Uso
abusivo do álcool aumenta risco de câncer, diz hepatologista
O
consumo excessivo de bebidas alcoólicas representa um sério risco à saúde,
podendo elevar significativamente as chances de desenvolvimento de diversos
tipos de câncer, incluindo mama, colorretal, pâncreas e fígado, conforme alerta
o hepatologista Edison Parise, em entrevista ao Live CNN.
O
especialista esclarece que o uso abusivo de álcool ocorre quando homens
consomem mais de cinco a seis doses e mulheres mais de quatro doses em uma
ocasião. Uma dose equivale a uma lata de cerveja, um copo de chope, uma taça de
vinho ou uma dose de destilado.
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Riscos do consumo excessivo
O
consumo abusivo pode desencadear efeitos agudos graves, como hemorragia
digestiva, pancreatite e até infarto agudo do miocárdio em pessoas com
predisposição a doenças cardiovasculares. Parise ressalta que a resposta ao
álcool varia individualmente, com algumas pessoas apresentando sinais de
embriaguez com quantidades menores.
O
médico também desmistifica crenças populares sobre o consumo de álcool. "A
prática conhecida como 'Zebra', que consiste em alternar entre bebidas
alcoólicas e não alcoólicas, não reduz os riscos à saúde, pois o que importa é
a quantidade total de álcool ingerida", ressalta o especialista.
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Prevenção e cuidados
Parise
enfatiza que medicamentos consumidos antes da ingestão de bebidas alcoólicas
não oferecem proteção ao fígado, contrariando um mito comum. "Para
minimizar os efeitos da ressaca, a melhor estratégia é manter-se hidratado com
água, o que ajuda a reduzir sintomas como dor de cabeça, enjoo e mal-estar
gera", conclui o médico.
• Álcool e cigarros são muito nocivos ao
coração, alerta médico
O
consumo de álcool, mesmo em quantidades moderadas, não traz benefícios à saúde
como muitos acreditam. Pelo contrário, a bebida alcoólica pode ser tão
prejudicial quanto o cigarro, especialmente para o coração, ressaltou Fausto
Feres, diretor do Instituto Dante Pazzanese, em entrevista ao CNN Sinais
Vitais.
Segundo
o especialista, dados recentes da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP
revelam que, enquanto o tabagismo apresenta redução, atingindo 14% da população
adulta, o consumo de álcool tem aumentado significativamente. Este cenário
preocupa especialistas da área médica, que alertam sobre os riscos do etilismo.
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Impactos do álcool no organismo
O
álcool é particularmente nocivo ao miocárdio, sendo considerado tóxico para o
músculo cardíaco. Seus efeitos negativos incluem o agravamento da hipertensão
arterial e outras condições cardiovasculares, tornando-o um importante fator de
risco para a saúde do coração.
Além
dos danos cardíacos, o consumo de álcool está associado a problemas
neurológicos significativos. A substância pode acelerar o desenvolvimento de
doenças neurodegenerativas e contribuir para quadros de demência, afetando
múltiplos aspectos da saúde.
A
recomendação médica é clara: assim como o cigarro deve ser evitado
completamente, o consumo de álcool também deve ser zero. A ideia de que existe
um consumo seguro ou benéfico de álcool é um mito que precisa ser desconstruído
para a proteção da saúde cardiovascular.
• Exposição à luz noturna eleva risco de
doenças cardiovasculares, diz estudo
Um
estudo publicado na revista médica Jama Network Open acende um alerta para
pessoas que deixam luzes acesas ou utilizam telas durante a noite. Segundo a
pesquisa, a exposição à luz noturna pode estar associada a um maior risco de
desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adultos. Entre os resultados,
destaca-se o aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca.
A
pesquisa, intitulada "Exposição à Luz Noturna e Incidência de Doenças
Cardiovasculares" em tradução livre, foi conduzida por uma equipe de
pesquisadores vinculados a instituições da Austrália, dos Estados Unidos e do
Reino Unido, liderada por Daniel P. Windred.
Foram
analisados dados de 88.905 participantes do UK Biobank que não apresentavam
histórico de doenças cardiovasculares no início do monitoramento. Os
pesquisadores utilizaram sensores de luz de pulso, semelhantes a relógios,
usados pelos participantes durante uma semana em seus ambientes habituais. Os
voluntários tinham idade média de 62,4 anos, sendo 56,9% mulheres. Os registros
foram acompanhados por um período médio de 9,5 anos, entre junho de 2013 até
novembro de 2022.
Os
participantes foram divididos em grupos de acordo com a intensidade de
exposição à luz no período entre 0h30 e 6h. Ao comparar pessoas que passavam a
noite em ambientes mais escuros (percentis de 0 a 50) com aquelas expostas aos
níveis mais elevados de luz noturna mais brilhante (percentis de 91 a 100), os
pesquisadores observaram um aumento significativo no risco de desenvolver
condições cardiovasculares graves.
As
doenças notadas nesse cenário de risco são cinco:
• Insuficiência cardíaca: risco aumenta em
56%.
• Infarto do miocárdio (ataque cardíaco):
risco aumenta em 47%.
• Doença arterial coronariana: risco
aumenta em 32%.
• Fibrilação atrial (arritmia): risco
aumenta em 32%.
• Acidente Vascular Cerebral
(AVC/derrame): risco aumenta em 28%.
Os
pesquisadores também isolaram outros fatores de risco tradicionais, constatando
que o risco notado não é causado por: estilo de vida (como falta de atividade
física ou consumo de álcool), fatores socioeconômicos e moradia em áreas
urbanas, qualidade do sono ou predisposição genética.
Outro
destaque dos resultados foi a identificação dos grupos mais afetados. A
associação entre a exposição à luz noturna e o risco de insuficiência cardíaca
e doença arterial coronariana foi significativamente mais forte entre as
mulheres do que entre os homens. Além disso, o impacto negativo sobre a
insuficiência cardíaca e a fibrilação atrial também foi mais pronunciado em
indivíduos mais jovens, especialmente aqueles com menos de 40 anos.
Segundo
os autores, uma possível explicação para esse resultado é que a sensibilidade
do sistema circadiano à luz tende a diminuir com o envelhecimento, tornando os
indivíduos mais jovens potencialmente mais suscetíveis aos efeitos da exposição
luminosa durante a noite.
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Entenda por que a luz à noite faz mal
A luz
noturna, de acordo com o estudo, causa uma disfunção circadiana, desregulando o
nosso relógio biológico de 24 horas e impacta diretamente o sistema
cardiovascular de várias formas:
• A pressão arterial é afetada, já que a
perturbação crônica altera o ritmo da pressão, mantendo médias de 24 horas mais
elevadas.
• Pode induzir um estado de
hipercoagulabilidade, aumentando as chances de formação de coágulos e trombos.
• Prejudica a tolerância à glicose e eleva
o risco de diabetes tipo 2, que danifica os vasos sanguíneos.
• Gera conflitos de sinais elétricos no
coração, propiciando arritmias.
A
recomendação dos autores é que, considerando esse novo e importante risco, as
pessoas sigam a recomendação de evitar a exposição à luz brilhante à
noite, controlando a luz artificial dos
ambientes e evitando usar telas antes de dormir, por exemplo, além de associar
essa prática às recomendações tradicionais, como comer bem, fazer exercícios e
evitar álcool ou cigarro.
Fonte:
CNN Brasil

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