequenos empreendedores da região, além do estímulo à formalização deste público. A autarquia vai atuar em parceria com os Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A economia criativa também é apontada pelo PRDNE como um vetor estratégico para criar empregos. Por isso, o Programa Nordeste Vivo busca reconhecer a importância deste setor para o desenvolvimento social, cultural e econômico. A Sudene propõe como ação estratégica o fomento de arranjos produtivos, incubadoras e espaços colaborativos que favoreçam a geração de emprego, renda e inclusão social por meio deste setor. A superintendência também vai apoiar a formação e qualificação de profissionais da cultura e da economia criativa por meio do intercâmbio e acesso a recursos e instrumentos de financiamento.

“A economia criativa é um conceito recente, mas que revela um grande potencial do Brasil, e dentro do Brasil, o inegável potencial do Nordeste”, ressaltou a economista Tânia Bacelar.

Outras medidas do PRDNE que estimulam a geração de renda associada à oferta de trabalho são os Programas Desenvolvimento da Agropecuária e Fortalecimento da Proteção Social e Direitos Humanos. No primeiro, o plano regional vai incentivar o avanço da agricultura familiar e o apoio a arranjos produtivos locais da agropecuária como fatores de geração de emprego e renda. Já na segunda proposta, a Sudene vai promover ações de inclusão social e produtiva de promoção do trabalho e renda por meio da economia popular e solidária, além da autonomia econômica das mulheres.

“O plano está seguindo as diretrizes necessárias para gerar mais oportunidades para os trabalhadores com programas que abrangem diversos setores produtivos, sejam agricultores, empreendedores ou aqueles que desejam ampliar sua qualificação profissional. É essencial este olhar minucioso para termos uma geração de empregos que agregue todos os cidadãos”, complementou Danilo Cabral.

 

•        Projeto retrata impactos do agronegócio para biomas na região do Matopiba

 

Com uma série de matérias e reportagens especiais, inéditas e exclusivas, produzidas pela Agência de Conteúdo Eco Nordeste, o Projeto ma.to.pi.ba. - iniciativa multimídia realizada com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), tem retratado ao longo dos últimos quatro meses os impactos ambientais e sociais provocados pelo agronegócio na região que abriga três dos seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga e Cerrado e que é apontada desde os anos 1980 como um celeiro mundial de commodities como o milho, algodão e soja – o Matopiba. Com 73 milhões de hectares, a área que abriga a região que é reconhecida pelo Governo Federal como sendo de ampla expansão agropecuária reúne um total de 337 municípios dos estados do Maranhão, Bahia, Piauí (região Nordeste) e Tocantins (região Norte), e é vista por especialistas como “uma fronteira aberta para a devastação da Amazônia e, consequentemente, para o agravamento da crise climática global”.

Ao longo dos quatro meses de trabalho a equipe de reportagem da Eco Nordeste, composta pela repórter Alice Sales e pela fotógrafa Camila de Almeida, visitou alguns dos municípios localizados na porção maranhense do Matopiba para conhecer de perto os impactos socioambientais causados pelo agronegócio. Mas, nem só de mazelas é feita a região. As reportagens especiais trazem também as experiências exitosas que, na contramão da devastação provocada pelo agronegócio, buscam contribuir para a conservação dos recursos naturais existentes na região.

As três reportagens, bem como as 11 matérias produzidas pela Eco Nordeste podem ser lidas na íntegra no site da agência, acessível por meio do link: https://agenciaeconordeste.com.br/projetos/matopiba/ . No site também é possível acompanhar os podcasts, web stories e se inscrever para receber a newsletters que integram o Projeto ma.to.pi.ba.

Em junho, a equipe seguirá para o oeste da Bahia em busca de novas histórias que inspirem iniciativas de conservação dos recursos naturais e retratos de como o agronegócio vem impactando o meio ambiente e a vida das pessoas que residem nos municípios que integram a porção baiana do Matopiba.

Vale destacar que o trabalho que vem sendo desenvolvido traz também os reflexos da expansão agrícola nos estados do Piauí e do Tocantins e as ações positivas que buscam amenizar os danos e promover medidas de conscientização e conservação de áreas naturais.

O projeto é executado por uma equipe premiada composta pelas repórteres Alice Sales e Camila Aguiar, a fotógrafa Camila de Almeida, com edição da jornalista Verônica Falcão e coordenação geral da jornalista Maristela Crispim. Líliam Cunha assume a Assessoria de Comunicação, Flávia P. Gurgel é responsável pelo design; Isabelli Fernandes, edição de podcasts, e Andréia Vitório faz o gerenciamento das redes sociais.

 

Fonte: Ascom Sudene/Tribuna da Bahia

 

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