ALBA aprovou contas do último ano da gestão de Rui Costa
Em sessão realizada na tarde desta terça-feira
(12), a Assembleia Legislativa aprovou as contas do então governador Rui Costa
referentes ao exercício de 2022. O ofício encaminhado pelo Tribunal de Contas
do Estado (TCE-BA) indicou parecer favorável à aprovação. Além do documento, o
plenário ainda apreciou o requerimento de urgência para tramitação do projeto
de lei do Executivo que autoriza o Governo da Bahia a contrair empréstimo de
até 42 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID).
Ao defender a aprovação da matéria referente às
contas do ex-governador, o líder da bancada governista, deputado Rosemberg
Pinto (PT), argumentou que o TCE, órgão que tem o papel de assessorar a ALBA,
emitiu parecer técnico sugerindo a aprovação. Durante a tramitação na Comissão
de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle no Legislativo baiano, frisou o
líder, o parecer também foi aprovado. “Precisamos valorizar uma gestão que
cumpriu todos os ritos legais e atendeu todos os índices previstos em lei. Por
isso, encaminho o voto da nossa bancada pela aprovação das contas de um gestor
que foi exemplo do ponto de vista da gestão”, justificou Rosemberg.
O líder da bancada oposicionista, Alan Sanches
(UB), foi à tribuna manifestar seu voto contrário ao parecer. No seu
entendimento, a bancada não poderia votar a favor das contas de um governador
que “não cumpriu a lei”. “De forma alguma a oposição vai aprovar as contas de
uma gestão que não cumpriu o que diz a lei em relação ao pagamento das emendas
impositivas. É por isso que a oposição vota contra, porque ele não cumpriu a
lei”, enfatizou o parlamentar, que liberou os integrantes da sua bancada para
votarem da forma que achassem conveniente. O resultado da votação foi o placar
de 32 votos favoráveis e 3 contrários.
Durante a sessão conduzida pelo presidente Adolfo
Menezes, a Casa também aprovou o requerimento de urgência para tramitação do
Projeto de Lei (PL) nº 25.118/23, que autoriza o Poder Executivo a contratar
operação de crédito de até 42 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID) para financiamento do Programa Bahia Mais Digital -
Transformação Digital do Governo do Estado. A matéria de autoria do Executivo
baiano foi aprovada por maioria e teve votos contrários da bancada de oposição
e do deputado Hilton Coelho (Psol).
O programa, conforme explicado pelo governador
Jerônimo Rodrigues em mensagem enviada ao Legislativo, tem como objetivo
promover a transformação digital através da ampliação da oferta de serviços
digitais, aprimoramento da plataforma de serviços e relacionamento com o
cidadão, além de fomentar o fortalecimento da gestão, da governança e da
capacidade digital do estado. “O programa visa, ainda, potencializar a
eficiência na prestação dos serviços públicos, aumentando o nível de satisfação
dos cidadãos, reiterando o compromisso do Governo do Estado na prestação de
serviços eficazes e de qualidade à população baiana”, argumentou o chefe do
Executivo.
DEBATE
Ao longo da sessão, o líder oposicionista Alan
Sanches (UB) externou a insatisfação da bancada com o não pagamento das emendas
impositivas por parte do Governo do Estado. “No dia 1º de janeiro, o governador
esteve aqui neste plenário e se comprometeu a pagar as emendas impositivas dos
63 deputados. Chegamos a 12 de dezembro e nós, da oposição, que também
representamos a Bahia, não tivemos conhecimento do pagamento das emendas”,
afirmou.
O líder governista, deputado Rosemberg Pinto (PT),
explicou que o caso não se trata exatamente de um descumprimento por parte do
chefe do Executivo, mas de obstáculos impostos pela burocracia típica do
Estado. “É um procedimento que tem seus regramentos legais. Essa é uma angústia
também da bancada do governo, pois há um questionamento da burocracia desses
procedimentos”, justificou.
Como solução para o impasse, Rosemberg informou que
uma reunião foi agendada para esta quarta-feira (13) com a Secretaria Estadual
de Relações Institucionais (Serin), com participação da liderança da oposição,
para ajuste da questão das emendas impositivas.
Ainda nesta quarta, há a expectativa de que as
lideranças das bancadas do governo e da oposição firmem acordo para que sejam
votados projetos oriundos de órgãos como Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA),
Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público (MP-BA) e Tribunal de
Contas dos Municípios (TCM). Ainda conforme o líder Rosemberg Pinto, há
possibilidade de apreciar projetos de autoria
dos parlamentares.
Lúcio
aponta mal-entendido após fala de Geddel emparedando governador
Uma polêmica surgiu no noticiário quando Geddel
Vieira Lima afirmou nas redes sociais que o MDB retiraria “a legítima pretensão
do vice-governador Geraldo Júnior” de concorrer à Prefeitura de Salvador em
2024. Após a publicação, veículos de comunicação divulgaram a suposta
desistência da pré-candidatura do partido. Para o lugar dele, o ex-ministro
sinalizou apoio ao deputado federal Antonio Brito (PSD).
“Li hoje a entrevista do amigo Senador Otto
Alencar, onde ele reafirma a candidatura de Antônio Brito a Prefeitura de
Salvador Como observador da cena no MDB, já que influencia não exerço, posso
afirmar que se esse é o caminho para acabar essa novela e a base de Jerônimo
subir a colina unida na festa do Bomfim o MDB retira a legítima pretensão do
Vice Governador Geraldo Jr e declara imediato apoio a Tony Brito [sic]”,
escreveu Geddel no Instagram, marcando os perfis de diversos políticos,
incluindo o de Jerônimo e o de Jaques Wagner.
No entanto, Lúcio Vieira Lima, presidente de honra
do MDB na Bahia, esclareceu que houve um mal-entendido. Ele assegurou que o
nome de Geraldo ainda está em consideração como opção da base do governador
Jerônimo Rodrigues (PT), que planeja selecionar um candidato entre os
diferentes partidos para tentar evitar a reeleição do prefeito Bruno Reis
(União Brasil).
Lúcio disse que o MDB não colocará obstáculos para
a construção da unidade na base. Segundo o emedebista, o partido seguirá a
eventual posição do grupo de apoiar a candidatura de Antônio Brito e reclamou
da demora para definir o nome para disputar o cargo. Mas ressaltou que
"continuamos acreditando que o melhor para Salvador é a candidatura de
Geraldo Júnior".
À imprensa, o governador Jerônimo Rodrigues
garantiu que não teve conhecimento da suposta retirada da pré-candidatura de
Geraldo: “Eu não recebi nenhuma comunicação de nenhum partido, inclusive, o
presidente do MDB, [Alex] Futuca, não me registrou nada, nem outros partidos”.
Ainda sobre Geraldo Júnior, o vice-governador
baiano admitiu, em entrevista à rádio Metrópole no início da semana, que há uma
“insatisfação” no seu partido com a demora do grupo político governista para
definir o candidato a prefeito de Salvador.
“Há uma cobrança para uma definição aqui em
Salvador. O partido precisa redimensionar os seus posicionamentos”,
contou. ”Quando eles [integrantes do
MDB] dizem que nós estaremos fora [se demorar para definir o candidato], não é
fora do grupo político. Nós estaremos fora da colocação da manutenção do meu
nome, e eu não posso ser candidato se eu não tiver partido”, emendou Geraldo
Júnior.
Definição - Diferente da previsão do senador Otto
Alencar (PSD), repercutida pela Tribuna da Bahia na edição anterior, o
governador Jerônimo Rodrigues disse que espera que o conselho político defina,
ainda este ano, o nome da oposição para fazer frente a Bruno Reis. “Eu espero
que a gente possa resolver ainda este ano”, revelou o governador Jerônimo Rodrigues, que relatou que a
dificuldade do grupo não está só em escolher o pré-candidato na capital baiana.
Fonte: Tribuna da Bahia

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