Caos
do IOF: Moraes convoca para a negociação política
Há
muitas definições para a Política, que é a arte da negociação, por excelência.
O filósofo grego Platão, o primeiro a tratar do tema no chamado mundo
Ocidental, acreditava que os interesses conflitantes de diferentes partes da
sociedade podem ser harmonizados. A melhor ordem política, racional e justa que
ele propõe conduz a uma unidade harmoniosa da sociedade e permite que cada uma
de suas partes floresça, mas não à custa das outras. Já Aristóteles, mais
jovem, um de seus discípulos, considerava que a política é “a ciência que tem
por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade
individual do homem na Cidade-Estado, ou pólis), e na política propriamente
dita” (que se preocupa com a felicidade coletiva).
Filósofo
da Renascença que se dedicou à política, Niccolò di Bernardo dei Machiavelli,
mais conhecido entre nós como Maquiavel, que viveu na rica Florença dos séculos
15 e 16, era mais pragmático e destacou a importância de se manter o poder, ou
seja, do governante manter-se no governo para que o Estado e a ordem social
sejam preservados. Entre um de seus conselhos ao Príncipe, que geraram o
adjetivo “maquiavélico”, estava o de que “o bem deve ser feito sempre que
possível” (e aos poucos); o mal deve ser feito sempre que necessário” (e de uma
vez, para gerar menos reações).
No
Brasil, um dos berços da negociação política foi Minas Gerais, embora os velhos
políticos mineiros conversassem sem dizer palavras. Ou, como aconselhava
Tancredo Neves, um dos mais matreiros e sagazes políticos mineiros, que evitava
dar murro em ponta de faca: “meu filho, carta a gente só escreve depois de
receber a resposta”. Eu prefiro a singela receita de convivência humana do
saudoso poeta Vinícius de Moraes, que está nos fazendo falta nestes tempos tão
raivosos de ódio destilado pelas redes sociais. Dizia Vinícius no “Samba da
Bênção”, que compôs com o genial violonista Baden Powell: (...) “A vida não é
brincadeira, amigo; A vida é arte do encontro; Embora haja tanto desencontro
pela vida”.
Lembro
de Vinícius por dois motivos. Primeiro, porque na próxima quarta-feira, 9 de
julho, completam-se 45 anos de sua partida. Segundo, porque um outro Moraes, o
ministro do Supremo Tribunal Federal, acaba de fazer uma grande jogada
política. Coube a ele arbitrar o conflito entre o Executivo, que, através do
Ministério da Fazenda, alterou as alíquotas do IOF para algumas operações
financeiras, e o Congresso, que, atendendo aos reclamos do setor financeiro e
do agronegócio e da área imobiliária, aprovou por 383 votos, na Câmara dos
Deputados, um Projeto de Decreto Legislativo que cassou o IOF do governo. Isso
motivou uma arguição de Constitucionalidade pelo Advogado Geral da União, Jorge
Messias. Alexandre de Moraes apitou alto e parou o jogo. E deu cartão amarelo
para todos os “jogadores”. O ministro marcou uma audiência de conciliação entre
as partes, dia 15 de julho no Supremo, em Brasília, entre os representantes do
governo (AGU e Ministério da Fazenda) e do Poder Legislativo (os presidentes do
Senado e do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara,
deputado Hugo Motta (Republicanos-RJ), para um acordo sobre o assunto. Os ecos
da reunião dos Brics, no Rio, podem ajudar na conciliação.
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'Gilmarpalooza' foi palco da trégua
O
curioso é que esta trégua de duas semanas para a costura de um entendimento
entre os poderes foi tecida fora do Brasil, em Lisboa, onde é realizado
anualmente o Fórum Jurídico de Lisboa, que o decano do Supremo Tribunal Federal
(STF), Gilmar Mendes, realiza anualmente em Portugal, por meio de seu Instituto
Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, que manteve a sigla IDB, do
Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Fundado em 1998, o IDP tem
ainda como sócios fundadores o atual PGR, Paulo Gonet, e o ex-PGR, Inocêncio
Mártires Coelho. Estava presente em Lisboa a maior parte dos ministros do STF,
juristas, empresários e advogados e os presidentes da Câmara e do Senado, além
de políticos dos mais diversos partidos. O Fórum é chamado jocosamente de
“Gilmarpalooza”, mas este ano deu liga.
Sem os
vícios e os maus fluidos da atual politicagem que se instalou nas duas casas do
Congresso e se irradia pelas redes sociais, deu-se em Lisboa a “arte do
encontro” pregada por Vinícius para o primeiro passo de um grande acordo
institucional entre os três Poderes da República, tendo como pano de fundo a
solução do impasse do IOF. Foi na noite de quinta-feira, em Lisboa, que
Alexandre de Moraes deu o voto para resolver o impasse pela negociação política
– suspendeu o aumento do IOF, bem como sua revogação, marcando uma audiência
geral de conciliação entre os representantes dos Três Poderes para o dia 15 de
junho. Em duas semanas, é perfeitamente possível uma solução harmônica e
duradoura antes do recesso Legislativo e do Judiciário, em 18 de julho.
Um
elemento inesperado que deixou clara a inexperiência do atual presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta (eleito em 1º de fevereiro), para exercer a
liderança e se apresentar como o número 3 na linha de sucessão do Poder
Executivo - na ausência do presidente lula, assume o vice, Geraldo Alkmim e, na
ausência de ambos, o presidente da Câmara, sendo o 4º na linha de sucessão o
presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso - foi a presença
simultânea, em Lisboa, do ex-presidente da Câmara, o conservador deputado
Arthur Lira (PP-AL). Experiente, Lira, que conduziu dois mandatos à frente da
presidência da Mesa da Câmara, nos dois últimos anos do governo Bolsonaro e nos
dois primeiros anos do terceiro governo Lula, tem sensibilidade para atuar na
negociação política entre os dois espectros.
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Ricos contra a justiça fiscal
Lira é
o relator do Projeto de Lei do governo Lula que prevê isenção do IR em 2026
para os assalariados que ganham até cinco salários-mínimos (R$ 7.590). Para
compensar a isenção, inicialmente estimada em R$ 27 bilhões, para 10 milhões de
contribuintes, o governo elevaria a contribuição dos que ganham acima de R$ 50
mil mensais, incluindo rendimentos de lucros e dividendos na renda total
tributável. Isso atingiria cerca de 141 mil pessoas. O balanço das duas medidas
seria neutro para a carga tributária do país. Mas seria um enorme avanço na
redistribuição da justiça fiscal no país.
Entretanto,
a reação do Congresso, taxando a medida de justiça tributária do IOF como
“aumento da carga tributária” (quando, na verdade, a elevação das alíquotas do
IOF não busca nem 10% dos ganhos que a elevação de 10,50% da taxa Selic desde
maio de 2024 para os 15% ao ano atuais - o último aumento de 0,25% na Selic
implica a transferência de R$ 14,2 bilhões do Tesouro Nacional para o sistema
financeiro e o conjunto dos rentistas) acirrou o clima de confronto entre o
governo e a oposição. O governo busca ampliar no IR a justiça tributária já
aprovada na Reforma Tributária sobre o consumo (que vai valer a partir de
2027). A maioria do Congresso, que fez a defesa dos postulados da Faria Lima, o
centro financeiro do país, em São Paulo, abraçou a proteção dos ricos. Como
aconteceu nos Estados Unidos com o projeto fiscal de Trump, que deu mais
isenções aos ricos e cortou benefícios sociais.
Simplificando,
virou uma batalha da manutenção dos privilégios dos ricos para não pagar mais
impostos, em benefício do alívio do IR para os de menor renda. E deu o mote
antecipado da campanha eleitoral de 2026, que ganhou as redes sociais como
rastilho de pólvora, com forte adesão popular. Moraes chamou todos à razão e à
discussão sem paixões. A oposição na Câmara, liderada pelo PL, nitidamente
forçou a barra para uma negociação entre o IOF e a anistia aos condenados dos
atos de 8 de janeiro de 2023 e seus antecedentes, cujo sujeito oculto é o
ex-presidente Jair Bolsonaro.
A mediação de Moraes tira o “bode” Bolsonaro da sala (depois de mais um fiasco
da manifestação pró-anistia na Paulista, que “flopou” em 29 de junho; o
ex-presidente deu um tempo nas campanhas pelo país para se tratar da
aerofagia). Arthur Lira pode encontrar o caminho do meio para o acordo entre os
Três Poderes. O acordo político é sempre melhor que a briga. Mas o governo
precisa apontar como recuperar a arrecadação prevista para 2025.
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A Decisão de Moraes
O
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu na manhã
desta sexta-feira (4) os três decretos governamentais que aumentavam a alíquota
do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na mesma decisão, Alexandre
suspendeu também o decreto legislativo que já havia derrubado as medidas, no
final do mês passado.
O
ministro tomou as decisões no âmbito de três processos que tratam de
questionamentos das mudanças na tributação. Na prática, ele devolveu a situação
à estaca zero e determinou uma audiência de conciliação para o dia 15 de julho,
às 15h, que deverá contar com representantes do governo federal e do Congresso,
além da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Advocacia-Geral da União
(AGU) e dos partidos que entraram com as ações.
Segundo
Alexandre, o objetivo da decisão é restaurar a harmonia entre os poderes e
buscar consenso em relação ao assunto.
“Esse
indesejável embate entre as medidas do Executivo e Legislativo, com sucessivas
e reiteradas declarações antagônicas contraria fortemente o artigo 2º da
Constituição Federal que, mais do que determinar a independência dos Poderes,
exige a harmonia entre eles, como princípio básico e inafastável de nosso
Estado Democrático de Direito em busca do bem comum para toda a Sociedade
brasileira.”
O
assunto chegou ao Supremo por meio de duas ações diretas de
inconstitucionalidade (ADI) e uma ação de declaratória de constitucionalidade
(ADC). A ADI 7.827, movida pelo PL, questiona a constitucionalidade dos
Decretos 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025, que aumentaram a alíquota do
IOF. Já a ADI 7.839, ajuizada pelo PSOL, contesta o Decreto Legislativo n.
176/2025, aprovado pelo Congresso, que sustou as medidas do governo.
Já ADC
96, que chegou ao tribunal posteriormente, foi impetrada pela AGU contra a
decisão do Legislativo, com o argumento de que a derrubada do ajuste do IOF foi
interferência indevida sobre os poderes do Executivo.
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Competência do Judiciário
Alexandre
defendeu a competência constitucional do STF para intervir no assunto. Em um
trecho da decisão, o ministro lembrou que o Supremo foi procurado tanto por um
partido da base governista quanto por outro da oposição, o que ilustra a
legitimidade da corte, e que a resolução de conflitos entre os poderes é tarefa
do tribunal.
O
ministro ressaltou que a intervenção não significa qualquer tipo de ativismo
judicial, porque a omissão do STF seria “uma inaceitável covardia
institucional”.
“As
ações propostas, igualmente, demonstram a importância de não se confundir o
exercício da legítima competência constitucional do Supremo Tribunal Federal
com um suposto e indefinido ativismo judicial e afastam a confusão entre
discursos vazios de auto-contenção do Poder Judiciário com sugestões para uma
trágica omissão ou a grave prevaricação ou mesmo com uma inaceitável covardia
institucional para que não se decida e não se faça prevalecer o texto
constitucional.”
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Supremo assumiu papel do presidencialismo de coalizão,
diz Dino
O
Supremo Tribunal Federal tem fomentado acordos e mediações para conflitos
políticos e sociais e, em algum nível, assumiu papeis do presidencialismo de
coalizão, que está em profunda crise. Essa é a percepção do ministro Flávio
Dino, do STF, que participou do painel “Governança orçamentária e Democracia em
regimes presidencialistas”, que aconteceu na quinta-feira (3), no XIII Fórum de
Lisboa.
Para
Dino, o chamado presidencialismo de coalizão, que busca agregar os Poderes em
prol de um único objetivo, falhou. Com o poder político desagregado, o STF fica
com a tarefa de decidir os problemas.
“O
Supremo é demandado toda hora para decidir tudo. Aí a gente diz: ‘matar Inês
não é problema nosso’. Se fizermos isso, dirão: ‘o Supremo omisso e
prevaricador deixou Inês morrer’. Se corrermos com a toga para não deixar
matarem Inês, somos ativistas, ditadores, usurpadores”, disse o ministro, em
uma alusão ao mito de Inês de Castro.
Quando
se trata de temas orçamentários e financeiros, o Supremo sempre dará uma
resposta particular para cada caso. Isso, nas palavras de Dino, é insuficiente.
“Você só caminha até a esquina seguinte”, disse. A solução, para ele, é
incentivar as conciliações.
“Não
conheço ninguém que esteja feliz com essa hiper judicialização dos conflitos
econômicos, políticos e sociais. Mas também não contem com um Supremo
prevaricador e absenteísta. Esse outro extremo seria uma renúncia ao dever”,
disse.
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Entre orçamentos e sereias
A
professora Maria d’Oliveira Martins, da Faculdade de Direito da Universidade
Católica Portuguesa, traçou um paralelo da situação brasileira com o país
europeu e disse que impedir o Parlamento português de atrapalhar a organização
orçamentária é como segurar Ulisses — do mito grego da Odisseia — do canto das
sereias.
Ela
explicou que a Lei Travão portuguesa (que impede o Parlamento de opinar nas
discussões sobre o orçamento até que ele esteja aprovado) tem se tornado mais
branda. As versões mais rigorosas dessa lei estão na França e na Espanha.
Na
esteira da metáfora da professora, Flávio Dino disse que o problema do Brasil é
mais grave que o de Ulisses. “Está difícil extinguir as vozes das sereias. Cada
uma fala uma coisa e uma normalmente acusa a outra de ser responsável pelo
suposto naufrágio desse navio.”
Ele
reforçou que é preciso que alguém faça o papel de dizer o que se pode fazer ou
não, já que a lei que orienta os orçamentos públicos é antiga (Lei 4.320/1964).
“Vários cimentos foram usados, legais e ilegais. Ocorre que a fronteira entre
esses mecanismos é muito tênue”, finalizou.
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O Brasil das hienas: privilegiando poucos e penalizando
muitos. Por Paulo Paim
A elite
econômica, política e social brasileira é insaciável. Ela se recusa a repartir
o pão, mesmo frente a um povo que sofre e que todo dia é humilhado. Isso é
histórico. A realidade das ruas é muito triste. Milhões vivem em situação de
insegurança alimentar e passam fome. Milhões não têm saneamento básico, moradia
digna, acesso à saúde e à educação e emprego decente. E, enquanto isso, as
hienas seguem rindo, saboreando o banquete que lhes é oferecido.
O
Congresso aprovou o aumento do número de deputados federais. Não é disso que o
Brasil precisa. A população não pede mais parlamentares; pede justiça social,
igualdade de oportunidades e dignidade. É hora de fazer o dever de casa: taxar
os super-ricos, tributar os lucros e dividendos, acabar com os benefícios
fiscais injustos, baixar as taxas de juros que sufocam o setor produtivo e
barram o crescimento e o desenvolvimento, cortar os supersalários e rever a
pejotização que insulta o trabalhador. É preciso também garantir a isenção do
Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e descontos parciais para rendas
entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Tudo isso vai beneficiar os vulneráveis, os pobres e
a classe média.
Quantas
e quantas vezes a ONU alertou que o Brasil é um dos países mais desiguais do
mundo e que possui uma forte concentração de renda. Aqui, 1% da população
concentra quase 50% da riqueza. Nosso país tem recursos para fazer as
transformações necessárias; mas tem também excesso de privilégios. É preciso
decisão política. As reformas que interessam ao povo não são as que cortam
direitos — são as que garantem que os bilionários também contribuam com a
construção de um país melhor.
A
contribuição dos empregadores para a previdência pública deve ser sobre o
faturamento, e não sobre a folha de pagamento. Vejam o exemplo dos bancos. Eles
têm grandes lucros e empregam muito pouco. São os que mais faturam e são os que
menos empregam. Se pagassem sobre o faturamento, a Previdência arrecadaria
muito mais e os empregadores que mais empregam proporcionalmente pagariam
menos.
Falam
em congelar o salário mínimo por seis anos. Isso é inaceitável. O salário
mínimo é, muitas vezes, a única fonte de renda de uma família inteira. E querem
tirar ainda mais? Também acenam com nova reforma trabalhista e da Previdência,
esta com o perverso sistema de capitalização — sempre contra os de baixo,
sempre poupando os de cima. É o velho truque das hienas: comem a carne e deixam
os ossos.
Não
aceitamos ataques à CLT. Defendemos o Estatuto do Trabalho. Defendemos a
redução da jornada sem redução de salários. Defendemos a valorização do
trabalhador do campo e da cidade, do servidor, da agricultura familiar, dos
professores. Queremos uma indústria nacional forte e competitiva. É na força do
trabalho que o país se sustenta — não na especulação financeira e do rentismo
que só enriquecem meia dúzia.
E como
bem escreveu Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser: “As hienas surgem
quando os leões dormem.” Onde está o nosso despertar? Nossa população tem uma
enorme força e, no caso aqui, ela é os leões. É possível virar o jogo e colocar
na prática o que previu Stefan Zweig: “Brasil, o País do Futuro”.
Um país
que privilegia poucos e penaliza muitos está condenado ao atraso, ao
subdesenvolvimento, à falta de perspectivas para os jovens, ao descaso com os
idosos e aposentados, à negação da própria Constituição. Nossa democracia
precisa ser fortalecida. Com a democracia tudo, sem a democracia nada. Um país
que ouve o povo e que faz pelo povo — esse sim é como a Fênix que renasce das
próprias cinzas.
Fonte: Por
Gilberto Menezes Côrtes, no JB

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