Flávio
ou Valdemar: quem é o candidato do PL à Presidência?
No fim
de 2025, quando Flávio Bolsonaro revelou ter sido escolhido por seu pai, o
ex-presidente Jair Bolsonaro, para ser o candidato da extrema direita à
Presidência da República, houve muitas dúvidas e críticas dentro da própria
direita. Até mesmo aliados históricos, como o pastor Silas Malafaia, criticaram
a escolha de Flávio.
Um dos
principais pontos de crítica era a falta de relevância de Flávio Bolsonaro no
cenário político, visto que tanto seus mandatos como deputado estadual no Rio
de Janeiro quanto sua atuação como senador tiveram pouca projeção nacional.
Sem
contar, claro, o imenso telhado de vidro de Flávio Bolsonaro, que envolve
investigações sobre esquemas de rachadinha em seu gabinete na Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a homenagem prestada a Adriano da
Nóbrega, miliciano apontado como um dos maiores matadores do Rio.
De toda
maneira, Flávio Bolsonaro foi o escolhido por Jair Bolsonaro, e a decisão foi
acatada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, leal ao ex-presidente e que
não cansa de dizer que não faz nada sem consultá-lo, mesmo com Bolsonaro em
prisão domiciliar após condenação pela tentativa de golpe de Estado.
O nome
de Flávio também ganhou força com as primeiras pesquisas, que já o mostravam em
empate técnico com o presidente Lula (PT) nas simulações de segundo turno. Os
meses passaram, e até mesmo figuras como Nikolas Ferreira resolveram embarcar
na candidatura de Flávio.
No
entanto, uma ação de marketing do PL para convocar apoiadores a participarem do
comício de Flávio, realizado no domingo (17), na praia de Copacabana, lançou
uma dúvida: afinal, quem é o candidato do PL, Flávio ou Valdemar?
A
imagem divulgada pelo partido mostra Valdemar Costa Neto no centro e, atrás
dele, aparecem Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, seu vice. Como bem provocou o
perfil Jairme: o raríssimo caso em que o presidente do partido ganha mais
importância que o próprio candidato ao Palácio do Planalto.
Além
disso, a ação de marketing do PL também reforça as críticas que já existiam em
relação à falta de carisma de Flávio Bolsonaro e ao pouco protagonismo do
candidato dentro da própria legenda.
• Flávio Bolsonaro tem plano para esvaziar
universidades federais
senador
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, quer mudar a
estrutura de gestão das universidades federais caso seja eleito. A ideia,
incluída em seu plano de governo, é retirar as instituições da área do
Ministério da Educação (MEC) e transferir sua governança para o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A
proposta aparece no capítulo “Preparar para o Brasil que existe” e prevê a
concentração das políticas de ciência e ensino superior sob o mesmo ministério.
“No
ensino superior, vamos transferir a governança para o Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto”,
afirma o documento apresentado pela campanha.
O plano
também estabelece uma mudança na orientação das políticas de pesquisa. Segundo
a proposta, as agências de fomento deverão dar maior prioridade ao chamado
“impacto produtivo” e aproximar a produção científica das necessidades e
demandas do setor empresarial.
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MEC concentrado na educação básica
A
equipe responsável pela elaboração do programa afirma que a mudança permitiria
ao MEC concentrar esforços na educação básica. Eduardo Cury (PL-SP),
ex-prefeito e candidato a deputado federal, participou da elaboração do
capítulo ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da
campanha.
Segundo
Cury, a proposta tem como objetivo fazer com que o Ministério da Educação
priorize problemas como o analfabetismo funcional e o desempenho dos estudantes
brasileiros em avaliações internacionais.
O
Brasil aparece entre os países com piores resultados em diferentes áreas
avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa),
segundo dados mencionados pela campanha.
A
divisão proposta, portanto, criaria uma separação mais clara entre as
atribuições relacionadas à educação básica e aquelas ligadas ao ensino
superior, à ciência e à pesquisa.
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Ideia já havia sido discutida no governo Bolsonaro
A
transferência das universidades federais para a estrutura responsável pela
ciência e tecnologia não é uma proposta inédita no campo bolsonarista. Uma
ideia semelhante chegou a ser discutida durante o governo de Jair Bolsonaro.
A
relação do ex-presidente com as universidades federais foi marcada por
conflitos ao longo de seu mandato. O governo enfrentou as instituições em
questões orçamentárias e também provocou controvérsias na escolha de reitores.
Em
2022, universidades e institutos federais sofreram bloqueios orçamentários que,
segundo levantamento divulgado à época, chegaram a zerar o caixa de algumas
instituições.
Bolsonaro
também deixou de seguir, em diferentes casos, a tradição de nomear para a
reitoria o candidato mais votado pela comunidade acadêmica a partir das listas
tríplices encaminhadas pelas universidades.
A
proposta apresentada agora por Flávio retoma, portanto, uma discussão que já
esteve presente no governo do pai, mas a incorpora ao programa oficial da
candidatura presidencial de 2026.
Além da
reorganização administrativa, o plano estabelece uma mudança na relação entre
pesquisa acadêmica e setor produtivo, defendendo que os investimentos públicos
em ciência considerem de forma mais direta seu potencial de aplicação econômica
e de atendimento às demandas das empresas.
• Flopou: Ato de Flávio Bolsonaro em
Copacabana reuniu 8,9 mil pessoas, diz USP
O ato
de Flávio Bolsonaro (PL) que marcou o início de sua campanha à Presidência
reuniu apenas 8,9 mil pessoas no momento de maior concentração, neste domingo
(16), na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A estimativa é do Monitor do
Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a ONG More in Common.
A
contagem foi feita às 11h30, horário identificado pelos pesquisadores como o
pico da manifestação. O levantamento tem margem de erro de 12%, o que coloca o
público estimado entre 7,8 mil e 9,9 mil participantes. O número confirma a
baixa mobilização percebida durante o evento e registrada em vídeos e imagens
publicados pela Fórum.
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Flávio Bolsonaro fica muito abaixo do público do pai em Copacabana
O
resultado ganha dimensão quando comparado a manifestações anteriores de Jair
Bolsonaro no mesmo palco. Em 7 de setembro de 2022, quando o então presidente
disputava a reeleição, o Monitor do Debate Político estimou 64,6 mil pessoas em
Copacabana.
O ato
de Flávio, portanto, alcançou cerca de 14% do público registrado quatro anos
antes. O colunista Lauro Jardim, de O Globo, destacou a diferença apontando que
a mobilização do filho correspondeu a aproximadamente 15% daquela reunida pelo
pai em 2022.
Mesmo
tomando como referência manifestações bolsonaristas mais recentes, o desempenho
de Flávio fica atrás. Em março de 2025, um ato convocado por Jair Bolsonaro em
defesa da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro reuniu 18,3 mil
pessoas no pico, mais que o dobro do registrado na abertura da campanha
presidencial do filho.
Em
abril de 2024, outra manifestação liderada por Bolsonaro em Copacabana havia
levado cerca de 32,7 mil participantes à orla, também segundo a mesma
metodologia.
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USP usou fotos aéreas e inteligência artificial para contar público
Para
estimar o público do ato de Flávio Bolsonaro, os pesquisadores fizeram
registros aéreos em sete horários, entre 9h45 e 12h30. Depois de identificar o
maior fluxo às 11h30, foram selecionadas sete fotografias que cobriam toda a
extensão ocupada pelos manifestantes, sem sobreposição.
As
imagens foram processadas pelo método P2PNet, que utiliza inteligência
artificial para identificar as cabeças das pessoas nas fotografias e calcular o
tamanho da multidão. O Monitor aplica a metodologia em eventos políticos desde
agosto de 2022.
O ato
deste domingo foi escolhido por Flávio para lançar oficialmente sua candidatura
presidencial justamente em um dos espaços mais associados às grandes
mobilizações do bolsonarismo. O senador buscou reforçar a ligação com o pai
durante o evento, chegou a reproduzir um áudio de Jair Bolsonaro e incentivou
apoiadores a gritarem pelo ex-presidente.
Os
números da USP/Cebrap, porém, mostram que, ao menos na estreia oficial da
campanha, Flávio Bolsonaro ficou distante da capacidade de mobilização de rua
exibida pelo pai em Copacabana.
• A desculpa inacreditável de Costa Neto
para o ato flopado de Flávio Bolsonaro
O
primeiro grande ato de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da
República não foi grande e terminou com uma participação abaixo da esperada por
aliados. A manifestação realizada no domingo (16), na Praia de Copacabana, no
Rio de Janeiro, teve pico estimado de 8,9 mil pessoas, segundo levantamento do
Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com
a ONG More in Common.
A
medição foi feita por volta das 11h30, momento de maior concentração de
manifestantes. Considerando a margem de erro de 12%, o número de participantes
teria ficado entre aproximadamente 7,8 mil e 9,9 mil pessoas.
O
resultado ficou aquém da expectativa de integrantes da campanha, que apostavam
em uma presença mais numerosa na orla de Copacabana. O bairro se tornou um dos
principais cenários de manifestações do bolsonarismo no Rio e já recebeu atos
de grande porte protagonizados por Jair Bolsonaro.
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Valdemar atribui resultado ao clima
Presidente
nacional do PL, Valdemar Costa Neto relativizou a quantidade de participantes e
afirmou que as condições meteorológicas prejudicaram a mobilização.
Segundo
ele, em entrevista à coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o céu nublado e o
tempo considerado desfavorável contribuíram para a menor adesão. Valdemar
também fez uma comparação entre Flávio e o pai, Jair Bolsonaro, ao afirmar que
o senador reconhece que não possui a mesma capacidade de mobilização do
ex-presidente.
A
avaliação ocorre justamente em um local que se tornou uma referência para
manifestações bolsonaristas. Copacabana foi escolhida diversas vezes por Jair
Bolsonaro para reunir apoiadores durante sua trajetória política.
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Desafio para a campanha
O
tamanho do público no primeiro ato nacional de Flávio coloca em evidência um
dos principais desafios da candidatura: transformar a popularidade e a
estrutura política associadas ao sobrenome Bolsonaro em capacidade própria de
mobilização.
A
campanha tenta apresentar Flávio como sucessor político do pai na disputa
presidencial de 2026. Para isso, atos públicos e demonstrações de força nas
ruas têm papel importante na estratégia de consolidação da candidatura.
• Alfredo Gaspar, vice de Flávio
Bolsonaro, é alvo de novo escândalo com emenda Pix
deputado
federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na
chapa de Flávio Bolsonaro (PL), empregou por mais de um ano em seu gabinete a
atual vice-prefeita de São José da Laje (AL), Ravena Caldeira de Araújo (MDB).
O município se tornou alvo de atenção após o desaparecimento de R$ 6,2 milhões
enviados por Gaspar por meio de uma emenda Pix.
Segundo
apuração da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Ravena trabalhou no gabinete
do deputado na Câmara dos Deputados entre 8 de fevereiro de 2023 e 4 de julho
de 2024, de acordo com registros do Portal da Transparência da Casa. Ela
ocupava o cargo de secretária parlamentar nível SP25 e recebia salário líquido
mensal de aproximadamente R$ 6,6 mil.
A
contratação ocorreu antes de Ravena disputar as eleições municipais de 2024.
Ela deixou o gabinete para concorrer ao cargo de vice-prefeita na chapa de
Vanessa (MDB). As duas foram eleitas.
Depois
da saída de Ravena, Gaspar passou a empregar o marido dela, Paulo Henrique
Caldeira e Silva. Ele ocupa o cargo de secretário parlamentar nível SP23 e
recebe cerca de R$ 7,5 mil líquidos por mês.
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Deputado nega irregularidades
A
assessoria de Alfredo Gaspar confirmou as contratações, mas negou qualquer
irregularidade ou relação ilícita entre o deputado, Ravena e o marido dela.
Segundo
a equipe do parlamentar, Ravena trabalhava no escritório de Gaspar em Alagoas
antes de assumir a vice-prefeitura. Atualmente, Paulo Henrique exerce a função
no mesmo escritório.
“A
assessoria esclarece ainda que não existe qualquer irregularidade na
contratação de Ravena e Paulo Henrique. Ambos exerceram, em períodos distintos,
a função de secretário parlamentar no escritório de Alagoas. Ravena atuou antes
de assumir o cargo de vice-prefeita, quando deixou o gabinete, e Paulo Henrique
exerce atualmente a função”, informou a assessoria.
A
Câmara estabelece jornada de 40 horas semanais para secretários parlamentares.
Esses funcionários, porém, não estão sujeitos ao registro diário de ponto. A
frequência é atestada mensalmente pelo deputado responsável.
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Irmão de Ravena pediu emenda de R$ 6,2 milhões
A
relação entre o gabinete de Gaspar e a família da vice-prefeita também aparece
na destinação de uma emenda especial para São José da Laje.
Em
junho de 2024, o deputado indicou R$ 6,2 milhões ao município por meio de
transferência especial, modalidade conhecida como emenda Pix. Nesse modelo, os
recursos federais são repassados diretamente a estados e municípios, sem a
necessidade de convênios ou de determinados instrumentos intermediários.
De
acordo com a assessoria de Gaspar, o pedido para a destinação do dinheiro
partiu de Rodrigo Valença, irmão de Ravena. Ele foi prefeito de São José da
Laje por dois mandatos e atualmente preside a Caixa Residencial, após indicação
do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).
Rodrigo
também é suplente de Alfredo Gaspar na Câmara dos Deputados, segundo a
assessoria do parlamentar.
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TCU apontou desaparecimento do dinheiro
A
emenda entrou no radar do Tribunal de Contas da União (TCU) depois que os R$
6,2 milhões desapareceram da conta da Prefeitura de São José da Laje.
O caso
levou a questionamentos sobre a aplicação dos recursos. A Procuradoria-Geral da
República (PGR), contudo, arquivou um pedido de investigação relacionado ao
episódio.
A
assessoria de Gaspar afirmou que a destinação ocorreu de maneira regular e que
não houve irregularidade.
“Sobre
a emenda, não há irregularidade. O caso já foi analisado e arquivado pela
Procuradoria-Geral da República (PGR). O recurso foi destinado a São José da
Laje por meio de transferência especial, de forma regular, para contribuir com
o desenvolvimento do município e do povo da região. A indicação aconteceu a
pedido de Rodrigo Valença, que é suplente do deputado federal Alfredo Gaspar”,
declarou a equipe do candidato a vice de Flávio Bolsonaro.
Apesar
do arquivamento pela PGR, o caso passou a integrar uma apuração mais ampla
sobre a destinação e a execução de emendas parlamentares. O ministro Flávio
Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou investigação sobre
possíveis irregularidades em repasses de emendas, incluindo recursos indicados
por Alfredo Gaspar.
A
proximidade entre o deputado, a vice-prefeita, o marido dela e o irmão dela,
portanto, passou a ser observada no contexto das discussões sobre a aplicação
dos R$ 6,2 milhões destinados ao município alagoano.
• Com Flávio Bolsonaro, Mario Gomes diz
que vão “colocar o Exército nas ruas para choque de ordem”
x-ator
global que aderiu ao terraplanismo político com a ascenção de Jair Bolsonaro
(PL) ao poder, Mario Gomes gravou um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro (PL)
dizendo que “a gente vai colocar o exército na rua para dar um choque de
ordem”.
“Então,
estou aqui com o futuro presidente do Brasil, que a gente precisa, meu Deus do
céu, tá? E a gente vai colocar o exército na rua para dar um choque de ordem,
para acabar. Vou pedir a ele para fazer isso, tenho certeza que ele vai
colaborar com todo mundo”, afirmou o ex-ator.
Ao
lado, Flávio Bolsonaro não contesta o pedido de Mário Gomes e enfatiza que vai
“endurecer a lei penal”, cita propostas populistas da segurança pública e
escala o autoritarismo ao dar atributo judicial às polícias.
“Se
enfrentar a nossa polícia, vai ser preso ou vai ser neutralizado”, afirmou o
senador.
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Dívida trabalhista
Candidato
a deputado estadual, Mario Gomes diz ainda no vídeo que entraram “na minha
casa, com sete homens dentro da minha casa, uma coisa horrorosa”.
O que
ele não diz é que perdeu o imóvel na praia de Joatinga, no Rio de Janeiro, por
dívidas trabalhistas, em 2024.
O
imóvel teve que ser leiloado para pagar dívidas trabalhistas de 84 costureiras
de uma confecção que Gomes tinha no Paraná. Segundo o jornal Extra, a casa é
avaliada em mais de R$ 20 milhões, mas foi arrematada por apenas R$ 720 mil.
À
época, ele culpou o atual governo pela perda da casa. “Faltou honestidade. Um
governo que não seja corrupto nem assombração”, afirmou ele para o fotógrafo
Sandro Cardozo, que acompanhou o momento do despejo.
“Tomaram
a minha única casa em um leilão cabuloso, com um valor absurdo. Me sinto uma
pessoa que está sendo tomado pela esquerda. É uma dor imensa, um sentimento
absurdo. Por enquanto, estou na casa da minha filha. Vamos ver se vai ter
espaço para eu dormir em cima de um teto qualquer, porque não tem espaço. Minha
filha mora de aluguel, e lá não tem espaço. A princípio, eu estou na rua,
debaixo da ponte”, afirmou ainda.
Ele
revelou também que deixou alguns pertences na casa de amigos e vizinhos. “Tem
que chorar para desabafar. Já tomei cinco calmantes”, desabafou.
Fonte:
Fórum

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