quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Valerio Arcary: A onda vermelha

A história nos ensina que, diante de situações perigosas, acontecem fenômenos surpreendentes e extraordinários. Uma imensa parcela da sociedade que estava até então, politicamente, inativa, diante de uma ameaça terrível, se coloca em movimento e faz a diferença. Foi assim no Fora Collor em 1992, e agora, também.

A vitória da extrema direita nas eleições para governadores, Câmara de Deputados e Senado, associada a passagem de Flávio Bolsonaro em primeiro lugar para o segundo turno, foi o gatilho. Despertou, nas últimas duas semanas, uma gigantesca mobilização de massas, nas ruas e nas redes. A contra-ofensiva da “onda vermelha” veio de “baixo para cima” em modo de auto-organização diante da ameaça de vitória do bolsonarismo. Um “grande medo” está incendiando a disposição de luta na hora decisiva das eleições.

O segundo turno está sendo disputado “a quente” e estamos diante de um empate técnico em que a diferença está diminuindo. Já são milhões que se levantaram. Só isso pode explicar as desconcertantes pesquisas que confirmaram que os nove milhões de votos que foram entregues aos outros candidatos de direita – Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema – não tenham assegurado uma vantagem clara do bolsonarismo. O engajamento de massas colocou os neofascistas na defensiva. A esquerda conquistou hegemonia nas ruas e superioridade nas redes. Era imprevisível. Mas está sendo fantástico.

Manifestações ininterruptas em todo o país, após a colossal ocupação da avenida Paulista em 11 de outubro, de Recife a Porto Alegre passando por Salvador e Brasília, culminando na praia de Copacabana no domingo 18 de outubro, e se estendendo pelas cidades médias do interior, como Juiz de Fora e Campinas, e outras muito menores, ganharam dimensões assombrosas, e sustentaram o crescimento de Lula nas pesquisas, associadas a uma atividade febril nas redes sociais.

São pelo menos dois os fatores que incidiram na consciência da base social da esquerda, e ajudam a compreender essa “explosão”:

(i)      o papel dos estudantes foi a centelha que incendiou as ruas, imediatamente depois do 4 de outubro, alimentando a esperança de que uma virada seria possível, porque os mais jovens “caminham mais leves”;

(ii)      a percepção de que o bolsonarismo não pode ser subestimado e deve ser levado muito a sério, portanto, de que a revisão constitucional anunciada será a antessala de um regime autoritário, e de que a recolonização do Brasil pelos EUA é um perigo “real e imediato”.

A dúvida sobre o desfecho das eleições se mantém, porque ainda não aconteceu uma virada. Análise não pode ser torcida. Uma virada poderá ou não vir, mas mesmo que a probabilidade seja arriscada, há que lutar até o fim. Esse deve ser o papel do comando da campanha, e de todos aqueles que compreendem a máxima gravidade do que está em disputa.

As margens são tão estreitas – inferiores a 2% – indicando que não há não favoritismo de ninguém, e a possibilidade da vitória de Lula está colocada.

O que ainda prevalece, poucos dias antes das eleições, é um desenlace indefinido. Os erros da imensa maioria das pesquisas na véspera do primeiro turno, subestimando a votação de Flávio Bolsonaro, confirmaram que os institutos têm dificuldades metodológicas em aferir os resultados da votação da extrema direita, por variados fatores, dos quais três se destacam:

(a) dados desatualizados do IBGE que oferecem as métricas do modelo;

(b) a desconfiança da base bolsonarista de responder as pesquisas;

(c) a definição de voto no próprio dia. Mas esta incerteza não autoriza qualquer conclusão sobre uma inevitável, menos ainda invencível “avalanche” fascistoide.

Nada está garantido, e não podemos nos deixar enganar pelo desejo, mas uma análise lúcida exige destacar cinco evoluções positivas do momento da conjuntura: (i) as entrevistas no Jornal Nacional da TV Globo parecem ter favorecido o desempenho de Lula porque nas pesquisas feitas no dias posteriores a vantagem do filho de Bolsonaro diminuiu.

(ii) Apesar do comício na Paulista do bolsonarismo de domingo 18 de outubro ter sido muito grande, foi menor que o de apoio a Lula uma semana antes, e a campanha Lula está na ofensiva na mobilização permanente de rua em escala nacional, com uma ampla vanguarda de massas expondo, publicamente, sua adesão, em especial dos artistas populares.

(iii) O ativismo de apoio a Lula nas redes sociais, ao contrário das eleições, desde 2018, deu um salto de qualidade com o rejuvenescimento e irreverência das novas lideranças, e conquistou supremacia;

(iv) a vitória histórica do fim da escala 6×1 e uma linha de campanha orientada para expansão de reformas – proibição das apostas nas Bets, anistia e créditos para MEI’s endividados, passe livre nos fins de semana, pé de meia para universitários – e o giro teve um impacto real nas expectativas, inflamando um entusiasmo que não existiu antes do primeiro turno.

(v) Apesar do debate na Band ter sido um espetáculo desprezível de horror, pelo papel provocador de Flávio Bolsonaro, orientado pelos métodos de Pablo Marçal, Lula demonstrou que, aos oitenta anos, com altos e baixos, ainda está em forma, com a audácia de desafiar a abertura dos sigilos bancário e telefônico. Mais importante, a campanha ganhou a disputa de narrativa nas redes sociais.

Ninguém ignora que o país está, politicamente, fraturado, e a influência das duas correntes que disputam a presidência está consolidada. Mas não está congelada e, nas margens, ocorreram deslocamentos. O núcleo duro de apoio da extrema direita repousa na fração mais reacionária da classe dominante, na classe média acomodada, na proto pequena-burguesia de vinte milhões de “empreendedores” em sua maioria na informalidade, nos rancores de negacionistas, e ressentimentos do machismo, racismo e homofobia.

O núcleo duro da campanha Lula repousa na metade mais pobre do povo, nas mulheres e negros, nordestinos e LGBT’s, nos setores mais organizados da classe trabalhadora, que arrastam a maioria do mundo da ciência, arte e cultura. Todos os dados disponíveis indicam que a eleição será decidida por uma margem ínfima.

Qual será o impacto eleitoral daqueles que estiveram nas ruas e nas redes nos últimos vinte dias? Em que escala a “onda vermelha” pode incidir sobre os indecisos? Em que medida a intensa “convulsão” em curso poderá estimular eleitores de Lula que não foram votar? São milhões que estão conversando nas suas famílias, nos locais de trabalho, de moradia, nos transportes públicos.

Essa força político-social é o maior trunfo da campanha Lula nestes próximos dias. As reservas da ultradireita, comparativamente, são mais invisíveis e silenciosas, mas não menos poderosas: os fascistas contam com a força de suas posições em milhares de prefeituras, a disciplina do desespero do “clientelismo”, a audiência das Igrejas neopentecostais, a força do dinheiro no Brasil profundo e, não menos importante, a manipulação das redes, como a Meta, protegidas pela interferência descarada do governo de Donald Trump.

Nesse contexto, o debate na TV Globo, a disputa de narrativas nas redes sociais na sequência, e a mobilização de sábado serão o desafio final. São dias que decidirão nosso destino.

•        Frente Única! Esmagar Flávio Bolsonaro dia 25/10. Por Ronaldo Tadeu de Souza

Com fim do 1° Turno para as eleições para a Presidência da República o campo de esquerda se viu diante uma derrota inesperada nas urnas. É bem verdade que o revés foi menos de 2%; em números reais: a diferença a mais de Flávio Bolsonaro para Lula é  apenas pouco mais de dois milhões.

Se nossa compreensão era de que o PT venceria já na primeira rodada, ou na expectativa daqueles e daquelas com maior sofisticação analítica de que o triunfo viria parcialmente agora, e, fatal e inevitavelmente, no 2° Turno, a realidade incontestável e cruel é de uma profunda frustração que se abateu. O “bolsonarismo”: saiu por hora na frente da disputa pelo maior cargo do Estado burguês brasileiro.

O impacto foi imenso. O susto terrível. A sensação de perda, absoluta. O espírito abatido nos embotou. A surpresa por um momento paralisou. Contudo, logo após a divulgação oficial do resultado, Lula admitiu o erro de aguardar a vitória, a reeleição, já na noite de 04 de outubro. Talvez esse tenha sido seu maior acerto destas eleições de 2026. Ao fazer tal análise crítica – Lula imediatamente nos convocou a trabalharmos para a virada. E o chamado foi atendido prontamente.

Logo nos primeiros dias, uma série de integrantes do campo de esquerda passaram a atuar, cada um a seu modo, com o objetivo de pensar meios, táticas e ações de modo a empreender a reviravolta contra o bolsonarismo. Reuniões em Brasília foram feitas, entrevistas foram dadas para meios de comunicação corporativos e independentes. Além disso, redes sociais utilizadas a serviço da candidatura lulista, artigos escritos avaliando as condições novas de atuação com vistas à reeleição, universidades se mobilizaram, estudantes de todo o país saíram às ruas com a esperança de não entregar nossas vidas para o “fascismo’ da família Bolsonaro e seus seguidores.

Com efeito, há, de fato, um sentido de urgência no enfrentamento e busca por barrar o projeto de devastação do Brasil de Flávio Bolsonaro. Neste aspecto, é absolutamente certeira a percepção dos 45% que votaram em Lula no 1º Turno e dos que estão refletindo e agindo contra a candidatura que quer

1) o trabalho semiescravo (a flexibilização via salário por horas trabalhadas);

2) a privatização, venda, da Petrobrás e dos Correios, tornando as condições de vida dos pobres inviáveis com o aumento dos combustíveis (e consequentemente dos alimentos), do gás de cozinha e do encarecimento da comunicação-transporte cotidiano (lembremos parte significativa do comércio online está atrelado ao valor dos fretes e serviços de entrega);

3) fortíssimos cortes no BPC, o Benefício de Prestação Continuada, política pública que atende todo um conjunto de desvalidos sem  nenhuma outra fonte de renda;

4) a destruição dos mínimos constitucionais da saúde e da educação, estabelecidos desde 1988, que garante o SUS para os que não têm recursos para pagar convênios médicos sérios e o mínimo orçamentário para o sistema de ensino nacional que é utilizado pelos que não frequentam colégios particulares com valores exorbitantes;

5) as políticas de fome de congelamento do salário mínimo e a de desvinculação do aumento das aposentadorias ao aumento do salário mínimo (o ocorrer obviamente);

6) além da infâmia dos ataques aos grupos minoritários (negros, mulheres, povos indígenas, LGBTQIA+, pessoas da região Nordeste);

7) avanço no encarceramento em massa da juventude negra e periférica com a diminuição da maioridade pena para 16 anos;

8) e as condições para este setor especifico da elite dominante continue dilapidando, roubando, a sociedade brasileira com seus negócios escandalosos, o caso Master-Vorcaro e o envolvimento de todo o circuito bolsonarista e da direita intransigente é cristalino como a luz solar do dia.

As mobilizações de domingo, 11 de outubro, é expressão derradeira dessa afirmação. Ainda teremos que estudar o que ocorreu; pois as manifestações em defesa do voto em Luís Ignácio Lula da Silva foram da ordem do inesquecível, memorável, impactante, esplendoroso, esperançoso, radical, insubmisso, alegre, consciente. Foi, podemos dizer, uma maré vermelha que inundou de ânimo e sentimento de transformação, diversas capitais no Brasil. Na Avenida Paulista, por exemplo (mas não só…, bem entendidas as coisas) o local simbólico e politicamente mais importante da cidade de São Paulo não se viu o asfalto – por toda ela, desde a Praça Paraíso até a Rua da Consolação se viu apenas a cor vermelha da esquerda que disse seu nome e que não teve medo de lutar contra as forças do reacionarismo. Entretanto, exige-se mais um esforço, o último. Assim, a força da maré vermelha tem de se transformar em políticas mobilizadoras que enlace as necessidades do povo que, por hora, está desesperançado (frustrado) com a situação em que se encontram. (É certo que temos uma álgebra aqui, que circunstancialmente não temos como discutir no calor da luta de classes do momento: quero dizer que a forma prática e efetiva da transformação da maré vermelha em construção mobilizadora, ao menos para quem escreve tais linhas ainda é desconhecida e incerta.)

<><> Frente Única, Maré Vermelha e Necessidades do Povo

É evidente que se estamos a enfrentar o “fascismo” – que pode sair-se vencedor dentro em breve – e se formos coerentes com tais considerações é candente discutirmos a tática da frente única, mas uma tática de frente unida modulada pela articulação da maré vermelha e as necessidades imediatas do povo trabalhador. E desde já: isso deveria ser de responsabilidade do Partido de Lula, Haddad, Gleise Hoffmann, Edinho Silva, Maria do Rosário, Lindbergh Farias, Marcelo Freixo dentre outros e outras. São eles que teriam que ser os impulsionadores de uma eventual e pontual unidade de ação no combate ao fascismo. Mas não só; a esquerda radical e revolucionária (marxista) – organizações, partidos, intelectuais, figuras públicas, acadêmicos, políticos – precisariam assumir seus compromissos na e com a luta de classes – ficar inerme a ela seria comodismo pragmático para aferir ganhos marginais na futura militância diária.

Ora, ainda assim, a maré vermelha pode se multiplicar nesta e na semana final da campanha eleitoral; temos, efetivamente, quatro dias. A rapidez e agilidade é uma virtude indispensável para este contexto político e social. Com efeito – é chegada a hora de esmagarmos o bolsonarismo.

Historicamente, a tática de frente única ganhou vida, sentido e forma em dois momentos no século XX. Em linhas gerais, a princípio, em todos os dois havia a premência de que as organizações da classe trabalhadora, na época os Partidos Comunistas, os Partidos Socialdemocratas, os sindicatos, os reformistas, os revolucionários e as figuras públicas de então, forjassem uma união concreta na base de acordos, compromissos momentâneos e consignas que fossem, materialmente, mobilizadoras para deslocar o proletariado com vistas à retomar o impulso para a revolução. Precisamente, e com a licença do rigor do detalhe pela situação angustiante a qual estamos, a fórmula da frente única, como já disse acima, tem dois períodos.

O primeiro remete aos anos 1920, o segundo aos anos 1930. No âmbito dos Congressos da III-Internacional, foram Lênin e Trotsky os arquitetos da frente única (cf. Perry Anderson, 2012): a ação tática visava, no instante mesmo de estabilização relativa do regime de dominação burguesa após a onda expansiva da Revolução Russa, demover os trabalhadores da influência nefasta da socialdemocracia, ainda que a unidade de ação teria de ser realizada, grosso modo, com essa mesma socialdemocracia (reformistas e sindicatos defensivos) – que agia ali como elemento de contenção do processo revolucionário que já estava se esvaindo. Era uma dialética complexa que comunistas e socialistas enfrentavam, com as forças da elite dominante recuperando novamente o equilíbrio de domínio (união de classe, consciência do perigo etc). Essas tinham o escudo de Ebert-Scheidmann-Noske, o SPD-Partido Socialdemocrata Alemão – que, dentre outras coisas, conduziram os assassinatos dos Spartakistas e de Rosa Luxemburgo, empregando a violência armada dos Freikorps. Assim, após a famosa ação de março de 1921, em que um grupo de esquerdistas sectários, isolados do movimento de massas, como já dissemos em situação, dialeticamente, transitória entre as energias subversivas e transformativas dos trabalhadores, a moderação induzida pelo SPD’s e o cansaço mesmo da luta de classes, partem para a tentativa frustrada de revolução e tomada do poder estatal: os bolcheviques propõem a tática da frente única objetivando ter a maioria da classe operária ao lado daqueles trabalhadores já comunistas. Trotsky formula dessa maneira a questão da frente única: “se pudéssemos simplesmente unir o proletariado em torno de nossa bandeira ou ao redor de nossas consignas práticas e saltar por cima das organizações reformistas, fossem partidos ou sindicatos, logicamente seria o melhor dos mundos. Nesse caso, o problema da Frente Única não existiria na forma atual”. Mais adiante: “nas circunstâncias [atuais] portanto tornam-se [necessárias] […] ações conjuntas com respeito a uma série de questões vitais [para] os trabalhadores”. Por fim: “[é urgente] correlacionar na prática nossas ações com organizações [não radicais e não revolucionárias]”.

O segundo período da Frente Única teve no cenário da contrarrevolução nazifascistas dos anos 1930. Ali, Trotsky, já sem a presença de Lênin morte em 1924, retoma a tática de unidade de ação em um momento de gravidade político-existencial para a classe operária alemã, italiana, inglesa, francesa e russa. Com perigo destruidor do hitlerismo e do capital em crise, não havia outra alternativa para o conjunto da esquerda mundial dirigida pela III-Internacional, que a conformação de acordos pontuais entre comunistas e socialdemocratas, reformistas e revolucionários, de tal modo a bloquear a contrarrevolução hitlerista. Com efeito, a necessidade de luta contra fascismo tinha de ser, na compreensão de Trotsky, prioritária; ora, nestas conjunturas de vida ou morte, somente a frente única de todas a organizações, partidos, sindicatos movimentos populares, intelectuais e figuras públicas acelera o “desenvolvimento […] [político] do proletariado”. Mas isso tem de ser na base de eixos concretos de mobilização, vale dizer, de declarações sobre as urgências materiais da classe trabalhadora brasileira.

A nossa frente única – uma frente única coletivo-mobilizadora – deve passar por uma modulação prático-histórica em relação àquela que foi construída pelos comunistas e socialistas nos anos 1920 e 1930. Assim, é premente que a maré vermelha que se formou nos últimos dias se una e apresente (as formas em que isso se dará a própria dinâmica da experiência imaginativa e criativa nossa demonstrará quais serão, na medida em que não se tem uma formula estabelecida ainda) ao povo, aos trabalhadores, às trabalhadoras, aos negros oprimidos, às mulheres vítimas de violência, às mães com seus filhos e filhas que lutam todos os dias por uma existência melhor, os LGBTQIA+, aos camponeses, aos motoboys, os sem-tetos – dizer a eles e elas na negativa que Flávio Bolsonaro irá com seu ódio de classe e raça:

1) destruir com o BPC e praticamente com a aposentadoria;

2) vender nosso orgulho que são a Petrobrás e os Correios;

3) acabar com nossa recente conquista de fim da escala 6 por 1;

4) eliminar com a crueldade que é peculiar ao bolsonarismo e à classe dominante branca brasileira o sistema de saúde pública e a educação de nossas crianças e adolescentes;

5) e que irá nos entregar fome, doença, sofrimento e infelicidade.

E deve, na positiva, demonstrar o que Lula já nos deu, por exemplo o fim da escala 6 por 1, e o que ele nos dará a partir do dia 25/10 às 17h:

1) valorização do salário mínimo;

2) manutenção e aumento do BPC e das aposentadorias;

3) tarifa zero aos finais de semana e melhoria estrutural dos transportes nas cidades;

4) programa de especialidades médicas (ortopedista, dermatologista, endocrinologista, psiquiatras, urólogos, pediatras, oncologistas e ginecologistas)  no SUS;

5) diminuição e até o termino subsidiado das dívidas com MEI’s;

6) valorização de bolsas de doutorado e mestrado e programas de incentivo a pesquisas em diversas áreas;

7) e planos de criação de empregos, trabalho, formais e com carteira assinada, bem como planos de auxílio de crédito e suporte para empreendedores etc.

Podemos e vamos conquistar a maior vitória da esquerda brasileira e do povo trabalhador brasileiro das últimas décadas. No início do século XX um país mudou o mundo em dez dias (John Reed), é obvio que não estamos nesse momento, mas temos 7, 6 ou mesmo 5 dias para abalar o Brasil (talvez a America Latina) e fazer com que a maré vermelha varra e esmague Flávio Bolsonaro – e dê a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva no domingo 25/10/2026*.

 

Fonte: A Terra é Redonda/Blog da Boitempo

 

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