Como
possível ação dos EUA no Irã elevou petróleo ao maior nível desde 2022
Os
preços do petróleo atingiram o
nível mais alto desde 2022 após a divulgação de um relatório segundo o qual
militares dos Estados Unidos devem
apresentar ao presidente americano, Donald Trump, novos planos para uma
possível ação contra o Irã.
O
Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) preparou um plano para
uma série de ataques "breves e contundentes" com o objetivo de
destravar as negociações com o Irã, informou o site
Axios. A BBC entrou em contato com o Centcom e com a Casa Branca para comentar,
mas não recebeu resposta até o momento.
O
barril de petróleo do tipo Brent subiu quase 7% e chegou a ultrapassar US$ 126
(cerca de R$ 630), o maior valor desde a invasão em larga escala da Ucrânia
pela Rússia, em 2022.
Os
preços de energia vêm subindo nesta semana com as negociações de paz
estagnadas, com o estratégico estreito de Ormuz ainda, na prática, fechado.
Antes
dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, passavam pelo estreito cerca de
20% do petróleo global, entre outros insumos.
A
reportagem do site Axios, com base em fontes anônimas, afirma que a proposta de
ataques deve incluir alvos de infraestrutura.
Outro
plano envolve assumir o controle de parte do estreito de Ormuz para reabrir a
rota ao transporte comercial, o que pode exigir o envio de tropas terrestres,
segundo o Axios.
O
petróleo West Texas Intermediate, que serve como referência de preço nos EUA,
também subiu, com alta de 2,3%, para cerca de US$ 109 (aproximadamente R$ 545)
o barril.
O
contrato futuro do Brent para entrega em junho vence na quinta-feira (30/4). Já
o contrato mais negociado, com entrega em julho, avançava cerca de 2%, para
perto de US$ 113 (cerca de R$ 565), nas negociações da manhã na Ásia.
Os
contratos futuros são acordos para comprar ou vender um ativo em uma data
previamente definida.
Os
mercados de petróleo reagiram rapidamente à possibilidade de uma nova ação
militar no Golfo, afirmou Yeow Hwee Chua, professor de economia da Universidade
Tecnológica de Nanyang, em Singapura.
Ele
acrescentou que mesmo uma pequena chance de escalada do conflito pode ter
"efeitos desproporcionais" sobre a oferta global de energia.
Os EUA
disseram que vão bloquear portos iranianos enquanto o Irã continuar a ameaçar
embarcações que tentam usar o estreito de Ormuz, o que pode afetar gravemente o
transporte global de energia.
O Irã
reagiu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel ao ameaçar atacar navios na
região, por onde costuma passar cerca de um quinto da energia consumida no
mundo.
Os
preços do petróleo já haviam subido 6% na quarta-feira (29/4), após relatos de
que os EUA se preparavam para um bloqueio "prolongado" ao Irã.
"Há
sinais de que uma escalada do conflito voltou ao centro das discussões, seja
com os EUA mantendo o bloqueio ao Irã, seja com relatos e rumores de que, para
sair desse impasse, o Irã pode voltar a atacar", disse Naveen Das,
analista sênior de petróleo da Kpler, empresa de inteligência marítima.
Ele
afirmou ao programa Today, da BBC, que um preço do petróleo próximo
de US$ 125 (cerca de R$ 625) é o ponto em que empresas e políticos
"começam a ficar mais apreensivos".
"Podemos
começar a ver mais iniciativas para tentar reduzir a escalada",
acrescentou, porque a alta dos preços "tem efeito em cadeia não só sobre o
petróleo, mas também sobre produtos derivados, a inflação e praticamente todos
os aspectos da vida cotidiana".
A BBC
apurou que executivos do setor de energia se reuniram com Trump na terça-feira
(28/4) para discutir formas de limitar o impacto da guerra sobre os
consumidores americanos, o que aumentou a preocupação do mercado com uma
possível interrupção prolongada no fornecimento de energia.
"A
grande questão, na minha visão, é por quanto tempo o governo Trump conseguirá
suportar a pressão econômica", disse Will Walker-Arnott, gestor de
investimentos da Raymond James, ao programa Today.
"As
pessoas já começam a se preocupar com o impacto inflacionário da alta do
petróleo", acrescentou.
¨
Vantagem do Brasil em biocombustíveis
A
guerra, iniciada em 28 de fevereiro, provocou uma crise energética global, com
alta do petróleo e risco de desabastecimento, especialmente após o bloqueio do
estreito de Ormuz.
Nesse
cenário, o Brasil conta com uma
vantagem estratégica: os biocombustíveis, avalia a revista britânica The
Economist.
A
revista publicou um artigo em 26 de março em que afirma que "o Brasil tem
uma arma secreta contra choques do petróleo" e que "os
biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente
Médio".
Neste
contexto, a The Economist afirma que poucos países estavam preparados para um
choque do petróleo, mas "o Brasil estava". Isso porque o país, ao
longo de décadas, investiu em alternativas e construiu "a indústria de
biocombustíveis mais sofisticada do mundo".
A
reportagem destaca ainda o papel estrutural desses combustíveis na economia
brasileira. "Eles são misturados à gasolina e ao diesel, com percentuais
obrigatórios definidos pelo governo de 30% e 15%, respectivamente, entre os
mais altos do mundo", observa a revista.
O
artigo também chama atenção para a frota nacional: "três quartos dos
veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer
mistura, desde gasolina pura até etanol 100%".
"Isso
reduz a dependência do Brasil de combustíveis fósseis importados e protege o
país contra mercados inflacionados. O preço da gasolina nos postos brasileiros
subiu 10% desde o início da guerra, e o do diesel, 20%, segundo dados
divulgados em 20 de março pelo regulador de energia. É um aumento doloroso, mas
muito abaixo dos saltos de 30% a 40% observados nos Estados Unidos."
A The
Economist lembra que essa estratégia começou nos anos 1970, após outra crise do
petróleo, e desde então se consolidou como base da política energética do país.
"Na
época, o Brasil importava 80% do combustível que consumia; o embargo árabe
estava sufocando a economia. Transformar o excedente de cana-de-açúcar em
etanol foi uma solução óbvia", aponta o texto.
A
revista menciona ainda um plano do governo federal, em 2023, para promover o
biodiesel, derivado de sementes, principalmente de soja. Hoje, diz a revista, o
governo federal mantém essa linha, já que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), que como "poucos abraçaram os biocombustíveis com tanta
intensidade".
Ainda
assim, a revista faz uma ressalva: "os biocombustíveis não podem eliminar
totalmente os custos provocados pela alta do petróleo".
Mas a
avaliação é que o Brasil entra nessa crise em posição mais favorável. Enquanto
grandes economias enfrentam alta mais intensa de preços e risco de escassez, o
país consegue amortecer parte do impacto — e até se beneficiar com o aumento da
demanda global por alternativas ao petróleo.
A
análise aponta também que o modelo começa a chamar atenção internacional, com
países como Índia e Japão estudando adaptar a experiência brasileira.
¨
A saída repentina dos Emirados Árabes Unidos da Opep
poderia desencadear uma guerra de preços do petróleo
O
conflito no Oriente Médio fez da Opep a mais recente vítima da guerra. A saída repentina dos Emirados
Árabes Unidos do cartel do petróleo na terça-feira, após 60 anos, deve
enfraquecer a aliança que, sob a liderança da Arábia Saudita, ajudou a amenizar
a volatilidade do mercado global de petróleo por décadas.
Os
preços globais do petróleo atingiram o nível mais alto em quatro anos na
quinta-feira, ultrapassando os US$ 126 por barril. Mas, enquanto a região
enfrenta o conflito contínuo, uma nova guerra pode estar se formando nos
mercados internacionais de petróleo, o que poderia levar a uma maior
volatilidade do mercado nos próximos anos.
Por
ora, a intenção dos Emirados Árabes Unidos de ignorar as cotas de
produção da Opep e bombear todo
o petróleo bruto que desejarem é meramente teórica, devido ao bloqueio iraniano
ao Estreito de Ormuz. O mesmo se aplica à capacidade de Riad de usar suas
vastas reservas de petróleo como arma em resposta.
Mas, em
um impasse pós-guerra entre as duas gigantes petrolíferas do Golfo, reside o
risco real de uma guerra de preços, na qual os mercados globais de energia
poderiam entrar em colapso, com consequências econômicas imprevisíveis.
“A
Arábia Saudita vai retaliar com força total”, disse Michael Tamvakis, professor
de commodities da Bayes Business School, em Londres. “Essa decisão afronta a
autoridade do reino, e os sauditas vão querer dar uma lição neles.”
“Num
mundo em que o petróleo volte a fluir pelo Estreito de Ormuz e os preços do
petróleo comecem a cair, haverá uma corrida para maximizar os volumes de
exportação de petróleo a fim de manter as receitas.”
Nessa
corrida, espera-se que o reino saudita "comercialize agressivamente"
seu petróleo para compradores asiáticos, que também dependem dos Emirados
Árabes Unidos, oferecendo descontos em seu petróleo bruto e combustíveis.
Embora os Emirados Árabes Unidos tradicionalmente tenham levado vantagem na
comercialização de produtos petrolíferos refinados para a Europa, a Arábia
Saudita pode "reagir e tentar conquistar participação de mercado",
disse Tamvakis.
A
Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo, mas nos Emirados
Árabes Unidos enfrenta um concorrente formidável no mercado. O terceiro maior
produtor do cartel manteve sua produção abaixo de 3 milhões de barris por dia
em 2024 a pedido da Opep, mas poderá aumentá-la para entre 4,5 milhões e 6
milhões de barris por dia assim que o fluxo for retomado pelo Estreito de
Ormuz.
Ambos
os países têm alguns dos custos de produção mais baixos do mundo e um
imperativo fiscal para gerar as receitas estatais necessárias para preparar
suas economias para um futuro com baixas emissões de carbono.
Dieter
Helm, professor de política econômica na Universidade de Oxford, comparou a
iminente guerra de preços às crises do mercado de petróleo das décadas de 1980
e 2014, que levaram à perda de centenas de milhares de empregos e à
instabilidade política em economias ricas em petróleo.
“É
provável que os preços do petróleo caiam ainda mais e mais rapidamente com o
fim da guerra”, disse Helm. “Preços mais altos incentivam uma maior produção, e
o mundo está repleto de reservas de petróleo e gás.”
A alta
nos preços de mercado, desencadeada pela guerra no Irã, deverá
impulsionar o surgimento de novos concorrentes no
mercado de petróleo das
Américas. Quanto mais tempo as exportações do Golfo forem prejudicadas pelo
conflito, maior será a oportunidade para os EUA, o Brasil e a Guiana aumentarem
sua participação no mercado global em detrimento do Oriente Médio.
Entretanto,
as economias estão acelerando os planos para reduzir sua dependência de
combustíveis fósseis, o que pode acelerar o início do declínio do mercado.
Um
mercado pós-guerra definido por novos suprimentos de petróleo e demanda incerta
seria menos do que ideal para os países do Golfo, à medida que retomam as
exportações. É provável que bombeiem o máximo de petróleo bruto possível para
ajudar a recuperar as economias devastadas pela guerra na região e reconquistar
seu lugar no mercado, portanto, preços mais baixos a longo prazo são prováveis.
O
cenário representa a antítese da agenda declarada da Opep. Desde a década de
1960, o poder do cartel reside na sua capacidade de responder, como um grupo
unido, às oscilações do mercado de petróleo, contribuindo para a estabilização
dos preços.
Quando
a oferta de petróleo se torna escassa, a Arábia Saudita e seus aliados
conseguem aumentar a produção para conter a alta dos preços. Quando o excesso
de oferta de petróleo bruto causa uma queda acentuada nos preços, a Opep está
pronta para reduzir sua produção e evitar um colapso do mercado.
Mas os
sinais de que a aliança estava começando a se desfazer tornaram-se mais
evidentes nos últimos anos, à medida que as turbulências no mercado global
desafiaram o domínio da Arábia Saudita e levaram a acirradas guerras de preços
em retaliação.
Em
2020, a Opep realizou seus maiores cortes de produção meses depois
que a pandemia de Covid-19 forçou a economia global a uma paralisação sem
precedentes, que eliminou milhões de barris de demanda de petróleo em questão
de semanas.
A
decisão do grupo de reter 9,7 milhões de barris de petróleo por dia representou
um corte de 10% na demanda global de petróleo. Mas o acordo só foi fechado
depois que a Arábia Saudita travou uma breve guerra de preços em resposta à
recusa da Rússia em reduzir sua própria produção, o que fez com que os preços
despencassem para o menor nível em 20 anos e agravou o impacto econômico da
pandemia.
Não foi
a primeira vez que Riade sacrificou os preços de mercado para restaurar sua
dominância. Em 2014, quando o fluxo desenfreado de petróleo proveniente do boom
do xisto nos EUA ameaçou saturar o mercado, os ministros sauditas ficaram cada
vez mais frustrados com os membros da Opep que desrespeitaram o acordo de
conter a produção para estabilizar os preços.
O reino
respondeu aumentando sua própria produção, desencadeando uma das maiores e mais longas quedas
nos preços do petróleo da história, relegando seus concorrentes de custos
mais elevados às margens do mercado. Os membros menores do cartel da Opep foram
danos colaterais, e as cicatrizes econômicas podem fazer com que alguns se
mostrem cautelosos em relação a quaisquer limites pós-guerra em sua produção.
Kim
Fustier, analista sênior da HSBC Investment, afirmou: “A perda de um membro central do Golfo enfraquece a
credibilidade da Opep. Se o grupo remanescente não conseguir compensar os
volumes dos Emirados Árabes Unidos por meio de disciplina coletiva, a gestão de
preços poderá se tornar mais difícil de ser implementada.”
¨
O líder supremo do Irã emite uma declaração desafiadora
sobre o Estreito de Ormuz
O líder
supremo do Irã quebrou seu recente silêncio com uma declaração desafiadora,
exaltando o controle do Irã sobre a navegação no Estreito de Ormuz e prometendo
proteger os programas nucleares e de mísseis do país.
“Hoje,
dois meses após o maior destacamento militar e agressão perpetrados pelos
maiores valentões do mundo na região, e a vergonhosa derrota dos Estados Unidos
em seus planos, um novo capítulo se inicia para o Golfo Pérsico e o Estreito de
Ormuz”, disse Mojtaba Khamenei em um comunicado lido por um apresentador da
televisão estatal.
O
comunicado afirmou que Teerã garantiria a segurança da região do Golfo e
eliminaria o que descreveu como "os abusos do inimigo na hidrovia", e
que "a nova gestão do estreito trará conforto e progresso para o benefício
de todas as nações da região, e as bênçãos econômicas trarão alegria aos
corações do povo".
O Irã
tem procurado cobrar um preço por ser atacado, exercendo controle sobre o
estreito, a via navegável estreita por onde normalmente transita cerca de um
quinto do petróleo mundial.
Em
discurso para marcar o Dia do Golfo Pérsico no Irã, Khamenei também prometeu
que o Irã "protegerá suas capacidades tecnológicas modernas – da
nanotecnologia à biotecnologia, passando pela energia nuclear e de mísseis –
como se fossem sua capital nacional, e as protegerá como protege suas
fronteiras marítimas, terrestres e aéreas".
Nenhuma
gravação ou imagem de Khamenei foi transmitida desde que ele foi nomeado líder
supremo no início de março. Há relatos de que ele ficou gravemente ferido no
atentado a bomba que matou seu pai e antecessor, de 86 anos, em 28 de
fevereiro. Ele estaria hospitalizado recebendo tratamento para seus ferimentos.
Sua
nova declaração sugere que o Irã está determinado a implementar um novo regime
de tarifas no estreito, que apresentará como benéfico para toda a região, como
uma afirmação tardia de soberania regional.
Desde
13 de abril, os EUA montaram um contra-bloqueio destinado a impedir a entrada e
saída de petroleiros nos portos iranianos, paralisando a indústria petrolífera
do Irã.
Com as
negociações mediadas pelo Paquistão em impasse, há poucos indícios de que
qualquer um dos bloqueios será suspenso, o que eleva o preço do petróleo acima
de US$ 120 por barril. Os níveis de tráfego marítimo ainda estão extremamente
baixos, chegando a apenas três navios por dia em alguns casos, em comparação
com 120 a 140 em condições normais.
“Os
estrangeiros que cobiçam maliciosamente o estreito a milhares de quilômetros de
distância não têm lugar ali, exceto no fundo de suas águas”, afirmou Khamenei
em comunicado.
O
fechamento do estreito pressionou Trump, já que os preços do petróleo e da
gasolina dispararam antes das cruciais eleições de meio de mandato, bem como
seus aliados no Golfo, que usam a hidrovia para exportar petróleo e gás.
A
admissão de Trump na quarta-feira de que não conhecia uma saída fácil para o
impasse fez com que os preços do petróleo chegassem perto de US$ 125 por barril – o mesmo
patamar das primeiras semanas da invasão russa em grande escala da Ucrânia em
2022.
O site
de notícias Axios informou que os militares dos EUA ainda estavam apresentando
opções a Trump para retomar os ataques.
O
major-general Mohsen Rezaee, conselheiro militar do líder supremo, escreveu em
sua conta no Facebook: “O cenário de cerco fracassará e o Irã jamais perderá o
Estreito de Ormuz. A história registrará que a nação iraniana derrotou a
superpotência americana no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. Tanto o campo de
batalha quanto a diplomacia estão avançando com a coordenação do líder da
revolução e o apoio do povo.”
O mundo
considera o estreito uma via navegável internacional, aberta a todos sem
pagamento de pedágio, e as nações árabes do Golfo, principalmente os Emirados
Árabes Unidos, denunciaram o controle do estreito pelo Irã como algo semelhante
à pirataria.
O Irã
propôs que as negociações com os EUA sobre seu programa nuclear sejam suspensas
enquanto ambos os lados concordam com os termos para permitir que os navios
retomem a passagem pelo estreito. No Irã, o Ministério das Relações Exteriores
instou o parlamento a reconhecer que os planos que estão sendo elaborados em
conjunto com Omã não exigem nova legislação iraniana. Também está instando o
Irã a evitar termos como "pedágios" e, em vez disso, a exercer seu
direito preexistente de cobrar taxas por serviços prestados.
O
secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a secretária de Relações
Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, realizaram conversas em Washington na
quarta-feira sobre o estreito. Um e-mail enviado pelo Departamento de Estado às
embaixadas, divulgado pelo Wall Street Journal, sugeriu que os EUA estavam
tentando se envolver em planos liderados principalmente pela Europa para a
supervisão do estreito após o fim do conflito.
Os EUA
estão se oferecendo para coordenar a diplomacia e as comunicações entre os
países que utilizam o estreito, revitalizando e ampliando uma estrutura
internacional de segurança marítima composta por 12 nações, uma operação naval
preexistente criada após ameaças à navegação por parte da marinha iraniana.
Fonte: BBC News Brasil/The Guardian

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