Gilberto
Menezes Côrtes: O general que ‘fumou mas não tragou’ os assassinatos
Em
1992, Bill Clinton era o candidato do partido Democrata contra o presidente
George Bush (pai). Candidato à reeleição, saudado como herói da guerra na qual
as forças aliadas expulsaram as tropas do ditador do Iraque Saddam Hussein do
Kuwait, invadido um mês antes, Bush pai não tinha mandato para marchar até
Bagdá. [Coube ao filho George W. Bush, que sucedeu a dois mandatos de Clinton,
invadir o Iraque e capturar o ditador em 2003, sob a falsa alegação de que o
Iraque tinha armas de destruição em massa]. Bush pai perdeu porque a economia
não ia bem e ajudou à troca do Poder em Washington. Mas Clinton quase pôs tudo
a perder na campanha quando lhe perguntaram se tinha fumado maconha.
Titubeante, mas esperto, Bill Clinton disse que experimentara (uma ou duas
vezes na Inglaterra, onde fazia intercâmbio): “Fumei e não inalei e não
gostei”. Note-se que evitou mencionar ter experimentado maconha (e então
cometer crime) em território americano.
Número
dois da Secretaria Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, o general
da reserva (duas estrelas) Mário Fernandes, apontado na denúncia da
Procuradoria Geral da República (PGR) como um dos líderes mais radicais na
articulação do plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o
vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre
de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que ia homologar,
em 12 de dezembro de 2022, a eleição da chapa Lula-Alckmin, disse algo similar
a Clinton quando foi interrogado, quinta-feira, no STF. O militar admitiu ser o
autor do documento que ficou conhecido como “Plano Punhal Verde e Amarelo” -
texto que, segundo a Polícia Federal, traçava cenários para o homicídio das
três autoridades públicas.
Mas ele
tentou minimizar o conteúdo encontrado em seus dispositivos eletrônicos, e
disse que se tratava de uma análise individual, feita por hábito pessoal. ”Esse
arquivo digital, que retrata um pensamento meu que foi digitalizado, é um
estudo de situação. Uma análise de riscos que fiz e, por costume próprio,
resolvi digitalizar. Esse pensamento digitalizado não foi compartilhado com
ninguém” afirmou o general. No depoimento, Fernandes tentou afastar a ideia de
que o plano tivesse objetivo prático. Disse que o material foi impresso só para
leitura pessoal e que logo em seguida o rasgou. Imprimi por um costume pessoal
de evitar ler documentos na tela. Imprimi para mim. Logo depois, rasguei”,
disse, sem corar.
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Punhal Verde e Amarelo
O plano
do "Punhal Verde e Amarelo" foi impresso por Fernandes no Palácio do
Planalto e previa, após os assassinatos, a instituição do "Gabinete
Institucional de Gestão da Crise", que deveria ser ativado em 16 de
dezembro de 2022. [a data, uma sexta-feira, pressupunha que Moraes seria
impedido de dar posse a Lula e Alckmin na segunda-feira, 12 de dezembro, e, nos
dias seguintes, as forças armadas "imporiam a ordem" no país]. Pelo
plano, caberia ao próprio general da reserva ser o assessor estratégico neste gabinete
que passaria a funcionar após a execução do plano.
Fernandes
era secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência quando imprimiu, no
Palácio do Planalto, o planejamento operacional do golpe. Segundo a PF, era ele
quem organizava a operação para monitorar (e sequestrar) Moraes. No Portal da
Transparência, Fernandes tinha em 2022 cargo comissionado executivo “11.8”, o
que corresponde hoje a um salário de R$ 18.887. Além disso, ele é militar da
reserva desde 2020. A remuneração militar bruta dele em agosto de 2022 foi de
R$ 33.223.
Antes
das eleições de outubro de 2022, em reunião com a presença do então presidente
Jair Bolsonaro e integrantes do primeiro escalão do governo, o general
Fernandes defendeu a necessidade de tomar medidas antes das eleições,
questionando se seria necessário um novo golpe, como o de 1964. A PF
identificou também a presença dele em manifestações que pregavam a ruptura
democrática depois da derrota de Bolsonaro para Lula.
"As
informações obtidas indicam que Mário Fernandes atuou no planejamento,
coordenação e execução de atos antidemocráticos, inclusive com registros de
frequência ao acampamento montado nas adjacências do Quartel General do
Exército e, ainda, de relação direta com manifestantes radicais que atuaram no
período pós-eleições de 2022”, diz a Polícia Federal. O general teria ainda
falado diretamente com Bolsonaro sobre sua preocupação de os atos golpistas
estarem "perdendo a força".
"No
dia 08 de dezembro de 2022, Fernandes indica ter conversado pessoalmente com o
então presidente Jair Bolsonaro. Além disso, mostra grande preocupação com os
movimentos antidemocráticos que estavam nas ruas, principalmente com a
possibilidade de perder o controle sobre a massa de pessoas envolvidas nas
manifestações”, acrescenta o relatório da a PF.
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'Tudo eram só hipóteses'
Lula e
Alckmin foram empossados no começo da tarde da segunda-feira, 12 de dezembro de
2022, pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Mas Brasília viveu, no
início da noite, uma jornada de terror. Numa espécie de aviso do que viria, se
consumado o golpe de Estado, uma tropa de choque vestida de preto promoveu as
maiores arruaças já vistas na capital federal desde a redemocratização. Houve
queima de carros e de um ônibus, atirado do viaduto junto à Rodoviária,
tentativa de invasão e depredação da portaria da Polícia Federal e a depredação
de delegacia do DF (a suspeita da PF é de que eram integrantes dos chamados
“kids pretos”, a tropa de elite aquartelada em Goiás, que já foi comandada por
Mário Fernandes. Eles seriam acionados para criar o pânico e justificar a
adoção de uma das três medidas de exceção cogitadas por Jair Bolsonaro para
adotar a intervenção militar: Estado de Sítio, Estado de Defesa ou Garantia da
Lei e da Ordem (GLO). Ainda houve a tentativa de explosão de um caminhão-tanque
de querosene de aviação no aeroporto de Brasília, na véspera do Natal. O passo
seguinte foi o 8 de janeiro de 2023.
Mas
Jair Messias Bolsonaro, que nunca reconheceu a derrota e embarcou para os
Estados Unidos em 30 de dezembro para não passar a faixa – como fez, em 15 de
março de 1985, o último ditador, o general João Batista Figueiredo, com José
Sarney, vice eleito com Tancredo Neves que foi operado às pressas e morreria em
21 de abril - também teve a cara de pau, como Clinton e o general Mário
Fernandes, de dizer que examinou as hipóteses de Estado de exceção, mas “tudo
eram só hipóteses”. Ou seja, o objetivo era não dar posse à chapa eleita, mas
não levou o plano adiante [faltou dizer por que “faltou clima”, ou o essencial,
a adesão do alto comando do Exército e da Aeronáutica].
Como
advertiu o ministro-relator da ação penal 2.668, Alexandre de Moraes, no
despacho em que esclarece circunstâncias em que Jair Bolsonaro deve evitar as
redes sociais (com as edições eletrônicas “online” dos principais jornais e
emissoras de rádio e TV do país, fica difícil evitar que entrevista, ação ou
declaração de Bolsonaro vaze para as redes sociais), “A Justiça é cega, mas não
é tola”. Os golpistas foram contar estórias da carochinha no STF...
No
mesmo despacho, Moraes deixou claro que estará atento às ações do clã
Bolsonaro, em especial do filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro
(PL-SP) que está trabalhando junto ao governo Trump para impor tarifas
comerciais ao Brasil e sanções a ministros do STF para forçar a suspensão do
julgamento no Poder Judiciário contra Jair Bolsonaro e demais golpistas.
Os
novos alvos do filho 03, treinado como atirador de elite nos CACs, mas que, até
agora, atirou nos pés da direita e no coração do Brasil, envolvem sanções
contra os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e
do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Tudo porque suspenderam
os trabalhos das comissões no Congresso durante o recesso do Legislativo (18 de
julho a 4 de agosto) e, assim, impediram manobras do PL e partidos aliados para
propor, em comissões, anistia para o ex-presidente e demais acusados, antes
mesmo de um veredito.
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Diálogo de surdos
Enquanto
empresários dos maiores grupos que atuam no comércio entre Brasil e Estados
Unidos, políticos, diplomatas e os negociadores oficiais do governo Lula,
designados para tentar contornar ou adiar a ameaça do tarifaço de 50% às
exportações brasileiras (algumas já suspensas para não serem taxadas a
caminho), imposto por Trump, a partir de 1º de agosto (a próxima sexta-feira),
invocando a suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo
de golpistas, o filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu
aliado na empreitada de tramar, nos subterrâneos do governo Trump, contra os
interesses brasileiros, o economista Paulo Figueiredo, neto do último ditador
brasileiro, continuam a fazer um trabalho de sapador para sabotar todas as
tentativas de diálogo entre os dois países.
Senadores
democratas e uma parte da imprensa americana já estão chamando a atenção para a
situação “sui generis” da ameaça tarifária de Trump. A mídia americana foi
instada a olhar a situação com lupa depois que a respeitada revista britânica
“The Economist” classificou de “chocante agressão” a tentativa de Trump de
interferir no Brasil com tarifaço. E acrescenta que a ação do presidente
americano é uma das maiores manobras de intervenção dos EUA na América Latina
desde o fim da Guerra Fria. Além dos impactos no agronegócio, base do apoio
político do ex-presidente, e os setores que mais exportam para os EUA (que
absorvem 12% das vendas brasileiras, contra 30% da China), a revista não deixou
de abordar a ameaça ao Pix.
Os
níveis tarifários que Trump quer aplicar ao Brasil são bem maiores do que os
que estão sendo impostos ao Japão e União Europeia (15%) e à Coreia do Sul e
países asiáticos que geravam déficits pesados aos Estados Unidos pela
instalação de linhas de produção de grandes marcas americanas (caso da Nike e
da Lululemon no Vietnã). O Brasil contribui com superávits comerciais de US$
410 bilhões há 15 anos para os EUA. E o governo americano não pode interferir
na soberania do Poder Judiciário brasileiro, que conduz o julgamento. É
evidente que a dupla envenenou de tal sorte os oficiais do Departamento de
Estado comparando o Brasil – onde o STF julga uma ameaça ao Estado Democrático
de Direito – à Venezuela e a Cuba.
Para
mostrar o “nonsense” da situação criada pelo filho 03 na “Missão Impossível” de
barrar o Supremo Tribunal Federal – com sanções a oito dos 11 ministros da
Suprema Corte -, a Venezuela do ditador Nicolás Maduro acaba de impor tarifas
de até 77% às exportações brasileiras.
Outro
capítulo do diálogo de surdos pode ser observado nos canais diplomáticos, que
estão sem fluidez e reciprocidade. Os Estados Unidos estão sem embaixador no
Brasil desde a posse de Trump. A representação é comandada pelo encarregado de
negócios, Gabriel Escobar, sem autonomia para negociar. Isso também acontece
com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. O vice-presidente Geraldo
Alckmin, que acumula a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
trocou conversas com Lutnick. Mas nada anda em Washington porque Donald Trump
centraliza o caso com o Departamento de Estado e só ele tem o poder de decisão.
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Onde estão as terras raras
O
desenrolar das demais negociações revela que, como bom negociador do mercado
imobiliário, Donald Trump sempre pede alto, mas depois cede e barganha
vantagens para os Estados Unidos ao longo da negociação. Esse comportamento (os
parceiros comerciais mais importantes já estão regulando o passo, como se
espera neste domingo com a União Europeia) criou uma fresta de esperança entre
os empresários brasileiros. Esperança que aumentou com a visita de surdina do
encarregado de negócios Gabriel Escobar ao presidente do Instituto Brasileiro
de Mineração, o ex-ministro da Defesa Raul Jungman, para demonstrar a cobiça
norte-americana nas reservas de terras raras do Brasil (nióbio, lítio,
grafeno). Essa poderia ser uma moeda de troca para Trump.
Não se
sabe se esse atalho pode ser bom para o Brasil. Como chamou a atenção o meu
amigo, jornalista André Trigueiro, da TV Globo-GNews, as terras raras estão no
Centro-Oeste, Minas Gerais e na Bahia, e, sobretudo na chamada Amazônia Legal.
E muitas das jazidas aparecem em reservas indígenas ou áreas de reservas
florestais. Por isso, ele chama a atenção para o fato de que a facilitação à
exploração mineral para o governo Trump está ligada ao PL do Licenciamento
Ambiental e do Marco Temporal (o direito à posse das terras indígenas),
aprovados pelo “lobby” da oposição no Congresso, num casamento com interesses
do agronegócio e das mineradoras. O governo Lula corre para definir uma
política para garantir o controle nacional das terras raras.
A
questão mais maquiavélica, que poderá ser revelada ao longo da semana, com a
imposição ou não do tarifaço, é se o governo Trump está demarcando o ringue da
disputa comercial apenas à isenção para Jair Bolsonaro, ou se quer usar o
Brasil para ampliar a posição da direita internacional nas eleições de 2026.
Até
aqui, as intervenções de Trump, instigadas por Eduardo Bolsonaro e Paulo
Figueiredo, foram um tiro no pé. Fortaleceram Lula e desgastaram, junto à
opinião pública e ao empresariado, quem apoiou Trump e o clã Bolsonaro. O
mandato de Trump acaba em 20 de janeiro de 2028. Ou seja, se a direita apoiada
por Trump ganhar as eleições em 2026, a cobrança de concessões viria em mais
dois anos do governo Trump. Por isso, Lula centrou o discurso no nacionalismo e
na defesa da soberania nacional.
Quem
viver, verá.
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Haddad desmascara Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo:
'traidores do Brasil'
O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou de maneira didática o que está
por trás da estratégia do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do
jornalista Paulo Figueiredo. Ambos têm articulado junto à Casa Branca sanções
contra o Brasil.
Para o
ministro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são “traidores do Brasil” e
buscam “ganhos eleitorais” com as sanções impostas pelos EUA ao país.
“Há
quanto tempo não se vê um traidor agindo em detrimento dos interesses
nacionais? Há muito tempo! Em uma entrevista ao Painel S/A da Folha de S.Paulo
[...] um brasileiro [Paulo Figueiredo] dizendo ‘nós vamos dobrar a aposta
contra o Brasil’. Imagina uma situação semelhante na tua vida pessoal: a tua
família está sendo atacada e tem membros da sua família torcendo para quem está
atacando a sua família. É isso que está acontecendo no Brasil”, disse o
ministro da Fazenda em entrevista à rádio Itatiaia.
“Querer
sabotar a economia brasileira para ter bônus eleitoral... as pessoas estão
atentas a isso. Nós precisamos falar o português claro: não adianta querer
esconder, querer botar no colo de quem quer que seja. Está aí pra todo mundo
ver”, concluiu Fernando Haddad.
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Haddad humilha Nikolas Ferreira em debate sobre Pix e Trump
O
ministro da Fazenda também humilhou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
ao falar sobre a investigação aberta pelo presidente dos EUA, Donald Trump,
contra práticas comerciais do Brasil consideradas "desleais", e que
mira, entre vários setores, as transações via Pix, tão "defendidas"
pelo deputado mineiro em vídeo que viralizou em janeiro de 2025.
De
maneira irônica, Haddad afirmou que Trump pode realizar o sonho de Nikolas
Ferreira: "O presidente de um país querer taxar o Pix de outro país. Quer
dizer, além de taxar as exportações, ele vai taxar o Pix? Porque ele vai
encarecer os custos de transação financeira no Brasil, ele [Trump] vai realizar
o sonho do Nikolas [Ferreira] de taxar o Pix."
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Bolsonaro 'vai virar série de TV'
Fernando
Haddad aproveitou a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
contra o governo brasileiro, para impor uma das maiores humilhações a que Jair
Bolsonaro já foi submetido publicamente.
Em
entrevista ao jornal Estadão nesta quinta-feira (17), Haddad escancarou o
viraltismo de Bolsonaro ao evidenciar que o ex-presidente, apesar de seu
passado militar, se porta como um "soldado" diferente de qualquer
outro já visto. Isso porque o ex-mandatário, prestes a ser preso, é o pivô das
tarifas de 50% impostas por Trump às exportações brasileiras aos EUA.
Trump
impôs as tarifas como forma de intimidar o governo brasileiro e coagir o
judiciário, com o claro intuito de livrar Bolsonaro da prisão. O movimento
atende a um pleito do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que desde
o início do ano está vivendo nos EUA, obviamente a mando de seu pai, para
articular tais retaliações ao Brasil.
Haddad
foi cirúrgico ao apontar que, ao contrário de um soldado patriota, Bolsonaro se
comporta como um soldado às avessas: em vez de se sacrificar pelo país,
sacrifica o país por si mesmo.
"A
própria extrema direita brasileira vai se dar conta de que isso [articular
sanções dos EUA contra o Brasil] é um tiro no pé. Eu já vi soldado – a gente já
viu em filme de guerra – se sacrificar por um país. Isso é coisa rotineira. Mas
um soldado sacrificar o seu país por si mesmo é uma coisa que vai dar uma série
de TV, não é possível uma coisa dessa. Nós vamos sacrificar o Brasil por causa
do Bolsonaro? Ele que devia estar se sacrificando pelo Brasil", disparou o ministro.
"Nós
estamos numa inversão de valores tão grande que preocupa o grau de falta de
noção dessa família do mal que ela está fazendo com o país. Uma família que
está toda articulada em torno de si mesma. E não tem uma palavra de nenhum
membro dessa família em proveito do país. Eu não conheço paralelo na história
de uma família ser um problema para o país inteiro e não fazer um gesto diante
do caos que eles estão gerando e do pavor que eles estão gerando em segmentos
econômicos importantes, inclusive que apoiaram a sua eleição em 2018",
prosseguiu Haddad.
Fonte:
JB

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