Qual
o caminho até o hexa? Quem o Brasil precisa vencer para chegar à final
A
vitória por 2 a 1 sobre o Japão nesta segunda-feira (29/6) colocou o Brasil nas
oitavas de final da Copa do Mundo 2026 e deixou a Seleção mais perto do tão
sonhado hexacampeonato.
Agora,
o time comandado por Carlo Ancelotti vai enfrentar a Noruega, que venceu a
Costa do Marfim por 2 a 1 nesta terça-feira e também garantiu vaga na próxima
fase.
O duelo
pelas oitavas de final está marcado para domingo (5/7), às 17h, no estádio de
Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde o Brasil estreou no Mundial.
Se
avançar, a equipe comandada por Carlo Ancelotti ainda terá mais três partidas
pela frente para conquistar o título: quartas de final, semifinal e a decisão,
marcada para 19 de julho.
Confira
os possíveis adversários do Brasil caso a seleção avance até a final da Copa do
Mundo e a data dos jogos.
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Quartas de final
Se
vencer a Noruega nas oitavas de final, o Brasil voltará a campo no sábado
(11/7), às 18h (de Brasília), pelas quartas de final.
Há três
possibilidades de adversários: México, Inglaterra e República Democrática do
Congo.
Os
mexicanos venceram os equatorianos por 2 a 0 na terça-feira. Já os ingleses
encaram os congoleses na quarta.
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Semifinal
Caso
avance às semifinais, o Brasil jogará na quarta-feira (15/7), às 16h (de
Brasília).
O
adversário sairá do outro lado da chave, que reúne Argentina, Cabo Verde,
Austrália, Egito, Colômbia, Gana, Suíça e Argélia.
Para
chegar à semifinal, uma dessas seleções precisará vencer três confrontos
eliminatórios. Entre os possíveis rivais da Seleção, pode vir um clássico
contra a Argentina.
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Final
Se
avançar até a decisão, o Brasil voltará a campo no domingo (19/7), às 16h (de
Brasília), em busca do hexacampeonato.
O
adversário sairá da outra metade do chaveamento, que reúne algumas das
principais potências da competição.
Entre
as seleções que ainda disputam uma vaga na final estão França, Espanha,
Portugal, Bélgica, Estados Unidos e Canadá, além de Paraguai, Marrocos,
Croácia, Áustria, Senegal e Bósnia e Herzegovina.
Como
essas equipes estão no mesmo lado da chave, elas se enfrentam ao longo das
oitavas, quartas e semifinais. Assim, apenas uma delas chegará à decisão para
enfrentar o Brasil, caso a Seleção confirme a classificação.
• As armas da Noruega, que enfrenta o
Brasil nas oitavas
A
Noruega passou 28 anos sem jogar uma Copa do Mundo, mas chegou à edição de 2026
como uma seleção a ser levada muito a sério.
Nesta
terça-feira (30/6), em Dallas, o time venceu a Costa do Marfim por 2 a 1 e se
classificou para as oitavas-de-final. A seleção norueguesa, agora, enfrenta o
Brasil no próximo domingo (5/7).
Esta é
a quarta participação da Noruega em uma Copa do Mundo e a primeira desde 1998.
Suas únicas vitórias ocorreram na fase de grupos: contra o México, em 1994, e
diante da própria Seleção brasileira, em 1998.
Nas
Eliminatórias da Copa do Mundo, fez uma campanha avassaladora. Venceram todos
os oito jogos, incluindo dois contra a Itália. Eles são apenas o sexto time
europeu a terminar com um recorde de 100% de vitórias em uma campanha de
qualificação para a Copa do Mundo envolvendo seis partidas ou mais.
A
presença de nomes consagrados como Erling Haaland e Martin Odegaard fez com que
esta equipe passasse a ser chamada de "Geração de Ouro" da Noruega.
Desde
dezembro de 2020, a equipe é treinada por Stale Solbakken, que atuou como
jogador na França e teve uma breve passagem pelo Wolverhampton no início da
carreira como treinador. Antes, ele atuou sete anos no comando do Copenhague.
Meio-campista
que disputou 58 partidas pela seleção, ele precisou encerrar a carreira após
sofrer um ataque cardíaco, em 2001, que o deixou clinicamente morto por sete
minutos.
Depois
de mais de duas décadas de resultados decepcionantes, a Noruega começa a colher
os frutos da paciência demonstrada com Solbakken.
Após
fracassar nas campanhas de classificação para a Copa do Mundo de 2022 e para a
última Eurocopa, seu cargo esteve ameaçado até cerca de 20 meses atrás.
Quando
sua equipe foi goleada por 5 a 1 pela Áustria, em outubro de 2024, e a linha
defensiva adiantada foi repetidamente explorada, uma enquete na internet
mostrou que apenas 18% dos torcedores queriam sua permanência. Mas os
dirigentes mantiveram a confiança no treinador e foram amplamente
recompensados.
Nenhuma
seleção garantiu vaga nesta Copa do Mundo de forma mais convincente do que a
Noruega, que encerrou as Eliminatórias com oito vitórias em oito jogos após
golear a Itália por 4 a 1 no San Siro, na última partida da campanha.
A
Inglaterra também teve campanha perfeita, mas nenhuma seleção europeia chegou
perto dos noruegueses quando o assunto foi balançar as redes.
A
equipe de Solbakken marcou 37 gols, oito a mais do que qualquer outra seleção,
com média de 4,63 gols por partida — a maior já registrada por uma equipe
europeia em uma campanha de Eliminatórias para a Copa do Mundo com mais de
quatro jogos.
Na fase
de grupos, a equipe terminou em segundo lugar no Grupo I, atrás da França — de
quem tomou uma goleada de 4 a 1. Mas o time revidou o placar contra o Iraque e
venceu Senegal por 3 a 2 para se classificar para o mata-mata.
O time
também chamou a atenção por algo fora do campo. Ao comemorar a vitória sobre
Senegal, os jogadores da Noruega se sentaram no gramado e simularam movimentos
de remada, em perfeita sincronia.
A
comemoração reproduzia a remada viking, que virou marca registrada da torcida
norueguesa na Copa do Mundo de 2026.
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Os pontos fortes e fracos da Noruega
Solbakken
construiu gradualmente uma equipe que utiliza sua qualidade técnica para
controlar as partidas e que, apesar da abundância de talento ofensivo, mantém o
equilíbrio.
Solbakken
afirma que a qualidade da Noruega permite à equipe "ter confiança para
impor uma postura mais ofensiva até mesmo contra seleções tradicionalmente mais
fortes".
Bons
centroavantes são um bem precioso no futebol de seleções, e os noruegueses têm
três: Haaland, Sorloth e Jorgen Strand Larsen.
O
atacante Alexander Sorloth, do Atlético de Madrid, costuma cair pela ponta
direita quando a equipe está sem a bola, mas se junta a Haaland na área quando
a Noruega recupera a posse. Nesse momento, o lateral-direito Julian Ryerson, do
Borussia Dortmund, é quem dá amplitude por aquele lado.
A
equipe se beneficia de uma formação bastante consolidada, com sete jogadores
que foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias.
A
Noruega também divide o posto de seleção mais alta desta Copa do Mundo, fator
que pode fazer a diferença nas bolas paradas.
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Quais são os principais jogadores?
Capitão
tanto do clube quanto da seleção, Martin Odegaard, do Arsenal, de 27 anos, é o
cérebro criativo da equipe. Apesar de ter disputado apenas cinco das oito
partidas das Eliminatórias, deu sete assistências — mais do que qualquer outro
jogador europeu.
O ponta
Antonio Nusa, do RB Leipzig, de 21 anos, foi apelidado de "Neymar
norueguês" quando despontou no futebol profissional. Ele fez jus ao
apelido ao completar 27 dribles nas Eliminatórias — mais do que qualquer outro
jogador europeu, com exceção de Jeremy Doku.
O
incansável lateral-direito Julian Ryerson, de 28 anos, é um dos três
noruegueses que atuaram todos os minutos das Eliminatórias. Seus cruzamentos
pelos lados podem ser decisivos: nesta temporada, deu 18 assistências em todas
as competições pelo Borussia Dortmund.
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O superastro Haaland
O
principal responsável por trás da campanha sem precedentes da Noruega nas
Eliminatórias foi Erling Haaland, que fez 16 gols — mais do que qualquer outro
jogador, de qualquer continente, nas Eliminatórias para a Copa de 2026.
Seis
seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026 — Equador, Paraguai,
Escócia, Suécia, Suíça e África do Sul — marcaram menos gols nas Eliminatórias
do que Erling Haaland sozinho.
Ele
teve média de um gol a cada 44 minutos, converteu 39% das finalizações e
superou sua estatística de gols esperados (xG) em mais de seis gols. Nenhum de
seus gols foi de pênalti — aliás, ele desperdiçou a única cobrança que teve.
Nesta
Copa, ele já foi autor de cinco gols.
Da
última vez que a Noruega disputou uma Copa do Mundo, Erling Haaland nem sequer
havia nascido.
Nascido
em Yorkshire, o atacante de 25 anos tinha direito de atuar pela Inglaterra. Mas
sua ligação com o país que considera seu lar significava que havia poucas
chances de isso acontecer, mesmo que isso significasse que as oportunidades de
conquistar algo em nível internacional fossem reduzidas.
Mas
Haaland não é um herói norueguês típico.
"Ele
é confiante e pode ser um pouco atrevido. Sabe o seu valor, sabe sua qualidade
e acredita em si mesmo", disse o jornalista norueguês Lars Sivertsen.
"A
Escandinávia tem uma cultura mais voltada para a humildade. Erling reclamaria
se estivesse no banco. Portanto, acho que ele é um pouco atípico para os
noruegueses. Isso faz dele um herói interessante para nós, porque haverá
momentos de reação negativa."
Mas,
sobre a disputa com o Brasil no domingo, ele demonstrou humildade. Ao ser
questionado sobre quais as chances dos noruegueses contra a seleção brasileira,
o camisa 9 respondeu: "Pequenas possibilidades".
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Quem é Haaland, o maior astro da Noruega
Erling
Haaland parou no gramado de Dallas, com um sorriso largo no rosto e um capacete
de viking torto sobre a cabeça. Aproveitava cada segundo daquele momento.
A
Noruega tinha acabado de vencer a Costa do Marfim por 2 a 1 e conquistar a
primeira vitória em um mata-mata de Copa do Mundo de sua história. A
comemoração reuniu jogadores e torcedores na já tradicional celebração da
"remadava Viking", comandada por Martin Odegaard ao som do tambor.
Haaland
marcou o gol da vitória. Não foi seu gol mais bonito pela seleção. Mas foi, sem
dúvida, o mais importante.
A
Noruega tornou-se a primeira seleção europeia a garantir vaga nas oitavas de
final, conseguindo o que Alemanha e Holanda não conseguiram. O feito iguala a
melhor campanha do país em Copas do Mundo, em sua última participação em 1998.
Agora,
os noruegueses enfrentam a Seleção brasileira no próximo domingo (5/7) em um
duelo que promete ser um dos grandes jogos do torneio.
Para
Haaland, esse gol dá um novo peso ao impressionante retrospecto pela seleção.
Ele soma agora 60 gols em 53 partidas pela seleção principal — média de um gol
a cada 72 minutos.
Agora,
no Mundial, ele já marcou 5 gols.
A
última vez que a Noruega disputou uma Copa do Mundo, Haaland ainda nem havia
nascido. Ao ajudar a garantir a classificação da seleção para as oitavas de
final, ele concluiu uma missão que carregou sobre os ombros durante anos.
Ainda
nas Eliminatórias, as esperanças de que o país escandinavo encerrasse um jejum
de 28 anos sem disputar uma Copa do Mundo estavam depositadas no atacante de 25
anos muito antes de ele marcar 16 gols em oito partidas na campanha pré-Copa.
Essas
expectativas em torno do centroavante do Manchester City já vêm do início de
sua adolescência, quando seu talento foi descoberto pelo Bryne, da Noruega, e
ele passou rapidamente pelas categorias de base do clube.
Seu
talento floresceu e seu potencial se consolidou ao longo de uma carreira
cuidadosamente construída para favorecer seu desenvolvimento.
Agora,
depois de conquistar tudo o que havia para conquistar no futebol de clubes com
o Manchester City, ele também está se destacando na seleção nacional.
Mas a
história poderia ter sido diferente.
Nascido
em Yorkshire, o atacante tinha direito de defender a Inglaterra. No entanto,
sua identificação com o país de origem fez com que essa possibilidade
praticamente nunca existisse, mesmo sabendo que as chances de conquistar
títulos internacionais seriam pequenas.
Essa
decisão poderia ter resultado em um destino que nenhum astro deseja: uma
carreira sem disputar uma Copa do Mundo.
Haaland
escapou desse cenário. Mas como é ser um astro mundial vindo de um país com
apenas 5,5 milhões de habitantes?
E será
que é realmente apenas Haaland quem está levando a Noruega à Copa do Mundo?
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Três Leões ou viking?
Em
2020, quando o então técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, foi questionado
sobre a possibilidade de Haaland defender a seleção dos Três Leões, ele
descartou rapidamente essa hipótese.
"Jogadores
como ele normalmente sabem muito bem por qual seleção querem jogar", disse
Southgate. "Ele sente essa ligação com o país que representa hoje, e isso
sempre merece respeito."
Haaland
nasceu em Leeds, em 2000, quando seu pai, o também jogador Alf-Inge, ainda
vivia na cidade, pouco depois de deixar o Leeds United para se transferir ao
Manchester City.
A
família mudou-se para Bryne, na Noruega, três anos depois, quando Alf-Inge
encerrou a carreira devido a uma lesão, que também pôs fim à sua passagem pelo
City.
O
talento do jovem Haaland foi identificado muito cedo. Ele rapidamente avançou
pelas categorias de base do Bryne antes de ser contratado pelo Molde, em 2017,
clube então comandado por Ole Gunnar Solskjaer.
Solskjaer
ajudou a transformar Haaland na potência ofensiva que ele é hoje e, desde
então, costuma elogiar o jogador.
O jovem
atacante começou a chamar atenção durante sua passagem pelo Red Bull Salzburg,
mas foi no Borussia Dortmund que realmente se apresentou ao mundo.
A
transferência de Erling Haaland para o Manchester City, em 2022, foi vista por
muitos como inevitável, tanto pela história de seu pai no clube quanto por sua
própria paixão pelo futebol inglês.
Em meio
a todas as mudanças, ao sucesso e aos momentos marcantes de sua vida, Haaland
nunca deixou de sentir o chamado de casa. Ele retorna com frequência ao país
natal, onde possui vários imóveis.
"Apesar
de seu status de superstar global, Haaland continua exatamente a mesma
pessoa", disse o jornalista norueguês Andreas Korssund à BBC Sport.
"Ele
sabe perfeitamente de onde veio e visita regularmente sua pequena cidade natal,
em Rogaland. Tem um enorme orgulho de suas origens e sempre se coloca à
disposição da imprensa norueguesa quando está defendendo a seleção."
Haaland
já falou sobre o desejo de administrar uma fazenda em seu país quando se
aposentar e costuma ser visto caminhando por Oslo, onde possui um apartamento.
Ele
também abraçou a herança viking da Noruega e demonstra enorme orgulho em
representar seu país.
Essa
identificação com suas raízes também explica por que ele usa o nome completo
Braut Haaland nas costas da camisa da seleção. Braut é o sobrenome de solteira
de sua mãe, e combinar esse sobrenome ao do pai é uma tradição comum na
Noruega.
"Haaland
significa tudo para a Noruega", afirma Korssund.
"Ele
se tornou um astro sem precedentes no maior esporte do mundo. Um país de pouco
mais de 5,5 milhões de habitantes produzir um dos maiores jogadores de futebol
do planeta é algo gigantesco."
Além
das participações consecutivas nas Copas de 1994 e 1998, a Noruega passou por
longos períodos afastada das principais competições internacionais. Sua última
presença em um grande torneio havia sido na Eurocopa de 2000.
Isso
significa que a lista de grandes jogadores noruegueses que nunca disputaram uma
Copa é extensa.
Mas
muitos consideram que a atual seleção representa a "Geração de Ouro"
do futebol norueguês e, embora os números de Haaland possam sugerir uma equipe
dependente de um único jogador, a realidade é que ele não é o único responsável
pela classificação.
O
meio-campista Martin Odegaard chegou aos Estados Unidos depois de conquistar a
Premier League com o Arsenal. Kristoffer Ajer, Jorgen Strand Larsen e Oscar
Bobb também são jogadores consolidados na elite do futebol europeu.
"Enxergamos
isso de forma parecida com o que aconteceu com a geração de ouro da Bélgica
alguns anos atrás: uma nação relativamente pequena que simplesmente respira
futebol", disse Korssund.
A
Noruega pode ter bastante qualidade em seu elenco, mas ninguém entre seus
companheiros ultrapassa as fronteiras do esporte como Haaland.
Sua
fama já se aproxima da de Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo. E a Noruega jamais
teve um jogador com esse nível de projeção.
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Não é um norueguês típico: o fator celebridade
Com
1,95 metro de altura e os longos cabelos loiros, Haaland se tornou um dos
jogadores mais famosos do futebol mundial.
Seu
carisma apareceu cada vez mais durante sua passagem pelo Manchester City, e seu
humor, muitas vezes bastante britânico, conquistou os torcedores.
Seu
canal no YouTube, onde publica vídeos mostrando um "dia na vida",
reúne mais de 2 milhões de inscritos. Além disso, ele participará do filme de
animação ViQueens, dando voz a um viking chamado, naturalmente, Haaland.
Mas
Haaland não é exatamente o herói norueguês tradicional.
"Ele
é confiante e pode ser um pouco ousado. Sabe o próprio valor, conhece sua
qualidade e acredita muito em si mesmo", afirma o jornalista norueguês
Lars Sivertsen.
"Na
Escandinávia existe uma cultura mais voltada para a humildade. Erling
reclamaria se ficasse no banco de reservas. Então, acho que ele foge um pouco
do perfil típico dos noruegueses", continua.
"Isso
faz dele um herói interessante para nós, porque inevitavelmente haverá momentos
de reação negativa."
Mas,
sobre a disputa com o Brasil no domingo, Haaland demonstrou humildade. Ao ser
questionado sobre quais as chances dos noruegueses contra a seleção brasileira,
o camisa 9 respondeu: "Pequenas possibilidades".
Na
disputa contra a Seleção brasileira no próximo domingo, um grande confronto é
esperado: o de Haaland com o zagueiro Gabriel Magalhães.
Rivais
frequentes na Premier League, o atacante do Manchester City e o defensor do
Arsenal protagonizaram uma série de confrontos acalorados nos últimos anos.
Em
setembro de 2024, após o City arrancar um empate nos acréscimos, Haaland
arremessou a bola na cabeça de Gabriel, que lamentava o gol sofrido. Meses
depois, na goleada do Arsenal por 5 a 1 sobre o City, o brasileiro respondeu
com provocações ao comemorar um gol e ao ironizar o atacante durante a partida.
O
capítulo mais recente da rivalidade aconteceu nesta temporada. Na vitória do
City por 2 a 1 em abril, Haaland marcou o gol decisivo e voltou a se
desentender com Gabriel. Após um empurrão e uma encarada entre os dois, o
zagueiro fez um movimento de cabeçada que gerou debate sobre uma possível
expulsão.
"Acho
que, se eu tivesse caído no chão, seria um lance para expulsão", disse
Haaland à Sky Sports. "Não vou cair tão fácil assim."
Fonte:
BBC Sport

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