quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Bolsonaro, Bukele, Milei e Washington: a rede que Fernando Cerimedo conectou por dentro do poder

O nome de Fernando Cerimedo tem causado comoção no tabuleiro político regional, ao aparecer repetidamente na interseção entre campanhas eleitorais, operações de comunicação digital e redes políticas transnacionais da nova direita latino-americana.

O empresário argentino foi detido na Bolívia na semana de 17 de agosto, acusado de organizar um ataque armado contra sua ex-companheira, Nadia Beller, que sobreviveu após receber três tiros. A Promotoria o acusou de tentativa de feminicídio, e a Justiça determinou 180 dias de prisão preventiva; paralelamente, foi aberta uma investigação por suposto enriquecimento ilícito.

Suas conexões políticas traçam uma rede regional associada a campanhas negativas, desinformação ou estratégias digitais agressivas: Jair Bolsonaro no Brasil, onde difundiu em 2022 a falsa tese de fraude eleitoral; Javier Milei na Argentina, para cuja campanha presidencial de 2023 foi um operador relevante da estratégia digital; o bloco do Rejeito no plebiscito constitucional chileno, onde sua empresa foi vinculada a operações de desinformação; e, mais recentemente, Rodrigo Paz na Bolívia, cujo entorno alcançou como assessor político.

Também foram documentados vínculos ou apoios com a argentina Patricia Bullrich, o hondurenho Nasry Asfura e outras figuras da direita regional.

A característica comum de seu trabalho para a direita continental é o emprego intensivo de redes sociais, segmentação política, meios de comunicação partidários e, em vários episódios, conteúdos falsos ou enganosos para desgastar adversários e moldar a conversa pública.

Menos visível, no entanto, tem sido até agora o verdadeiro centro de operações de Fernando Cerimedo: Estados Unidos.

Esse canal de acesso de Cerimedo ao poder estadunidense é seu sócio, o argentino-estadunidense Damián Merlo, proprietário da empresa Latin America Advisory Group (LAAG), com sede em Miami, cujas gestões junto a escritórios do Congresso e do Executivo dos Estados Unidos aparecem documentadas em registros apresentados sob a Foreign Agents Registration Act (FARA).

Reconstruir essa arquitetura — empresarial, midiática e de acesso político — permite observar Cerimedo não apenas como um operador de campanhas eleitorais latino-americanas, mas como parte de uma infraestrutura transnacional com um nó central nos Estados Unidos.

<><> 1. A empresa de Cerimedo criada na Flórida

Em 24 de maio de 2023, foi registrada a NUMEN Advisors LLC, com efeito a partir do dia anterior, em 13499 Biscayne Boulevard, North Miami. O registro oficial da Divisão de Corporações da Flórida identifica o número L23000254200 e permite abrir os documentos históricos: o ato de constituição, uma emenda de dezembro de 2023 e o relatório anual de 2024. Na documentação inicial, figurava Fernando G. Cerimedo; após a emenda, Aldo O. Arteaga passou a ser o membro. Atualmente, a empresa aparece como inativa por não apresentar o relatório anual correspondente.

A data é importante. A NUMEN, empresa de Cerimedo, foi criada enquanto se desenvolvia a campanha presidencial argentina e, apenas três meses depois, essa mesma marca assinou um memorando com o consultor de Miami Damián Merlo. A conexão de Cerimedo com Miami foi, portanto, societária e operacional.

Paralelamente, funcionava outra infraestrutura: La Derecha Diario, projeto associado a Cerimedo e posteriormente compartilhado com o empresário espanhol Javier Negre. Pouco depois, adquiriram a UHN Plus, uma plataforma dedicada fundamentalmente à desinformação contra Cuba, cuja página “Nós” explica que Negre realizou um investimento estratégico em outubro de 2025 e passou a ser vice-presidente e coproprietário.

>>>  2. Merlo, a ponte de Cerimedo com Washington

A prova central não é uma fotografia nem uma declaração à imprensa. É um documento apresentado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O memorando de 4 de setembro de 2023 é dirigido a “Fernando Cerimedo, CEO, da NUMEN” e assinado por Damián Merlo, sócio-gerente da LAAG, e documenta a assinatura de um contrato para colaborar com a campanha de Javier Milei até 10 de dezembro daquele ano.

O plano oferecia avaliar oportunidades na mídia estadunidense, preparar artigos de opinião, entrar em contato com membros da Câmara e do Senado — com ênfase no sul da Flórida —, se aproximar de centros como Heritage, CSIS, Council on Foreign Relations e Atlantic Council e organizar uma visita a Washington.

O suplemento apresentado em janeiro de 2024 confirma que Merlo prestou, em associação com Cerimedo, assessoria de relações públicas e realizou contatos com o Congresso, meios de comunicação e organizações de assuntos públicos em favor de Milei. O registro foi feito perante o Departamento de Justiça, de acordo com a Lei FARA.

A colaboração teve um resultado público facilmente verificável: Merlo coordenou a polêmica entrevista de Javier Milei com o ultradireitista Tucker Carlson, como parte da campanha presidencial do argentino. A conversa apresentou Milei ao público conservador estadunidense e o inseriu em um eixo internacional contrário ao socialismo, ao progressismo e ao chamado establishment. Merlo afirmou ao jornal La Nación que a conversa tornou o candidato mundialmente conhecido.

O registro, por si só, já demonstra algo mais amplo: Cerimedo colocou a campanha argentina nas mãos de uma estrutura estadunidense concebida para abrir portas na mídia, no Congresso e nos centros de pensamento.

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>>> 3. Rubio, Salazar, Díaz-Balart e Claver-Carone

A trajetória política de Merlo antecede seu contrato com Cerimedo. Uma declaração FARA de 2021 sobre gestões para El Salvador documenta uma rodada presencial, em dezembro de 2020, com Mauricio Claver-Carone — então presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento — e Viviana Bovo, assessora do então senador Marco Rubio.

O mesmo registro consigna, já em fevereiro e março de 2021, reuniões de Merlo com Bovo, uma ligação com Ricardo Pita (ex-assessor do senador Ted Cruz e atual assessor principal para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado), uma reunião com o congressista Mario Díaz-Balart e um jantar de apresentação com a congressista María Elvira Salazar. Pode ser consultado na emenda federal original.

A continuidade é visível em declarações posteriores. O suplemento FARA de fevereiro de 2025 registra, durante 2024, dezenas de reuniões, mensagens e e-mails com integrantes do escritório de María Elvira Salazar e com funcionários do subcomitê de Assuntos do Hemisfério Ocidental, além de contatos com meios de comunicação e outros legisladores.

Esse conjunto permite afirmar que o agente de Cerimedo em Miami, Damián Merlo, tinha, há anos, um acesso documentado ao ecossistema anticubano da Flórida e a funcionários do Executivo, com vínculos privilegiados com o entorno do secretário de Estado Marco Rubio.

>>> 4. Merlo e os programas contra Cuba

O acesso de Merlo ao núcleo cubano-americano não surgiu do nada. Sua relação com Cuba antecede em mais de duas décadas sua atual atividade como lobista em Washington e Miami. Seu próprio histórico profissional situa o primeiro vínculo direto em 1996-1997, quando trabalhou durante oito meses como Screening Officer no Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, contratado pelo Departamento de Estado.

Segundo seu perfil, ele realizava entrevistas preliminares com antigos “presos políticos” cubanos que solicitavam emigrar para os Estados Unidos e afirma ter processado mais de 600 casos. Outra biografia profissional, publicada em 2009 pela Universidade Francisco Marroquín, inclui expressamente entre as instituições nas quais trabalhou a United States Interests Section in Havana (USINT), representação diplomática estadunidense em Cuba antes do restabelecimento das relações diplomáticas.

Mas sua relação com o dossiê cubano não terminou aí. Entre 2002 e 2007, Merlo foi Program Officer do International Republican Institute (IRI) e afirma em seu próprio currículo que foi responsável por implementar os programas da organização para México, Cuba e Brasil, além de preparar relatórios para o Congresso e outros altos funcionários estadunidenses e administrar propostas para subsídios governamentais de vários milhões de dólares.

Documentação da época permite precisar o conteúdo dessa carteira: em 2005, Merlo aparece identificado como responsável pelo programa do IRI que, por meio de um subsídio ao Diretório Revolucionário Democrático Cubano de Miami, promovia comitês internacionais de solidariedade destinados a fornecer apoio material, político e ideológico a ativistas cubanos.

Essa etapa coincidiu com os anos em que James Cason dirigia a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana (2002-2005) e com uma expansão dos programas estadunidenses de “promoção da democracia” em direção a Cuba. Portanto, embora a documentação localizada não permita afirmar que Merlo fosse funcionário do Departamento de Estado durante esses anos, ela volta a situá-lo dentro do ecossistema institucional que executava programas estadunidenses relacionados a Cuba.

Existe, além disso, uma segunda conexão significativa. Após deixar o IRI, Merlo foi vice-presidente da Otto Reich Associates entre 2007 e 2010, empresa dirigida pelo ex-funcionário cubano-americano Otto Reich, figura-chave da política republicana em relação à América Latina e a Cuba. Esse vínculo também o aproxima do Center for a Free Cuba, organização presidida por Reich, segundo seus formulários fiscais.

Segundo o The Guardian, foi Otto Reich quem apresentou outro lobista cubano-americano, Mauricio Claver-Carone, ao então assessor de segurança nacional de Trump, John Bolton. Claver-Carone acabou se tornando o principal funcionário responsável pela política para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional em 2018 e, em 2025, Donald Trump o nomeou enviado especial do Departamento de Estado para a América Latina, com o objetivo de que fosse a pessoa que “organizasse” a região. Em 2026, ele reaparece na Venezuela, como “vice-rei não oficial” dos Estados Unidos e “braço direito de Marco Rubio”, segundo o The Washington Post.

O antecedente cubano de Merlo e seus estreitos vínculos políticos com a ala ultradireitista da Flórida ajudam a entender a geografia política: Miami, organizações da contrarrevolução ali sediadas, legisladores do sul da Flórida e especialistas em política hemisférica formam um circuito institucional relativamente estável. Quando Cerimedo recorreu a Merlo em 2023, comprou acesso a uma rede cultivada durante anos, não uma agenda de contatos improvisada para Milei.

>>> 5. O salto para o Executivo estadunidense

O documento mais revelador é o Supplemental Statement 6898, apresentado ao Departamento de Justiça em 30 de julho de 2026. Em uma única data, 13 de janeiro, a empresa de Damián Merlo declarou quatro reuniões realizadas em representação da Presidência de El Salvador: com Gavin Wax, chefe de gabinete da subsecretária Sarah Rogers; Christopher Landau, subsecretário de Estado; Ana Quintana, da Policy Planning; e Viviana Bovo, assessora sênior para o Hemisfério Ocidental (que vem trabalhando com Rubio há anos, como vimos anteriormente).

Em 13 de janeiro, dez dias após a agressão militar à Venezuela, registra-se uma quinta reunião, com Joseph Humire, que a página oficial do Departamento de Defesa situa à frente de Assuntos de Segurança das Américas, escritório que formula a política regional e supervisiona a cooperação em segurança e as vendas militares. O encontro tampouco parece ser um contato completamente “a frio”. Humire foi diretor do Center for a Secure Free Society e visiting fellow da Heritage, com trabalhos sobre Venezuela, Cuba, Irã e segurança hemisférica.

Tanto Damián Merlo quanto Fernando Cerimedo construíram relações que alcançam altas figuras do poder político estadunidense e círculos próximos ao Executivo. Uma peça central dessa rede é Brad Parscale, ex-chefe de campanha de Donald Trump e sócio tecnológico de Cerimedo na América Latina, que participou de um encontro realizado em Mar-a-Lago no qual também estiveram Marco Rubio, atual secretário de Estado, e a congressista republicana María Elvira Salazar.

A coincidência desses atores nesse espaço demonstra o nível de acesso político do ambiente empresarial e estratégico no qual operam.

<><> Conclusões

A documentação examinada permite observar algo mais do que uma sucessão de contatos pessoais. O que aparece é uma infraestrutura transnacional de influência política com peças complementares: a NUMEN proporcionou a Fernando Cerimedo uma base empresarial em Miami; La Derecha Diario e, posteriormente, sua conexão com Negre e UHN Plus ampliaram o dispositivo midiático; e a Latin America Advisory Group, de Damián Merlo, abriu uma via formal para meios de comunicação estadunidenses, escritórios do Congresso, centros de pensamento e estruturas do Executivo.

Nessa arquitetura, Miami não funciona como um simples endereço comercial. Opera como plataforma de articulação entre campanhas latino-americanas, meios de comunicação ideologizados, consultores políticos, organizações do ecossistema cubano-americano e setores do Partido Republicano com capacidade de influenciar a política hemisférica dos Estados Unidos.

O papel de Damián Merlo é decisivo para compreender esse circuito. Muito antes de seu contrato com Cerimedo e de sua intervenção na campanha de Javier Milei, havia trabalhado em espaços vinculados a programas estadunidenses sobre Cuba e havia construído relações documentadas com figuras e escritórios do entorno de Marco Rubio, María Elvira Salazar, Mario Díaz-Balart e Mauricio Claver-Carone. Suas declarações sob a FARA mostram posteriormente a continuidade e a ampliação dessa capacidade de acesso: em janeiro de 2026, em uma única jornada, manteve reuniões com quatro figuras do Departamento de Estado e com Joseph Humire no Departamento de Defesa do governo Trump.

Por isso, o dado politicamente relevante aqui não é apenas que Cerimedo tenha contratado um lobista em Miami. Ele contratou acesso a uma rede que vinha sendo construída havia anos no mesmo ecossistema político no qual foram impulsionadas algumas das posições mais agressivas de Washington em relação a Cuba e à América Latina.

Quando Cerimedo chega a Merlo em 2023, não começa a construir essa rede: conecta-se a uma infraestrutura preexistente.

A investigação tampouco precisa atribuir conspirações ou atividades ilegais que os documentos não demonstram. Os próprios registros FARA existem precisamente para tornar visíveis essas relações. O que eles permitem estabelecer é suficientemente significativo: campanhas eleitorais latino-americanas, operações de comunicação política, plataformas midiáticas e circuitos de lobby convergem em um mesmo espaço político estadunidense, com Miami como nó articulador e Washington como centro de acesso ao poder.

Esse é provavelmente o principal achado. Cerimedo costuma ser apresentado como um operador da nova direita latino-americana que intervém de país em país. A documentação obriga a ampliar essa imagem: uma parte substancial da infraestrutura a partir da qual essa intervenção é projetada está ancorada nos Estados Unidos.

A geografia política, portanto, importa. Por trás de operações que posteriormente aparecem na Argentina, no Brasil, no Chile, na Bolívia ou em outros cenários latino-americanos, existe uma retaguarda empresarial, midiática e política conectada à Flórida e a estruturas de poder em Washington. Miami não é aqui a periferia da operação: é um de seus centros.

¨      Cerimedo, o grande hacker da direita. Por Luís Nassif

Trata-se de um estrategista político argentino, conhecido por assessorar campanhas de direita na América Latina (Javier Milei e, mais recentemente, Rodrigo Paz, na Bolívia).

Sua ex-companheira, a ativista Nadia Beller, sofreu um atentado armado numa área comercial de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Dois homens disfarçados de entregadores aproximaram-se dela na entrada de um hotel e atiraram, atingindo-a três vezes. Ela sobreviveu e ficou hospitalizada. Estava grávida do próprio Cerimedo (La Tercera).

Cerimedo foi preso na terça-feira (18/08/2026) no aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz, quando se preparava para embarcar rumo a Buenos Aires. A Justiça boliviana o investiga sob suspeita de ter ordenado o ataque. A própria Beller afirma que ele foi o mandante. O Ministério Público o denunciou por tentativa de feminicídio, e o juiz Wilson Espada decretou 180 dias de prisão preventiva.

Logo após o ataque, Nadia Beller disparou a falar. Contou como o ex-companheiro armou o atentado. O motivo: ela “sabia demais” sobre seus esquemas.

Seu relato é a maior bomba deflagrada até agora contra a ultradireita latino-americana. Sobre a Bolívia, foi taxativa: “Quem governa não é Rodrigo Paz, é Fernando Cerimedo”. Contou que ele tinha um escritório dentro do Palácio de Governo, mesmo sem cargo oficial, e comandava um grupo “de elite” da polícia, que respondia apenas a ele (La Nacion).

Disse ter provas de esquemas irregulares envolvendo importação e distribuição de diesel, gasolina e ouro, com sobrepreço por litro de combustível e uso de “testas de ferro” (Nodal).

Ou seja, o caso deixou de ser apenas o atentado contra ela e transformou-se em uma denúncia mais ampla: a captura do Estado boliviano por Cerimedo e a corrupção no setor de combustíveis.

<><> Como Cerimedo operava

Cerimedo atuou como assessor de Javier Milei (2023) e de Jair Bolsonaro (2022), participou dos plebiscitos no Chile e das campanhas de Rodrigo Paz, na Bolívia, e de Nasry Asfura, em Honduras.

O método comum a todas essas campanhas era o uso intensivo de bots e trolls e a desinformação coordenada. Na investigação boliviana, a polícia encontrou uma suposta “fazenda de bots” destinada a gerar mensagens em massa por meio de contas falsas.

Uma fazenda de bots é uma operação coordenada de milhares de contas falsas ou automatizadas, que agem em conjunto para simular engajamento real. O objetivo, nas palavras do próprio Cerimedo, era “mentir para o algoritmo”: fazer com que plataformas como X, Instagram, Facebook e TikTok interpretassem um conteúdo como relevante e passassem a distribuí-lo organicamente para mais usuários.

Ele próprio admitiu ter administrado cerca de 50 mil contas criadas artificialmente só na Argentina durante a campanha de Milei. Disse também que cada “fazenda” individual conseguia reunir entre 1.000 e 2.000 perfis ativos por vez — o número variava conforme o tempo que as contas conseguiam operar antes de serem detectadas e banidas pelas próprias redes.

Durante buscas em um imóvel ligado a Cerimedo em La Paz, a polícia encontrou o equivalente a mais de meio milhão de bolivianos (além de dólares e euros em espécie), documentos e equipamentos descritos preliminarmente como uma “mini fazenda de bots”. Após a prisão, duas contas de trolls associadas a ele — apelidadas de “Dress” e “Neuroc” — foram desativadas no X. Até agora, as autoridades não divulgaram uma perícia técnica detalhando quantos equipamentos, contas ou campanhas essa estrutura administrava.

Nas redes, circularam relatos sobre uma queda perceptível de curtidas, compartilhamentos e engajamento em conteúdos ligados a Milei logo depois da apreensão e da desativação da estrutura — uma correlação observada, ainda sem dados independentes que comprovem a relação de causa e efeito.

 

Fonte: Observatorio de Medios de Cubadebate/Diálogos do Sul Global/Jornal GGN

 

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