Palestina:
o resgate de uma História violada
Escrever
a história da Palestina levanta uma questão historiográfica fundamental: como
produzir uma narrativa histórica diante do exílio, da dispersão e da
destruição? Desde Marc Bloch, a história deixou de ser compreendida apenas como
o relato de eventos passados, para se tornar uma investigação sobre as
sociedades humanas a partir de vestígios fragmentários, que são sempre situados
e preservados de forma desigual. No caso da Palestina, isso assume uma forma
particular: os arquivos foram dispersos, confiscados ou destruídos, e o próprio
acesso ao passado tornou-se indissociável das relações de poder.
A
história da Palestina e do seu povo foi durante muito tempo marginalizada pela
narrativa israelense dominante. Embora ausente, fragmentada ou relegada às
margens do “conflito Israel-Palestina”, essa história continuou, no entanto, a
ser escrita nos círculos acadêmicos árabes e, mais tarde, em redes
transnacionais. A historiografia palestina foi forjada por meio da ruptura: a
ruptura da expulsão e do exílio, e o desaparecimento de um mundo social.
Desde a
Nakba, escrever a história palestina está intrinsecamente ligado à luta contra
o apagamento. A historiografia palestina não se limita à reconstrução de um
passado nacional: ela investiga as próprias condições que tornam possível uma
narrativa histórica. Como contar a história de uma sociedade que foi
dispersada? Como escrever a história quando os lugares de memória foram
destruídos, as bibliotecas saqueadas e os arquivos tornados inacessíveis?
Traçar
a evolução da historiografia palestina é analisar como os regimes de
conhecimento sucessivos responderam a esse desafio persistente, da queda do
Império Otomano aos dias atuais. Este artigo examina, primeiramente, a
construção de uma narrativa nacional na Palestina Mandatária e no exílio e, em
seguida, investiga o papel dos arquivos no surgimento de um campo
historiográfico palestino. O objetivo é demonstrar como, diante das dinâmicas
de apagamento, escrever a história e preservar arquivos são práticas ao mesmo
tempo acadêmicas, ativistas e existenciais.
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A nação árabe palestina e a Revolta Árabe de 1936
Os
primeiros historiadores palestinos situaram a história da Palestina em um
horizonte mais amplo, moldado pela dissolução do Império Otomano, pela ascensão
dos nacionalismos árabes e pelo estabelecimento do Mandato Britânico para a
Palestina. Esse enquadramento mais amplo não era apenas uma questão de
ideologia. Naquele momento histórico, as categorias de pertencimento estavam
sendo reconfiguradas. O termo “palestino” começou lentamente a emergir como um
identificador distinto, sem substituir imediatamente os termos “otomano” ou
“árabe”. A afirmação da identidade árabe da Palestina esteve ligada a esforços
de nomeação e narrativização, nos quais referir-se a si mesmo como “palestino”
ajudou a construir um sujeito coletivo.
Como
espaço de produção e disseminação dessas novas categorias de identificação, a
imprensa desempenhou um papel central nesse processo. A ascensão dos jornais
árabes no início do século XX fomentou o uso do termo “palestino”, que
gradualmente se tornou uma ferramenta de coesão, mobilizada em debates
relacionados ao sionismo, à migração e à mudança social. A afirmação da
identidade árabe da terra e a luta contra a negação dessa reivindicação por
parte das autoridades do Mandato e do movimento sionista faziam parte de uma
narrativa histórica com forte dimensão performativa: o objetivo não era apenas
relatar a história, mas criar as condições para a identificação coletiva.
Avançada pelas elites intelectuais, mas disseminada em uma esfera pública mais
ampla, essa narrativa buscava inspirar um sentimento de unidade dentro de uma
comunidade árabe politicamente definida, que transcendia as divisões
religiosas. Ela contribuiu para estabilizar os contornos de uma identidade
palestina emergente, sem jamais fixá-la completamente.
A
Revolta Árabe de 1936–39 foi um momento decisivo, amplamente identificado na
historiografia árabe como um momento fundacional para o nacionalismo palestino.
Uma das principais revoltas anticoloniais contra o Império Britânico no período
entre guerras, ela fez parte de uma dinâmica regional mais ampla de oposição à
ordem colonial, ao mesmo tempo em que revelava as características distintivas
do caso palestino. Por essa razão, a Revolta Árabe ocupa um lugar central na
construção da narrativa nacional palestina.
Os
escritos do período são permeados por uma forte dimensão política que buscava
fortalecer o sentimento de unidade dentro da comunidade árabe – tanto cristã
quanto muçulmana – diante da dominação estrangeira. Essa historiografia, que se
esforçava por ser amplamente documentada e fundamentada tanto em arquivos
árabes quanto ocidentais, foi produzida em uma sociedade palestina unificada,
antes que ela fosse despedaçada pelos tumultos de 1948. Foi escrita a partir de
dentro de um território que ainda era um espaço vivo, habitado e socialmente
organizado. A revolta de 1936 marcou, assim, o último grande momento histórico
anterior à destruição e à dispersão da sociedade palestina, ao mesmo tempo em
que representou um importante ponto de referência para as narrativas
posteriores da luta nacional.
Tanto a
repressão da Revolta Árabe quanto seu fracasso final fizeram parte de doutrinas
imperiais mais amplas de contrainsurgência, baseadas no desmantelamento
deliberado do tecido social como meio de controle político. Do ponto de vista
historiográfico, a revolta não foi, portanto, apenas um momento de mobilização
nacional, mas também um campo de testes para as práticas coloniais, cujos
efeitos continuaram a ser sentidos muito depois do fim do Mandato.
A
narrativa construída em torno desses eventos, amplamente divulgada pela
imprensa árabe, contribuiu para a estabilização do termo “palestino” como uma
categoria política e histórica. Ao nomear os envolvidos na revolta e situar sua
luta dentro de uma cronologia nacional, a imprensa desempenhou um papel crucial
na transformação da revolta em um momento fundador de uma narrativa coletiva.
Assim,
a revolta de 1936–39 não pode ser compreendida apenas como um confronto
militar: ela constitui um momento de cristalização no qual convergem dinâmicas
de resistência, práticas de dominação colonial e formas concorrentes de
produção de conhecimento histórico. Ela se tornou parte de uma série mais longa
de eventos que culminaram na ruptura de 1948 e contribuíram para o surgimento
de um movimento nacional no qual se forjou uma consciência coletiva, construída
em torno da resistência ao colonialismo e da afirmação de uma narrativa
nacional palestina.
Por
muito tempo compreendida como uma derrota estratégica decorrente de divisões
internas e de um desequilíbrio de forças, a Revolta Árabe está sendo agora
reavaliada como um momento de politização em massa que ajudou a dar forma à
consciência nacional emergente. No entanto, seu fracasso enfraqueceu o
movimento nacional palestino no final da década de 1930. Combinado com a
consolidação das estruturas militares e políticas do projeto sionista sob
proteção britânica, o fracasso da Revolta Árabe parece ser um dos fatores que
contribuíram para tornar possível a ruptura de 1948. Ela se insere, portanto,
em uma história mais longa de lutas anticoloniais, ao mesmo tempo em que
sublinha as condições assimétricas nas quais o conhecimento histórico sobre a
Palestina é produzido, transmitido e contestado.
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Depois da Nakba
O ano
de 1948 marcou um ponto de virada: pela primeira vez desde que se tornaram
Estados-nação, os países árabes independentes entraram em guerra contra o novo
Estado de Israel e foram derrotados. Essa é a catástrofe da Nakba: o apagamento
de um Estado árabe na Palestina, a fragmentação de uma sociedade e o surgimento
do problema dos refugiados. Na historiografia palestina, 1948 é geralmente
tomado como o “Ano Zero”, marcando tanto o fim da Palestina histórica com suas
fronteiras da era do Mandato quanto o ponto de partida de uma história agora
estruturada pela dispersão. A “lenta e aparentemente interminável tragédia” que
foi a Nakba transformou completamente os quadros pelos quais o passado era
compreendido.
O
Significado da Catástrofe, de Constantine Zurayk, publicado pela primeira vez em
árabe em 1948, desencadeou uma mudança decisiva ao definir esse momento como
uma “catástrofe”, uma derrota que não era apenas militar, mas moral e
psicológica, envolvendo todo o mundo árabe e exigindo uma reelaboração intelectual
e política do projeto nacionalista árabe. A perda de território e a experiência
do exílio reconfiguraram a “geografia” da Palestina, com a narrativa nacional
sendo escrita a partir de fora de sua pátria histórica, delineando os contornos
de um território perdido, mas constantemente reafirmado.
A
década de 1950, no entanto, testemunhou um declínio relativo na produção
historiográfica palestina, um tempo de silêncio e dispersão intelectual. A
dispersão da elite por diferentes países de acolhimento fomentou o surgimento
de uma literatura do exílio, permeada por um profundo sentimento de injustiça e
pela dificuldade de reconstruir quadros compartilhados de produção de
conhecimento. Nesse contexto, a ascensão do nacionalismo árabe tendeu a incluir
a questão palestina em um quadro mais amplo, tornando-a uma causa central para
o mundo árabe em suas interações com a comunidade internacional e produzindo,
assim, uma leitura “globalizante” da Palestina.
A
derrota de junho de 1967 marcou outro grande ponto de virada que afetou todo o
Oriente Médio, alterando os equilíbrios políticos e intelectuais. Ela coincidiu
com o surgimento de uma nova liderança palestina oriunda dos movimentos de
resistência armada (fedayeen), cuja entrada em cena transformou profundamente
os quadros analíticos. A renovada centralidade da Palestina no discurso
político veio acompanhada de uma mudança de perspectiva: a Palestina não era
mais vista apenas como uma causa a ser apoiada pela unidade árabe, mas como um
meio pelo qual essa unidade poderia ser avançada.
Pesquisadores
e historiadores palestinos, em muitos casos influenciados pelo marxismo,
começaram a reinterpretar a história palestina por meio de novas categorias,
dando origem a escritos altamente politizados e com forte viés ativista. Esse
período também foi marcado por uma transformação sociológica do campo
intelectual: uma nova geração, muitos dos quais haviam crescido nos campos de
refugiados e sido educados nas redes da UNRWA, ajudou a redefinir as
figuras-chave da narrativa histórica, em particular colocando o camponês
resistente e as classes trabalhadoras em primeiro plano.
Ao
mesmo tempo, a partir de meados da década de 1960, a produção de conhecimento
sobre a Palestina se institucionalizou por meio da fundação de centros de
pesquisa e editoras. Estes estavam sediados principalmente em Beirute, a
capital intelectual do mundo árabe na época e a capital cultural e política da
causa palestina. Esse desenvolvimento atendia a uma necessidade central:
afirmar a existência da Palestina fora de seu território, por meio da escrita
de sua história, da criação de arquivos e da disseminação de conhecimento
estruturado.
Instituições
como o Institute for Palestine Studies (Instituto de Estudos Palestinos),
fundado em 1963, e o Palestinian Research Center (Centro de Pesquisa
Palestino), fundado em 1965 pela Organização para a Libertação da Palestina
(OLP), desempenharam um papel crucial como espaços de produção acadêmica,
contribuindo para a internacionalização dos Estudos Palestinos. O projeto
historiográfico assumiu uma dimensão emancipatória, colocando em primeiro plano
as figuras do camponês, do refugiado e do combatente como heróis da narrativa
de libertação nacional.
Por
meio de suas publicações, programas editoriais e empreendimentos documentais,
essas instituições ajudaram a estabelecer os Estudos Palestinos como um campo
acadêmico, combinando história, ciências sociais, arquivos e estudos da
memória. Escrever a história tornou-se uma forma de combater a invisibilidade,
produzindo narrativas capazes de restaurar um senso de continuidade histórica
palestina para além da ruptura de 1948.
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Arquivos e a luta contra o apagamento
A
invasão israelense de Beirute em 1982 desferiu um duro golpe no trabalho
cultural e acadêmico das instituições palestinas. Os centros de pesquisa,
documentação e os centros culturais e artísticos de Beirute tornaram-se alvos
prioritários do exército israelense. O saque dos arquivos do PRC (Centro de
Pesquisa Palestino) e da unidade de cinematografia da OLP privou os palestinos
de uma considerável parcela de seu patrimônio documental. Manuscritos,
fotografias, filmes e materiais relativos tanto à vida cotidiana quanto à
resistência foram apreendidos e incorporados aos arquivos militares
israelenses, catalogados de acordo com categorias e normas impostas pela
potência colonial.
O
controle sobre os arquivos faz parte de um processo mais amplo de reescrita da
memória coletiva, por meio do qual uma narrativa colonial do passado é imposta,
apagando todo vestígio da presença ou identidade palestina em território
israelense. Ao se apropriar dos vestígios documentais palestinos, Israel exerce
um controle decisivo sobre as condições em que o conhecimento histórico pode
ser produzido, preservado e transmitido. Nesse contexto de despossessão,
escrever a história e colecionar arquivos tornam-se meios fundamentais de
resistir ao apagamento. Preservar, reconstruir e compartilhar arquivos adquirem
significado político, memorialístico e acadêmico.
Na
ausência de um Estado palestino soberano e com os arquivos dispersos, a
história oral tornou-se um dos principais modos de produção de conhecimento
histórico sobre a Palestina. A oralidade torna-se tanto uma prática
historiográfica quanto um ato político, visando afirmar a existência de um povo
disperso e preservar a memória de uma sociedade destruída em 1948. A partir da
década de 1980, campanhas de coleta de testemunhos orais sobre a Nakba foram
realizadas nos territórios palestinos e entre a diáspora por universidades,
centros de pesquisa e ONGs.
O
número cada vez maior de narrativas, gravações, fotografias e arquivos
familiares faz parte do que Beshara Doumani chamou de “febre do arquivo”
palestina. Em campos de refugiados, centros de pesquisa e ambientes domésticos,
os palestinos reúnem os vestígios de um mundo perdido. Histórias de vida,
canções folclóricas, bordados, mapas de aldeias destruídas e álbuns de fotos
tornam-se veículos da memória. Ao dar um papel central a refugiados, camponeses
e mulheres, essas narrativas trazem à tona uma história alternativa, fundada na
experiência vivida do desenraizamento e do exílio – uma história escrita de
baixo para cima.
Três
linhas de reflexão emergem ao se considerar os arquivos e a história nesse
contexto. A primeira diz respeito à relação colonial com os arquivos. Desde a
criação do Estado de Israel, a história palestina tem sido marcada pelo
confisco, pela ressignificação e pela reatribuição de vestígios do passado e do
patrimônio cultural palestino. Arquivos, bibliotecas e artefatos arqueológicos
são alvos frequentes de uma potência colonial que busca não apenas controlar o
território, mas também impor sua própria narrativa histórica. O saque das
bibliotecas palestinas em 1948, o confisco dos arquivos da OLP em Beirute em
1982 e a recente destruição de centros culturais e de documentação em Gaza são
todos movidos pela mesma lógica: controlar as condições em que o conhecimento é
produzido e transmitido.
A
segunda dimensão diz respeito à necessidade de repensar a forma que os arquivos
assumem no contexto da ocupação permanente. Na ausência de um Estado palestino
soberano capaz de proteger coleções por meio de instituições, estruturas
centralizadas como museus e arquivos são particularmente vulneráveis. A
experiência do Museu Palestino em Birzeit, inaugurado vazio em 2016 como um
gesto simbólico, demonstra a impossibilidade de proteger coleções a longo prazo
sob dominação colonial. A ausência de objetos em exposição serviu tanto como
estratégia de preservação quanto como crítica política da condição colonial.
Dessa perspectiva, os arquivos palestinos precisam ser conceitualizados como
estruturas móveis, dispersas, digitalizadas ou ocultas, capazes de escapar à
pilhagem e à destruição.
A
terceira e última dimensão diz respeito ao fato de que a Palestina agora existe
muito além de seu território geográfico. A dispersão dos palestinos,
consequência direta da Nakba e dos deslocamentos sucessivos, contribuiu para
espalhar os vestígios da Palestina por todo o mundo. Graças à
internacionalização da questão palestina e às redes de solidariedade
transnacionais, os arquivos palestinos circulam agora em uma multiplicidade de
espaços. Cópias de filmes redescobertos em Tóquio ou Roma, fotografias preservadas
em coleções particulares na Europa e documentos salvaguardados por ativistas ou
instituições estrangeiras demonstram a presença fragmentada, porém persistente,
da Palestina no mundo.
A
dispersão, vivida em primeiro lugar como despossessão, tornou-se, assim, um
meio de preservar a narrativa histórica palestina. A Palestina não pode ser
compreendida apenas como um território ocupado: ela também existe como uma
constelação fragmentada de arquivos, narrativas, obras intelectuais e memórias
espalhadas pelo globo. A história palestina é construída a partir de cópias,
testemunhos orais e da circulação de documentos que escaparam das dinâmicas de
apagamento. Nesse contexto, produzir conhecimento, publicar periódicos,
digitalizar arquivos e rastrear filmes perdidos fazem parte da mesma luta para
manter viva a própria possibilidade de uma história palestina.
Desde
2023, a guerra em Gaza alterou profundamente a forma como a narrativa palestina
é produzida e transmitida. Apesar da devastação de vidas, lugares e arquivos
físicos, os palestinos continuam documentando seu cotidiano, compartilhando
suas experiências de guerra e preservando os vestígios de sua existência.
Blogs, jornais online, redes sociais e plataformas colaborativas tornaram-se
arquivos alternativos, produzidos a partir das margens e escapando parcialmente
ao controle das narrativas dominantes. Essa documentação digital faz parte de
uma história mais longa da luta palestina contra o apagamento.
Quando
os arquivos são confiscados, as bibliotecas são destruídas e as instituições
culturais permanecem frágeis, documentar a vida cotidiana torna-se um ato de
resistência. Cada testemunho, fotografia e narrativa ajuda a preservar uma
memória coletiva que está sob ameaça de desaparecimento. Nesse sentido, a
história oral, as redes sociais e a blogosfera palestina não são apenas espaços
de autoexpressão, mas também contribuem para a construção de um arquivo vivo e
descentralizado. Dessa forma, a escrita da história palestina expandiu-se agora
para além do quadro das instituições acadêmicas, dos centros de arquivo e das
fronteiras impostas pela dispersão e pela ocupação. Essa historiografia
constantemente renovada ajuda a contestar a narrativa israelense dominante e a
resituar a história da Palestina em uma narrativa mais ampla e compartilhada da
terra, contrapondo-se, assim, às dinâmicas de apagamento.
Fonte: Por
Jihane Sfeir, no Eurozine | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

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