segunda-feira, 6 de maio de 2024

Bahia: Jerônimo não repassa parcela do precatório do Fundef a professores, mesmo com verba na conta desde março

Desde 27 de março, repousam nas contas do governo baiano um total de R$ 3,349 bilhões transferidos pela União para o pagamento da terceira parcela que os professores da rede estadual de ensino têm direito no bolo dos precatórios do Fundef. Mas até o momento o Poder Executivo não enviou à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) o projeto de lei que autoriza a liberação do repasse e nem anunciou se pretende encaminhá-lo em curto prazo. Sem isso, os cerca de 87 mil profissionais do magistério beneficiados com os recursos não sabem quando vão receber a parte destinada a eles, fixada pelo Supremo Tribunal Federal em 60% do montante, ou seja, R$ 2,09 bilhões. O restante, R$ 1,339 bilhão, dever ser aplicado de forma obrigatória em políticas públicas para o desenvolvimento da educação, ainda de acordo com a decisão da corte. Segundo apurou a Metropolítica, a proposta está travada por causa de um impasse entre o governo e o sindicato que representa a categoria, a APLB.

·        Estado de hibernação

A princípio, o desejo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) era elaborar o novo projeto nos mesmos moldes do texto que autorizou a segunda parcela, quitada em 2023. À época, a proposta aprovada pelo plenário da Alba estabeleceu o repasse integral dos 60% para professores, diretores de colégios, coordenadores pedagógicos e secretários escolares, entre outras funções, que estavam na ativa entre janeiro de 1998 e dezembro de 2006. Outros 20% foram pagos a título de abono para todos os profissionais da rede, incluindo quem entrou nos quadros do estado a partir de janeiro de 2007 e os servidores contratados via Reda, que não possuem direito ao precatório. A sobra, também de 20%, ficou na cota do Executivo para investimento em educação. Agora, contudo, a APLB exige que o projeto inclua também o reajuste na tabela de vencimentos da categoria. Diante da pressão do sindicato, o governo suspendeu as negociações sobre a terceira parcela do Fundef.

·        Bons companheiros

Líderes políticos ligados a movimentos de defesa da educação afirmam que a exigência da APLB deu ao governo o argumento que ele precisava para escapar de um eventual ofensiva dos professores por ganhos maiores e de críticas pela recusa em acrescentar juros e correções de mora no repasse dos precatórios, já excluídos nas parcelas anteriores. A estratégia é colocar no colo do sindicato a demora em liberar a verba e deixar que a entidade assuma o ônus. Criada por dissidentes da APLB, a Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (Aceb) percebeu a arapuca e sugeriu que fosse encaminhado um projeto contemplando apenas os 60% devidos aos profissionais com direito aos recursos do Fundef. O destino dos 40% sob controle do estado seria tratado em outra proposta negociada com os representantes da categoria. A ideia, no entanto, foi ignorada pelo governo.

 

¨      O arrocho continua: Jerônimo propõe reajuste salarial de 4% e aumento de 66% no auxilio refeição do funcionalismo

 

O governo estadual encaminhou, na quinta-feira (2), à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba), projetos de lei que estabelecem benefícios para o funcionalismo público estadual. Além de reajuste geral de 4% para todos os trabalhadores da administração direta e indireta, as mudanças no regramento visam contemplar o funcionalismo com iniciativas como a regulamentação e reajuste do auxílio refeição, a concessão de reajuste complementar de 2,85% para carreiras com vencimento básico abaixo do salário mínimo e a aplicação do piso nacional da educação – que será reajustado em 3,62%

A estimativa é que todas essas mudanças gerem um impacto para os cofres públicos de R$ 697 milhões, em 2024, e de R$ 1,282 bilhão, em 2025. Só o reajuste linear custará, este ano, cerca de R$ 464 milhões aos cofres estaduais, sendo R$ 891 milhões no próximo ano.

Caso os projetos de lei sejam aprovados, as medidas irão repercutir já no pagamento do funcionalismo do mês de maio, sendo que o percentual de reajuste linear será concedido da seguinte forma: 2%, em maio; e 2%, em setembro.

#### Auxílio refeição

Mais uma importante medida para o funcionalismo será a regulamentação e reajuste do auxílio refeição, que é pago em pecúnia. Servidores em regime de 30 horas semanais passarão a receber auxílio mensal de R$ 286, enquanto aqueles que trabalham no regime de 40 horas terão o benefício mensal ampliado para R$ 440, o que representa um incremento de 66%. O reajuste do auxílio refeição vai gerar, este ano, um impacto de R$ 110 milhões para os cofres públicos estaduais, sendo de R$ 202 milhões em 2025

O reajuste do auxílio refeição – que começa a valer a partir da folha do mês de junho – vai resultar em ganhos adicionais que variam de 2,83% a 7,29% para as carreiras com menores remunerações: perito técnico (2,83%); soldado (3,30%); técnico da saúde 40h (3,79%); auxiliar da saúde 40h (4,23%); técnico administrativo 40h (6,10%); e auxiliar administrativo 40h (7,29%).

No caso da aplicação do valor do Piso Nacional da Educação – estipulado em R$ 4.580,57 – o pagamento será efetuado já na folha do mês de maio.

NOTA

Importante esclarecer que tal benefício só tem direito aos servidores da ativa, aos aposentados só resta o arrocho. FORA JERÔNIMO

·        Diálogo

No ano passado, o Governo do Estado adotou um conjunto de medidas que impactaram em acréscimos salariais para diversas categorias – como educação, saúde e segurança pública. Todas essas medidas geraram acréscimos para os cofres públicos, em 2023, de quase R$ 2 bilhões, que se somam ao impacto de R$ 697 milhões estimado para este ano.

Ainda neste primeiro semestre, o Governo vai estabelecer a abertura de diálogo com as mais diversas representações sindicais das categorias, a fim de elaborar propostas específicas com perspectiva de elaboração de acordos que serão implementados nos próximos três anos, de 2025 a 2027.

NOTA:

Prática comum no (des)governo Ruim Costa, o aprendiz de ditador e menino de recado do seu mentor e patrão político, Jerônimo Rodrigues segue na mesma linha implantada por aquele que foi um dos piores governadores da Bahia, fazendo da MENTIRA sua maior propaganda e linha de governo

¨      Enquanto arrocha os servidores públicos, Jerônimo agrada elite do fisco

Após o envio à Assembleia Legislativa dos projetos de leis que tratam do reajuste linear para os servidores públicos e as mudanças nas tabelas dos cargos do fisco (auditor fiscal e agentes de tributos), o Sindsefaz se debruçou sobre os números e concluiu que haverá um importante incremento para as classes iniciais.

A tabela mostra os padrões de vencimentos atuais, a proposta do governo para 2024 inclusa na mensagem enviada à Assembleia Legislativa e quanto a diferença representa em termos percentuais. Na Classe 1, a alteração representa um avanço de 38,66% para os agentes de tributos e 30,95% para os auditores fiscais. Já na Classe 2, o ganho é, respectivamente, de 22,59% e 19,18%. Os avanços extraordinários são observados até a Classe 4.

O governo atendeu assim uma das reivindicações da entidade, para estancar a evasão de quadros da Sefaz-BA, problema que vínhamos alertando há meses. A nossa expectativa é que com a mudança nos interstícios para avanço nas classes 3, 4 e 5, de 24 para 12 meses, sejam também abertas vagas para a realização de um novo concurso para os dois cargos, auditor fiscal e agente de tributos. Informações preliminares dão conta que podem ser realizados certames para 150 vagas de AF e 75 de ATE.

Sem prejuízo de continuidade da luta por um reajuste salarial linear de pelo menos 10%, que é o pleito apresentado pela Fespe-Bahia, que reúne os sindicatos de importantes categorias do Estado, o Sindsefaz considera importante o resultado das tratativas com o governo em torno desse ponto, fundamental para o fortalecimento da carreira do fisco.

 

Fonte: Metro1/Sidesefaz

 

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